Na quarta-feira de seu orixá, Maria Bethânia faz saudação para Iansã, sob a chuva, na sede da gravadora Biscoito Fino. Foto:Claudio Leal/TM

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

Do Rio de Janeiro

No lançamento do disco “Oásis de Bethânia”, na sede gravadora Biscoito Fino, no Rio de Janeiro, a cantora Maria Bethânia comentou, pela primeira vez, os ataques ao projeto de divulgação de poemas em língua portuguesa na internet, através do blog “O mundo precisa de poesia”, coordenado pelo cineasta Andrucha Waddington e pelo antropólogo Hermano Vianna. Os produtores foram autorizados a captar até R$ 1,3 milhão na Lei Rouanet. Bombardeado por críticas, o projeto terminou arquivado. Na conversa com jornalistas, Bethânia abordou de forma indireta e, por um momento, sem sutilezas, sobre a polêmica.

“O blog, eu não abortei. Primeiro que eu nem engravidei dele (sorri). Depois, o blog é do Hermano (Vianna) e do Andrucha, meus dois amigos amados. A ideia, a sugestão, tudo deles. Eles assistiram a uma leitura minha, na Casa dos Saberes, e ficaram encantados, me passaram a ideia. Foram me convidar para ser a intérprete desses projetos, dizendo os textos. Fiquei honradíssima e falei: se me chamarem, eu vou correndo”, relatou a cantora baiana. “Mas aí teve aquele desagravo tão pesado, soturno. Hermano se zangou muito e escreveu: afinal o Brasil não merecia, não precisava de poesia. E cancelou o projeto, com toda razão. Mas o projeto é dos dois. Espero que um dia eles possam fazer. Porque era útil. É bonito. (…) O meu nome ficou assim, entre o Hermano e o Andrucha, o nome que podia mais causar um frisson. E aproveitaram. Como há muito tempo, desde que eu me entendo por gente, sou muito séria, faço meu trabalho, faço minha vida sossegada, não sou de turma, não me dou, minha praia é minha praia… Isso, há muitos anos, vem causando muita reverência, muito respeito, muito reconhecimento… Chega uma hora que incomoda”.

Com pequenas pausas, ela relatou o que sentiu após os ataques, citando um trecho da música “Querido diário”, presente no disco recém-lançado de Chico Buarque: “Aí aproveitaram essa coisa pra me bater. Me bateram. Mas eu andei. E eu sou como Chico Buarque: não quebro, não, porque sou macia.”

Antes desse comentário, Bethânia afirmou que “o mundo está grosseiro, está sem classe, sem delicadeza”. Terra Magazine questionou se, a partir dessa percepção, ela considera que o interesse por poesia diminuiu no País. “Não diminuiu nada. É uma fome que você não imagina. Mas é assim alucinante. Não só poesia, mas literatura de um modo geral”, defendeu a artista. “Você vê a bienal infantil, a loucura que é. Vi ontem que o Brasil bateu recorde mundial de visita a uma exposição. Isso é maravilhoso. A vontade, a sede, a fome de cultura é cada vez maior. Cresce no mesmo volume da estupidez. Agora, a estupidez faz mais barulho. A poesia… A Neide Archanjo repete o Baudelaire, se não me engano: a poesia é uma pétala que cai sobre o abismo… A cavalaria vem e explode sobre ela. Mas a fome existe”, comparou.


Leia materia completa com Maria Bethania na revista digital Terra Magazine

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DEU NO PORTAL EUROPEU TSF (PORTUGAL)
Havana:Bento XVI com Raul Castro na Praça da Revoluçao
Foto Expresso (Portugal)

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O papa Bento XVI encontrou-se esta quarta-feira, em Havana, com o líder histórico cubano Fidel Castro, divulgou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

O encontro, solicitado por Fidel Castro, ocorreu no último dia da visita papal a Cuba, que começou na segunda-feira.

«O papa está reunido com Fidel Castro», afirmou Lombardi, em declarações à comunicação social, pouco tempo depois das 12h00 hora local

O encontro foi agendado após a celebração de uma missa na Praça da Revolução, em Havana, informou o porta-voz do Vaticano, sem indicar pormenores sobre o local da audiência.

A reunião com o líder histórico cubano, de 85 anos, retirado do poder desde 2006 por motivos de saúde, era um dos aspetos mais especulados da visita de Bento XVI a Cuba.

«Irei saudar com alegria amanhã [quarta-feira] sua excelência o papa Bento XVI, como fiz com o papa João Paulo II», escreveu o “pai” da Revolução cubana num dos textos de “reflexões” que publica regularmente no ‘site’ oficial cubano Cubadebate.


Alice:Firme na briga em Salvador

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Fernanda Chagas

Faltando apenas sete meses para a sucessão municipal, ao contrário do que se imaginava, o PT e o PCdoB, aliados históricos, não se entendem quando o assunto é a disputa nos principais colégios eleitorais do estado

Esta semana, por exemplo, os partidos protagonizaram cenas de desentendimentos com direito até mesmo a rompimento, em pelo menos três cidades. Além de Salvador, onde o PCdoB lançou a deputada federal Alice Portugal e deixa claro que não irá recuar, disputando o mesmo espaço do deputado federal Nelson Pelegrino (PT), é palco de impasses os municípios de Vitória da Conquista e Lauro de Freitas.

Chama atenção, no entanto, o cenário em Vitória da Conquista, cujo o enlace que durava 20 anos chegou ao fim. No último dia 22, o PCdoB entregou a Secretaria do Meio Ambiente, ocupada pelo comunista Marcos Andrade, e a Secretaria de Serviços Públicos, cujo titular era Miguel Felício.

Por tabela, ao tomarem conhecimento de que o PT teria preferido compor com o PSB, os comunistas marcaram o lançamento da candidatura do deputado estadual Fabrício Falcão para 30 de março, quando o partido comemora aniversário. Continue lendo.

mar
28


Lula (com FHC): boa noticia em Sampa

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DEU NO IG

Exames realizados na manhã desta quarta-feira no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmaram que o tumor na laringe desapareceu, de acordo com médicos do Hospital Sírio-Libanês. Apesar do desaparecimento do tumor, Lula só será dado como curado do câncer daqui a cinco anos, caso não haja recidiva.

De acordo com o boletim médico, os exames detectaram “ausência de tumor visível, revelando apenas leve processo inflamatório nas áreas submetidas à radioterapia, como seria esperado”. Lula chegou ao hospital hoje por volta das 8h e foi submetido a ressonância nuclear magnética e laringoscopia, segundo o hospital.

O tratamento de Lula começou no dia 31 de outubro e incluiu sessões de quimioterapia e de radioterapia. A última sessão de radioterapia ocorreu no dia 17 de fevereiro. O último exame detalhado realizado por Lula, realizado em dezembro, já havia apontado uma redução do tumor de 75% em relação ao seu tamanho inicial, de 2,5 centímetros de diâmetro.

mar
28


Millor:a partida do escritor “sem estilo”
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DEU NO G1

O escritor carioca Millôr Fernandes morreu, às 21h desta terça-feira (27), em casa, no bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo Ivan Fernandes, filho do escritor, ele teve falência múltipla dos órgãos e parada cardíaca. Millôr tinha dois filhos, Ivan e Paula, e um neto, Gabriel. Ele foi casado com Wanda Rubino Fernandes. De acordo com sua certidão, Millôr nasceu em 27 de maio de 1924, embora ele dissesse que a data correta era 16 de agosto do ano anterior.

De acordo com a família, o velório está marcado para esta quinta-feira (29), das 10h às 15h, no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária do Rio. Em seguida, o corpo será cremado numa cerimônia só para a família.

Em 2011, o escritor chegou a ser internado duas vezes na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul. Na época, a assessoria do hospital não detalhou o motivo da internação a pedido da família.
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Nascido no bairro do Méier, Millôr sempre fez piada em relação ao seu registro de nascimento. Costumava brincar que percebeu somente aos 17 anos que o seu nome havia sido escrito errado na certidão: onde deveria estar Milton, leu “Millôr” (o corte da letra “t” confundia-se com um acento circunflexo, e o “n” com um “r”). Seja como for, gostou do novo nome e o adotaria a partir de então. “Milton nunca foi uma boa escolha”, comentaria anos mais tarde, durante uma entrevista. A data de nascimento também não estaria correta: em vez de 27 de maio de 1924, ele teria nascido em 16 de agosto do ano anterior.

Desenhista, tradutor, jornalista, roteirista de cinema e dramaturgo, Millôr foi um raro artista que obteve grande sucesso, de crítica e público, em todas as áreas em que se atreveu trabalhar. Ele, que se autodefinia um “escritor sem estilo”, começou no jornalismo em 1938, aos 15 anos, como contínuo e repaginador de “O Cruzeiro”, então uma pequena revista. Ele retornou à publicação em 1943 ao lado de Frederico Chateaubriand e a tornou um sucesso comercial. Lá, criou a famosa coluna “Pif-Paf”, que também teria desenhos seus.

Em 1948, viajou para os Estados Unidos e conheceu Walt Disney. “Nessa época eu ainda acreditava que Disney sabia desenhar. Só mais tarde, lendo sua biografia, aprendi que até aquela assinatura bacana com que ele autentica os desenhos é criação da equipe”, provoca, na autobiografia que escreveu em seu site. No ano seguinte, Millôr assinou seu primeiro roteiro cinematográfico, “Modelo 19″, e já foi logo agraciado com o Prêmio Governador do Estado de São Paulo, criado na década seguinte.

O início dos anos 50 seria importante na vida do autor, tanto pessoal quanto profissionalmente. Na companhia do também escritor Fernando Sabino, fez uma viagem de carro pelo Brasil, com duração de 45 dias. Em 1952, seria a vez da Europa, por onde permaneceria quatro meses. Um ano depois, veria a estreia de sua primeira peça de teatro, “Uma mulher em três atos”, no Teatro Brasileiro de Comédia, em São Paulo.

E foi no teatro, como dramaturgo, que Millôr mais colecionou prêmios. Como em ”Um elefante no caos”, em 1960. Anos depois, diria em seu site: “Foi transformada num excelente espetáculo pela genial direção de João Bittencourt. Uma das poucas vezes que um diretor melhorou um trabalho meu”.

Como roteirista, escreveu mais de uma dezena de texto, dentre eles o longa “Terra estrangeira”, e “Memórias de um sargento de milícias”, adaptação da obra de José Manuel de Macedo produzida pela Rede Globo de Televisão. Também roterizou espetáculos musicais, como o musical “Liberdade liberdade”, escrito em parceria com Flávio Rangel, e “Do fundo do azul do mundo”, ao lado de Elizeth Cardoso e do Zimbo Trio.

Recebeu uma homenagem durante o carnaval carioca de 1983, quando foi samba-enredo da Escola de Samba Acadêmicos do Sossego, de Niterói (RJ). Millôr, inclusive, compareceu ao desfile.

Dentre os veículos de imprensa, colaborou ainda com artigos e crônicas nos jornais “O Correio Brasiliense”, “Jornal do Brasil”, “O Estado de São Paulo”, “O Diário Popular”, “Correio da Manhã”, “O Dia”, “Folha da Manhã” e “Diário da Noite”. Para internet, criou o site “Millôr Online”, sobre o qual diria posteriormente: “Se eu soubesse o que atrai tanta gente, nunca mais faria de novo”.
E, como bom roteirista, ainda escreveria sobre a própria vida: “Meu destino não passa pelo poder, pela religião, por qualquer dessas entidades idiotas. Meu script é original, fui eu quem fez. Por isso não morro no fim”.

Seu perfil no Twitter já contava com mais de 285 mil seguidores.

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BAHIA EM PAUTA COMENTA:

Menos de uma semana depois da morte de Chico Anysio o Brasil não poderia receber noticia pior e mais triste para a arte do humor e a cultura do Pais

(Vitor Hugo Soares)


Gil:”que não sejamos todos obrigados a contender em torno dessa questão”
Foto:Terra Magazine

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

O enfrentamento dos tropicalistas com a Odebrecht Realizações Imobiliárias caminha para um confronto judicial. Depois de manifestar apoio a Caetano Veloso, o primeiro a contestar o uso do nome “Tropicália” e de suas músicas num condomínio de luxo em Salvador, o compositor Gilberto Gil enviou uma notificação à construtora. Na carta dirigida a Marcelo Odebrecht, diretor-presidente da Odebrecht, Gil afirma que, além de dispensar, recusa a homenagem.

– Fiz parte do movimento tropicalista, e tanto quanto meus amigos Caetano, Tom Zé, Rita Lee, e demais membros da Tropicália, além de César Oticica, representante do Projeto Oiticica, agradeço e dispenso a homenagem. Mais ainda, recuso a homenagem, por não entendê-la nesse sentido, e ratifico o pedido feito a V. Sa. de que reveja essa V. decisão e mude o nome do condomínio e de seus prédios.

O ex-ministro da Cultura critica a postura da empresa de insistir em associar o condomínio fechado ao Tropicalismo:

– As declarações emanadas de V. empresa, manifestando seu entendimento do que seja “direito” – que, evidentemente, não encontra guarida real – colide com o entendimento geral do que seja ético. – crava Gilberto Gil.

Caetano, Tom Zé e os herdeiros de Oiticica já manifestaram à empreiteira baiana o descontentamento com a “homenagem”. Localizado no bairro litorâneo de Patamares, o luxuoso “Tropicália” oferece vista para o mar e está ao lado do parque ecológico de Pituaçu. As coberturas das torres, com 305,96 m², contam com quatro suítes, gabinete e quarto de empregada, além de vagas para veículos. “Se este lugar fosse uma canção, o refrão seria: Viver, Viver, Viver”, diziam os folhetos promocionais. “Onde o Divino encontra o Maravilhoso”, acrescia a propaganda.

A Odebrecht é acusada de fazer “uso comercial” do Tropicalismo. “Manifesto-me aqui, como membro do movimento tropicalista e artista da música brasileira, para requerer aos senhores que cessem o uso indevido dos nomes das obras artísticas que foram e são referência no cenário artístico nacional e internacional, posto que tal uso, além de não autorizado, vai contra toda a filosofia desse movimento, cujos participantes jamais autorizariam vincular sua obra a um empreendimento imobiliário desse porte”, reagiu Tom Zé em sua notificação.

Numa nota de esclarecimento, em 27 de fevereiro, a Odebrecht Realizações Imobiliárias relatou que seu objetivo “foi o de referendar um importante movimento artístico, de grande representatividade na Bahia e no Brasil”. E ponderou: “Foram feitas as devidas consultas prévias ao INPI, órgão competente, e ficou constatado que não há impedimento para o uso do nome ‘Tropicália’ em um empreendimento imobiliário. Vale destacar ainda que o termo Tropicália figura como nome de vários produtos, serviços e estabelecimentos no pais. Por fim, é importante ressaltar que a OR não utilizou, tampouco sugeriu nem autorizou o uso dos nomes dos integrantes do movimento para promover o empreendimento.”

A interpretação jurídica é questionada. “Se a construtora queria de fato referendar o movimento tropicalista deveria começar por respeitar a vontade de seus criadores”, rebateu Caetano Veloso, em entrevista a Terra Magazine. “Prefiro apelar para o bom senso de executivos da Odebrecht, uma empresa baiana, pedindo que retirem os nomes do movimento e das canções a ele ligadas. Não quero dinheiro nenhum deles”, avisou Caetano.

Como não houve acordo, os artistas devem ingressar com um ação judicial contra a Odebrecht, sem pedir qualquer indenização – apenas a retirada do nome do movimento e de suas canções.

Na resposta à notificação de Caetano, a empreiteira historiou a origem do nome: “Por sugestão do cineasta Luis Carlos Barreto, o nome ‘TROPICÁLlA’ da instalação’penetrável’ de Hélio Oiticica foi aproveitado para identificar uma música do disco ‘CAETANO VELOSO'”.

Os herdeiros de Oiticica, porém, encaminharam uma carta à construtora. Também recusam o batismo. “…Uma vez que V. Sas. invocaram Hélio Oiticica como o autor do nome ‘TROPICÁLIA’, o Projeto Hélio Oiticica vem informar-lhes que não autoriza e não concorda com o uso desse nome em V. empreendimento, notificando-os para que cessem imediatamente o seu uso indevido, a um por se tratar de prática de ato que atenta contra a ética e os princípios morais do respeito ao direito do artista, e a dois por tratar-se de uma apropriação indevida de uma obra com fim unicamente cultural, para auferir ganhos comerciais não autorizados”, reprovou César Oiticica, irmão do artista.

Terra Magazine obteve a íntegra da carta de Gilberto Gil ao presidente da holding.
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Leia integra da carte de Gil e mais sobre o assunto em Terra Magazine

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mar
28


Ademilde Fonseca: parte uma rainha!
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DEU EM O GLOBO

A cantora Ademilde Fonseca, a “Rainha do Chorinho”, morreu no final da noite desta terça-feira. Ademilde tinha 91 anos, e segundo sua família, sofreu um mal súbito. A cantora faleceu em sua casa, na Lagoa. Sua família informou que Ademilde sofria do coração, mas que enfrentava uma boa fase. No último final de semana ela fez shows em Porto Alegre e nesta terça-feira gravou dois programas de televisão. A família informou que o enterro será no Cemitério São João Batista, em Botafogo, mas o horário ainda não foi definido.

Ademilde nasceu em Pirituba, no município de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. Suas interpretações a consagraram como a maior intérprete do choro. Trabalhou por mais de dez anos na extinta TV Tupi. Seus seis discos renderam mais de meio milhão de cópias. Ela ainda atuou muitos anos nas rádios Tupi e Nacional. Além de fazer sucesso no Brasil, regravou grandes sucessos internacionais e se apresentou em outros países. Ela é considerada a criadora do choro cantado e também foi a primeira cantora nordestina a encantar o país com esse gênero..
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Uma vida que valeu a pena!

Saudades, muitas saudades de um fan ardoroso desde o tempo de menino, ouvindo-a cantar choro como nenhuma outra para o Brasil e para o mundo, atraves da Radio Nacional ( Rio de Janeiro), Radio Jornal do Comercio (Pernambuco) e Radio Sociedade (Bahia).

BRAVISSIMO, ADEMILDE! UM BEIJO!

(Vitor Hugo Soares)

mar
28
Posted on 28-03-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-03-2012


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Aroeira, hoje no O Dia (RJ)


Luiza Maia: vitoria legislativa e politica

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Opinião Política

Assembléia contra baixaria

Ivan de Carvalho

A Assembléia Legislativa da Bahia aprovou ontem, por ampla maioria, com o último resultado das votações nominais proclamado exatamente às 20 horas pelo presidente da Mesa, deputado Marcelo Nilo, o chamado projeto de lei “antibaixaria”, de autoria da deputada petista Luiza Maia, mas já na forma do substitutivo elaborado pelo relator, deputado João Bonfim, do PDT. Bonfim aparou algumas arestas do projeto, especialmente uma que estendia o alcance da lei aos municípios, no que feria o princípio federativo. Mas deixou outras arestas também afiadas, como se verá e sem as quais o projeto da deputada Luiz Maia não subsistiria.

Mais de 40 dos 63 deputados que compõem o Legislativo (dos quais 52 estavam presentes) votaram a favor. A matéria será encaminhada hoje para a sanção do governador, que tem prazo para sancionar ou vetar integral ou parcialmente o projeto aprovado. O governador também tem, constitucionalmente, a prerrogativa de omitir-se, deixando de sancionar ou vetar, e devolver a matéria à Assembléia. Neste caso nada restará ao presidente do Legislativo senão promulgar a lei e mandar publicá-la.

Diante da esmagadora maioria parlamentar que aprovou a lei, estando a maior parte da oposição em posição contrária, pode-se afirmar que a bancada governista endossou o projeto. E, se o fez sem nenhum embaraço, sem nenhuma restrição do Executivo, que naturalmente tinha conhecimento da tendência da grande maioria da Assembléia, especialmente da bancada do governo, presume-se que o governador vai sancionar. Na pior das hipóteses, devolveria sem sanção ou veto. O que se afigura descartado é um veto do governador.

De tudo isso resulta que o Estado da Bahia agora terá uma lei segundo a qual ele próprio fica proibido de contratar grupos artísticos cujas obras depreciem as mulheres. Simples assim. E, à primeira vista, exprimindo um conceito irretocável, o direito das mulheres de serem tratadas com respeito, o que, aliás, também é direito dos homens, assim como é direito dos homens e mulheres de todas as raças, religiões e assim por diante. Respeito é direito de todo ser humano.

Mas duas questões foram levantadas por deputados estaduais críticos do projeto, como é o caso do líder das oposições, o democrata Paulo Azi, entre outros. Azi considerou e continua considerando o projeto notoriamente inconstitucional, porque determina ao Estado discriminar grupos artísticos com base na maneira que eles têm de se expressar, quando a Constituição da República, bem como a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela ONU e da qual o Brasil é signatário, protege a liberdade de expressão. E quando há crime, existem o Código Penal e o Judiciário.
Há, ainda, outra questão sob esse aspecto de abrir espaço para discriminação estatal segundo a liberdade de expressão. Qual ou quais pessoas, reunidas ou não em algum órgão do Estado (se fosse órgão privado, isso não mudaria a essência da coisa), vão determinar se esta ou aquela obra supostamente artística deprecia ou não as mulheres? Bem, o grupo de pessoas ou a pessoa que exercer tal função é o censor. Pois censura é o que se estará fazendo, censura que vai impedir a contratação pelo Estado da Bahia de apresentação de partes da obra de Chico Anísio e Chico Buarque de Holanda, por exemplo.

Mas há outro problema. Na medida em que a lei diz que o Estado da Bahia não pode contratar espetáculo de um grupo musical, quando deprecie as mulheres, está dizendo que pode contratar um grupo musical que não deprecie. Creio que não devia o Estado da Bahia (nem a União, os municípios, as empresas estatais) gastar dinheiro, sem retorno econômico e financeiro garantidos, com festas e coisas do gênero, enquanto pessoas estiverem morrendo em filas do SUS ou recebendo assistência médica ruim, enquanto pessoas estejam sendo assaltadas, roubadas, mortas nas ruas, aos magotes, por falha do aparelho de segurança pública, enquanto existirem pessoas sem aula por falta de escolas ou professores, enquanto houver gente com sede e fome por causa da seca ou morando nas ruas por falta de habitação

Casablanca, filme inesquecível…música lindíssima, momentos que nos dão a chance de repensar como o tempo voa… de nada adianta se prender a nada mesmo… tudo passa…um beijo é sempre um beijo, como diz a letra da canção… mas o sentimento é que fica, é o que vale… feliz semana, desejo a todas e todos..

(Maria Aparecida Torneros para o BP)

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Permitam que dedique a linda canção do filme Casablanca a mim mesmo e a Margarida, que neste 27 de março de outono de 2012 completamos 36 anos de casados.

Digno de nota atualmente, nao?. E seguimos firmes na estrada de Casablanca!!!

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)

Em comemoraçao ao 70º aniversário de Casablanca, a Warner Bros está lançando nos EUA uma ediçao especial e limitada do filme em Blu-ray – além do longa metragem em melhor qualidade, o kit inclui 1 poster e 1 livro comemorativos. O DVD traz também 2 documentários inéditos – ‘Casablanca: An Unlikely Classic’ e ‘Michael Curtiz – The Greatest Director You Never Heard Of’. Como parte das celebraçoes pelo aniversário do clássico, Casablanca foi exibido em vários cinemas da Europa no último dia 21.

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