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Postado em 30-04-2012
Arquivado em (Artigos) por vitor em 30-04-2012 14:42


Brizola Neto(com Lupi):convite na vespera
do 1º de Maio/ Leonardo Carvalho/Folhapress
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deu na folha.com

Após conversar com o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi e com o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), a presidente Dilma Rousseff convidou nesta segunda-feira (30) o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) para assumir a pasta.

Brizola Neto é favorito para o posto há meses, mas enfrentava resistência dentro de seu próprio partido, que comanda o ministério.

Dilma queria nomear o ministro hoje para evitar passar o feriado do Dia do Trabalho sem um titular na pasta.

PDT

Após o encontro com Dilma, Carvalho telefonou para parlamentares do PDT informando a decisão da presidente. O nome deve ser oficializado entre hoje e amanhã.

A pasta era comandada interinamente por Paulo Roberto dos Santos Pinto desde dezembro, quando Lupi não resistiu as suspeitas de irregularidades em sua gestão. O PDT controlava o ministério desde o governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Na semana passada, Lula defendeu, em conversa com a presidente, a definição do titular da pasta.

Apesar de enfrentar resistência de parte da bancada do PDT, o deputado, 33 anos, conquistou nos últimos meses o aval da centrais: Força Sindical e da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

Brizola Neto assumirá o posto de ministro mais novo da Esplanada. Neto de Leonel Brizola, fundador do PDT e ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, o deputado exerce o segundo mandato.

Chegou a liderar o PDT em 2009 e teve uma atuação sempre fiel ao governo. Em 2011, se licenciou da Câmara para exercer o cargo de secretário de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro.

Em seu site, ele destaca a ligação com o avô. “O nome que carrego é uma bandeira. É um símbolo para milhões de pessoas que sonham com um Brasil diferente, com um Brasil com justiça, com trabalho,com progresso para nosso povo.”

1º DE MAIO

A escolha ocorre um dia antes das comemorações do Dia do Trabalho, nesta terça-feira (1º).

Dilma não deve participar das comemorações em São Paulo. Enviará Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) em seu lugar e fará pronunciamento em rede nacional de rádio e TV.

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Comentários

danilo on 1 Maio, 2012 at 1:22 #

tenho cá minhas dúvidas que o avô permitiria uma coisa dessa.

porque, não há dúvida, e vivo fosse, o velho e bom Brizola estaria na oposição.


jader on 1 Maio, 2012 at 8:33 #

Inquérito da PF aponta ligação entre Cachoeira e revista ‘Veja’
30 de abril de 2012 • 23h57

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Gravações feitas pela Polícia Federal (PF), que constam em inquérito da operação Monte Carlo, indicam que o contraventor Carlinhos Cachoeira influenciava os rumos de reportagens da revista Veja. Em conversa com o ex-diretor da empresa Delta Claudio Abreu, o bicheiro comemora a publicação de uma matéria: “Foi bom demais, hein?”. Em seguida, Abreu comenta que indicou “PJ” (Policarpo Júnior, diretor da sucursal da revista em Brasília) a continuar no “caminho” de denunciar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). As informações são do Jornal da Record.

Policarpo e Roberto Civita, dono da editora Abril, podem ser chamados a prestar esclarecimentos à CPI do Cachoeira, que na quarta-feira analisa os pedidos de convocação. “É diferente de jornalismo investigativo essa atitude, que me parece muito mais de cumplicidade”, disse o deputado federal Fernando Ferro (PT-SE), em tom similar ao do novo ministro do Trabalho, Brizola Neto, para quem “Cachoeira usava a Veja como instrumento de seu esquema de coação, chantagem”, enquanto a revista utilizaria o bicheiro “como fonte de combustível para a fornalha de seu ódio político contra governos de esquerda, Lula e Dilma”. Em seu blog, o pedetista acrescenta que “a maior prova é que as ligações de Cachoeira com Demóstenes Torres e Marcone Perillo (…) nunca foram objeto de apuração por parte da revista”. Sem mencionar o inquérito da PF, o diretor de redação da revista, Eurípedes Alcântara, publicou texto no último dia 21 no qual pondera que “maus cidadãos podem, em muitos casos, ser portadores de boas informações” e que “ter um corrupto como informante não nos corrompe”.


danilo on 1 Maio, 2012 at 10:38 #

pô, Jader! sensacional! em 1992, no auge dos escândalos de Collor, todos sabiam da ligação de Zé Mensalão Dirceu com a revista Veja para divulgar as maracutaias do Fernandinho das Alagoas.

nesta época, para os lulllo-petistas, a Veja era um baluarte da imprensa livre e democrática, como referência do jornalismo investigativo.

triste ironia. hoje, Collor, Lullla, Zé Dirceu, vosmicê e toda a torcida do time da União Soviética estão juntinhos, coladinhos querendo lenhar com a Veja.

estranho, né? aí tem borogodó…


luiz alfredo motta fontana on 1 Maio, 2012 at 13:36 #

A Veja é o sofá que o PT quer tirar da sala.


vangelis on 1 Maio, 2012 at 17:32 #

Relembrando matéria da revista Istoé:
HERANÇA | N° Edição: 1930 | 18.Out.06 – 10:00 | Atualizado em 01.Mai.12 – 17:27
Família briga pelo espólio de Brizola
Filhos e netos do clã se digladiam por herança material, histórica e política do líder trabalhista e ex- governador do Rio de Janeiro
Francisco Alves Filho

O sobrenome Brizola, que entrou para a história do Brasil graças ao líder carismático que resistiu à ditadura militar, tem sido associado ultimamente a uma dura briga familiar. Os descendentes do ex-governador Leonel Brizola disputam com golpes baixos seu patrimônio político e material. Num dos últimos lances, há três meses, o mais velho dos três filhos do ex-governador, José Vicente Brizola, 55 anos, flagrou seus próprios filhos com um caminhão estacionado à porta do edifício do patriarca, em Copacabana, zona sul do Rio. “Por casualidade, passava pelo local e o porteiro me avisou que iriam levar tudo”, conta. Segundo ele, a ação de seus dois filhos – o deputado federal recém-eleito Brizola Neto e o irmão Leonel – foi instruída por seu irmão, João Otávio, que está no Uruguai. “Ele pretendia vender os documentos históricos de meu pai ao (Germano) Rigotto (atual governador do Rio Grande do Sul)”, acusa.

José Vicente impediu a retirada dos bens e chamou a polícia. Começou ali uma discussão acalorada entre pai e filhos que quase resultou em sopapos. Por sua vez, a caçula de Brizola, Neuzinha, 52 anos, também está em pé de guerra com a família. Ela acusa os dirigentes do partido criado pelo pai, o PDT, de tentarem barrar a sua candidatura a deputada federal. “Só consegui a confirmação na Justiça a nove dias da votação”, lamenta ela, que não se elegeu. Neuzinha é outra a atacar Brizola Neto: “Meu sobrinho legitima tudo isso que estão fazendo comigo.”

A relação dos herdeiros de Brizola sempre foi atribulada e motivo de comentário nos meios políticos e sociais cariocas. Há cerca de um ano, no entanto, o confronto transformou-se num verdadeiro barraco. O inventário já estava paralisado há algum tempo por causa do aparecimento de uma gaúcha chamada Giselda Topper que se diz filha ilegítima do ex-governador. Agora, a partilha foi interrompida e o apartamento de Brizola está lacrado pela Justiça. O estopim da crise atual foi aceso no ano passado, quando João Otávio franqueou ao jornal gaúcho Zero Hora o acervo de documentos de seu pai sem consultar os irmãos.

A intenção seria, segundo as acusações, valorizar a papelada para vendê-la posteriormente. “Esse material histórico deve ser franqueado ao público, mas João Otávio quer fazer dinheiro”, dispara José Vicente, sobre seu irmão. ISTOÉ não conseguiu localizar João Otávio no Uruguai para comentar as acusações. Para piorar o quadro, José Vicente não se dá com os próprios filhos (Brizola Neto, Leonel e Juliana), que teriam se aliado ao tio contra ele. “Nossa relação nunca foi íntima, eles viveram a maior parte do tempo com a mãe, de quem me separei na década de 80”, explica José Vicente.

Sua aliada nessa guerra familiar é Neuzinha. Ela entrou na Justiça contra a direção do PDT por tentar barrar sua candidatura a deputada federal. “Nunca imaginei que isso aconteceria no partido fundado pelo meu pai”, diz ela. Acabou ganhando a causa, mas teve pouco tempo para fazer campanha. “Não me deram espaço na tevê nem material de divulgação, fiquei totalmente isolada.” Neuzinha critica a posição do sobrinho, Brizola Neto, a quem acusa de ter sofrido lavagem cerebral por parte dos atuais dirigentes do partido. Mas sua ira maior é contra o atual presidente do PDT, Carlos Luppi, que concorreu a governador. “Ele me chamou de doente, disse que só falava comigo na presença de um médico. Também me chamou de mentirosa. Então, vai ter que provar judicialmente.” Neuzinha diz que, para completar a tragédia partidária, só falta o PDT concretizar uma aliança com Geraldo Alckmin. “Isso faria meu pai se revirar no túmulo”, afirma.

O presidente do partido dá outra versão. “Ela tinha concordado em ser candidata a deputada estadual e em cima da hora mudou de idéia”, explica. “Trata-se de uma briga de família e eu não quero me meter nisso.” Luppi, candidato derrotado ao governo do Rio, acha que Neuzinha deveria participar mais do dia-a-dia do partido antes de reclamar tanto. Procurado por ISTOÉ, o vereador e deputado estadual eleito Brizola Neto não deu resposta até o fechamento desta edição.

A desarmonia do clã Brizola é analisada por alguns de seus integrantes como mais um subproduto da truculência do regime militar, problema que não é incomum entre famílias de opositores da ditadura. “É certo que isso tudo afetou muito a nossa vida”, reconhece José Vicente. O político que comandou a cadeia da legalidade e mobilizou multidões de eleitores não merecia sair dos livros de história para constar de uma ação escabrosa da 9ª Vara de Órfãos e Sucessões.


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