Petitinga:um tecnico para comandar a Fazenda

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DEU NO CORREIO

Da Redação

O governador Jaques Wagner anunciou nesta sexta-feira (13) o novo titular da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) o economista Luiz Alberto Bastos Petitinga, que substitui o ex-secretário Carlos Martins.

A solenidade de transmissão de cargo acontecerá na próxima semana. Martins esteve à frente da Sefaz por mais de cinco anos e se afastou para concorrer às eleições municipais deste ano. Desde então, o subsecretário Carlos Alberto Batista estava no cargo interinamente.

Luiz Petitinga é presidente da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia). Ele é metre em Economia pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), professor universitário e também trabalhou no Desenbanco, atual Desenbahia, além da Secretaria Estadual de Planejamento.

Dia de queixas em debate na ABI

Claudio Leal

No debate “A liberdade nos 200 anos da imprensa brasileira”, realizado na Associação Bahiana de Imprensa (ABI), na Praça da Sé, nesta sexta-feira (13), o jornalista e conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Paolo Marconi, fez uma palestra polêmica e repleta de análises ferinas sobre os jornais baianos, constrangendo alguns dos veteranos presentes à celebração do Dia do Jornalista.

De saída, Paolo criticou a subserviência dos periódicos ao governo do Estado e à prefeitura de Salvador, “como se estivesse tudo normal”. “Sou daquela época em que o jornalismo tinha uma função social”,afirmou, lembrando o exemplo dos irmãos Millôr e Hélio Fernandes, dois dos jornalistas mais atuantes na abertura política do País, no final dos anos 70. Segundo o palestrante, falava-se que antes havia um “tiranete” (Antonio Carlos Magalhães) no poder, mas agora o clima é de alinhamento total ao governador e ao prefeito. “Fico irritado por nada poder fazer com o que está acontecendo com a cidade no PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano”. “Benefício da dúvida: é por incompetência”, ironizou.

Com ceticismo quanto ao impacto da internet nesse cenário, o jornalista questionou a postura da maioria dos blogs baianos, que aceitam banners do governo do Estado e dos municípios e, gradualmente, se omitem da cobertura crítica dos governantes. “Para quem põe o banner, é: eu comprei o silêncio, não comprei a proteção”. Paolo Marconi, autor de pioneiro estudo sobre a censura à imprensa na ditadura militar, referiu-se à “censura do dia-a-dia”, contraposta ou associada à “censura do cacete”, existente em regimes autoritários. A partir da ausência de notas a respeito dos julgamentos do Tribunal de Contas, ele concluiu que os blogs com anúncios das prefeituras não noticiam a reprovação das contas.

“Nos blogs que têm propaganda desses municípios, a notícia não sai. Se a prefeitura não anuncia, a notícia sai”, atacou. “Pra ficar bem com fulano, eu silencio. É isso.” Insistindo no relato das “mazelas”, Paolo brincou com a história de um amigo que decidiu “fazer um blog independente” com publicidade da Secom (Secretaria de Comunicação). Na Bahia, acrescentou, “só se publica a verdade oficial”. Para acompanhar o que ocorre em Salvador, os leitores precisariam estar atentos aos meios de comunicação do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O clima de censura empresarial entrou na pauta. Segundo Paolo, que já assessorou o ex-governador ACM na área de comunicação, há “uma submissão total dos jornais aos anunciantes. Uma promiscuidade, uma imposição do departamento comercial”. Ele diagnostica o poder da “indústria do espetáculo” – leia-se Axé e congêneres: “Alguns jornalistas são sócios dessa indústria do entretenimento!”. “Mesmo com os blogs, os anunciantes exercem controle total”.

Depois de perguntas e desabafos de jornalistas da plateia do Edifício Ranulpho Oliveira, Paolo Marconi desejou melhoras à gestão do jornal A Tarde, em constante crise financeira e administrativa, com perda de influência no Estado. “Agora publicam caderno de tudo que é picaretagem, coisa que eu não pensava que existisse mais”. O ex-repórter da revista Veja ressaltou que suas restrições não se dirigem, especificamente, aos operários das redações. “Não é falta de jornalista, é desinteresse empresarial”.

Na primeira fila, o ex-presidente da ABI Samuel Celestino, blogueiro e colunista do jornal A Tarde, levantou-se para fazer uma intervenção. Veladamente, rebateu os pontos criticados por Paolo Marconi, principalmente aqueles relacionados aos blogs. Celestino afirmou que não tem “patrocinadores” e, portanto, faz um jornalismo “limpo”. Marconi entrou com um breve aparte: “Mesmo porque, Samuel, jornalista que se vende dá um tiro no próprio pé”. Celestino concordou.

O debate logo virou uma sessão de queixas e desabafos sobre o jornal A Tarde. A presidente do Sindicato dos Jornalistas (Sinjorba), Marjorie Moura, confirmou uma história contada pelo jornalista Nestor Mendes Júnior – sentado ao lado do amigo e ex-redator-chefe do jornal da família Simões, o poeta Florisvaldo Mattos -, de que haveria uma lista com temas proibidos no jornal. Entre os assuntos proibidos, estaria a construção civil; e, brincou Nestor, a direção do Esporte Clube Bahia. Marjorie garante que o sindicato e os repórteres têm se posicionado contra as censuras internas. E não se esqueceu de revelar um dos absurdos profissionais: um repórter chegou a ouvir de uma fonte: “Não foi isso que eu acertei com o editor-chefe”.

O professor Sérgio Mattos, o segundo palestrante, pouco abordou os temas polêmicos levantados pela plateia e preferiu se concentrar na história da censura no Brasil e no mundo. Indignada, a historiadora Consuelo Pondé de Sena, ex-colunista de A Tarde, denunciou a omissão do jornal diante da destruição da cidade histórica e do arruinamento do velho Arcesbipado, na Praça da Sé. Consuelo propõe que o espaço se torne um centro cultural.

A cerimônia da ABI conferiu a medalha Ranulpho Oliveira aos jornalistas João Falcão (post-mortem), Luis Henrique Dias Tavares, Florisvaldo Mattos, João Carlos Teixeira Gomes, o Joca, e à editora Flávia Garcia Rosa, pelas contribuições à história da imprensa baiana. Num discurso em defesa do jornalismo impresso, Joca avaliou que os jornais estão em crise não apenas por fatores externos, mas porque não se renovaram e deixaram de atingir o espírito do leitorado.

Claudio Leal é jornalista, colaborador do Bahia em Pauta

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski negou o pedido de liminar feito pela defesa do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) para que julgasse nulas todas as gravações feitas pela Polícia Federal.

As escutas mostravam conversas entre o senador e o contraventor Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar um esquema de jogo ilegal. A decisão ainda não foi divulgada.

A reclamação foi protocolada na terça-feira pelo advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro. No pedido, ele argumenta que a competência do Supremo foi usurpada, pois Demóstenes Torres só poderia ser investigado pelo STF por ter foro privilegiado.

A investigação em que foram autorizadas as escutas telefônicas das ligações feitas por Cachoeira estava sob os cuidados da Justiça Federal de primeira instância. Com a decisão de Lewandowski, a investigação contra Demóstenes continua.

Demóstenes Torres é acusado de fazer negociatas com Carlinhos Cachoeira, que foi preso pela Polícia Federal em fevereiro, com a deflagração da Operação Monte Carlo.

Na quinta-feira, Demóstenes compareceu ao Senado, surpreendendo os colegas, e participou da reunião do Conselho de Ética, encarregada de apontar um relator para investigar o processo de quebra de decoro parlamentar aberto contra el

Ele criticou a escolha do presidente do Conselho de Ética, Antônio Carlos Valadares, alçado ao cargo por ser o mais velho. Demóstenes também garantiu que vai se defender das acusações e provar sua inocência. Notificado na quarta, Demóstenes tem dez dias úteis para apresentar a defesa prévia.


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Acima de qualquer polemica!.

Bela Amelinha!!! Grande Ze Ramalho!!!.

BOA SEXTA-FEIRA, 13, PARA TODOS!

(VHS)


Virgulino Ferreira, o Lampiao:polemico sempre

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Deu no jornal Estado de S. Paulo

Antônio Carlos Garcia

ARACAJU – O juiz da 7ª Vara Cível de Aracaju, Aldo Albuquerque, manteve a decisão de não permitir que o polêmico livro “Lampião Mata Sete”, que sustenta que o Rei do Cangaço, Virgulino Ferreira da Silva, era gay, seja lançado. No dia 25 de novembro do ano passado, Aldo expediu uma liminar suspendendo o lançamento, que iria ocorrer em uma livraria de Aracaju, em virtude de uma ação movida por Expedita Ferreira, filha do cangaceiro.

O autor do livro, o juiz aposentado Pedro de Morais, disse que vai recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) e tem 15 dias para realizar o procedimento legal. Caso não tenha sucesso e o livro continue sendo censurado pela Justiça, ele disse que vai jogar os 1 mil exemplares que lhe restam no Rio Sergipe.

Aldo Albuquerque, que não leu o livro, disse que se baseou na Constituição Federal para continuar impedindo o lançamento do livro. “A Constituição protege a inviolabilidade da individualidade das pessoas”, explicou ele, ao frisar que escreveu 25 laudas onde defende o não lançamento do livro. Para Aldo, se o livro versasse apenas sobre os crimes cometidos por Lampião, esse seria um fato público, mas quando trata da sexualidade, o tema não tem o mesmo interesse.

“O Aldo é um preconceituoso”, disparou o autor do livro Pedro de Morais. Sobre essa crítica e as que poderão surgir em virtude da decisão, Aldo Albuquerque explicou que “doutor Pedro é um homem muito inteligente, um grande juiz”. E com relação às demais críticas que poderão advir, Aldo explicou que um magistrado tem que agir sem se preocupar com isso, preservando a Constituição Federal.

No dia 6 de novembro do ano passado, Pedro de Morais participou da Segunda Bienal do Livro, em Salvador, e vendeu o 1 mil exemplares, restando outros 1 mil para o lançamento em Aracaju, que não aconteceu. “A liminar proibindo o lançamento saiu no dia 25 de novembro”, lembra Pedro.

Dias depois no município de Campo Formoso, a 400 quilômetros de Salvador, o livro voltou a fazer sucesso em uma exposição literária. Desta vez, os exemplares foram levados pelo especialista em Lampião Oleone Coelho Fontes, que, inclusive, faz a introdução do livro. Oleone continua indignado e disse, na época, que “seria uma felicidade para o Nordeste se Lampião fosse homossexual”.

abr
13
Posted on 13-04-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 13-04-2012


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Pelicano, hoje, no jornal Bom Dia (SP)


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“Bewitched, Bothered and Bewildered” de Richard Rogers e Lorenz Hart em musical de 1940, dePal Joey, foi gravada por Doris Day com The Mellomen e orquestra conduzida por John Rarig em 13 de Maio de 1949 na Columbia. Foi incluida no LP, Doris Day’s Greatest Hits, gravado em 1958, pode ser ouvido em CD.

BOA NOITE!!!

(VHS)

abr
13
Posted on 13-04-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-04-2012

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a mulher tem direito a escolher interromper gestação de feto anencéfalo. A decisão foi tomada pelo placar de 8 votos a favor contra 2 desfavoráveis à ação movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), que defende a interrupção da gravidez nesses casos.

Os oito ministros favoráveis acompanharam a tese do relator, Marco Aurélio Mello, que entende que a mulher que optar pelo fim da gestação de bebê anencéfalo (sem cérebro) pode fazê-lo sem ser tipificado como aborto ilegal.

Até então, a legislação permite o aborto somente em caso de estupro ou risco à saúde da grávida. Fora dessas situações, a mulher pode ser condenada de um a três anos de prisão e o médico, de um a quatro anos. Nos últimos anos, mulheres tiveram de recorrer a ordens judiciais para interromp

Além do relator Marco Aurélio Mello, votaram a favor os ministros Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Carlos Ayres Brito, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Os contrários foram Ricardo Lewandowski e Cézar Peluso que alegaram que a permissão nesses casos poderia servir para a interrupção de gestações de fetos com outras doenças com poucas chances de sobrevivência.

Votos da quinta-feira

O primeiro voto do dia foi do ministro Carlos Ayres Britto, que defendeu que não se pode falar em aborto de anencéfalo porque o que as mulheres carregam no ventre, nesses casos, é um natimorto cerebral, sem qualquer expectativa de vida extrauterina. “Dar à luz é dar a vida, e não a morte”, afirmou, acrescentando que se os homens engravidassem, a interrupção da gravidez de anencéfalos “estaria autorizada desde sempre”.

O ministro salientou que nenhuma mulher será obrigada a interromper a gravidez se estiver gerando um feto anencéfalo mas, não se pode levar às últimas consequências esse martírio contra a vontade da mulher, pois isso corresponde à tortura, ao tratamento cruel.

Na sequência votou Gilmar Mendes. Ele lembrou que desde 1940 (com a edição do Código Penal), a sociedade brasileira convive com a descriminalização do aborto em casos de estupro e de risco à saúde da mãe. Por isso, em sua opinião, a possibilidade de aborto de fetos anencéfalos está autorizada desde então, tendo em vista que, comprovadamente, gestação nesses casos traz graves riscos à saúde da gestante.

“O aborto de fetos anencéfalos está certamente compreendido, parece-me, entre as duas excludentes da ilicitude, já previstas no Código Penal. Todavia, era inimaginável para o legislador de 1940 prever essa circunstância, em razão das próprias limitações tecnológicas existentes”, afirmou.

O ministro Antonio Dias Toffoli se declarou impedido de votar, porque quando era advogado-geral da União (AGU) posicionou-se favorável à interrupção. Por isso, dos 11 ministros, somente dez participam do julgamento. O tema polêmico estava no STF há quase oito anos. O julgamento teve início nessa quarta-feira.

Leia mais sobre o assunto no IG
www.ig.com.br

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Opinião ao Politica

Três coisas mais uma

Ivan de Carvalho

O caso Carlinhos Cachoeira, aberto com a Operação Monte Carlo da Polícia Federal, está ganhando a cada dia novas facetas, adquirindo rapidamente uma multiplicidade enorme de aspectos, de modo que vai tornando-se um labirinto do qual é possível que as instituições competentes não encontrem a saída que lhes cumpre achar para fixar criminal, civil e politicamente as responsabilidades de cada um dos envolvidos.
Importam, acima de tudo, três coisas.

Primeira, que o caso seja levado a sério, sob estreita vigilância da sociedade, de modo a não serem permitidos desvios na investigação policial e nos processos que acabem inutilizando todo o esforço para que se obtenha neste caso exemplar – assim como no caso ainda mais exemplar do Mensalão, o maior escândalo de corrupção da história brasileira – o resultado que é devido à sociedade e que satisfaça a Justiça.

Segunda, importa à nação (e esta é uma tarefa dela, de toda a nação) não permitir que o caso Cachoeira esconda e deixe sair pelo ralo o escândalo do Mensalão, cujo julgamento pelo STF está exclusivamente na dependência da disposição para o trabalho e da boa vontade do ministro revisor Ricardo Lewandowski, que vem tendo tempo de sobra para fazer o que até já podia ter feito, a revisão do processo.

Terceira coisa que importa acima de tudo: que se chegue ao resultado respeitável por intermédio dos meios válidos, sem agressão às leis e à Constituição, inclusive quanto à produção de provas que sustentem a correta administração da justiça. É que, se para conseguir as provas, repelem-se as leis e a Constituição – como há séria e aparentemente fundada suspeita de que já aconteceu em parte das escutas telefônicas autorizadas por autoridade que não tinha competência para isso ou, quem sabe, até sem autorização específica, como exige a Lei Maior –, convida-se a insegurança jurídica e o arbítrio, ante-sala da ditadura.

Isto posto, abordo uma questão que não está no núcleo dessa temática, mas a integra em lugar de muito relevo. Há uma polêmica sobre o fato de que o empresário do jogo Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres abasteciam alguns setores da imprensa (o mais importante e declarado, a revista Veja) com informações. Em princípio, não haveria problema aí, como, aliás, assinalou a Veja em nota editorial. Mas, se veículos de divulgação ou jornalistas levaram com isto vantagens que não as de produzir notícias sérias, há problemas, sim. Que sejam, veículos ou jornalistas, investigados dentro da lei e punidos se judicialmente comprovada a prática de crime. Se houver responsabilidade civil, que seja determinada e cobrada.

Isto e só isto. Não mais. Não o oportunismo revelado ontem pela Comissão Executiva Nacional do PT ao aprovar documento em que pega carona no caso Cachoeira para cobrar a fixação de um “marco regulatório” para os meios de comunicação, vale dizer, a censura, que o PT até recentemente chamava de “controle social da mídia” e agora chama de “democratização da mídia” – esta, a última e mais soft denominação que o PT atribuiu à sua meta de acabar com a liberdade de expressão, enquanto fala em preservá-la com “ampliação do direito social à informação”. Trata-se, evidentemente, de uma linguagem deliberadamente cifrada, para que os muito tolos não a decodifiquem.
Pois as intenções que o PT, institucionalmente, tem revelado ou deixado transparecer em relação aos meios de comunicação social só são mesmo aceitáveis pelos muito tolos.

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