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Posted on 30-04-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-04-2012

http://youtu.be/LBL_Z-zO47A
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A música de Nino Rota faz vibrar corpo e alma, disse um leitor na área de comentários do You Tubr para este vídeo. Confira no BP.

(VHS)

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DEU NA FOLHA.COM

O ator Wagner Moura foi escolhido para interpretar o cineasta italiano Federico Fellini (1920-93) em filme, informou o site da revista “Variety” em nota publicada nesta segunda.

Consagrado internacionalmente pelo filme “Tropa de Elite”, o baiano Moura foi escalado para protagonizar o longa independente “Fellini Black and White” (Fellini em Preto e Branco, em tradução livre), que será dirigido e roteirizado por Henry Bromell, produtor da série “Homeland”.

O elenco deve incluir ainda Terrence Howard, Peter Dinklage (“Game of Thrones”) e William H. Macy (“Shameless”).

O filme contará trechos da vida de Fellini em Los Angeles, em 1957, na primeira viagem do cineasta aos Estados Unidos para assistir ao Oscar. Na ocasião, o diretor desapareceu por 48 horas e quase não conseguiu ir à cerimônia.

O roteiro conta o que pode ter acontecido nos dois dias de sumiço. Depois, o diretor voltou para a Itália e dirigiu filmes como “La Dolce Vita” (1960) e “8½” (1963).

Combinando memórias pessoais, fantasias e sonhos, Fellini construiu uma visão crítica da sociedade, tendo servido de referência para alguns dos cineastas mais aclamados da atualidade.

Diretores como Woody Allen, David Lynch, Girish Kasaravalli, David Cronenberg, Stanley Kubrick, Martin Scorsese, Tim Burton, Pedro Almodóvar, Terry Gilliam e Emir Kusturica confessam ter sidos profundamente influenciados pela obra do italiano.

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Brizola Neto(com Lupi):convite na vespera
do 1º de Maio/ Leonardo Carvalho/Folhapress
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deu na folha.com

Após conversar com o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi e com o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), a presidente Dilma Rousseff convidou nesta segunda-feira (30) o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) para assumir a pasta.

Brizola Neto é favorito para o posto há meses, mas enfrentava resistência dentro de seu próprio partido, que comanda o ministério.

Dilma queria nomear o ministro hoje para evitar passar o feriado do Dia do Trabalho sem um titular na pasta.

PDT

Após o encontro com Dilma, Carvalho telefonou para parlamentares do PDT informando a decisão da presidente. O nome deve ser oficializado entre hoje e amanhã.

A pasta era comandada interinamente por Paulo Roberto dos Santos Pinto desde dezembro, quando Lupi não resistiu as suspeitas de irregularidades em sua gestão. O PDT controlava o ministério desde o governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Na semana passada, Lula defendeu, em conversa com a presidente, a definição do titular da pasta.

Apesar de enfrentar resistência de parte da bancada do PDT, o deputado, 33 anos, conquistou nos últimos meses o aval da centrais: Força Sindical e da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

Brizola Neto assumirá o posto de ministro mais novo da Esplanada. Neto de Leonel Brizola, fundador do PDT e ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, o deputado exerce o segundo mandato.

Chegou a liderar o PDT em 2009 e teve uma atuação sempre fiel ao governo. Em 2011, se licenciou da Câmara para exercer o cargo de secretário de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro.

Em seu site, ele destaca a ligação com o avô. “O nome que carrego é uma bandeira. É um símbolo para milhões de pessoas que sonham com um Brasil diferente, com um Brasil com justiça, com trabalho,com progresso para nosso povo.”

1º DE MAIO

A escolha ocorre um dia antes das comemorações do Dia do Trabalho, nesta terça-feira (1º).

Dilma não deve participar das comemorações em São Paulo. Enviará Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) em seu lugar e fará pronunciamento em rede nacional de rádio e TV.

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Posted on 30-04-2012
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Marco Aurelio, hoje, no jornal Zero Hora (RS)

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Posted on 30-04-2012
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OPINIÃO POLÍTICA

Desvios na investigação

Ivan de Carvalho

O caso começou com um inquérito da Polícia Federal para apurar atividades ilegais de Carlinhos Cachoeira. Um juiz federal de primeira instância autorizou as escutas telefônicas. Difícil garantir que não hajam ocorrido, antes da autorização judicial, escutas clandestinas, mas, salvo prova em contrário, considere-se que não.

Aí surgem, na outra ponta da linha de Cachoeira, diversas pessoas, que vão entrando para o rol das grampeadas. E as pessoas que falam por telefone com essas pessoas que falaram com Cachoeira também vão sendo incorporadas ao rol das grampeadas. Para isto ficar bem fácil, foram comprados os Guardiões.

Assim, o grampo autorizado judicialmente para a vigilância de Carlinhos Cachoeira passa a funcionar como o que os astrônomos qualificam de buraco negro – nada que ultrapasse o horizonte de eventos (o que, no caso, significa a comunicação telefônica com Cachoeira, ou com os que mantiveram contato telefônico com ele, ou que conversaram eletronicamente com quem conversou com os que conversaram com Cachoeira) escapa.

Uma coisa interessante de saber é se cada nova pessoa que transpôs o horizonte de eventos teve seu nome e justificativa para escuta levados pela Polícia Federal para receber a autorização judicial e passar a ser monitorada independentemente de estar em telefonema com Cachoeira ou com outra pessoa qualquer, por exemplo, sua namorada, ou amante em relação adúltera (que no Brasil já não é crime, mas continua sendo valioso objeto da bisbilhotice com eventual ânimo de chantagem).

Bem, mas aí atravessa como um bólido o horizonte de eventos um senador da República, na época, líder do segundo principal partido da oposição no Senado, hoje sem partido. Demóstenes Torres. A conversa é potencialmente significativa para a investigação. A PF vai ao juiz de primeira instância que vinha supervisionando o inquérito? Se não vai, e escuta uma segunda vez o senador, comete abuso de poder. Se vai, o juiz tem a obrigação de imediatamente remeter o caso para ao STF. Se não o faz, como não o fez, atua de maneira inconstitucional. Considere-se ou não acertado o foro preferencial (privilegiado), ele existe na Constituição e enquanto estiver lá, deve ser observado. Todo juiz sabe disso.

Mas ele, o juiz, e o procurador geral da República, e um ou outro mais, consideram que a presença do senador na gravação (ou nas gravações) foi “incidental”. Ora, que porcaria de argumento! “Incidental” durante um ano e meio ou dois anos de gravações frequentes de numerosíssimas conversas do senador. Continuou “incidental” esse tempo todo? É como se alguém incidentalmente morresse e continuasse “incidentalmente morto” para sempre.

No mesmo caso está o aparentemente enrolado governador goiano e tucano (oposição) Marconi Perillo. Seu foro preferencial é o Superior Tribunal de Justiça, mas a investigação e a escuta telefônica contra ele foram feitas sob a responsabilidade maior do mesmo juiz de primeira instância.

Não se está aqui defendendo os investigados, mas questionando a conduta dos responsáveis pela investigação e apontando desvios que não devem ser negligenciados, sob pena de comprometer-se a segurança jurídica. Que é essencial, ainda mais quanto ao monitoramento das pessoas, nesse mundo do Big Brother, que já estendeu suas antenas sobre nós, brasileiros.

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Paris, sempre Paris!!! Para o bem ou para o mal!!!

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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FFoto Arestides Baptista -Ag. A TARDE

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DEU EM A TARDE

Edely Gomes

Artistas se despediram do cantor e compositor ao som de seus sucessos
Artistas se despediram do cantor e compositor ao som de seus sucessos

Amigos, parentes e artistas se reuniram neste domingo (29) na Igreja do Campo Santo para dar o último adeus a mais um poeta da música baiana, Vevé Calazans, 64 anos, que morreu neste sábado.

Co-autor de hinos da axé music como “Nega” e “Ilha Grande”, o compositor baiano faleceu após quatro meses de luta contra um câncer de pulmão em estado avançado. Vevé deixou sua esposa, Lidiane, e uma filha de 1 ano e quatro meses.

Amigos contam que o compositor enfrentou os últimos dias com bravura. “Morreu como um guerreiro. Sem queixumes. Sempre sorrindo e carinhoso”, contou Gerônimo, amigo e co-autor de “É D’Oxum”, música da trilha sonora de Tendas Do Milagres que foi regravada por diversos cantores.

O artista se emocionou ao lembrar do companheiro. “Além de grande parceiro, ele era uma pessoa amada por todos os amigos. Um homem polêmico, com suas próprias convicções”, completa.

Puxado por Gerônimo, o coro dos presentes fez uso de violão, flauta e percussão, para se despedir do poeta relembrando suas canções. Artistas como Márcia Short, Aloísio Menezes, Carlinhos Brown também participaram a cerimônia.

Emocionados, os presentes finalizaram as homenagens rezando o Pai-Nosso e a Ave Maria guiados por Clarindo Silva.


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PARIS É UMA FESTA

Fernando Gabeira

Na sexta feira, publiquei um artigo no Estadão, O Fator Delta, afirmando que existia uma conspiração de muitos poderes em torno de Sérgio Cabral no Rio.

Cabral levou seis anos descobrindo o mundo e jamais tinha visto uma reportagem, com texto e fotos, sobre suas luxuosas aventuras internacionais.

Na quinta feira à noite, participei de um debate com Alan Riding, correspondente cultural do New York Times na França, para o lançamento do seu livro “Paris, a Festa continuou”. Foi na livraria Travessa do Leblon.

O livro tem no titulo uma clara alusão ao célebre Paris é Uma Festa, de Ernest Hemingway. Mas fala de como os franceses e parisienses continuaram se divertindo, mesmo durante a ocupação militar alemã.

As duas atividades se entreleçaram com a revelação, pelo Blog do Garotinho, de alguns vídeos mostrando a intimidade do dono da Delta, Fernando Cavendish, com Cabral, no suntuoso restaurante do hotel Ritz, que, por sinal, também foi usado pelo estado maior alemão.

Como sabem, o TRE tirou meu programa partidário do ar, em 2010, e determinou multa por ter falado da amizade Cavendish-Cabral.

Não preciso falar muito. Nem fazer legenda para a foto dessas mulheres exibindo em Paris os sapatos Christian Louboutin, que custam até R$ 10 mil reais.

Elas o exibem como os caçadores exibem a cabeça de um leão, um troféu valioso que vale ser mostrado. Não costumo fazer legenda para fotos eloqüentes. Lembro apenas que alem de mulher do governador, Sra. Adriana Ancelmo, está nessa foto a mulher do Secretario de Saúde Sérgio Cortes. Ele, aparece também, numa outra foto, com uma toalha na cabeça dançando ao lado de Cavendish.

Toda minha campanha foi feita para denunciar os laços de Cabral com as empreiteiras. Fiz até programas na obra estagnada do Arco Metropolitano.

Mas o centro mesmo era a corrupção na saúde, com Toesas e Locantys, botando para quebrar. Sérgio Cortes foi protegido pela Globo que interrompeu uma série de reportagens sobre corrupção na saúde para não influenciar as eleições e enfraquecer Cabral.

Corrupção na saúde mata. A mesma Globo fez uma excelente reportagem mostrando como funcionam as licitações nos hospitais públicos. Mas as investigações não avançaram. As empresas deram a impressão de que tudo era culpa de seus funcionáricos açodados que queriam fechar negócio de qualquer maneira.

E o governo fingiu que não era com ele. Os fatos durante a campanha e agora em 2012 revelam que a corrupção na saúde continuou.

Sérgio Cortes com a toalha na cabeça e sua mulher exibindo sapatos caros em Paris me indignam porque ele comanda a saúde no Rio.

Um estado que convive alegremente com a corrupção na saúde, enquanto os responsáveis pelo setor festejam em Paris, chegou a um ponto de degradação interna que só um grande movimento popular pode superar.

A assembleia está com eles, a grande imprensa está com eles, o judiciário está com eles. As eleições mostraram que a maioria da população também está. Será que ela continuará com eles, mesmo sabendo de tudo?

Nesse caso, um dos caminhos é o exílio na própria cidade. Ou prosseguir, pacientemente, na denúncia na esperança de que um dia a levem em conta.

http://youtu.be/iqKpfHp6g1I
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O que dizer mais?
Saudades, Vevé!!!

(De todos no BP)


Centro de Salvador:sino com badalo eletrônico

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CRÔNICA DE DOMINGO

“Sorria, você está na Bahia!”

Gilson Nogueira

Houve o tempo em que “embriagar-se” de Salvador não exigia moderação. A cidade era limpa, linda e solta. Mesmo com todos os absurdos cotidianos, entre os quais incluo flagrar, na minha rua, a “construção” de um cacete armado feito de velhas portas de compensado cercando uma árvore, para servir de sanitário público, inebrio-me.

Apesar de todos seus males urbanísticos, sua beleza natural e seus encantos tantos livram-me da ” ressaca.” Amo a terra em que nasci. E sigo, feliz, dialogando com ela, sorrindo com sua gente, minha gente, e seus espaços, todos, de brisa mãe e azul imenso, como seu santo sol. Vou sabendo que, um dia, um prefeito novo, com idéias novas, e, sobretudo, capacidade administrativa, comprometido com seu povo, irá mudar o atual estado de coisas que faz Salvador ser considerada, no Brasil e no exterior, um dos lugares mais sujos e violentos do planeta.

Violência que se manifesta, também, além das mortes, no descaso com a saúde da população soteropolitana, com sua mobilidade urbana, com a prestação de serviços de toda espécie, com educação e qualidade de vida. Não há mais aquela vontade de “beber” Salvador com os olhos, como antigamente, quando não implicava em fazê-lo com moderação, como hoje, já que na capital da Bahia, um dos diamantes arquitetônicos e culturais, lapidados com amor pelos seus ourives gestores, tudo era lindo.

Minha alma chora e não canta, agora, como a de Tom Jobim cantou ao ver o Rio de Janeiro da janela do avião. A péssima condição das ruas, avenidas, praças, viadutos, praias, jardins e passeios da velha cidade da Bahia, dona da terceira população do país, é uma prova que Salvador, no momento, faz mal à saúde. Sua cena urbana, enquadrada na lente do repórter das antigas, é insuportável, difícil de ser assistida com a calma que minha médica recomenda. Quando o tema é trânsito de veículos,saneamento básico e segurança pública, não há pressão que não suba. A decadência da capital do berimbau virou assunto nacional, fato que envergonha quem acompanha, pelos jornais, rádios e emissoras de televisão, seu noticiário diário.O reino do acarajé e do abará está abandonado.

“ Tá todo mundo naquela do salve-se quem puder. A cidadania é atropelada, a cada segundo. São raros os exemplos de gentileza, no dia a dia das ruas. Sufocados pela correria, que desconhece o direito do próximo, agride-se o outro e as boas normas de convivência citadina.” Salvador não é mais aquela cidade hospitaleira dos anos em que Itapuã tinha uma lagoa escura cercada de areia branca e suas areias faziam parte do santuário de Dorival Caymmi e de Vinícius de Moraes. As areias alvas, como hóstia, estão sendo roubadas, em caçambas de ladrões fantasiados de construtores, como gesto supremo de afronta aos poderes constituídos. A cidade nação, como a batizou um poeta, virou um mangue, diria o padeiro da esquina. É ele quem fala: ” Não temos condições de ser umas das sedes da Copa do Mundo de Futebol, em 2014. Dificilmente, o metrô estará funcionando, até lá.Salvador tá uma merda só.”

A idéia desse texto surgiu, quando, na Praça Thomé de Souza, mais conhecida como Praça Municipal, caminhando, há uns 20 dias, com a cabeça no passado e os olhos no presente, lembrei o dia de Carnaval, de 1969, em que o blocoVat 69 resolveu dar a volta na Praça da Sé e acabou parando em uma delegacia que ficava próxima ao antigo Belvedere da Sé. Tudo por conta do “espeto” que alguns dos integrantes do cordão ( sem corda) deram em uma adorável baiana do acarajé. O “barraco”, levado a samba, cerveja, confete e serpentina, teve um final feliz, graças ao famoso comissário Juracy.
Diplomaticamente, aquele simpático policial, impecável no exercício do dever, que não perdia jogo do Bahia, na Fonte Nova de todos os baianos, fez os biriteiros pagarem o “ birro” e, embaixo de ” Viva o grande Jura!”, festejado pela galera, como ídolo, teve que conformar-se com as manchas de dendê no seu terno de linho branco.

Cercado pelo Elevador Lacerda, Palácio Rio Branco, Prefeitura, Sorveteria Cubana e Palácio Thomé de Souza, onde funciona a Câmara de Vereadores de Salvador, ouvi um sino tocar, indicando-me 11 horas da manhã. Um sino de bronze, pesado, desses de igreja, imaginei. De repente, para meu espanto, seu badalo não balançava. Embaixo dele, do sino do badalo imóvel, um alto-falante, em volume considerável, mandava para o espaço o som de badaladas eletrônicas. Apressei o passo e pensei: “Sorria, você está na Bahia! ”

Gilson Nogueira, jornalista, colaborador do BP

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