“45  anos” do Teatro Castro Alves?…

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…uma injustiça com Antonio Balbino

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Bahia em Pauta divulga texto da carta postada no Facebook por Tsylla Balbino, neta do ex-governador da Bahia, que protesta contra propaganda sobre a comemoração dos “45 anos de fundação do Teatro Castro Alves, que atropela fatos históricos e comete injustiça gritante ao nem  ao menos citar o nome do idealizador e construtor administrativo da obra que virou uma marca relevante na arte e na cultura da Bahia.

Inaugurado em 4 de julho de 1958, com uma exposição de fotografias da obra monumental, o TCA, lembra Tsylla com justa indignação, ” está comemorando 54 anos em 2012 e não 45 como muitos querem fazer crer. Espero que o tempo faça justiça já que a política e a história parecem ter-se esquecido de baianos como Antônio Balbino que tanto se dedicaram e fizeram por seu Estado. A BAHIA MERECE CONHECER O SEU PASSADO”.

Leia a seguir a íntegra da carta assinada por Tsylla Balbino, a neta do ex-governador injustiçado.

(Vitor Hugo Soares e Claudio Leal)

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“Há alguns meses que venho escutando uma propaganda na TV sobre a comemoração dos 45 anos do TCA – Teatro Castro Alves (Salvador – Bahia). No início, achei que tinha entendido errado, mas parece que não, estão mesmo, não sei bem quem, comemorando em 2012 os 45 anos do nosso TCA. Em se tratando do ano em que comemoramos o Centenário de Nascimento de meu avô, Antônio Balbino de Carvalho Filho (Governador da Bahia 1955 – 1959), e como uma das organizadoras de alguns eventos desta celebração, sinto-me obrigada a fazer um ESCLARECIMENTO HISTÓRICO para evitar que mais uma injustiça se faça e que alguns sigam a “se beneficiar da caridade do chapéu alheio”. Este álbum contém inúmeros documentos e fotografias que dão “a Balbino o que é de Balbino e aos demais uma dor de cotovelo” por não serem os verdadeiros responsáveis por este feito tão marcante na Cultura do nosso estado. O TCA foi inaugurado, com direito a corte de faixa e visitação pública de exposição fotográfica em seu foyer em 4 de julho de 1958. É verdade que o espetáculo de ballet que estava programado para dar início às apresentações no palco não aconteceu devido a um incêndio que aconteceu 5 dias depois de sua inauguração. O TCA começou a ser reconstruído ainda no governo de Antônio Balbino, mas sabe Deus porque (ou até sabe – políticos não gostam de dar continuidade as obras daqueles que o precedem, em especial se não são correligionários) o mesmo só foi REINAUGURADO quase uma década depois no governo de Lomanto Júnior. Duas coisas me causaram especial estarrecimento: a primeira é que o site oficial do TCA sequer cite o nome de Antônio Balbino, que além de ser o idealizador e “executor” administrativo das obras deste monumento baiano, foi também um dos deputados que em 1948 redigiu o projeto que buscava junto ao governo federal verbas para a execução desta obra; o segundo estarrecimento se deu quando vi a chamada do programa da TV Bahia “Aprovado”, que tinha na mais alta reputação pela sua cuidadosa produção, anunciando uma conversa com alguém que falaria sobre a comemoração dos 45 anos do TCA. Faltou pesquisa! Faltou respeito! Continua faltando consideração de um povo com seus governantes de fato. O TCA está comemorando 54 anos em 2012 e não 45 como muitos querem fazer crer. Espero que o tempo faça justiça já que a política e a história parecem ter-se esquecido de baianos como Antônio Balbino que tanto se dedicaram e fizeram por seu Estado. A BAHIA MERECE CONHECER O SEU PASSADO”.

De: Tsylla Balbino

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Comentários

rosane santana on 16 Abril, 2012 at 14:29 #

Bem, como o Brasil foi descoberto pelo llullopetismo, a partir de 2002, é fato que daí pra trás cada um conte a história da maneira que lhe convém.


Graça Azevedo on 16 Abril, 2012 at 17:53 #

Tsylla, A Bahia é uma terra sem memória. Lamento.


vangelis on 16 Abril, 2012 at 23:22 #

Terra de muro baixo, esquecem até de citar o nome do grande arquiteto da obra Bina Fonyat. Em 1984 quando o Caetano apresentou o show Velô no T.C.A. a patuleia quase destrói o teatro, foi um verdadeiro show de horror, subiram nas poltronas, pulando feito animais alucinados, destruindo grande parte delas. Convidado pelo Caetano, já tinha assistido os ensaios na madrugada da véspera da apresentação, sentado nas últimas fileiras senti uma tristeza enorme naquele show de comportamento irracional. Fiz a única coisa que a racionalidade mandava fazer, retirei-me junto com a minha tristeza inspirada pela letra da canção apresentada no show:
“O homem velho deixa a vida e morte para trás
Cabeça a prumo, segue rumo e nunca, nunca mais
O grande espelho que é o mundo ousaria refletir os seus sinais
O homem velho é o rei dos animais…”

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=AGrnKzwzo3o


danilo on 16 Abril, 2012 at 23:53 #

à semelhança dos seus ídolos stalinistas da velha União Soviética, o pessoal do PT refaz a História ao seu bel prazer, como melhor aprouver.

entrementes, o povão idiota imbecil não tá nem aí pra essas coisas. tá feliz da vida frequentando “centros de cultura” populares, no meio da rua, jogando lixo e lata de cerveja em via pública, mijando na parede na frente de todos, ao som do pagodão axé.

para este povo, o Teatro Castro Alves nada nada representa. aliás, na era do lullo-petismo, para o povão, nada que envolve patrimônio cultural importa.

e o Deus Lullla é o sumo pontífice da malta ignara.

como diria o lendário porradeiro Berereco: “nós tamo é fudi-dê-ó-dó…”


Maria on 9 setembro, 2016 at 9:32 #

Boa tarde. Preciso confirmar uma questão referente à assinatura de Antônio Balbino, até o momento só consegui uma imagem muito duvidosa de sua assinatura. Poderiam entrar em contato comigo? Agradeço!


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