DEU NA FOLHA.COM

Josias de Souza

Na petição que encaminhou ao STF há quatro dias, o procurador-geral da República Roberto Gurgel pediu o desmembramento do inquérito que apura o envolvimento de congressistas com Carlinhos Cachoeira e a quadrilha dele.

Relator do caso no Supremo, o ministro Ricardo Lewandowski discordou de Gurgel. Decidiu que os parlamentares pilhados nos grampos da Polícia Federal serão processados num único processo.

São três os acusados, todos de Goiás: além do senador Demóstenes Torres (DEM), os deputados federais Carlos Leréia (PSDB) e Sandes Júnior (PP). Como detentores de mandatos federais, só podem ser julgados no STF.

Gurgel considerava que as provas contra Demóstenes, mais robustas, poderiam resultar num processo mais célere. Lewandowski considerou que não faz sentido separar em mais de um processo indícios recolhidos numa mesma investigação.

Antonio Carlos de Almeida Castro, o advogado de Demóstenes, já informou que pretende arguir a ilegalidade das provas. Alega que seu cliente foi escutado pela PF sem autorização do STF. Se vingar, a tese pode beneficiar, por tabela, os deputados.

abr
01
Posted on 01-04-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-04-2012

Nana Caymmi aposentada:”Cascata” de 1º de abril?

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DEU NO PORTAL DO ESTADO DE S. PAULO ( Indicaçao de Luiz Fontana do Blogbar)

Em show emocionado para um Vivo Rio lotado, sábado, 31, Nana Caymmi anunciou sua aposentadoria. “Já dei o que tinha que dar. Estou me aposentando aos poucos. Tenho 50 anos de disco e ganhei um de ouro. Então eu quero que o mundo se exploda. Hoje a música é outra, é bunda, é aeróbica”, disse a cantora, que fez 70 anos em 2011.

Já em 2008 ela havia afirmado em entrevistas que pararia. Foi o ano em que perdeu o pai, Dorival, e a mãe, Stella, num intervalo de doze dias. Muito ligada aos dois, ficou deprimida. De lá para cá, estimulada pela família e por admiradores, lançou o CD Sem Poupar Coração, emplacou a música-título na novela Insensato Coração, de seu fã Gilberto Braga, e fez shows pelo País.

Sábado, voltou ao assunto. “Estou encerrando essa fase da minha vida. Tenho que ter paz. Vou fazer o mesmo que a Rita (Lee). As pessoas dizem: ‘Mas você tem 70 anos e essa voz toda!’ Ah, vai se ferrar, não tenho mais estrutura para ouvir baboseira de imprensa. Fazia cinco anos que não cantava no Rio. Não estou mais na idade de cantar de graça.”

O público carioca parecia saudoso: os quase 2.500 ingressos postos à venda se esgotaram com antecedência. Quase nada se destinou a convidados – apenas os Caymmis e os amigos mais íntimos foram contemplados.

Findo o show, o irmão Danilo descartou a aposentadoria. “É cascata! Temos vários compromissos marcados, eu, Danilo e Dori, shows no Sul, na Argentina. É um pouco essa questão do luto dela. O público não deixa a Nana parar. A gente nasceu para o palco mesmo”.

Ela própria fez piada da decisão: “Eu não tive sossego essa semana, os amigos querendo mesa boa. No dia em que eu tiver mesa boa a uma semana do show, me aposento mesmo. Não sou dona desse buraco”.

“Refúgio”

Com a língua bem solta, como de costume, Nana divertiu o público com palavrões (“vim cantar para mim, vocês é que se f.”), tiradas debochadas (“paga, que eu faço mais show”) e autoelogios (“agora eu vou arrasar”).

A todo momento, dizia estar animada com a perspectiva de seguir hoje para Pequiri, cidadezinha mineira onde nasceu sua mãe, e na qual mantém a casa para onde pretende se mudar de vez. “É meu refúgio. Segunda-feira estou indo, eu e João Gilberto. O meu filho, não aquela bosta (os dois são homônimos)”.

Acompanhada do piano amigo de Cristóvão Bastos (e de violão, baixo e bateria), fez seu repertório clássico: Caymmi (Dora, Só Louco, João Valentão…), Dolores Duran (Por Causa de Você, Castigo), boleros (Se Queres Saber, Solamente Una Vez) e suas canções referenciais (Último Desejo, Não Se Esqueça de Mim, Sem Você, Resposta ao Tempo). Ao chegar às preferidas da mãe, cantora de rádio, chorou.

“Eu fico feliz quando canto essas desgraças! Canto a nata da nata da nata, pareço uma vaca. Não tenho que provar nada, sou filha dele mesmo. Gostar de Nana Caymmi é barra pesada.”

Lançada em família 12 anos, a sobrinha de voz também grave Alice Caymmi, hoje com 21 anos, cantora e compositora, foi chamada a abrir e fechar com a tia. Diamante Rubi, de sua autoria, e Nem Eu, de Caymmi, foram o bis. Nana terminou com Suíte do Pescador. Em toda a noite, foi a primeira em que se levantou de seu banquinho. Locomovendo-se com dificuldade, precisou se apoiar em um assistente para chegar à frente do palco.

Primogênita do compositor baiano, Dinair Tostes Caymmi completou 50 anos de carreira em 2011. Ela começou cantando com o pai. Casou-se, morou em Caracas, voltou para seguir a carreira e virou estrela em 66, com Saveiros, de Dori e Nelson Motta, no I Festival da Canção da TV Globo. O timbre único e a dramaticidade do repertório a distinguiram como uma das grandes intérpretes brasileiras. Resposta Ao Tempo, CD de 1998, foi o ganhador do disco de ouro ao qual se referiu no show.

O Presidente cubano, Raul Castro, decretou “com caráter excepcional” que a próxima Sexta-feira Santa seja feriado naquele país. Castro acedeu, dessa forma, a um pedido formulado pelo Papa Bento XVI durante a recente visita à ilha.

O decreto presidencial foi noticiado pelo jornal oficial Granma. “O conselho de ministros aceitou ontem que não se trabalhe na próxima sexta-feira, 6 de Abril”, lê-se numa curta declaração publicada nesse periódico.

“Pouco antes da partida do Papa, o Presidente cubano exprimiu a sua vonta de de que a próxima sexta-feira, 6 de Abril, seja feriado, excepcionalmente, de acordo com a vontade do Papa, em homenagem a Sua Santidade e que, tendo em conta o feliz resultado da sua visita ao nosso país, iria incumbir os órgãos superiores da nação para que tomassem uma decisão definitiva sobre a matéria”, refere o mesmo comunicado, aludindo dessa forma à assembleia nacional.

O Vaticano, por seu lado, qualifica esta decisão como um “sinal muito positivo”, de acordo com o porta-voz Federico Lombardo. “A Santa Sé espera que isto promova a participação nas celebrações religiosas e festas da Páscoa”, acrescenta o mesmo responsável.

Bento XVI visitou Cuba entre 26 e 28 de Março, tendo celebrado duas missas ao ar livre durante essa viagem. Uma delas em Santiago de Cuba, no sudeste do país e outra na capital, Havana. Além dos momentos e encontros dedicados à religão, o papa também teve tempo para se reunir com representantes do poder político, entre os quais com o próprio Fidel Castro, o líder histórico comunista, já retirado do poder. Aliás, em 1997, o próprio Fidel Castro teve uma atitude semelhante à que agora foi tomada, quando declarou o dia 25 de Dezembro um feriado, também com carácter excepcional, a propósito da visita do papa de então, João Paulo II, que visitaria a ilha um mês depois, no fim de Janeiro de 1998. Depois disso, o feriado de Natal manteve-se nesta ilha comunista.

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Deu na FOLHA DE S. PAULO , edição impressa deste domingo(4) na coluna de Opinião ( Tendencias/Debates)

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A vitória da democracia

Jaques Wagner

Foi a vitória não do governo, mas da democracia Ao final de 12 dias, às vésperas do Carnaval, a greve da Polícia Militar da Bahia terminou sem choques frontais entre as Forças Armadas e os integrantes de um movimento inconstitucional, amotinados na Assembleia Legislativa

Esse desfecho exprime a prática da política democrática, com firmeza de posicionamentos e, ao mesmo tempo, o exercício da autoridade

Foi a política, no sentido da mediação racional, que conferiu consistência ao uso adequado da força pelo Estado para proteger a população, conter a violência dos grevistas e assegurar o restabelecimento da ordem pública.

Por que venceu a democracia? Primeiro, o governo não poderia se render a chantagem dos grevistas que provocaram medo na tentativa de alcançar os seus objetivos. Não enfrentar o movimento, decretado ilegal pela Justiça, seria a negação da autoridade constituída pelo povo, a mais legítima na democracia.

Por outro lado, a ausência de visão política, que procurasse superar o conflito a partir do uso exclusivo da força pelo Estado, seria, certamente, antidemocrática.

Na pior das hipóteses, reeditaria fatos dolorosos como o Carandiru ou Eldorado dos

Segundo, os grevistas estavam confundindo liberdade de associação, que aponta o caminho para a solução dos seus problemas, com a liberdade de fazer greve, vetada, por força de lei, a policiais militares.

Nas sociedades democráticas, as liberdades de palavra e reunião são concedidas mesmo aos inimigos mais irredutíveis. Não é nem nunca foi o caso da Polícia Militar da Bahia, com o fluxo da interlocução sempre aberto com o seu comando.

O terceiro aspecto é consequência direta dos dois primeiros -uma greve ilegal e a confusão entre liberdade de associação e direito de greve.

A mediação entre autoridade e grevistas se tornou, portanto, um imperativo. Mediação, em momento algum, significou inércia ou passividade, tibieza ou falta de foco. Tanto que o governo manteve os seus princípios, sem recuar de posições fundamentadas em fatos, fosse nas reivindicações salariais, fosse na punição para os líderes grevistas. A opinião pública se posicionou contra o movimento, em um ambiente em que a mídia trabalhou com liberdade.

Nesse episódio, uma questão fundamental de referência era o significado nacional do movimento.

O ponto essencial encontrava-se na forma como a greve seria enfrentada. Se fora dos preceitos democráticos, tenderia a acender o estopim da revolta. Caso contrário, como ocorreu, dissuadiria movimentos similares como o que estava para eclodir no Rio de Janeiro. O revés da greve na Bahia protegeu o Brasil dos excessos de um corporativismo que afronta aos interesses coletivos.

A sociedade é mais moderna, mais livre e mais assemelhada. Os brasileiros buscam uma vida segura e elegem governos democráticos para participar, não para minar a sua autoridade. Entendem que direito de greve e diálogo são valores universais e que um não pode existir sem o outro, pois o direito de greve é como se fosse o barro da história da democracia.

Não existe respeito ao direito de greve, de um lado, e respeito pela democracia, do outro. Existe, sim, uma coincidência entre direito de greve e democracia. É por isso que existem greves legais e greves inconstitucionais. Esse limite é que assegura o Estado democrático. É a única garantia de respeito à constituição pelos governantes, da liberdade para a sociedade e segurança do cidadão.

JAQUES WAGNER, 61, é governador da Bahia pelo PT

abr
01
Posted on 01-04-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-04-2012


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Mario, no jornal Tribuna de Minas (MG)


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“Música de Vinicius e Toquinho só podia dar numa canção de amor à natureza. Simples, melodiosa e linda” ! ( Noemia Hime, na area de comentarios do You Tube).

Video garimpado e sugerido pela jornalista e escritora Maria Aparecida Torneros, colaboradora e amiga especial do Bahia em Pauta “desde muchos abriles”, como dizem os portenhos em Buenos Aires.

BP agradece, Cida.

FELIZ ABRIL E BOM DOMINGO A TODOS!!!

Em tempo: nada de mentiras!

(Vitor Hugo Soares)


Nercessian, deputado e ator:licença para explicações
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O deputado federal e ator Stepan Nercessian (PPS-RJ) enviou ao presidente nacional do PPS, Roberto Freire, pedido de licença do partido. Stepan também vai solicitar sua saída da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara. A decisão foi tomada depois de reportagem publicada neste sábado pela “Folha de S.Paulo”.

O jornal informa que o deputado recebeu R$ 175 mil, no ano passado, do contraventor Carlinhos Cachoeira. Parte do dinheiro (R$ 160 mil) seria usada para comprar um apartamento. Outros R$ 15 mil, segundo a reportagem, foram gastos para a compra de um espaço (frisa) no Sambódromo, no carnaval deste ano. Em entrevista ao GLOBO, Stepan afirmou, no entanto, que o valor gasto no carnaval foi de R$ 19 mil – a conta total, portanto, segundo ele, seria de R$ 179 mil.

— Me coloquei à disposição. Tenho preocupação com o partido e não me considero nenhum criminoso. Sou um cara que está na vida pública há 44 anos como artista. Tenho todo tipo de amigo. Conheço o Carlinhos (Cachoeira) há mais de 20 anos e sempre tive relação social com ele. Eu estava comprando um apartamento em junho do ano passado e, em cima da hora, o banco me exigiu um comprovante. A pessoa para quem eu podia pedir ajuda era ele. Liguei e ele me emprestou, mas, depois, o próprio banco aprovou. Aí devolvi os R$ 160 mil para a mesma conta — disse o deputado.

O apartamento que Stepan comprou estaria avaliado em R$ 500 mil. O outro valor, segundo o deputado, foi usado para a compra de frisas no Sambódromo. Segundo ele, Cachoeira já passou vários carnavais no Rio:

— Ele (Cachoeira) e um grupo de amigos de Goiás queriam uma frisa. Aí ele me depositou R$ 19 mil e eu comprei. Essas foram as duas relações com ele.

O PPS vai pedir explicações ao deputado na comissão de ética da legenda.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais

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