DEU NO PORTAL TERRA

Na abertura dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira nesta quarta-feira, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) questionou a presença do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) entre os integrantes da comissão. Antes de iniciar a votação dos requerimentos, Cunha Lima alegou que Protógenes tem ligações com o grupo do empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

“O deputado é direta e pessoalmente interessado na investigação que faremos aqui, seja porque mantém amizade íntima com os investigados, seja porque ele poderá figurar no rol dos investigados”, disse o senador ao levantar questão de ordem.

O pedido do senador para que Protógenes fosse impedido de participar da CPMI não foi aceito pelo presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). “Não cabe à presidência do colegiado definir quem comporá a comissão”, destacou Vital do Rêgo, que lembrou que as indicações dos participantes foram feitas pelos partidos, obedecendo o critério da proporcionalidade.

Na sua argumentação, o senador Cássio Cunha Lima referiu-se à reportagem publicada pelo jornal O Estado de São Paulo que indica a proximidade de Protógenes com Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá, durante as investigações da Operação Satiagraha, comandanda pelo deputado do PCdoB, que é delegado da Polícia Federal.

O deputado Protógenes reagiu às argumentações de Cássio Cunha Lima. “A minha participação é legítima, legal e constitucional. Originalmente, eu fui o autor do pedido de investigação. É um absurdo, para não dizer maldoso, e até desrespeitoso quanto ao regimento interno, o questionamento da minha presença nesta comissão.”

Carlinhos Cachoeira
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.

Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais.

Nos dias seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo. Na conversa, o democrata ainda vazou informações sobre reuniões reservadas que manteve com representantes dos três Poderes.

Pressionado, Demóstenes pediu afastamento da liderança do DEM no Senado em 27 de março. No dia seguinte, o Psol representou contra o parlamentar no Conselho de Ética e, um dia depois, em 29 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski autorizou a quebra de seu sigilo bancário.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), anunciou em 2 de abril que o partido havia decidido abrir um processo que poderia resultar na expulsão de Demóstenes, que, no dia seguinte, pediu a desfiliação da legenda, encerrando a investigação interna. Mas as denúncias só aumentaram e começaram a atingir ouros políticos, agentes públicos e empresas.

Após a publicação de suspeitas de que a construtora Delta, maior recebedora de recursos do governo federal nos últimos três anos, faça parte do esquema de Cachoeira, a empresa anunciou a demissão de um funcionário e uma auditoria. O vazamento das conversas apontam encontros de Cachoeira também com os governadores Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás. Em 19 de abril, o Congresso criou a CPI mista do Cachoeira.


Ministra Carmen Lucia:”assunto urgente”

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DEU NO CORREIO

Da Redação

O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou nulos os títulos de propriedades de terras concedidas a fazendeiros e agricultures dentro de uma reserva indígena no sul da Bahia. A decisão favorece os índios, que por conta da disputa de terra que existe há mais de 30 anos intensificaram as ocupações a propriedades no último mês. Segundo a Polícia Federal, 64 fazendas foram invadidas – o número é de 72, segundo contagem da Polícia Civil.

Votaram a favor da Ação Cível Originário (ACO) 132, de autoria da Fundação Nacional do Índio (Funai), os minitros Cármen Lúcia, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Cezar Peluso, Celso de Mello e Ayres Britto. Já o ministro Marco Aurélio votou pela improcedência da ação.

Os votos favoráveis acompanham a do relator do caso, Eros Grau, em 2008, quando a ação começou a ser julgada. Grau hoje está aposentado. O julgamento parou depois de um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, morto em 2009.

Os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli se declararam impedidos de votar, e o ministro Ricardo Lewandowski não participou em razão de viagem para cumprir agenda oficial. O ministro Luiz Fux também não participou da votação por suceder o ministro Eros Grau. O placar final foi de 7 votos favoráveis a 1.

Único voto contrário, o ministro Marco Aurélio disse que não poderia “colocar em segundo plano” os títulos que foram formalizados pelo governo da Bahia. “Confiaram os particulares no estado da Bahia e adentraram a área que não era ocupada por indígenas e passaram a explorar essas áreas”, disse o ministro.

Títulos nulos só em área de reserva

Segundo a ministra Cármen Lúcia, só devem ser considerados nulos os títulos de propriedades que estão dentro da área da reserva indígena Caramuru-Catarina Paraguassu, qeu tem 54 mil hectares. A ação pede também anulação de propriedades que, segundo estudo realizado após o ajuizamento do processo, estão fora dessa área.

“Quanto a esses (títulos) fora da área que não é objeto do litígio e que a autora nem teria interesse para ajuizar a ação, estou extinguindo o processo”, disse a ministra.

O STF determinou também que a União é que deve decidir como e quando os fazendeiros devem desocupar as fazendas – e se estes até então proprietários devem ser indenizados.

A votação sobre a ação foi antecipada – estava prevista para 9 de maio – a pedido da ministra Cármen Lúcia, que argumentou que se tratava de um assunto urgente, por conta da tensão crescente no sul da Bahia. Estava prevista para hoje uma votação sobre cotas no sistema ProUni.

Disputa

A disputa de terras acontece desde 1982. No último mês, os índios intensificaram as ocupações de fazendas em Itaju do Colônia, Camacan e Pau Brasil para pressionar a votação do STF. Segundo a Polícia Federal, o número de fazendas invadidas chegou a 64 – a Polícia Civil contabiliza 72.

Durante os conflitos, em abril, um funcionário de uma fazenda foi morto com um tiro na cabeça. Júlio César Passos Silva, 32 anos, funcionário da fazenda Santa Rita, que fica na zona de conflito, foi morto com um tiro na cabeça durante um tiroteio. Um índio também foi baleado na perna no confronto.

Os professores da rede estadual decidiram manter a greve que ja dura 20 dias. Reunidos nesta manhã, nas dependências da Assembleia Legislativa, eles acabam de sair em passeata pelas avenidas do CAB, para fazer “o enterro de parlamentares traidores do movimento” no cemiterio chamado de “Jardim das Deslealdades”

Na marcha, os professores estão entoando músicas/paródias – tipo “Tira, Senhor, Tira Senhor, Tira da Bahia o ditador…, eles também carregam cruzes com o nome e a foto dos deputados que votaram a favor do projeto de reajuste do governo Jaques Wagner(PT) na semana passada.

Os professores acusam o governo estadual de descumprir o acordo de reajuste. O governo alega que, com a mudança do índice do reajuste, determinado pelo Governo Federal, não tem recursos para cumprir o combinado, apesar de argumentar que paga o piso nacional para todos os professores.

maio
02


DEU NO CORREIO DA BAHIA

Um caixa eletrônico do Banco do Brasil de Brejões, na microrregião de Jequié, foi explodido na madrugada desta quarta-feira (2). Cinco homens armados chegaram à cidade por volta de 2h30, renderam dois guardas municipais, rasgaram pneus de uma viatura da Polícia Militar e levaram o dinheiro disponível no caixa.

Os guardas estavam reunidos em um pequeno escritório na praça Manoel Vitorino, a principal da cidade, quando foram surpreendidos pelos bandidos. Eles foram algemados pelas próprias algemas que carregavam e trancados no local.

Uma viatura da Companhia Independente da PM, que também funciona na praça Manoel Vitorino e fica perto da agência bancária, teve os quatro pneus furados. Os policiais, no entanto, só notaram o assalto após a explosão.

Segundo o delegado titular Arão Borges, os bandidos utilizaram dinamite para explodir o caixa e fugiram em um Fiesta Sedan, cor prata. Câmeras do circuito de segurança do banco devem ajudar a polícia a identificar os suspeitos.

“Eram cinco homens. Testemunhas disseram, inclusive, que eram todos jovens e são da região do Recôncavo por conta do sotaque”, diz o delegado. Policiais de Milagres e Amargosa foram acionados para ajudar nas buscas.

As agências do Banco do Brasil e do Bradesco da cidade já haviam sido assaltadas em setembro do ano passado.


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Dá-lhe, Gabeira.
Como nos melhores tempos do Jornal do Brasil, antes da ditadura, ou de “O Que é Isso, Companheiro?”, depois.

(Vitor Hugo Soares)


Cláudio Antônio Guerra, ex-delegado do DOPS: fonte

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DEU NO IG

DEU NO PORTAL IG

Símbolo da linha-dura do regime militar, o delegado Sérgio Paranhos Fleury – titular da Delegacia de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo – foi assassinado por ordem de um grupo de militares e de policiais rebelados contra o processo de abertura política iniciado pelo ex-presidente Ernesto Geisel. É o que afirma Cláudio Antônio Guerra, ex-delegado do DOPS (Departamento de Operações Políticas e Sociais) do Espírito Santo.

Em depoimento aos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, no livro “Memórias de uma guerra suja”, que acaba de ser editado, Guerra conta ter participado da reunião em que foi decidida a morte de Fleury.

Ele próprio teria dado a ideia de fazer tudo parecer um acidente. Acabou sendo enviado para liquidar o colega. Mas, por problemas operacionais, a execução teria ficado para um grupo de militares do Cenimar, o Centro de Informações da Marinha.

No livro ao qual o iG teve acesso, o delegado confessa ter sido um dos principais encarregados pelo regime militar de matar adversários da ditadura entre os anos 70 e 80.

Guerra está sob proteção da Polícia federal. Tornou-se uma testemunha-chave às vésperas do início dos trabalhos da Comissão da Verdade, criada para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar (1964-1988).

Ele conta ter executado pessoalmente militantes de esquerda como Nestor Veras, do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB), após uma sessão de tortura da qual afirma não ter participado:
“(Veras) tinha sido muito torturado e estava agonizando. Eu lhe dei o tiro de misericórdia, na verdade dois, um no peito e outro na cabeça. Estava preso na Delegacia de Furtos em Belo Horizonte. Após tirá-lo de lá, o levamos para uma mata e demos os tiros. Foi enterrado por nós.”

Além do assassinato de Veras, Guerra conta como matou, a mando de seus superiores, outros militantes contra o regime, como: Ronaldo Mouth Queiroz (estudante universitário e membro da Aliança Libertadora Nacional – ALN); Emanuel Bezerra Santos, Manoel Lisboa de Moura e Manoel Aleixo da Silva (os três, do Partido Comunista Revolucionário – PCR).

Queima de arquivo

“O delegado Fleury tinha de morrer. Foi uma decisão unânime de nossa comunidade, em São Paulo, numa votação feita em local público, o restaurante Baby Beef”, afirma Cláudio Guerra.
Além dele, segundo conta, estavam sentados à mesa e participaram da votação:

O coronel do Exército Ênio Pimentel da Silveira (conhecido como “Doutor Ney”); o coronel-aviador Juarez de Deus Gomes da Silva (Divisão de Segurança e Informações do Ministério da Justiça); o delegado da Polícia Civil de São Paulo Aparecido Laertes Calandra; o coronel de Exército Freddie Perdigão (Serviço Nacional de Informações); o comandante Antônio Vieira (Cenimar); e o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (comandante do Departamento de Operações de Informações do 2º Exército – DOI-Codi), que abriu a reunião.

“Fleury tinha se tornado um homem rico desviando dinheiro dos empresários que pagavam para sustentar as ações clandestinas do regime militar. Não obedecia mais a ninguém, agindo por conta própria. E exorbitava. (…) Nessa época, o hábito de cheirar cocaína também já fazia parte de sua vida. Cansei de ver.”

Guerra conta que chegou a fazer campana para a execução, mas o colega andava sempre cercado de muita gente. “Dias depois os planos mudaram, porque Fleury comprou uma lancha. Informaram-me que a minha ideia do acidente seria mantida, mas agora envolvendo essa sua nova aquisição – um ‘acidente’ com o barco facilitaria muito o planejamento.”

A história oficial é, de fato, que o delegado paulista morreu acidentalmente em Ilhabela, ao tombar da lancha. Mas Guerra afirma que Fleury na verdade foi dopado e levou uma pedrada na cabeça antes de cair no mar.

LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO NO IG
www.ig.com.br

maio
02
Posted on 02-05-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-05-2012


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Casso, hoje, no Diário do Pará (PA)

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Opinião Política

Um passo à frente

Ivan de Carvalho

Acostumado a frequentar os bastidores mais sombrios da política, Carlinhos Cachoeira pretendeu ingressar menos informalmente na política partidária e, criativo como tem demonstrado ser, com uma inovação.

Todo mundo sabe que, desde o fim do bipartidarismo forçado pelo regime militar, foram multiplicando-se legendas, várias delas, micropartidos que, por seu comportamento e finalidade, tornaram-se conhecidos como “legendas de aluguel”. Ressalve-se, no entanto, que há também micropartidos que não são “legendas de aluguel”.

Esse tem sido um grande escândalo político que não tem merecido investigação policial, denúncias do Ministério Público nem dos partidos que não são de aluguel, assim, também não têm sido objeto de apreciação, sequer de preocupação, da Justiça Eleitoral brasileira. A coisa acontece mansa e pacificamente.

Para que não se incorra em omissão, houve um caso atípico, a mostrar que nem tudo está perdido. Tomadas de certo espírito evangélico, de dar sem esperar nada em troca, alguns micropartidos deram a Fernando Collor de Mello tempo de televisão destinado por lei à propaganda partidária deles. E assim pôde surgir o mito do “caçador de marajás”, primeiro presidente eleito por voto universal e secreto depois de Jânio Quadros. Ambos, Jânio e Collor, renunciaram ao cargo de presidente da República.

O grande passo seguinte é e tudo indica continuará sendo ainda por muito tempo o maior escândalo político de corrupção da história da República – o Mensalão. Acredito até que no período do Império e mesmo no Brasil colonial não encontrará o historiador algo tão colossal. E isto independente até do que decida o Supremo Tribunal Federal no processo que julgará. O Mensalão tem a didática virtude de ser safadeza pública, notória e evidente por si mesma.

Mas aí, no Mensalão, não eram partidos ou políticos que alugavam partidos para usufruir do tempo de propaganda eleitoral no rádio e TV. Era um sistema que reunia operadores privados e recursos financeiros públicos que se travestiam de privados para comprar, na Câmara dos Deputados, votos que assegurassem maioria ao governo Lula. Não era o caso de “legendas de aluguel”, mas sim de deputados e bancadas de aluguel, sob orientação de comandos partidários. Até gente que já votaria mesmo com o governo, por ser do partido do presidente da República, beneficiou-se da propina. Foi uma festa, mil vezes mais animada que as que fizeram em Paris, entre outros, o governador Sérgio Cabral e o dono da Delta Construções LTDA, Fernando Canvendish.

Mas agora vem Cachoeira com sua inovação. Não pretendeu alugar legendas para usar-lhe o tempo de TV e rádio, não recebeu – ao contrário de Collor – graciosamente tempo de rádio e TV de legendas que, supõe-se, não sabiam o que fazer com ele, nem pagou mensalão por apoio de deputados na Câmara. Cachoeira apenas quis comprar a seção de Goiás do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) ao presidente nacional da legenda, Levy Fidelix, cuja principal proposta é o “aerotrem”, sério concorrente do Trem Bala. Cachoeira propôs pagar R$ 200 mil, mas, mesmo sendo bicheiro, não apostaria na sorte – queria “garantia”, não se arriscaria a pagar em vão.

Agora, no Brasil, passa-se do aluguel à compra de partidos. Um passo à frente em nossa evolução política.

maio
02
Posted on 02-05-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-05-2012

http://youtu.be/e7_kSS4pLgA
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“Grande canção, Grande artista!”, diz uma ouvinte entusiasmada na area de comentarios do You Tube para este video.

Pode apostar. Ainda mais para quem aprendeu a dançar ouvindo Montez nos “assustados” de Juazeiro e Petrolina e tendo o Velho Chico como testemunha.

Boa Noite!!!

(Vitor Hugo Soares)

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