A taxa de desemprego em Portugal voltou em fevereiro a atingir um novo patamar máximo, alcançando os 15 por cento, o que coloca o país no segundo lugar da lista dos países da OCDE com mais desemprego, depois da Espanha.

De acordo com os dados hoje divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a taxa de desemprego harmonizada em Portugal subiu de 14,8 por cento para 15 por cento entre janeiro e fevereiro.

Depois de em janeiro, ter surgido a par com a Irlanda no segundo lugar da lista dos países da OCDE com a taxa de desemprego mais elevado, Portugal ultrapassou agora aquele país (que se manteve estável nos 14,7 por cento) e aparece isolado na segunda posição entre as 24 economias para as quais existem dados disponíveis (de um total de 34 países de todo o mundo).

Segundo os dados da OCDE, apenas a Espanha supera a taxa de desemprego portuguesa, com níveis bem superiores aos dos restantes países: 23,6 por cento em fevereiro, acima dos 23,3 por cento registados em janeiro.

Em termos homólogos, Portugal sofreu em janeiro a segunda maior subida do desemprego entre os 24 países analisados pela OCDE (2,5 pontos percentuais), depois de Espanha (onde o desemprego aumentou 2,7 pontos percentuais).

(DEU NO JORNAL PUBLICO, DE LISBOA)

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CRONICA NO BP

Perplexidade

Gilson Nogueira

Março acabou. Com ele, o verão. De repente, não caíram forte as águas suas esperadas. No lugar delas, invisíveis e dolorosas, lágrimas, muitas, feito enxurrada, como a que corria igual a boi de careta, quando eu, de calças curtas, brincava de dilúvio.

As águas de março lembram-me a trovoada e a idéia de fim de mundo da infância. Era um monte de barro vermelho a despencar, ladeira abaixo, e a me sugerir tragédia em miniatura. A fartura da água do céu, no sertão de Serrinha, parecia benção líquida, pensava o menino.

Hoje, com vontade meio masoquista de lembrar da seca, estimulado pelo destaque do drama histórico no Jornal Nacional, na segunda-feira passada, e com revolta, por saber que esse flagelo nordestino secular serve como cabo eleitoral de político descarado, deu-me uma tristeza desgraçada, dessas de não querer ir embora, pela falta que fazem, e farão, colegas de profissão, como José Carlos Mesquista, Moacyr Nery, Ederaldo Gentil, e outros parceiros de trabalho e de vida boêmia.

O jornalismo e a cultura da Bahia, sem eles, estão mais vazios, depois de sua partida para as serenas mansões do Infinito, onde Deus Estende-lhes as Mãos. Enquanto isso, Chico Anysio e Millôr Fernandes, também lá, em algum cantinho da Eternidade, riem muito com o que Millôr, então diretor da Pif Paf, escreveu para o primeiro número da sua revista, que releio, sob o sol abriliano de Salvador, no intervalo da minha saudade: ” Estamos convencidos de que o pior da nossa Democracia é que ela acaba sempre na mão dos democratas.”


Gilson Nogueira, jornalista, é colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta.

DEU NO IG

Autor do requerimento de criação de uma CPI para investigar a ligação de políticos com Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar uma rede de jogos ilegais no País, o deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) foi flagrado em pelo menos seis conversas suspeitas com um dos mais atuantes integrantes do esquema do bicheiro goiano: Idalberto Matias Araújo, o Dadá. O elo entre os dois foi revelado em grampos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

Espécie de faz-tudo do esquema e conhecido araponga de dossiês políticos, Dadá esteve a serviço de Protógenes na Operação Satiagraha e, nas conversas, recebe orientações do ex-delegado sobre como agir para embaraçar a investigação aberta pela corregedoria da PF sobre desvios no comando da operação que culminou com a prisão do banqueiro Daniel Dantas – a Satiagraha.

Os grampos da Operação Monte Carlo mostram que a proximidade de Protógenes com Dadá é suficiente para que sua autoridade para integrar a CPI seja questionada. Os diálogos revelam o empenho do deputado, delegado licenciado da Polícia Federal, em orientar Dadá na investigação aberta contra ele próprio, no ano passado.

Numa das conversas, Protógenes lembra ao araponga para só falar em juízo. “E aí, é aquela orientação, entendeu?, diz ele, antes do depoimento de Dadá. As ligações foram feitas para o celular do deputado. Fica evidente a preocupação de Protógenes em não ser visto ao lado de Dadá. Eles sempre combinam encontros em locais distantes do hotel onde mora o deputado, como postos de gasolina e aeroportos.

Procurado pelo Grupo Estado por três vezes em seu gabinete nesta terça, Protógenes não foi localizado e também não respondeu às ligações para seu celular.

Dadá foi identificado na Operação Monte Carlo – que o levou e ao bicheiro Cachoeira à prisão, em fevereiro -, como o encarregado de cooptar policiais e agentes públicos corruptos, de obter dados sigilosos para a quadrilha e de identificar e coordenar a derrubada de operações de grupos concorrentes. Ele está preso desde o mês passado, acusado de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e exploração de máquinas caça-níqueis.

Leia também: Caso Cachoeira gera clima de instabilidade política em Goiás

Em agosto do ano passado, Dadá tratou de seu depoimento no inquérito da Satiagraha com o próprio Protógenes, com o advogado Genuino Lopes Pereira e com o escrivão da Polícia Federal Alan, lotado na Coordenação de Assuntos Internos da PF(Coain-Coger), uma subdivisão da Corregedoria-Geral. O assunto é o mesmo: Dadá e Jairo Martins, outro araponga ligado a Cachoeira e que esteve informalmente sob o comando de Protógenes na Satiagraha, só deveriam se manifestar em juízo.

Se integrar a CPI para apurar os elos de Cachoeira, Protógenes investigará dois de seus colaboradores, como indicam os grampos obtidos pelo Grupo Estado.

O advogado Genuino Pereira afirmou que não conhece Protógenes e negou que seus clientes tenham combinado a versão que dariam em depoimento à PF. Alega que eles se comportaram daquela forma por coincidência. Alan não foi encontrado no local de trabalho.

Xerife

Com uma imagem de quem se tornaria o “xerife” da Câmara, Protógenes foi eleito graças à carona que pegou nos 1,3 milhão de votos do palhaço Tiririca (PR-SP) para preencher o total de votos exigidos pelo quociente eleitoral de São Paulo. A iniciativa de criar uma CPI para investigar Cachoeira e seus colegas é, até agora, o auge de sua promessa de campanha.

Nos áudios da Monte Carlo, Dadá trata o deputado por “professor” e “presidente”. Uma das interceptações mostra Protógenes sugerindo a Dadá que o encontre num novo hotel. “Não tô mais naquele não”, avisa, num sinal de que os encontros são constantes. No grampo de 11 de agosto de 2011, acertam o local da conversa, mas se desencontram. “Tá onde?”, pergunta. Dadá responde: “Em frente da loja da Fiat”, ao que o deputado constata: “Ah, tá. Estou no posto de gasolina”. “No primeiro?”, indaga Dadá. “Isso”, confirma o deputado.

( As informações são do jornal O Estado de S. Paulo )

abr
11

DEU NO IG

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começaram a julgar na manhã desta quarta-feira um dos temas de grande repercussão nacional que tramitam na Corte, a possibilidade legal de antecipação terapêutica de parto nos casos em que os fetos apresentem anencefalia. A ação foi movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), que defende a liberdade de escolha sobre a interrupção da gestação nos casos em que o feto tem má-formação no cérebro e nescerá sem expectativa de sobrevida. Entidades religiosas e em defesa da vida são contra.

A análise do mérito foi iniciada com a apresentação do caso realizada pelo relator da ação do STF e primeiro ministro a apresentar seu voto, Marco Aurélio Mello. O segundo a falar foi Luís Roberto Barroso, advogado da CNTS. Na tribuna, Barroso defendeu a descriminalização da antecipação do parto em caso de gravidez de feto anencéfalo e que tal ação não poderia ser chamada de aborto. “A criminalização da interrupção da gestação quando o feto não é viável fora do útero viola direitos da mulher”, disse.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, fez a leitura do parecer da Procuradoria favorável a antecipação do parto. “Quando não há possibilidade de vida [do feto], nada justifica restrição ao direito de liberdade e autonomia reprodutiva da mulher”, defendeu. Finalizada a fase incial dos trabalhos, no momento, o ministro relator dá seu voto e, por fim, os demais ministros se manifestarão.

O processo deve ser um dos últimos temas de grande repercussão julgados pelo STF na gestão de Cezar Peluso. Ele deixa a presidência da Corte no dia 19 de abril, quando assume o ministro Carlos Ayres Britto.

abr
11
Posted on 11-04-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 11-04-2012


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Frank, hoje, A Noticia (SC)


Deputado Roberto Carlos(PDT): “por que só ele?”

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Opinião Política

A PF e o bode expiatório

Ivan de Carvalho

Não pretendo defender nem acusar o deputado Roberto Carlos, alvo da Operação Detalhes da Polícia Federal. A defesa fica por conta do advogado dele e a acusação, do Ministério Público, se julgar que há efetivamente crime ou crimes, entre as suspeitas que sobre ele lançou a Polícia Federal e que existem provas para o oferecimento de denúncia.

Por enquanto, o que se tem é uma operação de busca e apreensão da PF no gabinete do deputado Roberto Carlos, do PDT, 1º secretário da Assembléia Legislativa da Bahia e candidato de seu partido a prefeito de um dos principais municípios baianos, Juazeiro, onde o PT estadual apoia o candidato do PC do B, que é prefeito e busca a reeleição, e o PT local liderado pelo ex-prefeito e deputado Joseph Bandeira insubordinou-se inutilmente, pois teve que render-se ao comando estadual.
Ainda um outro detalhe da biografia política de Roberto Carlos é que ele é um dos deputados mais estimados pelos seus colegas de Assembléia. Isso é absolutamente notório e teve consequências políticas. Roberto Carlos era 1º secretário da Assembléia nos dois últimos anos da Legislatura passada. Ao iniciar-se esta Legislatura e tendo se afirmado, mais uma vez, a candidatura de Marcelo Nilo à reeleição para a presidência, os demais membros da Mesa Diretora anterior cederam seus lugares a colegas.

Não encontrando espaço político para conquistar a presidência na ocasião, o PT ambicionava a 1ª Secretaria, segundo cargo em importância. Mas Roberto Carlos avisou que, se surgisse um candidato oficial na chapa, ele disputaria o cargo como “candidato avulso”. Diante disso, o PT, mesmo tendo a maior bancada na Assembléia, desistiu da 1ª Secretaria, porque no voto secreto sabia que perderia, dada a amizade de Roberto Carlos com seus colegas. O PT ficou então com outro cargo na Mesa.

Mas, afinal, qual o misterioso detalhe que levou a Polícia Federal a fazer pontaria no deputado Roberto Carlos? Porque ele foi pinçado entre tantos para ser investigado? Fez-se constar, em algum momento, que a causa fatídica teria sido uma comunicação do COAF – certamente à Receita Federal – sobre movimentação financeira atípica. Até pode ser. Mas se o COAF faz comunicações idênticas em situações semelhantes, seguramente estará fazendo continuamente centenas e até milhares de comunicações sobre outros parlamentares, deputados federais e estaduais e vereadores por todo esse país.

Roberto Carlos, vale insistir, é apenas um detalhe.
Muito mais importante do que saber por que ele é certamente saber por que só ele.

Pode crer o leitor que, se a Polícia Federal fosse investigar todos os casos similares no país, ela não teria tempo para mais nada. Ou talvez o Congresso Nacional, por sólida maioria – não por unanimidade – aprovaria lei extinguindo a Polícia Federal e estabelecendo a incomunicabilidade do COAF.

Não estou contra a investigação. Estou contra que, por motivos misteriosos, secretos, seja pinçado um bode expiatório.

Se a PF está a fim de investigar, que investigue o rebanho todo. Seja séria.

DEU NO IG

O chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, Cláudio Monteiro pediu demissão do cargo nesta terça-feira (10) após o Jornal Nacional, da TV Globo, mostrar gravações em que ele é citado na conversa de dois supostos integrantes do grupo do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso em operação da Polícia Federal.

Monteiro nega envolvimento com o grupo de Cachoeira. “Eu vivo a situação da mulher de (Júlio) César. Não basta ser sério, tem que parecer sério. E mais ainda, no meu caso eu ainda tenho que provar que sou sério”, disse o ex-chefe de gabinete ao jornal O Globo.

abr
11
Posted on 11-04-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-04-2012


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DEU NA FOLHA

O ator Wagner Moura vai encarnar Renato Russo ao lado de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Estrelará o “Tributo MTV Legião Urbana” cantando com os ex-integrantes do conjunto.

A informação está na coluna da Mônica Bergamo, publicada na edição da Folha desta terça-feira. A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Os shows acontecerão em 24 e 25 de maio no Espaço das Américas, em São Paulo.

abr
11

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Emílio Santiago, em “Beijo Partido”, de Toninho Horta, pergunta, ” onde estará a rainha?”
Boa noite!!!

(Gilson Nogueira)

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BEIJO PARTIDO

Sabe, eu não faço fé nessa minha loucura
E digo eu não gosto de quem me arruína em pedaços
E Deus é quem sabe de ti
E eu não mereço um beijo partido
Hoje não passa de um dia perdido no tempo
E fico longe de tudo o que sei
Não se fala mais nisso
Eu sei, eu serei pra você o que não me importa saber
Hoje não passo de um vaso quebrado no peito
E grito olha o beijo partido
Onde estará a rainha
Que a lucidez escondeu, escondeu …

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