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Posted on 09-04-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-04-2012

A presidente Dilma Rousseff protestou hoje, ao lado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, contra o desequilíbrio cambial causado pela desvalorização das moedas dos países desenvolvidos.

“Reconhecemos o papel dos bancos centrais – principalmente do Banco Central Europeu – em impedir uma crise de liquidez. Mas também manifestamos a nossa preocupação com a desvalorização das moedas nos países desenvolvidos, levando ao comprometimento do crescimento dos países emergentes”, afirmou Dilma Rousseff numa declaração transmitida pelo canal público brasileiro.

A líder brasileira encontra-se em Washington, onde se reuniu com Barack Obama durante uma hora e meia.

Durante a reunião, os dois chefes de Estado abordaram temas do comércio bilateral, estratégias para incentivar os investimentos entre os dois países e as oportunidades abertas em função da proximidade do Mundial de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 que se realizarão no Brasil.

Dilma Rousseff participa ainda hoje no encerramento de um Fórum de executivos e no seminário “Brasil-EUA: Parcerias para o século XXI”.

(Deu no Diario de Noticias, de Portugal)


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CLAUDIO LEAL

Direto de Salvador

Em fim de mandato, o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PP), assumiu uma persona de homem renovado e passou a ostentar a conquista de um amor “no tempo de madureza”. Mas o cotidiano da capital baiana contraria esse discurso cordato e reafirma que a mistura obscura de política e religião permanece como uma das marcas mais danosas de sua passagem pelo Palácio Thomé de Souza.

Seu governo já é considerado o mais impopular das principais capitais brasileiras, com taxa de reprovação de 50%, segundo a pesquisa Datafolha divulgada em março. E é injusto que não figure entre as gestões que descumprem a laicidade da Constituição Federal, cujo artigo 19 estabelece que “é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios”, entre outros pontos, “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”.

Num rápido passeio de ônibus, em Salvador, esse preceito se esfarela. Nesta segunda-feira, 9 de abril, no trajeto Avenida Juracy Magalhães-Barra, a televisão do coletivo exibia sucessivos espetáculos de artistas evangélicos, impondo seus cânticos e dogmas aos usuários (indicava-se a BusTV como produtora). Não se tratava de um canto bossanovístico. A “adoração ao Senhor” ultrapassava o limite do berro e seria reprovada em qualquer coral gospel dos Estados Unidos (as igrejas americanas têm a tradição de revelar grandes talentos do jazz).

O desrespeito começa no plano municipal. A Câmara de Vereadores de Salvador aprovou uma lei que proíbe o uso de aparelhos de som com autofalantes e similares no transporte público. Isso vale para os cantores peruanos e também para os pastores evangélicos. Estranhamente, a TV exibia ainda a programação da Record, uma emissora de notória vinculação religiosa. Era visível o logotipo da concorrente da Rede Globo.

No site da BusTV, cujo endereço é divulgado na telinha, a Record não está incluída entre suas parcerias. Convém ler um trecho: “Além da produção própria de programas, a Produtora BusTV desenvolve parcerias com empresas jornalísticas, universidades e órgão públicos para produção e compartilhamento de conteúdo. Entre os parceiros de conteúdo atuais da BusTV estão:”… Segue-se a lista: UOL, Lance!, Fox Films, Woohoo, Catraca Livre e Fiscais da Natureza.

Onde está a Record?

A Prefeitura de Salvador e o Setps precisam oferecer respostas para esse ataque à Constituição. Além de enfrentar um ônibus apinhado, os usuários não precisam ouvir os pregadores da orientação religiosa de João Henrique. O caso exige a atenção do arcebispo Dom Murilo Krieger e de Mãe Stella de Oxóssi, reconhecidos líderes de religiões excluídas desse show de calouros.

Claudio Leal é jornalista.


Joao Durval culpa ex-nora Maria Luiza…


…por desastres de JH na prefeitura de Salvador

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

OSVALDO LYRA

Editor de Politica

“O senador João Durval, cuja carreira política o credenciou a passar
por todos os parlamentos, em entrevista exclusiva à Tribuna, não
escondeu o entusiasmo pelo caminho que decidiu trilhar (ele formou-se
em odontologia, mas não exerceu a profissão).

Contudo, quando o assunto foi a sua ex-nora, a deputada estadual Maria Luiza,
recém-separada do seu filho João Henrique, o prefeito de Salvador,
Durval admitiu sem meias palavras o quanto ela atrapalhou a gestão de
João Henrique. Mais além, disse que ela tinha satisfação em dar as
ordens e que agora João reassumiu o controle da sua administração e
até voltou a sorrir.

Disse ainda que o PDT, partido ao qual é filiado,
faltou com respeito com a história dele em Feira de Santana. “Eu
construí a grande Feira de Santana quando fui prefeito. Sinceramente,
eu não gostei e acho que faltaram com respeito à minha pessoa. Eu
sempre respeitei o PDT”, disparou o senador, sem esconder o
ressentimento.

Tribuna – Como avalia sua atuação no Senado?

João Durval Carneiro – Sem falsa modéstia, acho que minha passagem
pelo Senado Federal tem sido positiva. Apresentei vários projetos
importantes, relatei também muitos projetos importantes, são cerca de
50 projetos relatados por mim. Tenho uma relação muito grande de
discursos, sempre discursos importantes. Quando eu subo à tribuna, o
pessoal todo para para olhar. Eu faço discursos sérios, discursos
importantes, sempre defendendo a Bahia.

Tribuna – Como o senhor avalia a relação da presidente Dilma Rousseff
(PT) com o Congresso hoje? Vai ser possível novamente um bom
entendimento com o governo federal?
João Durval – Eu creio que vai haver um consenso, até porque ela
procura tratar os parlamentares da melhor maneira possível. Há pouco
tempo houve realmente um período de conflito, de estremecimento.
Então, os parlamentares votaram alguns projetos importantes, mas como
eram oriundos do Executivo, os colegas lá votaram contra e derrubaram
uns quatro, cinco projetos.

Tribuna – Para corrigir os rumos da relação entre os dois poderes?
João Durval – Exatamente isso.

Tribuna – Como o senhor vê a demissão de tantos ministros envolvidos
com corrupção no primeiro ano de governo da presidente Dilma? Será que
a população não tolera mais esse comportamento? A que o senhor atribui
as demissões?
João Durval – Olha, isso aí é um problema complexo. Todos esses
ministros vieram do governo Lula. Será que Lula escolheu os nomes
dessas pessoas sem maior cuidado para ocuparem ministérios
importantes? Se não falha a memória, nove ministros já foram
demitidos. É uma coisa que realmente chama atenção porque todos eles
foram escolhidos por Lula.

Tribuna – Como o senhor avalia a administração do prefeito João
Henrique (seu filho) nesta reta final?
João Durval – Olha, pelo que eu tenho visto e lido, e conversado com
ele, nesta reta final ele cresceu muito, mas muito mesmo. Ele agora
está colocando nos órgãos de comunicação, ele tem colocado projetos
que ele já executou, projetos que estão em andamento, algumas obras
realmente muito importantes que a gente vê aí na televisão. Eu avalio
que na reta final o desempenho dele é positivo. Apesar da oposição
sistemática que alguns fazem, principalmente dos partidos, eu acho que
é positiva a atuação dele.

Tribuna – Diante de todo o esforço que o prefeito tem feito nos
últimos anos na Prefeitura, o que o senhor acha que poderia ser
melhorado em Salvador?

João Durval – Bom, da parte da Prefeitura… Eu acho que a educação,
no caso da Prefeitura, vai bem, está toda informatizada. Lembre-se de
que o pessoal para conseguir uma matrícula, ia para a fila meia-noite,
uma, duas horas da manhã, tinha que dormir na fila para conseguir
matricular um filho. Hoje está tudo informatizado. Você vai dormir na
hora que quer e no outro dia chega lá e faz sua matrícula. Então, tem
coisas assim, altamente positivas na gestão dele (de João Henrique).

Tribuna – O trânsito seria um gargalo na cidade? Deve ser colocado
como prioridade para o próximo prefeito?

João Durval – Acho, sim. Acho que deve ser colocado como prioridade. O
que tem ocorrido, e isso você, eu, qualquer um pode testemunhar, é a
quantidade de veículos depois daquela história de financiamento de 60
vezes. Então, o volume de veículos em circulação é muito grande, muito
maior do que era a cinco anos atrás. Agora, não é por ser muito grande
que se deve deixar as coisas como estão. João tem feito esforço e tal,
mas todos nós testemunhamos que o trânsito não vai bem em Salvador.

Tribuna – O governo do estado poderia ajudar mais o prefeito nessa
questão da mobilidade?
João Durval – João mantém, na realidade, um bom relacionamento com
Wagner, de maneira que ele podia melhorar ainda mais, se desejasse,
esse relacionamento entre a prefeitura e o governo do estado. Embora
seja bom o relacionamento, eu acho que pode ser melhorado.

Tribuna – A gestão do prefeito melhorou depois da saída da
ex-primeira-dama (deputada estadual) Maria Luiza?

João Durval – Acho. Ela realmente, você como jornalista sabe, ela
tinha satisfação em dar as ordens em secretários, arranjava um cidadão
lá para ser secretário de João Henrique contra a vontade dele. Ela
machucou um bocado João Henrique.

Tribuna – Nesse final de gestão, ele vai conseguir assumir o controle
realmente da administração?

João Durval – Não. Ele já assumiu. Você conversa com ele e percebe
claramente que ele está com o controle da situação, com pulso firme.
Uma coisa que João já quase não fazia era sorrir. Ele vivia chateado,
ele vivia machucado. Agora, não. Você encontra João em qualquer
momento e ele está sorrindo. Ainda ontem ele esteve aqui. Almoçou
conosco. Reunimos a família toda e ele ficou aqui a tarde quase toda
batendo papo. Ele está com outro estado de espírito. A outra (Maria
Luiza) realmente atrapalhava.

Leia integra da entrevista de Joao Durval na ediçao impressa da Tribuna da bahia

Colaboraram: Fernanda Chagas e Romulo Faro.

Confira aqui o tempo máximo de armazena


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Escutei pela primeira vez esta legítima canção portenha na apresentação historica que Astor Piazzola fez nos anos 70 no Teatro Castro Alves, em Salvador , ao lado de Amelita Baltar, quando a cidade da Bahia e o palco do TCA eram locais sagrados nos roteiros dos grandes artistas em passagens pelo Brasil.

Os dois e o grupo de músicos e mestres do tango do conjunto que os acompanhava foram aplaudidos de pé e com entusiasmo raramente igualado do publico que lotava o teatro.

Não imaginava então que uma letra musical se revelasse com o passar dos anos tão profetica e tão atual, ao menos em relação a SALVADOR. Confiram!!!

BOM COMEÇO DE SEMANA

(Vitor Hugo Soares)

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Las Ciudades
Astor Piazzolla

Recitado: Y entonces fue que dijimos, señor, dános la gracia de
levantar ciudades iguales a los arboles, que llegan a estar maduros
antes de quedarse secos…Génesis, Capítulo 1972, versiculo primero
del futuro testamento.

Ciudades, fundadas para odiar
Ciudades, tan altas, ¿para qué?
Ciudades, cadaveres de pie
Ciudades, al polvo volverán

Ciudades, fundadas para odiar
Ciudades, tan altas, ¿para qué?
Ciudades, cadaveres de pie
Ciudades, al polvo volverán

Si aquí la estrella no se ve jamás
y aquí la tierra y sierra y sol se van
y reinará la soledad total
Que escrita fue la destrucción final

Ciudades, fundadas para odiar
Ciudades, tan altas, ¿para qué?
Ciudades, cadaveres de pie
Ciudades, al polvo volverán

Qué lindo será reconstruir
Querido, besáme hasta engendrar un hijo
Con vuelo de albañil en paz
Qué lindo me nacé una ciudad
Qué calle me sangra por los pies
Qué fuente parió mi corazón con fe?
Y en cada charco habrá un pichón de mar
Y en cada fragua un inventor de sol
Y en cada puerta la inscripción astral
Y en cada triste un aprendiz de Dios

Ciudades, ciudades ¿qué seran?
Ciudades, sentí su anunciación
Ciudades ya empiezo a construir
Ciudades, del polvo volverán…

abr
09
Posted on 09-04-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 09-04-2012


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Pelicano, hoje no Bom Dia (SP)


Luiz Eduardo (com ACM):o começo da morte do DEM

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Opiniao Politica

O caso do DEM

Ivan de Carvalho

Certamente o DEM não está com sorte. A falta de sorte começou lá atrás, em 1998, quando o partido, ainda PFL, era razoavelmente forte e tinha sua principal base na Bahia, estado em que então desfrutava de verdadeira hegemonia política. Mas tinha núcleos importantes em vários outros Estados, notadamente na região Nordeste, mas também no Rio de Janeiro, Santa Catarina, além de outros, incluindo um núcleo em construção em São Paulo. Foi então que em 21 de abril daquele ano morreu de fulminante infarto do miocárdio o deputado Luís Eduardo Magalhães.

Luís Eduardo era o que de principal o partido estava preparando para o futuro. Aos 43 anos, já havia sido deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa da Bahia, deputado federal, líder do PFL na Câmara dos Deputados, presidente desta Casa do Congresso Nacional e quando morreu era líder do governo Fernando Henrique Cardoso na Câmara e candidato já anunciado do PFL e aliados ao governo da Bahia. Sua eleição, ressalvado acidente de percurso da ordem do que ocorreu (outros menores não mudariam o destino), era certa.

Quase certa era também sua candidatura a presidente da República após cumprir o mandato (o projeto é de que fosse apenas um). Com mais de quatro anos de antecedência, Luís Eduardo vencia certas implicâncias do pai, Antonio Carlos Magalhães, e lançava cabeças de ponte no então maior partido do país, o PMDB, enquanto se relacionava bem com todo o espectro de forças políticas do país. Prova disso é que contou com os votos de todos a decisão do Congresso que deu seu nome ao Aeroporto Internacional de Salvador, então chamado de 2 de Julho, depois de haver dele sido apagado o nome de Aeródromo e de Aeroporto de Santo Amaro do Ipitanga, vulgo Aeroporto do Ipitanga. Não creio que o santo haja se irritado. Afinal, é santo.

Mas a partir da morte de Luís Eduardo o PFL, depois DEM, somente sofreu revezes. ACM cometeu uma indiscrição voltada contra o presidente FHC em uma visita ao Ministério Público Federal, em Brasília, visita aconselhada por seu assessor Fernando César Mesquita, herdado de Sarney. Foi um desastre, um procurador petista gravou a conversa, isso valeu o rompimento de FHC com ACM. Veio o aflitivo caso da violação do segredo do painel de votação do Senado, atingindo o senador tucano José Roberto Arruda, líder do governo na Câmara Alta e o senador ACM, presidente do Senado. ACM renunciou ao mandato de senador – assim como Arruda –, mas o reconquistaria nas urnas em seguida.

Em 2006, o bastião baiano do PFL caiu, com a eleição do petista Jaques Wagner para governador. E neste mesmo ano, que inferno, o ex-tucano José Roberto Arruda elegeu-se governador do Distrito Federal pelo DEM, que não devia tê-lo aceito. Foi o único governador eleito pelo DEM em 2006, mas, sendo quem era, fez malfeito, foi denunciado, expulso do partido, preso, perdeu o mandato, cobriu a legenda de vergonha. Então, em 2010, o DEM elegeu dois governadores, do Rio Grande do Norte e de Santa Catarina. O de Santa Catarina, Raimundo Colombo, saltou para o PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que obviamente também abandonou o DEM, junto com o vice-governador paulista Afif Domingos.

Ah, mas nem tudo parecia perdido. ACM Neto vai se saindo bem na Câmara dos Deputados e, no Senado, Demóstenes Torres encarna a alma da extinta e gloriosa UDN. Competente, preparado, faz uma oposição eficaz. Engana a todos – seu próprio partido, os colegas em geral, os outros partidos. Cresce e já despontava, nas especulações, como uma alternativa do DEM para as eleições presidenciais de 2014.

Foi aí que escorregou na cachoeira. Em ano de eleições, como planejado pela Polícia Federal. E sob escutas de exceção, como já ameaça se tornar regra.

Pobre DEM. Virou a Geni da República. E não se diga que é pior que os outros. Não é.

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