Kertész:”não quero fazer carreira política”

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DEU NO PORTAL METRO1


Está confirmado: o PMDB vai ter candidatura própria em Salvador nas eleições municipais de outubro. Em entrevista ao apresentador Raimundo Varela, no programa Balanço Geral, da TV Itapoan, Mário Kertész confirmou, nesta quinta-feira (31) que é pré-candidato à Prefeitura de Salvador.

MK explicou o porquê da decisão. “Acho que tenho experiência. Não quero fazer carreira política. Penso, se o povo quiser, ser prefeito com a capacidade que tenho, a liderança que tenho, a capacidade de juntar uma equipe. Tenho propostas pra Salvador. Acho que Salvador não precisa salvar um partido, como o DEM que está quase extinto, não precisa salvar São Paulo, por causa de José Serra. São Paulo é São Paulo, Salvador está acabada”.

A tentativa de unir as oposições também foi tema da entrevista. O pré-candidato do PMDB reafirmou que o deputado ACM Neto deixou a mesa de negociação. “Ele disse várias vezes que queria ser candidato a governador. “Eu não quero fazer da Prefeitura de Salvador trampolim para chegar ao governo do estado”, alfinetou.

Sobrou bala também para o deputado Nelson Pelegrino, candidato do PT: “O objetivo do PT é criar uma hegemonia, não vejo preocupação real com a cidade. Me lembro de discussões entre ACM Neto e Pelegrino, cada um dizendo que iria trazer o dinheiro do metrô em 15 dias. Já tem 10 anos isso e o metrô continua aí.

Antes de encerrar a participação no programa do apresentador Raimundo Varela, Kertész mostrou-se disposto. “Estou com vontade, estou com determinação. Eu quero melhorar a cidade, não quero fazer carreira política, quero com o que aprendi, com os erros que tive, ajudar Salvador a melhorar. Não sou salvador da pátria, mas vou trabalhar com esse coração velho e que bate forte pela cidade, para tirar Salvador da lama”.

PMDB comemora

O presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, comemorou o anúncio da pré-candidatura de Mário Kertész à Prefeitura de Salvador. “Me sinto muito feliz pelo fato que a cidade em que nasci e onde vive minha família e milhões de baianos, passa a ter a esperança de dias melhores”, disse ao Metro1.

maio
31


Composição de Jorge Mautner e Nelson Jacobina.
Nona faixa do disco Árvore da Vida, de 1988.

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Nota triste

Maria Olívia Soares para o BP

O músico Nelson Jacobina, 58 anos, morreu às 6h45 desta quinta-feira. Ele estava internado desde domingo na UTI do hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo.

O músico, um dos integrantes da Orquestra Imperial desde 2000, lutava contra um câncer há 15 anos. Jacobina trabalha desde os anos 1970 com Jorge Mautner e a parceria rendeu clássicos como “Lágrimas negras”, “Maracatu atômico”, “Árvore da vida” e “Samba-jambo”.


Maria Olívia é jornalista


Demóstenes:boca fechada na CPI

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Como já era esperado, o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) usou seu direito constitucional de permanecer em silêncio durante a sessão da CPI do Cachoeira, alegando que já havia apresentado sua defesa na terça-feira durante depoimento no Conselho de Ética do Senado, o que deixou muitos parlamentares irritados. A decisão de Demóstenes provocou uma briga entre os membros da comissão, que levou o presidente, Vital do Rêgo (PMDB) a encerrar a sessão.

O deputado Silvio Costa (PTB-PE) foi um dos mais exaltados ao se dirigir ao senador, que é acusado de praticar tráfico de influência em favor do esquema orquestrado por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Citando o depoimento de Demóstenes no Senado, em que o senador se disse “um carola” que “redescobriu Deus”, Costa afirmou que “se o céu existir, e eu tenho certeza que existe, o senhor não vai para o céu, porque o céu não é lugar de mentiroso. O céu não é lugar de gente hipócrita.”

“Você passou cinco horas no Conselho de Ética e não conseguiu se explicar para o País. Mas aqui, em cinco minutos, o senhor dá uma explicação profundamente convincente. O seu silêncio é a mais profunda tradução da sua culpa. Escreve em letras garrafais: eu, senador Demóstenes Torres, sou sim membro da quadrilha do senhor Carlos Cachoeira”, afirmou.

O senador Pedro Taques (PDT-MT), então, apresentou ao presidente da CPI uma questão de ordem. “Nós todos aqui devemos respeitar a Constituição, e a Constituição afirma que o cidadão, seja lá quem for, tem o direito constitucional de permanecer em silêncio. Um senador da República não pode tratar um parlamentar ou quem quer que seja com indignidade.”

O presidente da CPI concordou com Taques e garantiu que sua questão de ordem seria acolhida, assim que Silvio Costa concluísse sua fala, o que deixou o parlamentar ainda mais nervoso. “Você é metido a paladino da ética. Deselegante, interrompe minha fala para fazer uma questão de ordem sem começo, meio e fim”, disse a Pedro Taques e, depois, voltando-se a Demóstenes ao berros: “Vou lhe chamar agora de ex-futuro senador da República. Você é um demagogo, um hipócrita. Trabalhou contra o País. Você devia ser processado pelo Conar por propaganda enganosa.”

Diante da discussão, Vital do Rêgo dispensou Demóstenes e encerrou a sessão.

maio
31


Riocentro: onde a conferência da ONU vai rolar
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Ricardo Garcia

Do jornal Público, de Lisboa

Se depender do tamanho, a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável – a Rio+20 – vai superar de longe a Eco-92, que agora celebra vinte anos.

Só o centro de congressos onde decorrerá a parte oficial do evento – o Riocentro – tem uma área reservada de 100 mil metros quadrados, o dobro da ocupada pela Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, que também se realizou no Rio de Janeiro, em 1992.

Pelo Riocentro passará um número de pessoas equivalente ao da população de uma cidade média em Portugal, como Beja. A sua capacidade é de 38 mil pessoas por dia.

Mas o evento espalha-se por toda a cidade. No Parque dos Atletas, uma grande área ao ar livre em frente ao Riocentro, ficarão pavilhões e exposições de diversos países. O Aterro do Flamengo será o epicentro das organizações não-governamentais, que ali se reunirão na Cúpula dos Povos.

E em Jacarepaguá representantes de povos autóctones passarão dias instalados numa réplica de aldeia indígena, de onde deverá sair um documento a ser entregue às Nações Unidas.

Índios brasileiros da nação Kaiamurá, do Alto Xingu, já começaram a construir duas grandes “ocas” – designação das habitações das aldeias indígenas – que servirão de ponto de encontro para os debates. Mas os índios não estão contentes com o pagamento de 900 reais (360 euros) que irão receber, alegando o combinado era que seriam 1500 reais (600 euros). “Para nós, foi uma honra receber o convite”, disse o cacique Atawalu Totopyre Kamaiura, citado pelo jornal Folha de São Paulo. “Mas o branco não trabalha à toa e nós queremos receber”, completou.

O Riocentro deverá ser disponibilizado à ONU no dia 5 de Junho. Embora a conferência oficial seja entre 20 e 22 de Junho, as atividades começam já no dia 13, com a última ronda formal de negociações antes do segmento de alto nível, no qual está confirmada a presença de 102 chefes de Estado e de governo.

Cerca de 1200 militares do Exército e 800 polícias serão mobilizados durante o evento. O dispositivo de segurança prevê também um sistema de deteção de armas químicas, radiológicas e biológicas.

http://youtu.be/y75WB5n_MeM
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A Volta Do Malandro

Chico Buarque

Eis o malandro na praça outra vez
Caminhando na ponta dos pés
Como quem pisa nos corações
Que rolaram dos cabarés

Entre deusas e bofetões
Entre dados e coronéis
Entre parangolés e patrões
O malandro anda assim de viés

Deixa balançar a maré
E a poeira assentar no chão
Deixa a praça virar um salão
Que o malandro é o barão da ralé

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Dá-lhe, Chico!

Boa quinta-feira a todos!

(VHS)


Jobim e Serra: pedido de amigo

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DEU NA COLUNA DE MÔNICA BÉRGAMO, NA FOLHA DE S. PAULO

O ex-governador José Serra ligou há alguns dias para o ex-ministro Nelson Jobim e pediu a ele que falasse com a revista “Veja”. Jobim atendeu ao pedido do amigo -e só então soube da reportagem sobre Lula e o ministro Gilmar Mendes.

A informação é da coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta sexta-feira da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Escaldado, Jobim disse não ter presenciado nada beligerante na conversa entre os dois, que ocorreu em seu escritório, em Brasília.

No polêmico encontro, o petista teria pedido ao ministro para tentar adiar o julgamento do mensalão, segundo a versão de Mendes. Lula nega

Leia a coluna completa na Folha de S. Paulo

maio
31
Posted on 31-05-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-05-2012


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Simanca, hoje, no jornal A Tarde

maio
31


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OPINIÃO POLÍTICA

SUPREMO SOB ATAQUE

Ivan de Carvalho

Antes de falar à revista Veja sobre informações que esse veículo de imprensa esteve recolhendo nos bastidores da política – envolvendo movimentações a respeito do julgamento do processo do Mensalão pelo Supremo Tribunal Federal – e acrescentar outras ainda mais estupendas, relacionadas com o seu encontro com o ex-presidente Lula no escritório-residência do ex-ministro Nelson Jobim, o ministro Gilmar Mendes, do STF, havia comunicado o fato (o encontro e o teor da conversa) a três autoridades: o presidente do STF, ministro Carlos Ayres Brito, o procurador Geral da República, Roberto Gurgel e o Advogado Geral da União, Luís Inácio Adams.

Essas três autoridades estão, até o momento, mantendo reserva sobre o assunto, o que já era mesmo de esperar. As reações no âmbito do STF concentraram-se no ministro Marco Aurélio Mello, que foi severo e no mais antigo ministro do tribunal, Celso de Mello, que foi arrasador na condenação ao que Lula disse e fez, segundo o que tem contado, já agora à imprensa em geral, o ministro Gilmar Mendes.

Do interesse do PT, dos réus no processo do Mensalão e do próprio Lula na protelação do julgamento o Brasil inteiro já sabia antes desse inimaginável episódio do encontro em que, segundo Mendes, Lula quis pressioná-lo a respeito. Por motivos que já analisamos neste espaço. O Instituto Lula emitiu uma nota desmentindo Gilmar Mendes.

Mas o episódio transformou a luta dos réus do Mensalão e seus protetores numa questão fundamental para o Supremo Tribunal Federal. Não pode o STF – corte suprema, garantidora da Constituição e do estado democrático no país – passar à sociedade brasileira a percepção de que se rendeu a pressões e influências traficadas nos bastidores para protelar o julgamento, de modo a favorecer a impunidade que para alguns viria com a prescrição de crimes com penas de prisão de menor duração.

Claro que não é isto que se está alegando, ninguém vai sair por aí defendendo abertamente a impunidade. O que se alega para tentar empurrar o julgamento para 2013 é que este ano serão realizadas eleições (municipais, veja bem o leitor, não são lá grande coisa) e o clima eleitoral seria perturbado pela repercussão do julgamento. Ora, tecnicamente nada tem a ver uma coisa com a outra.

Esse absurdo episódio “patrocinado” pelo ex-ministro da Justiça, da Defesa e do próprio STF, Nelson Jobim, praticamente obriga o STF a julgar o processo do Mensalão com a presteza com que sempre deve procurar comportar-se o Judiciário. Tudo está pronto, salvo o trabalho do revisor, ministro Ricardo Lewandowski, que já prometera entregar seu relatório de revisão no mês que vem, deixando assim o processo concluso para julgamento.

E é exatamente essa perspectiva de julgamento no segundo semestre que desencadeou a pressão política pela protelação. E o STF precisa, em sua própria defesa e na defesa do país, repelir essa coisa feia e ilegítima.
Em tempo: parece ser consenso nos meios jurídicos e na mídia que o ministro Gilmar Mendes não deveria ter aceito o convite de Lula, por intermédio de Nelson Jobim, para o encontro. Não devia ir. Mas foi. Pequena opção com grandes consequências.


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Cada Tempo Em Seu Lugar
Gilberto Gil

Preciso refrear um pouco o meu desejo de ajudar
Não vou mudar um mundo louco dando socos para o ar
Não posso me esquecer que a pressa
É a inimiga da perfeição
Se eu ando o tempo todo a jato, ao menos
Aprendi a ser o último a sair do avião

Preciso me livrar do ofício de ter que ser sempre bom
Bondade pode ser um vício, levar a lugar nenhum
Não posso me esquecer que o açoite
Também foi usado por Jesus
Se eu ando o tempo todo aflito, ao menos
Aprendi a dar meu grito e a carregar a minha cruz

Ô-ô, ô-ô
Cada coisa em seu lugar
Ô-ô, ô-ô
A bondade, quando for bom ser bom
A justiça, quando for melhor
O perdão:
Se for preciso perdoar

Agora deve estar chegando a hora de ir descansar
Um velho sábio na Bahia recomendou: “Devagar”
Não posso me esquecer que um dia
Houve em que eu nem estava aqui
Se eu ando por aí correndo, ao menos
Eu vou aprendendo o jeito de não ter mais aonde ir

Ô-ô, ô-ô
Cada tempo em seu lugar
Ô-ô, ô-ô
A velocidade, quando for bom
A saudade, quando for melhor
Solidão:
Quando a desilusão chegar

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Maravilha de canção. Letra e melodia.

Gilberto Passos Gil Moreira, o grande artista que o tempo só fez melhorar. Confira.

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Priscila Chammas
priscila.chammas@redebahia.com.br

Apesar da repercussão causada pelo número de viagens internacionais do governador Jaques Wagner, elas foram frutíferas, garante um comunicado enviado ontem à imprensa pela Secretaria de Comunicação do Estado da Bahia (Secom). A resposta veio dois dias depois da reportagem do jornal O Globo, que coloca o petista Wagner no topo do ranking dos governadores que mais viajaram desde o início de 2011.

A nota oficial destaca ainda que o governador da Bahia foi o que mais viajou, porém o com menor média de gasto: R$ 3,6 mil por cada um dos 78 dias que ficou fora, em suas 14 viagens ao exterior.

Frutos

Entre os resultados gerados com as viagens, o comunicado cita a realização do Campeonato Mundial de Judô 2012 na Bahia (resultado da ida à França) e a assinatura de um Memorando de Entendimento entre o governo e a Promos Milano (empresa da Câmara de Comércio de Milão), para o desenvolvimento de ações conjuntas para atrair investimentos e intercâmbios culturais e turísticos. Esta última gerada numa viagem à Itália.

Já numa passagem pela França, em outubro de 2011, segundo o comunicado, o governo conseguiu atrair uma fábrica de aerogeradores para produção de energia elétrica e do voo direto Salvador – Paris, da companhia aérea XL Airways. No mapa da página seguinte, é possível conferir os resultados apontados pelo governador para cada uma de suas viagens.

No entanto, o governo reconhece que nem todas as viagens geraram resultados concretos. Exemplo disso foi a ida de Wagner ao Vaticano, no início do mês. Segundo sua assessoria de imprensa, ele viajou a convite do papa Bento XVI para participar de um evento sobre relações inter-religiosas.

A ida a Portugal em setembro, foi outra que ainda não rendeu frutos. Também segundo a assessoria, o governador participou de um evento com empresários portugueses sobre possíveis investimentos. No entanto, ainda não houve efetivação de qualquer tipo de negócio.

No comunicado enviado à imprensa, a Secom garante que todas as viagens visaram o interesse da Bahia. “O contato direto com outros países, governos, empresários, representantes da sociedade civil e, sobretudo com os baianos, é fundamental para fazer desse estado a Bahia que queremos. Além das viagens internacionais e nacionais, o governador Jaques Wagner foi o governador que mais visitou municípios baianos (334 municípios)”, diz o texto.

Descrença

Os argumentos não convencem a oposição. Nesta quarta (30), vai a plenário na Assembleia Legislativa da Bahia um requerimento proposto pelo deputado estadual Luciano Simões (PMDB), que solicita ao governador dar explicações sobre todas as suas viagens, desde o primeiro mandato, em 2007.

Para Simões, muitas das idas de Wagner ao exterior foram infrutíferas. “Em 2010, ele foi a Portugal trazer o oceanário para a Bahia e até hoje nada. Depois foi à China, trazer uma indústria de soja, que também não ocorreu. Na Venezuela, fumou charuto com Hugo Chávez e não trouxe o voo Salvador – Caracas, que prometeu”, criticou.

Segundo ele, o requerimento já está na casa desde o início do ano passado, mas nunca foi a plenário. “Caso não tenha rendido frutos, vamos encaminhar ao Ministério Público”, garantiu. O assunto veio à tona domingo, após o jornal O Globo publicar levantamento das viagens de quase todos os governadores do Brasil.

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