Enterro de Ederaldo: canto e emoção no Campo Santo
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Raisa Andrade

Fernando Amorim /Agência A TARDE

DEU EM A TARDE ONLINE

“Você não é de menor, Ederaldo. Você é grande”. Com essas palavras carregadas de emoção e lirismo, Clarindo Silva – “O Guardião do Centro Histórico” –, prestou neste sábado, 31, suas últimas homenagens aos sambista baiano Ederaldo Gentil. O músico, que cantou em “Identidade” o seu desejo de viver feliz depois dos 70, faleceu na última sexta-feira (30) aos 68 anos.

Ederaldo viveu seus últimos anos em completo ostracismo, afastado do mundo do samba acometido por uma severa depressão. Mas os muitos admiradores e amigos que foram ao Cemitério do Campo Santo, na tarde de ontem, provaram que a obra de Ederaldo mantém-se acima da morte e do esquecimento das grandes mídias e autoridades da cultura, ausentes no velório.

Depois de velado na capela do cemitério, o corpo de Ederaldo Gentil seguiu em féretro até o jazigo enquanto a multidão o acompanhou cantando em uníssono as suas canções. Ederaldo foi sepultado sob os discursos de Clarindo Silva, Edil Pacheco e as letras de “O Ouro e A Madeira”, “Rose” e “O Rei”.

Ederaldo Gentil nasceu em 7 de setembro de 1943. Cresceu entre os bailes de Carnaval do Largo 2 de Julho e os Apaches e a Escola de Samba Filhos do Tororó.

O cantor se envolveu cedo com o samba – a tempo de compor mais de 200 canções, muitas regravadas por grandes nomes da música popular brasileira. “O ouro afunda no mar/ madeira fica por cima/ Ostra nasce no lodo/ gerando pérolas finas” foi, da obra de Ederaldo, o trecho mais repetido em vida e durante o sepultamento, como homenagem dos amigos e fãs ao artista.

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