abr
21


DEU NO UOL

Um elevador despencou em uma mina de esmeraldas e matou cinco garimpeiros na Serra da Carnaíba, no município baiano de Pindobaçu (370 km de Salvador).

Segundo a Polícia Militar, o acidente ocorreu por volta das 7h deste sábado, quando os mineiros desciam em um elevador até o local de extração, localizado 160 metros abaixo da superfície. Eles morreram na hora.

As causas do acidente ainda não foram esclarecidas. A perícia vai investigar se houve ruptura do cabo de aço que sustentava o elevador rudimentar, conhecido como caçamba, ou se houve algum problema com as roldanas do dispositivo. Peritos do Departamento de Polícia Técnica vão apurar as circunstâncias da queda.

O resgate dos corpos só foi concluído por volta das 12h, após bombeiros e garimpeiros conseguirem descer até o local onde o elevador se chocou contra o solo. Os corpos foram levados para a cidade vizinha de Senhor do Bonfim.

A polícia não informou o nome do proprietário da mina.

As vítimas foram identificadas pela PM como Antônio dos Santos Cardoso, 38, Edvaldo Araújo Cirqueira, 27, Silvino Benício de Souza, 51, Arnaldo Conceição de Almeida, 49, e Edvaldo Cardoso de Alcântara, 56.

A Serra da Carnaíba é um dos principais polos de produção de esmeraldas do país. O caso será investigado pela Polícia Civil.

BRASILIA

Guilherme Arantes

(Uh…! Brasília)
(Uh…! Brasília)
(Uh…! Brasília)
(Uh…! Brasília)

Loucos profetas previram a tua existência
milênio atrás
e nos seus mapas marcaram o centro do mundo
e nele tu estás
todas as lendas que cercam teu nome
jamais lograrão te explicar
nem a política, nem o teu preço
que foi tão penoso pagar

(Uh…! Brasília)
(Uh…! Brasília)

Tuas cidades satélites mostram o quanto és
uma aberração
vivem à margem da tua luxúria onde corre
o poder da nação
seitas estranhas proclamam que o teu destino
ainda não se cumpriu
rezam a vinda dos anjos de estrelas cadentes
no céu do Brasil

(Uh…! Brasília)
(Uh…! Brasília)

És a vitrine imponente e ostensiva
de um povo que vive a sonhar
com seu império futuro, tesouro,
presente que Deus vai mandar

(Uh…! Brasília)
(Uh…! Brasília)
(Uh…! Brasília)
(Uh…! Brasília)
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Viva Brasilia (apesar de tudo) e seus cantores Guilherme Arantes, Boca Livre entre tantos outros, do rock, samba, bolero e baião…

FELIZ ANIVERSARIO, “CIDADE DO ARQUITETO”!!!

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Opinião Política

Oposição e sucessão

Ivan de Carvalho

No meu entender, a Executiva Estadual do PSDB, ao emitir nota oficial após sua reunião de ontem, procurou usar uma linguagem pouco acessível, mas não alcançou esse objetivo. O conteúdo político da nota ficou tão exposto quanto joelho de escoteiro.

Vale referir, para reforçar o entendimento, que o Democratas vai realizar, na segunda-feira, às 15 horas, um evento ao qual deverá estar presente o presidente nacional do partido, senador Agripino Maia e ao qual o DEM está se esforçando para trazer todos os seus 27 deputados na Câmara federal. Um ou outro talvez acabe faltando, afinal há sempre alguém com um quê de Rogério Andrade.

É neste evento que será lançada a candidatura de ACM Neto, líder do DEM na Câmara dos Deputados, a prefeito de Salvador. Oficialmente, talvez pelo carrancismo da legislação eleitoral, que tem gerado alguns cacoetes de linguagem, a candidatura está sendo e continuará sendo chamada, até o dia da convenção que a formalizará, de pré-candidatura. Esta nomenclatura de faz-de-conta é fundamental. Não fosse ela o Brasil estaria perdido.

Bem, voltando à nota da Executiva estadual do PSDB. Vale proclamar: embora os tucanos hajam deixado o rabo de fora, produziram um texto ocultista. Mas o rabo de fora funciona como as palavras Cleópatra e Ptolomeu na Pedra de Roseta. E por aí decifra-se o enigma. Na nota, que tem dois pontos, o A e o B, a Executiva Estadual revela propósitos no primeiro ponto, o A, e no ponto crítico, que é o B, faz uma recomendação à Executiva Municipal.

Reproduzo esses pontos da nota, assinalando antes que nela a Executiva invoca as “prerrogativas que lhe confere o Estatuto Partidário”:
A) Continuar trabalhando pela unidade das forcas políticas de oposição visando um grande e responsável projeto de reestruturação para Salvador, recuperando os serviços públicos, e preparando a cidade para o futuro.

B) Mantendo-se as condições atuais, nos seus diversos âmbitos, enfatiza o prosseguimento das tratativas com o PMDB, objetivando a unidade, e recomenda à Executiva Municipal estabelecer condições para evitar candidaturas concorrentes entre o PSDB e o DEM.

No primeiro ponto, apenas a disposição de continuar trabalhando pela unidade. Aliás, os tucanos têm sido sinceros nisto, eles quiseram sempre a unidade das oposições para esta sucessão em Salvador. Mas nem sempre querer é poder.

No segundo ponto, o fundamental, diz que continua conversando com o PMDB “objetivando a unidade” e recomenda à Executiva Municipal “evitar candidaturas concorrentes entre o PSDB e o DEM”. É nestas duas coisas que tudo está.

Com o PMDB trata-se da unidade. A unidade, que está dificílima, só ocorreria com uma só candidatura apoiada por PMDB, PSDB e DEM, pelo menos. O PR poderia juntar-se, como lucro – e lucro importante. Já “evitar candidaturas concorrentes entre PSDB e DEM” significa que se o DEM lançar candidato (ACM Neto), o PSDB não o fará, o que implicaria na desistência da candidatura de Imbassahy. Mas o PSDB poderia aliar-se ao PMDB, apoiando o candidato deste, para disputar com os demais, inclusive o do DEM? Pela nota do PSDB, entende-se que não. Pois as conversas do PSDB com o PMDB são somente visando à unidade das oposições, não uma aliança entre os dois partidos apenas.

A nota só admite aliança entre PSDB e DEM, aos quais outros partidos poderiam evidentemente somar-se.

abr
21
Posted on 21-04-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 21-04-2012


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Aroeira, hoje, no jornal do Sul


Daniela Mercury na posse de Ayres Brito: anos dourados

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ARTIGO DA SEMANA

STF: Anos Dourados em Brasília

Vitor Hugo Soares

Na fotografia – mal comparando com “Anos Dourados”, a famosa composição de Chico Buarque de Holanda e Tom Jobim feita de encomenda para a série romântica da TV Globo –, dois personagens da Bahia parecem particularmente felizes na solenidade de posse do ministro Carlos Ayres Brito na presidência do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, esta semana: a cantora Daniela Mercury, contente por cantar o Hino Nacional na festa, e Jaques Wagner (PT), governador do estado, cuja alegria surpreende em face do inferno astral que enfrenta estes dias no pedaço do País que ele governa.

Diga-se, a bem de sua excelência o fato: nas fotografias da festa, no Supremo, quase todos demonstram estar felizes, a começar pela presidente Dilma Rousseff. Ressalve-se, evidentemente, a figura macambuzia do ex-presidente do Poder Judiciário, ministro Cezar Peluso. Este, manteve-se o tempo todo com cara e jeito “de quem comeu e não gostou”, como dizem os soteropolitanos, mestres na arte de sorrir no sofrimento.

Peluso tem motivos de sobra para sair do comando da Corte sem se livrar do ar de enfado, azedume e mágoa, que elegeu como sua marca registrada (pelo menos desde a sova jurídica, ética e profissional que tomou da baiana desassombrada, Eliana Calmon, ministra corregedora do CNJ, no episódio do Zorro e o Sargento Garcia). Mau humor piorado ainda mais, seguramente, depois das pauladas que recebeu do vice-presidente empossado do STF, ministro carioca Joaquim Barbosa – aquele que não costuma levar desaforos para casa – em resposta ao jurista paulista que, na despedida inglória, resolveu jogar seu copo cheio de rancor nas vestes de Barbosa, Eliana e Dilma.

O ministro Peluso não poderia ter escolhido adversários mais indigestos. A começar pelo colega do STF, futuro presidente da Corte Suprema, daqui a breves sete meses – ainda mais diante das tempestades que se anunciam com o julgamento dos indiciados no processo do Mensalão, que ele (bom anotar, hein!) prometeu, na entrevista à Veja, levar adiante como questão de honra durante seu curto período de mando). Depois desse curtíssimo prazo, em se tratando de justiça e política no Brasil, o afável, conciliador e romântico jurista e poeta nordestino de Sergipe deixa o posto de comando nas mãos de Joaquim Barbosa.

Cede lugar, portanto, ao aparentemente seguidor dos modelos prescritos pelo escritor Edgar Alan Poe, em narrativas magistralmente terríveis – “O Barril de Almontilado”, por exemplo. Principalmente se a questão for vingança, ou aplicação de lição exemplar e completa – sem possibilidade de troco – quando se é pública e injustamente ofendido. Diante do quadro, não é difícil prever: Cezar Peluso ainda terá muito que beber do fel que produziu em sua passagem melancólica pela presidência do STF, da entrada à despedida. A conferir

Mas comecei estas linhas com o registro da presença da Bahia na posse de Ayres Brito e Joaquim Barbosa. Principalmente o ar de felicidade, nas fotografias congeladas ou imagens em movimento, da Rainha do Axé, Daniela Mercury, e do governador petista Jaques Wagner, na festa do meio da semana em Brasília. A singular e complexa cidade “do Arquiteto”, que aniversaria neste sábado, 21, de convulsionado mês de abril.

Daniela, uma estrela, celebridade do canto brasileiro e famosa, também, além fronteiras, quase sempre tem seus motivos próprios para sorrir e estar contente, mesmo quando a fase artística não é das melhores. Ou, pelo menos, não tão reluzente quanto já foi há bem pouco tempo. Quanto ao governador da Bahia, a história é bastante diferente. Ele próprio reconheceu, esta semana, em Salvador, o demorado período de inferno astral que tem atravessado, desde a greve da Policia Militar. Fato de péssima memória para seu governo e ele próprio, apanhado de surpresa pelo movimento e pela invasão da Assembléia baiana em seguida, quando acompanhava a presidente Dilma em visita a Cuba. O fim do movimento, com a invasão da Assembléia por tropas da Segurança Nacional, Exército e PF à frente, com prisão dos líderes, foi ainda mais desgastante e segue cercado de dúvidas e ressentimentos políticos.

Depois disso, praticamente nada deu certo para Wagner. Somado ao drama da seca, que já dura quase três anos, em algumas regiões do Estado, mas se agravou drasticamente nos últimos meses, Wagner cita o conflito dos fazendeiros do sul baiano com indios Pataxos e, mais recentemente, a paralisação em andamento dos professores que deixa mais de um milhão e meio de estudantes de escolas públicas sem aulas no Estado – e o desgasta mais com a esquerda sindical – entre as principais dificuldades atuais de sua segunda gestão, em ano eleitoral.

Um dia antes de embarcar para “passar o chapéu,” em busca de recursos nos ministérios do governo federal e participar da festa no Supremo, Wagner desabafou em uma solenidade administrativa na Bahia: “Parece que, este ano, o cara lá de cima está querendo me testar”, disse o governador em lamento dirigido a São Pedro, provavelmente!

Como se vê, Wagner não tem motivos para estar feliz (embora assim pareça nas fotografias em Brasília) na posse de Ayres Brito. Salvo talvez pela alegria de estar presente na posse do antigo companheiro nas origens do PT no Nordeste. Mas , a melhor explicação deve estar mesmo na genial canção de Chico e Tom:

“Insanos dezembros, mas na fotografia estamos felizes”.

Vitor Hugo Soares , jornalista. E-mail: Vitor_soares1@terra.com.br

abr
21

DEU NO IG

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Brito, classificou como “logicamente impossível” qualquer tentativa de manipulação de resultados em sessões da Corte. Em entrevista ao jornal O Globo desta sexta-feira, o vice-presidente do STF, Joaquim Barbosa, afirmou que o ex-presidente do Supremo Cézar Peluso “inúmeras vezes manipulou ou tentou manipular resultados de julgamentos, criando falsas questões processuais simplesmente para tumultuar e não proclamar o resultado que era contrário ao seu pensamento”.

Segundo Ayres Britto, não existe possibilidade de qualquer atitude do gênero. Porque, regimentalmente, essa possibilidade iria de encontro aos votos dos demais ministros. “É impossível você manipular o resultado. Porque se um presidente proferir um resultado em desconforme ao conteúdo da decisão ele está desconsiderando o voto de cada um dos ministros. O voto é soberano”, disse.

“Claro que cada ministro pode se reposicionar em matéria de voto. Mas se não se reposicionou. Então manipulação é logicamente impossível”, apontou. “Eu nunca vi aqui. Eu nunca vi e acho que nunca verei um presidente alterar o conteúdo da decisão”, assinalou.

http://youtu.be/Wdwd0OXzDYY
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Bahia em Pauta agradece ao Blogbar e ao poeta paulista que o edita.

BOA NOITE E BOM SABADO PARA TODOS OS LEITORES E OUVINTES!!!

(VHS)

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