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O megacontraventor empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde o dia 29 de fevereiro sob acusação de envolvimento com uma máfia de
jogos ilegais e corrupção de autoridades, já está no Complexo
Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde dividirá cela com mais 22
presos.

Ele foi transferido da penitenciária de segurança máxima de Mossoró
(RN) na manhã de hoje -ele veio em um voo comercial com escala em
Fortaleza. O advogado que coordena sua defesa, o ex-ministro da
Justiça Márcio Thomaz Bastos, está a caminho de Brasília.

Segundo a Secretaria de Segurança do Distrito Federal, ele ficará no
Centro de Detenção Provisória da Papuda, em uma área destinada a
presos da Polícia Federal. Cachoeira ficará à disposição da Justiça
por tempo indeterminado.

Segundo o Depen (Departamento Penitenciário Nacional), ele veio em um
voo comercial de Fortaleza, escoltado por policiais federais. O
trajeto de Mossoró à capital cearense foi feito de carro.

Investigações da PF, por meio das operações Vegas e Monte Carlo sobre
jogos de azar, indicam o envolvimento de agentes públicos e privados
com o empresário. Há suspeitas de que empresários e políticos
receberam dinheiro de Cachoeira para promover tráfico de influência a
fim de, entre outras ações, aprovar propostas, no Congresso, que
beneficiasse o setor.

MOSSORÓ

No presídio de Mossoró, Cachoeira ficava 22 horas trancado em uma cela
sozinho sem ver ninguém. Tinha direito a apenas duas horas de sol por
dia e conversava com as visitas por meio de um interfone sem ter
contato físico.

De acordo com familiares, ele emagreceu 16 kg, teve o cabelo raspado e
está deprimido. Chegou a passar mal e precisou ser atendido por
médicos.

Sua defesa alegou que Cachoeira não representa risco à sociedade para
ficar detido em uma unidade de segurança máxima.

Cachoeira está preso desde 29 de fevereiro, quando a Polícia Federal
deflagrou a Operação Monte Carlo. Segundo a investigação, o grupo de
Cachoeira cometeu os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, entre
outros, para sustentar uma máfia de jogos.

A Operação Monte Carlo envolve o nome de parlamentares, entre eles o
senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), um grupo de deputados e
integrantes dos governos de Goiás e Distrito Federal. O Congresso
protocolou ontem um pedido de CPI para investigar o caso.

( Com Agência Brasil )

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