Camila Pitanga: Sophia Loren, Elizabeth Taylor
e Ava Gardner ao mesmo tempo

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DEU EM O GLOBO

Nomes

Caetano Veloso

Muito bonito o filme “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, de Beto Brant e Renato Ciasca. Quem vê Canal Brasil se lembra de que já sentimos que cenas de sexo serviam para produtores e diretores pensarem que assim imprimiriam força em obras que de outro modo não teriam força nenhuma. O que, é claro, as fazia ainda mais fracas aos nossos olhos. Isso chegou a um grau tão alto que passamos a imaginar que pessoas nuas em contato íntimo esvaziariam qualquer filme brasileiro. As exceções existem, mas não são suficientes (nem em número nem em intensidade) para desfazer o mal-estar. O fato de esse problema desaparecer no filme de Brant e Ciasca não é o maior dos seus méritos. O que parece incrível. É mais o modo como drama interpessoal e quadro social se entrecruzam no filme, com o roteiro sendo suficientemente dramático e sugestivo sem seguir sejam as regras dos filmes convencionais, sejam os vícios dos filmes de arte.

Faz anos que não vejo um flashback tão bem chegado, tão independente de qualquer indicação de que se trata de um flashback e, no entanto, funcionar como histórico da personagem já conhecida de maneira clara e forte. Os atores estão muito bem (e a figuração luxuosa do povo paraense, cantando magnificamente bem nas reuniões religiosas, que parecem uma síntese de Teologia da Libertação católica, neoevangelismo e Santo Daime), mas Camila Pitanga é um acontecimento que faria o filme ser importante se fosse só pela sua atuação. Todos conhecemos Camila. Em “Redentor”, filme não suficientemente valorizado, ela era uma das mais belas mulheres da história do cinema, sendo Sophia Loren, Elizabeth Taylor e Ava Gardner ao mesmo tempo — sem se parecer com nenhuma delas. Mas aqui, ainda que, de fato, a gente saiba que receberia más notícias de lábios tão lindos, ela nos dá a boa nova da grande força artística.

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Senti não poder ir ver Dylan desta vez. Queria saber se ele finalmente tinha deixado de pintar o cabelo (como uma foto em que aparece grisalho fez crer) ou se ainda mantinha o visual Sarney da última passagem pela HSBC Arena (que nome medonho!). Sobretudo queria ouvir aquele som roufenho improvisando melodias sobre letras incompreensíveis, de modo a criar apostas entre espectadores sobre que música ele estaria cantando. Sinceramente, é um clima fenomenal que a presença dele cria. Aquela apresentação americana tradicional, em que um locutor (de modo a parecer exagerado) exalta a importância do artista que vai entrar (coisa que lá nos States eles usavam muito: cansei de ver Ray Charles, Sarah Vaughan ou Stevie Wonder serem anunciados como os maiores não-sei-o-quê que já houve, sem falar nos anúncios de figuras como James Brown, que duravam quase tanto quanto o show inteiro), parece tão ostensivamente não irônica que comove. Viva a América. Deus Salve a América. Já pensou você ir ver Djavan e, antes de ele entrar, uma voz de anunciador de UFC gritar “O cantor mais afinado do mundo, o mestre das harmonias e do balanço, conhecido como um dos maiores autores de canções de todos os tempos!”, ou Chico Buarque sendo precedido dos brados de “O maior compositor que já existiu, as mais perfeitas rimas, o mais irresistível charme sobre um palco”? Mas Bob já tinha dado seu depoimento sobre essa possível comparação, ao contraporse a João Gilberto, no texto de contracapa de “Bringing it all back home”, dizendo que já tinha desistido de qualquer tentativa de perfeição. Referência que, aliás, ele confirma em sua autobiografia, intitulada (escreveu um dia, não sei por quê, um jornalista que modestamente) “Crônicas”, ao lembrar que, enquanto ele e seus amigos cool do Village refinavam o folk, no Brasil, João Gilberto, Carlos Lyra e Menescal “liber tavam o samba do batuque” e criavam a bossa nova. Essa ideia de que eles “libertaram o samba da batucada” é um lugar-comum americano que eu discuti no meu livro intitulado (escreveu o mesmo jornalista, tampouco entendo por quê, pretensiosamente) “Verdade tropical”. Sou contra. Explico lá. Mas Dylan é, de qualquer ângulo, o gênio que a gente flagra ao ouvi-lo cantar “One more cup of coffee”. Preferia tê-lo visto de novo.

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Falando em “Verdade tropical”, o artigo de Roberto Schwarz sobre esse meu livro é realmente um assombro . Tantos anos depois, traz de volta a atenção para o que há nele. Não é pouca coisa para mim. Já fiz a comparação entre isso e o modo como o livro foi traduzido na França (eu disse: por analfabetos, já que se tratava do livro de um cantor de rádio — e, acrescento agora, de um país periférico, ou que pelo menos ainda o é para analfabetos). Mas aqui queria dizer que, o que quer que se discuta a respeito dos pitos ideológicos que Schwarz passa no autor, é de envaidecer que o artigo seja tão longo, tão cheio de inteligências e tão intenso. Dá vontade de escrever mais. Considero aqui um aspecto que talvez não ocorra a quem leia o que Roberto escreveu: sua generosidade para comigo. Minhas discordâncias já foram expressas em entrevistas. E as mantenho, mas não posso deixar de ressaltar minha gratidão.

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Será que a CPI do Cachoeira vai ser o fim de mundo que a do Bingo não foi? Não. Acho que aqui a gente sempre dá um jeito. Ainda. Eduardo Giannetti me perguntava se uma mudança no Brasil que nos fizesse parar nos sinais vermelhos não iria matar nosso charme. Eu: não. O Brasil fará coisas novas com as ferramentas de clareza que já são usadas alhures


DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

De acordo com os últimos resultados oficiais, François Hollande garantiu uma vantagem de um pouco mais de um por cento a Sarkozy. Marine Le Pen ultrapassou os 18 por cento.

O socialista François Hollande garantiu, este domingo, 28, 2 por cento dos votos no primeiro turno contra 27 por cento de Sarkozy, depois de contados 85,16 por cento dos sufrágios da primeira volta das eleiçoes presidenciais francesas.

De acordo com estes resultados oficiais, a líder da Frente Nacional, Marine Le Pen ficou com 18,6 por cento dos votos, uma votação superior alcançada pelo seu pai, Jean-Marie Le Pen, quando foi candidato às presidenciais francesas.

Por seu lado, Jean-Luc Melenchon, o candidato mais à esquerda, garantiu 10,9 por cento dos sufrágios, enquanto que o centrista François Bayrou garantiu 9,2 por cento dos votos.

Eva Joly, candidata dos Verdes, não foi além dos 2,2 por cento dos votos, enquanto que os restantes candidatos somaram todos juntos pouco menos que quatro por cento.

Ainda segundo estes resultados oficiais divulgados pelo Ministério francês do Interior, a afluência às urnas foi de 80,8 por cento, um valor abaixo do registado nas últimas presidenciais ganhas por Sarkozy.


Tiago Klimeck: encenaçao fatal
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DEU NO IG

O ator Tiago Klimeck, de 27 anos, que se enforcou acidentalmente durante encenação da Paixão de Cristo em Itararé, interior de São Paulo, morreu neste domingo às 17h15, segundo informou a Santa Casa de Itapeva em nota.

Tiago estava internado na UTI do hospital na cidade vizinha e estava em coma profundo desde o incidente, ocorrido no feriado da Sexta-Feira da Paixão.

De acordo com testemunhas e integrantes do grupo teatral, durante a apresentação, Tiago vestia um colete com uma cadeira de segurança na qual ele deveria se sentar durante a cena que simulava o enforcamento. Essa cadeira era fixada em uma corda de seis metros, cuja outra extremidade estava amarrada a uma árvore.

Acredita-se que, no momento em que Tiago se jogou da escada montada abaixo da árvore, uma peça de seu vestuário enroscou-se na corda, provocando o enforcamento.

Tiago ficou cerca de quatro minutos enforcado sem que ninguém notasse o incidente. “Comecei a falar com o Tiago e pedi para ele ajudar a gente a tirar a corda (do pescoço, após a cena). Quando percebi que ele não respondia, eu e outros atores chamamos por socorro”, disse ao iG Janaína Carvalho, uma das integrantes do grupo teatral, dois dias depois do ocorrido.

Essa era a segunda vez que o grupo usava a cadeira de segurança durante o espetáculo e a terceira em que Tiago interpretava Judas.


Hollande x Sarkozy: vantagem para o socialista nas pesquisas
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Os 45 milhões de eleitores franceses já começaram a votar na primeira volta das eleições presidenciais de França. As urnas abriram às 8h (hora de Paris) e, apesar de na corrida estarem dez candidatos, as sondagens mostram que o tudo por tudo se faz entre dois finalistas: Nicolas Sarkozy e François Hollande.

Os franceses votam depois de uma campanha onde o emprego, a crise em França, a crise europeia, a justiça fiscal, a segurança e a imigração foram os temas dominantes. Mas as sondagens indicam que o escrutínio de hoje obrigará a uma segunda volta, que deverá contar com o atual Presidente, Nicolas Sarkozy, e com o socialista François Hollande – com vantagem para o segundo.

As últimas sondagens, dadas a conhecer na sexta-feira, deram a Hollande um ligeiro avanço em relação a Sarkozy, de 28% contra 26%. Espera-se também uma forte abstenção. A estratégia de jogar à direita não deve funcionar desta vez e Sarkozy, da União por um Movimento Popular (um partido de centro-direita), deve ceder o Eliseu ao “candidato normal”. As urnas encerram as 20h quando deverão ser divulgadas as primeiras projeções. A segunda volta está marcada para 6 de Maio.

As eleições presidenciais acontecem numa fase em que o desemprego em França já está próximo dos 10%, sendo que o Fundo Monetário Internacional não prevê que a situação do país melhore nos próximos dois anos. E França, apesar de ser a segunda maior economia da zona euro e uma das grandes potências políticas da UE, não conseguiu ainda convencer os mercados a oferecerem-lhe o rótulo de economia central e não o de periférica.

Mesmo assim – e sendo o emprego uma das principais preocupações dos franceses – tanto Sarkozy como outros candidatos prometeram aumentar os salários caso fossem eleitos. François Hollande prometeu ainda aos franceses que a idade da aposentadoria regressaria aos 60 anos, descendo dos 62 decididos por Sarkozy.

O Presidente recandidato ficou conhecido no país pela sua imagem de ministro do Interior implacável nos conflitos nos subúrbios, em 2005. Já nesta campanha ameaçou suspender a participação da França nos acordos de Schengen se os Estados não colaborassem numa reforma estrutural das regras do espaço, e anunciou que reduziria para quase metade o número de entradas legais no país. Já Hollande prometeu que a avaliação do número de entradas seria feita anualmente no Parlamento.

(Deu no jornal Publico, de Portugal)


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Música “Aquarela do Brasil” Ary Barroso

BOM DOMINGO, BRASIL!!!

(VHS)

abr
22
Posted on 22-04-2012
Filed Under (Newsletter) by vitor on 22-04-2012

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A 25ª edição da Feira do Livro de Bogotá (Colômbia) começou no dia 18 de abril e segue até 1º de maio, promovendo a leitura e o mercado editorial. Nesta edição, o Brasil é o país homenageado. A Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA) marca presença em dois estandes durante o evento: no Pavilhão das Universidades, no espaço da Associação de Editoras Universitárias da Colômbia, e no Pavilhão do Brasil, no espaço da Câmara Brasileira do Livro.

O objetivo da EDUFBA, que completa 20 anos de atividades em 2012, ao participar de eventos como a Feira do Livro de Bogotá, um dos maiores eventos culturais da América Latina, é fazer com que suas obras circulem em âmbito local, nacional e internacional, facilitando seu acesso pelo público. Atualmente, a Editora conta com um catálogo de mais de 800 títulos publicados nas mais diferentes áreas do conhecimento.

Serviço

O quê: EDUFBA na XXV Feira do Livro de Bogotá (Colômbia)

Quando: 18 de abril a 1º de maio de 2012

Onde: Corferias – Centro de Convenciones, Bogotá, Colômbia

Mais informações: www.feriadellibro.com

(Laryne Nascimento – Assessoria de Comunicação
Editora da Universidade Federal da Bahia
Telefone e fax: (71) 3283-6160
www.edufba.ufba.br | imprensaedufba@ufba.br )

abr
22
Posted on 22-04-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 22-04-2012


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Clayton, hoje no O Povo (CE)


Lula-Dilma: dupla afinada na pesquisa

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DEU NA FOLHA

A presidente Dilma Rousseff bateu mais um recorde de popularidade (64%), mas seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, é o preferido dos brasileiros para ser o candidato do PT ao Planalto em 2014 (nesse caso o resultado é 57% para Lula contra 32% para Dilma) .

A informação é da reportagem de Fernando Rodrigues, publicada na Folha deste domingo (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Esse é o resultado principal da pesquisa Datafolha realizada nos dias 18 e 19 deste mês com 2.588 pessoas em todos os Estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O governo da petista é avaliado como ótimo ou bom por 64% dos brasileiros, contra 59% em janeiro.

Trata-se de um recorde sob dois aspectos: é a mais alta taxa obtida por Dilma desde a sua posse, em 1º de janeiro de 2012, e é também a maior aprovação presidencial com um ano e três meses de mandato em todas as pesquisas até hoje feitas pelo Datafolha.

Leia a reportagem completa na Folha deste domingo, que já está nas bancas.

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