abr
08
Posted on 08-04-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-04-2012

http://youtu.be/bsRZzrmoPDw
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FELIZ PASCOA PARA TODOS OS OUVINTES E LEITORES DO BP.

BOA NOITE!!!

(VHS)


João Carlos Teixeira Gomes:o pena de aço da Bahia
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Opinião

O futuro de Salvador

JC Teixeira Gomes*

Dediquei meus últimos artigos a uma análise da situação de Salvador e pretendia hoje trocar o disco, mas duas entrevistas recentes me fizeram mudar de ideia: a primeira do ex-governador e ex-ministro Waldir Pires e a segunda do prefeito João Henrique.

Com sua larga carreira política, Waldir Pires anunciou algo que não deixa de ser surpreendente: vai candidatar-se a uma vaga na Câmara de Vereadores de Salvador. Na opinião dos rígidos defensores de uma estrita hierarquia na vida pública, uma diminuição de status político, para quem já foi governador e ministro. Para este articulista, e certamente para a grande legião de admiradores e correligionários de Waldir Pires, mais uma experiência positiva em uma rica trajetória, que vai contribuir para dignificar o exercício da vereança em nossa capital.

Waldir Pires é basicamente um parlamentar, um tipo de político raro no Brasil, um articulador, um agenciador da discussão política e da circulação das ideias. Sem dúvida, o seu papel como homem público destoa, em nosso País, da velha tradição da política paroquial e eleitoreira, que tantos males tem causado à sociedade brasileira. Um dos momentos relevantes da sua entrevista à jornalista Patrícia França, de A Tarde, em 23 de março último, está no seguinte trecho, quando perguntado sobre o que achava da atual administração de Salvador. Disse: “Acho que a cidade vive um instante dificílimo. Está uma desarrumação em todos os setores básicos da vida das pessoas”.

Foi certamente a resposta de um gentleman da política, pois, em vez de “desarrumação”, poderia ter usado simplesmente “desagregação”, “devastação”, palavras que bem mais se aplicam ao estado atual da nossa capital. Quando o ex–governador fala das privações de “todos os setores básicos da vida das pessoas”, obviamente o que temos é uma clara referência à substancial perda da qualidade de vida dos baianos ocorrida nos últimos anos, em consequência da “desarrumação” que ele aponta.

“A complexidade da tarefa de administrar uma cidade com as características da capital baiana. Uma joia que merece sempre o mais capacitado do ourives”.

O trecho acima da entrevista de Waldir Pires logo nos remete a este outro, da entrevista do prefeito João Henrique e publicada também em A Tarde, cinco dias após a anterior. Disse o prefeito, ao ser indagado sobre como avaliava sua experiência, após sete anos de gestão: “Quando cheguei na (sic) prefeitura eu não tinha a noção da complexidade da cidade, da complexidade da administração pública, desta parceria com os órgãos do controle externo”.

A sinceridade dessas palavras não suaviza a gravidade do seu conteúdo. Pois posso afirmar convictamente que o “estado de desarrumação” de Salvador, para usarmos o eufemismo de Waldir Pires, decorre, precisamente, da falta de noção do prefeito sobre a complexidade da tarefa de administrar uma cidade com as características topográficas, históricas e urbanas da capital baiana. Uma joia que merece sempre o mais capacitado dos ourives. A propósito não posso deixar de mencionar a extraordinária charge de Simanca, em A Tarde de 31 de março último. Recordem-se: um turista português conversa com um capoeirista baiano numa área da cidade repleta de prédios caindo aos pedaços e sustentados por armações metálicas. O turista português, perplexo, diz: “Este centro histórico parece muito com Lisboa, pá”. E responde o baiano: “Só se for depois do terremoto de 1755”. Se me fosse possível, eu colocaria a charge de Simanca numa moldura e a introduzia na sala de todos os prefeitos de Salvador, o atual e os futuros.

Em suma, talvez se compreenda melhor a minha insistência, nos últimos artigos, para que os eleitores possam avaliar melhor a capacitação cultural dos seus homens públicos, pois a Bahia, pelo conjunto das suas particularidades únicas no País, precisa ser administrada com vocação política e informação cultural. Os candidatos ao cargo já enxameiam no noticiário dos jornais baianos. Que a sociedade saiba usar a arma do voto para pinçar o mais capacitado, a fim de que nenhum prefeito, no futuro, possa repetir que desconhecia a complexidade de Salvador para melhor administrá-la, nem que negligenciou as parcerias indispensáveis para fazê-lo.


*João Carlos Teixeira Gomes é jornalista, membro da Academia de Letras da Bahia. Foi editor do Jornal da Bahia. Texto publicado originalmente no jornal A Tarde.

abr
08
Posted on 08-04-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-04-2012

O papa Bento XVI apelou hoje, dia de Páscoa, ao «fim do derramamento de sangue» na Síria e que se retome «sem demora a via do respeito, do diálogo e da reconciliação».

Bento XVI exortou a comunidade internacional a «acolher e prestar a assistência necessária» aos numerosos refugiados provenientes desse país, «para que aliviem os seus penosos sofrimentos».

O papa falava na sua mensagem pascal, que pronunciou no balcão central da basílica de São Pedro, no Vaticano, perante mais de 150 mil pessoas.

Na sua mensagem, na qual abordou a situação no mundo, Bento XVI incentivou o povo iraquiano a não poupar esforços para avançar no caminho da estabilidade e do desenvolvimento.

Apelou ainda para que, na Terra Santa, israelitas e palestinianos retomem o processo de paz.

O papa referiu-se também à situação no Mali, «que atravessa um momento político delicado» e pediu paz e estabilidade para esse país africano.

NA BAIXA DO SAPATEIRO

Composição: Ary Barroso

Na baixa do sapateiro eu encontrei um dia
A morena mais frajola da Bahia
Pedi-lhe um beijo, não deu
Um abraço,sorriu,
Pedi-lhe a mão,não quis dar,fugiu
Bahia,tera da felicidade
Morena eu ando louco de saudade
Meu senhor do Bonfim
Arranje outra morena igualzinha pra mim

Oh!Amor,ai
Amor bobagem que a gente não explica,ai ai
Prova um bocadinho,ô
Fica envenenado,ô
E pro resto da vida é um tal de sofrer
Ôlará,ôlerê
Ô Bahia
Bahia que não me sai do pensamento
Faço o meu lamento,ô
Na desesperança,ô
De encontrar nesse mundo
Um amor que perdi na Bahia,vou contar

Ô Bahia
Bahia que não me sai do pensamento…

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Urgente, Caetano, o Veloso, para prefeito de Salvador! Bom domingo!

(Gilson Nogueira )

abr
08
Posted on 08-04-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 08-04-2012


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Clayton, hoje, no jornal O Povo (CE)


Lamont Library, Harvard University, 2ª biblioteca do mundo
Foto:Rosane Santana
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ARTIGO

Tábata e Dilma nos Estados Unidos

Rosane Santana

Leio sobre a ida da presidente Dilma RoussefF e alguns ministros aos Estados Unidos. Os jornais dizem que a presidente e sua comitiva farão visitas ao Massachusetts Institute of Techonology e a Harvard University. Estas, as duas melhores universidades do mundo, localizadas na pequenina cidade de Cambridge, na costa leste dos EUA, separadas de Boston – quartel general da intelligentzia daquele país e capital de Massachusetts – pelo Charles River, palco da revolução americana que, ao lado da revolução industrial e da revolução francesa, nos legou a idade moderna, o federalismo, a democracia, os direitos civis, políticos e sociais, entre tantas outras conquistas.

No Brasil, os xiitas de esquerda, a maioria deles sem nunca ter frequentado uma biblioteca ou lido um livro sequer, são, de ouvir dizer em assembleias ou “concílios partidários”, anti-americanistas. Nada contra estes, aliás, gosto de água da fonte, e costumo bebê-la através da leitura de Eric Hobsbwam ou Otávio Ianni, por exemplo, porque o exercício da crítica e da discordância é fundamental para aprimorar a inteligência.

Mas, voltemos ao nosso tema. A ida da presidente Dilma e sua comitiva aos EUA. Posso vê-los circulando nos suntuosos salões da Harvard University, magníficos, e nos laboratórios do MIT, abundância material a serviço da inteligência. Posso vê-los percorrendo os belos jardins dos vários campus da Harvard University, lotados de jovens de nacionalidades diversas, espalhados por quase toda a pequenina Cambridge, onde se fala mais de 50 línguas. Suas bibliotecas como a Lamont, a segunda do mundo, com seus mais de 14 milhões de livros, onde se pode ler de James Joyce a Jorge Amado, o qual a Bahia petista relegou ao esquecimento (vide o tema do Carnaval), salve a inteligência! As livrarias gigantescas lotadas de gente ávida por conhecimento, matéria-prima mais valiosa na era da revolução digital. As centenas de gênios por metro quadrado, jovens de várias nacionalidades, predominantemente chineses, coreanos e japoneses, mas também brasileiros, entre os quais estará brevemente a nossa Tábata Amaral de Pontes.

Penso em Tábata, a jovem brasileira de 18 anos, egressa da escola pública de São Paulo, filha de uma vendedora de flores e um cobrador de ônibus, gênio de matemática, física, química e astronomia que venceu diversas olimpíadas, inclusive em Harvard, e que, em breve, estará circulando naquela universidade, provavelmente, para nunca mais voltar. Sim, para nunca mais voltar. Porque aqui, enquanto Tábata, não obstante suas conquistas extraordinárias, sobretudo para alguém de classe média baixa, continua ignorada pelos potentados da república e pela mídia de uma maneira geral, lá brilhará como estrela nos circuitos acadêmicos (o que não é pouco, diga-se) e será disputada no país da ciência, da tecnologia e da inovação.

Então me pergunto: o que a presidente Dilma RoussefF e sua comitiva farão no MIT e em Harvard? O que é mesmo o Universidade sem Fronteiras? Desculpe a ignorância, mas se o país entende a falta de cérebros como um dos gargalos para o salto em direção ao primeiro mundo, porque trata os gênios como Tábata, com tanto desprezo e indiferença? Por que ela, que diz poder ajudar o país a encontrar saídas para o ensino público, não é sequer ouvida pela presidente e o ministro da Educação, num país onde há enorme carência de professores exatamente nas áreas onde Tábata é expert? Por que ela não está na comitiva de Dilma Rousseff? Que tipo de intercâmbio é esse?

Cá pra nós, tenho a impressão que está gente está a passear na bela primavera do hemisfério norte.

Rosane Santana, jornalistas, mestre em Historia pela UFBA, estudou em Harvard durante dois anos.

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