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O. C. Smith, que voz, desse que foi um dos maiores i ntérpretes americanos! Sugestão para ouvir na tarde do BP.

BOA TARDE DE SEXTA-FEIRA! E VAMOS AO BONFIM!

(Glson Nogueira)

abr
20

Homens fortemente armados, com escopetas e revólveres, renderam na manhã desta sexta-feira (20) uma equipe de reportagem da Folha em uma estrada rural de Pau Brasil (553 km de Salvador), no sul da Bahia, centro do conflito entre índios pataxó hã hã hãe e fazendeiros.

Os integrantes do grupo armado usavam capuzes.

Por volta das 8h, o carro da reportagem foi parado por cerca de 12 homens. Sob a mira de armas, o repórter fotográfico Joel Silva, 46, e o motorista Igor Correia, 25, foram obrigados a sair do veículo e a se deitar na estrada de terra. Os dois foram revistados.

Um dos homens armados ordenou que os dois não olhassem para o grupo. O equipamento fotográfico foi retirado do carro e inspecionado.

Deitado, o repórter foi interrogado pelos homens armados sobre sua identidade e sobre a razão de estarem na zona de conflito.

Após cerca de sete minutos, os homens trancaram o equipamento no porta-malas do carro da reportagem e mandaram o repórter fotográfico e o motorista deixarem o local rapidamente, reiterando a ameaça de atirar caso olhassem e identificassem os agressores.

Poucos quilômetros depois, o carro foi novamente parado por outro grupo, este de sete homens. Pelo menos um deles carregava uma escopeta. O repórter e o motorista receberam uma nova ordem para deixar o local rapidamente.

A ação da milícia armada foi relatada à Polícia Federal.

Em reportagem publicada nesta quinta-feira (19), a Folha relatou a existência de homens armados na fazenda Santa Rita, pertencente ao ex-prefeito de Pau Brasil Durval Santana (DEM). Eles ocupavam uma parede fortificada, com pequenas janelas para encaixar os canos das armas.

Procurado, Santana negou a existência de segurança armada no local.

“Temos 4.000 cabeças de gado que estão tomadas pelos índios. Estamos perdendo 500 litros de leite por dia. Só queremos saber quem é que vai pagar esse prejuízo”, disse o ex-prefeito.

A Santa Rita e outras fazendas localizadas próximas do rio Pardo estão na rota da invasão dos pataxós.

A temperatura do conflito fundiário, que já dura 30 anos, subiu muito nos últimos dias, quando os pataxós iniciaram uma onda de invasões nos municípios de Pau Brasil, Camacã e Itaju do Colônia.

A Funai (Fundação Nacional do Índio) afirma que desde 1651 os índios pataxós hã hã hãe estão na região do sul da Bahia que hoje é objeto da disputa com fazendeiros.

De acordo com o órgão, o processo para a demarcação da reserva indígena teve início na década de 1920. Mas a partir dos anos 1940 as terras começaram a ser arrendadas para não indígenas.

Durante a expansão do cultivo de cacau no Estado, e principalmente na década de 1970, o governo da Bahia concedeu títulos de posse a fazendeiros da reserva. São esses títulos que a Funai tenta anular no STF (Supremo Tribunal Federal) desde 1982, em ação não julgada até hoje.


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DEU NA COLUNA DO JORNALISTA FELIPE PATURY, NA REVISTA EPOCA

O economista José Sérgio Gabrielli deixou a presidência da Petrobras certo de que assumiria o posto-chave do governo do petista Jaques Wagner. O projeto todo havia sido engendrado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como secretário da Fazenda ou da Casa Civil, passaria a articular sua candidatura à sucessão do governador. Surpresa: Gabrielli ganhou um cargo muito relevante, o de Secretário de Planejamento, mas não o mais influente. Pior: o titular da Casa Civil, Rui Costa, é sempre cogitado como alternativa à sucessão de Wagner. “Não foi isso que foi combinado”, tem lamentado Gabrielli em conversas reservadas.
Felipe Patury

abr
20
Posted on 20-04-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 20-04-2012


Simanca, hoje, no jornal A Tarde (BA)

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Opinião Política

Todos sob controle

Ivan de Carvalho

Já houve há algum tempo uma CPI dos Grampos, da qual foi relator o deputado Nelson Pelegrino, do PT da Bahia. Pelegrino fez um bom trabalho de levantamento de dados, concluindo no seu relatório – aprovado pela comissão – que há um número anual absurdamente excessivo de grampos legalmente autorizados no país. Isto sem considerar os grampos clandestinos, temática na qual a CPI não se aprofundou e que, no entanto, é essencial para que se conheça o conjunto do problema.

A CPI do Congresso teve o mérito de mostrar uma parte do iceberg, mais do que a ponta, mas ficou longe de mostrar o iceberg inteiro. E, quanto a seus outros resultados práticos, apresentou recomendações a serem seguidas a respeito do assunto, mas tudo indica que ninguém seguiu, porque é óbvio – para todos os que estejam atentos ao assunto, seja por dever profissional, por necessidade profissional ou sadia curiosidade de cidadão – que não houve melhora alguma a respeito, só piora e desrespeito.

No momento, está sendo criada uma nova CPI do Grampo. Esta não é no Congresso Nacional, mas na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Uso a expressão “está sendo criada” porque, até o fim da tarde de ontem, o requerimento de criação já havia sido apresentado à Mesa, mas não havia sido lido, o que consumaria a criação da CPI. A demora na leitura é porque o governo do DF, chefiado por Agnelo Queiroz, do PT, está interessado em dificultar as coisas, fazendo recuar o objeto da investigação até 2002. Águas passadas não movem moinho e o que o governo do DF quer mesmo é que o moinho não se mova.

Pois, movendo-se, poderá ajudar a moê-lo. É que os fatos geradores do requerimento da CPI são a invasão, pelo governo do DF, usando o sistema Infoseg do Ministério da Justiça (olhem aí as ligações perigosas) da privacidade do deputado federal Fernando Franceschini, do PSDB e do blogueiro Edson Sombra, o que já está provado. Nesse sistema estão informações detalhadas de todos os cidadãos deste país. O governo do DF, por um assessor, fez saber que a invasão (consulta a esse banco de dados), supostamente feita pela Casa Militar do governador, foi porque os dois colocaram em risco “a segurança física do governador e sua família”. E que nem haviam prestado atenção se um era deputado e o outro, blogueiro (!). Como diria Adoniran Barbosa, “a situação aqui tá muito cínica”.

É incrível, mas eu vou contar assim mesmo. Francischini fizera denúncia de enriquecimento vertiginoso e ilícito do governador. E sugeriu que as pessoas fossem para um restaurante de uns parentes do chefe do Executivo, para protestar. O blogueiro? Edson dos Santos, mais conhecido como Edson Sombra, deu a notícia. Um outro blogueiro, Donny Silva, também foi investigado dessa forma estranha.
Um rumor insistente nos meios da mídia brasiliense – que só uma investigação séria poderá confirmar ou desautorizar – sugere que cerca de 80 jornalistas e blogueiros estão monitorados pela “central de grampos”, o do DF, o famoso Guardião, ascendente do Big Brother de George Orwell.

Em tempo: falando ontem à Rádio Metrópole, de Salvador, o experiente e sempre muito bem informado jornalista Bob Fernandes afirmou que a Polícia Federal está dividida em vários grupos (eu diria tendências) e empenhada em monitorar e apanhar em situações erradas ou simplesmente incômodas empresas de mídia, jornalistas, blogueiros, numa preparação para a guerra política que se avizinha, com a CPI da Cachoeira e o Julgamento do Mensalão.

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