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Paris, sempre Paris!!! Para o bem ou para o mal!!!

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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FFoto Arestides Baptista -Ag. A TARDE

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DEU EM A TARDE

Edely Gomes

Artistas se despediram do cantor e compositor ao som de seus sucessos
Artistas se despediram do cantor e compositor ao som de seus sucessos

Amigos, parentes e artistas se reuniram neste domingo (29) na Igreja do Campo Santo para dar o último adeus a mais um poeta da música baiana, Vevé Calazans, 64 anos, que morreu neste sábado.

Co-autor de hinos da axé music como “Nega” e “Ilha Grande”, o compositor baiano faleceu após quatro meses de luta contra um câncer de pulmão em estado avançado. Vevé deixou sua esposa, Lidiane, e uma filha de 1 ano e quatro meses.

Amigos contam que o compositor enfrentou os últimos dias com bravura. “Morreu como um guerreiro. Sem queixumes. Sempre sorrindo e carinhoso”, contou Gerônimo, amigo e co-autor de “É D’Oxum”, música da trilha sonora de Tendas Do Milagres que foi regravada por diversos cantores.

O artista se emocionou ao lembrar do companheiro. “Além de grande parceiro, ele era uma pessoa amada por todos os amigos. Um homem polêmico, com suas próprias convicções”, completa.

Puxado por Gerônimo, o coro dos presentes fez uso de violão, flauta e percussão, para se despedir do poeta relembrando suas canções. Artistas como Márcia Short, Aloísio Menezes, Carlinhos Brown também participaram a cerimônia.

Emocionados, os presentes finalizaram as homenagens rezando o Pai-Nosso e a Ave Maria guiados por Clarindo Silva.


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PARIS É UMA FESTA

Fernando Gabeira

Na sexta feira, publiquei um artigo no Estadão, O Fator Delta, afirmando que existia uma conspiração de muitos poderes em torno de Sérgio Cabral no Rio.

Cabral levou seis anos descobrindo o mundo e jamais tinha visto uma reportagem, com texto e fotos, sobre suas luxuosas aventuras internacionais.

Na quinta feira à noite, participei de um debate com Alan Riding, correspondente cultural do New York Times na França, para o lançamento do seu livro “Paris, a Festa continuou”. Foi na livraria Travessa do Leblon.

O livro tem no titulo uma clara alusão ao célebre Paris é Uma Festa, de Ernest Hemingway. Mas fala de como os franceses e parisienses continuaram se divertindo, mesmo durante a ocupação militar alemã.

As duas atividades se entreleçaram com a revelação, pelo Blog do Garotinho, de alguns vídeos mostrando a intimidade do dono da Delta, Fernando Cavendish, com Cabral, no suntuoso restaurante do hotel Ritz, que, por sinal, também foi usado pelo estado maior alemão.

Como sabem, o TRE tirou meu programa partidário do ar, em 2010, e determinou multa por ter falado da amizade Cavendish-Cabral.

Não preciso falar muito. Nem fazer legenda para a foto dessas mulheres exibindo em Paris os sapatos Christian Louboutin, que custam até R$ 10 mil reais.

Elas o exibem como os caçadores exibem a cabeça de um leão, um troféu valioso que vale ser mostrado. Não costumo fazer legenda para fotos eloqüentes. Lembro apenas que alem de mulher do governador, Sra. Adriana Ancelmo, está nessa foto a mulher do Secretario de Saúde Sérgio Cortes. Ele, aparece também, numa outra foto, com uma toalha na cabeça dançando ao lado de Cavendish.

Toda minha campanha foi feita para denunciar os laços de Cabral com as empreiteiras. Fiz até programas na obra estagnada do Arco Metropolitano.

Mas o centro mesmo era a corrupção na saúde, com Toesas e Locantys, botando para quebrar. Sérgio Cortes foi protegido pela Globo que interrompeu uma série de reportagens sobre corrupção na saúde para não influenciar as eleições e enfraquecer Cabral.

Corrupção na saúde mata. A mesma Globo fez uma excelente reportagem mostrando como funcionam as licitações nos hospitais públicos. Mas as investigações não avançaram. As empresas deram a impressão de que tudo era culpa de seus funcionáricos açodados que queriam fechar negócio de qualquer maneira.

E o governo fingiu que não era com ele. Os fatos durante a campanha e agora em 2012 revelam que a corrupção na saúde continuou.

Sérgio Cortes com a toalha na cabeça e sua mulher exibindo sapatos caros em Paris me indignam porque ele comanda a saúde no Rio.

Um estado que convive alegremente com a corrupção na saúde, enquanto os responsáveis pelo setor festejam em Paris, chegou a um ponto de degradação interna que só um grande movimento popular pode superar.

A assembleia está com eles, a grande imprensa está com eles, o judiciário está com eles. As eleições mostraram que a maioria da população também está. Será que ela continuará com eles, mesmo sabendo de tudo?

Nesse caso, um dos caminhos é o exílio na própria cidade. Ou prosseguir, pacientemente, na denúncia na esperança de que um dia a levem em conta.

http://youtu.be/iqKpfHp6g1I
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O que dizer mais?
Saudades, Vevé!!!

(De todos no BP)


Centro de Salvador:sino com badalo eletrônico

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CRÔNICA DE DOMINGO

“Sorria, você está na Bahia!”

Gilson Nogueira

Houve o tempo em que “embriagar-se” de Salvador não exigia moderação. A cidade era limpa, linda e solta. Mesmo com todos os absurdos cotidianos, entre os quais incluo flagrar, na minha rua, a “construção” de um cacete armado feito de velhas portas de compensado cercando uma árvore, para servir de sanitário público, inebrio-me.

Apesar de todos seus males urbanísticos, sua beleza natural e seus encantos tantos livram-me da ” ressaca.” Amo a terra em que nasci. E sigo, feliz, dialogando com ela, sorrindo com sua gente, minha gente, e seus espaços, todos, de brisa mãe e azul imenso, como seu santo sol. Vou sabendo que, um dia, um prefeito novo, com idéias novas, e, sobretudo, capacidade administrativa, comprometido com seu povo, irá mudar o atual estado de coisas que faz Salvador ser considerada, no Brasil e no exterior, um dos lugares mais sujos e violentos do planeta.

Violência que se manifesta, também, além das mortes, no descaso com a saúde da população soteropolitana, com sua mobilidade urbana, com a prestação de serviços de toda espécie, com educação e qualidade de vida. Não há mais aquela vontade de “beber” Salvador com os olhos, como antigamente, quando não implicava em fazê-lo com moderação, como hoje, já que na capital da Bahia, um dos diamantes arquitetônicos e culturais, lapidados com amor pelos seus ourives gestores, tudo era lindo.

Minha alma chora e não canta, agora, como a de Tom Jobim cantou ao ver o Rio de Janeiro da janela do avião. A péssima condição das ruas, avenidas, praças, viadutos, praias, jardins e passeios da velha cidade da Bahia, dona da terceira população do país, é uma prova que Salvador, no momento, faz mal à saúde. Sua cena urbana, enquadrada na lente do repórter das antigas, é insuportável, difícil de ser assistida com a calma que minha médica recomenda. Quando o tema é trânsito de veículos,saneamento básico e segurança pública, não há pressão que não suba. A decadência da capital do berimbau virou assunto nacional, fato que envergonha quem acompanha, pelos jornais, rádios e emissoras de televisão, seu noticiário diário.O reino do acarajé e do abará está abandonado.

“ Tá todo mundo naquela do salve-se quem puder. A cidadania é atropelada, a cada segundo. São raros os exemplos de gentileza, no dia a dia das ruas. Sufocados pela correria, que desconhece o direito do próximo, agride-se o outro e as boas normas de convivência citadina.” Salvador não é mais aquela cidade hospitaleira dos anos em que Itapuã tinha uma lagoa escura cercada de areia branca e suas areias faziam parte do santuário de Dorival Caymmi e de Vinícius de Moraes. As areias alvas, como hóstia, estão sendo roubadas, em caçambas de ladrões fantasiados de construtores, como gesto supremo de afronta aos poderes constituídos. A cidade nação, como a batizou um poeta, virou um mangue, diria o padeiro da esquina. É ele quem fala: ” Não temos condições de ser umas das sedes da Copa do Mundo de Futebol, em 2014. Dificilmente, o metrô estará funcionando, até lá.Salvador tá uma merda só.”

A idéia desse texto surgiu, quando, na Praça Thomé de Souza, mais conhecida como Praça Municipal, caminhando, há uns 20 dias, com a cabeça no passado e os olhos no presente, lembrei o dia de Carnaval, de 1969, em que o blocoVat 69 resolveu dar a volta na Praça da Sé e acabou parando em uma delegacia que ficava próxima ao antigo Belvedere da Sé. Tudo por conta do “espeto” que alguns dos integrantes do cordão ( sem corda) deram em uma adorável baiana do acarajé. O “barraco”, levado a samba, cerveja, confete e serpentina, teve um final feliz, graças ao famoso comissário Juracy.
Diplomaticamente, aquele simpático policial, impecável no exercício do dever, que não perdia jogo do Bahia, na Fonte Nova de todos os baianos, fez os biriteiros pagarem o “ birro” e, embaixo de ” Viva o grande Jura!”, festejado pela galera, como ídolo, teve que conformar-se com as manchas de dendê no seu terno de linho branco.

Cercado pelo Elevador Lacerda, Palácio Rio Branco, Prefeitura, Sorveteria Cubana e Palácio Thomé de Souza, onde funciona a Câmara de Vereadores de Salvador, ouvi um sino tocar, indicando-me 11 horas da manhã. Um sino de bronze, pesado, desses de igreja, imaginei. De repente, para meu espanto, seu badalo não balançava. Embaixo dele, do sino do badalo imóvel, um alto-falante, em volume considerável, mandava para o espaço o som de badaladas eletrônicas. Apressei o passo e pensei: “Sorria, você está na Bahia! ”

Gilson Nogueira, jornalista, colaborador do BP


DEU NO UOL

O soldado da Polícia Militar de Sergipe Jean Alves de Souza confessou duas das três mortes que ocorreram na noite desta sexta-feira (27) no Huse (Hospital de Urgência de Sergipe), em Aracaju, informou a Polícia Civil do Estado.

O irmão de Jean e tenente da PM de Sergipe Genilson Alves de Souza, até então principal suspeito dos crimes registrados no maior hospital público de Sergipe, confirmou apenas a presença no local, mas negou ter atirado, a despeito de testemunhas que apontaram sua responsabilidade.

Os irmãos militares se apresentaram à polícia na tarde deste sábado (28) e permanecem presos, ao lado de outro irmão e um sobrinho.

Segundo a delegada Thereza Simony, diretora do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) da Polícia Civil do Estado, os irmãos protagonizaram uma “tragédia familiar”, ao invadirem a unidade de saúde para vingar a morte de outro irmão, que estava internado no local após se envolver em um tiroteio na periferia da cidade.

Os tiros dentro do hospital levaram pânico à unidade –médicos e pacientes saíram correndo e visitantes desesperados tentaram deixar o local.

Todos os feridos no tiroteio, inclusive dois homens que haviam atirado contra o irmão dos militares, estavam internados no Huse.

O roubo, há uma semana, de uma moto de Ginaldo Alves Souza, irmãos dos PMs, foi o estopim dos crimes.

Segundo o coordenador das delegacias de Aracaju, Flávio Albuquerque, um grupo liderado por Adalberto Santos Silva roubou a moto de Ginaldo na semana passada.

Em depoimento, o soldado Jean disse que seu irmão Jailson Alves de Souza e um sobrinho chamado Ralf procuravam a moto de Ginaldo em um bairro da periferia da cidade.

Segundo o relato do PM, os dois foram então abordados por Adalberto e Cledson dos Santos, que estavam em uma moto e começaram a atirar, atingindo Jailson pelas costas e Ralf na perna. Ralf também atirou na direção dos dois.

Todos foram levados para o hospital. Segundo a delegada, quando a família soube que Jailson havia morrido na unidade, Ralf acusou Adalberto e Cledson e Jean atirou nos dois, matando-os.

De acordo com a delegada, baseada em relato de testemunhas, o tenente Genilson teria se desesperado e atingido Marcio Alberto Silva Santos, que aguardava atendimento na unidade após sofrer um acidente de moto e não teria relação com a briga.

Jean confessou ter matado apenas Adalberto e Cledson. O tenente Genilson continua como principal suspeito da morte de Marcio.

Leia mais sobre o caso no portal UOL
www.uol.com.br

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Posted on 29-04-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-04-2012


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Sinfrônio, hoje,no Diário do Nordeste (CE)

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