Hollande x Sarkozy: vantagem para o socialista nas pesquisas
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Os 45 milhões de eleitores franceses já começaram a votar na primeira volta das eleições presidenciais de França. As urnas abriram às 8h (hora de Paris) e, apesar de na corrida estarem dez candidatos, as sondagens mostram que o tudo por tudo se faz entre dois finalistas: Nicolas Sarkozy e François Hollande.

Os franceses votam depois de uma campanha onde o emprego, a crise em França, a crise europeia, a justiça fiscal, a segurança e a imigração foram os temas dominantes. Mas as sondagens indicam que o escrutínio de hoje obrigará a uma segunda volta, que deverá contar com o atual Presidente, Nicolas Sarkozy, e com o socialista François Hollande – com vantagem para o segundo.

As últimas sondagens, dadas a conhecer na sexta-feira, deram a Hollande um ligeiro avanço em relação a Sarkozy, de 28% contra 26%. Espera-se também uma forte abstenção. A estratégia de jogar à direita não deve funcionar desta vez e Sarkozy, da União por um Movimento Popular (um partido de centro-direita), deve ceder o Eliseu ao “candidato normal”. As urnas encerram as 20h quando deverão ser divulgadas as primeiras projeções. A segunda volta está marcada para 6 de Maio.

As eleições presidenciais acontecem numa fase em que o desemprego em França já está próximo dos 10%, sendo que o Fundo Monetário Internacional não prevê que a situação do país melhore nos próximos dois anos. E França, apesar de ser a segunda maior economia da zona euro e uma das grandes potências políticas da UE, não conseguiu ainda convencer os mercados a oferecerem-lhe o rótulo de economia central e não o de periférica.

Mesmo assim – e sendo o emprego uma das principais preocupações dos franceses – tanto Sarkozy como outros candidatos prometeram aumentar os salários caso fossem eleitos. François Hollande prometeu ainda aos franceses que a idade da aposentadoria regressaria aos 60 anos, descendo dos 62 decididos por Sarkozy.

O Presidente recandidato ficou conhecido no país pela sua imagem de ministro do Interior implacável nos conflitos nos subúrbios, em 2005. Já nesta campanha ameaçou suspender a participação da França nos acordos de Schengen se os Estados não colaborassem numa reforma estrutural das regras do espaço, e anunciou que reduziria para quase metade o número de entradas legais no país. Já Hollande prometeu que a avaliação do número de entradas seria feita anualmente no Parlamento.

(Deu no jornal Publico, de Portugal)

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