Chico Anysio: perda da arte do humor no Brasil
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Mesquita: perda do jornalismo esportivo da Bahia

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Muito além do Jardim Botânico – ou do professor Raimundo.

Washington de Souza Filho*

De Covilhã (Portugal), especial para o BP

Fiquei chateado com a morte de Chico Anysio. Não pelo fato em si, mas que nesta mesma sexta-feira – recebi a informação por email, de Roque Mendes, assessor de comunicação do Vitória, grande amigo, compadre, profissional de valor do jornalismo da Bahia, a ordem não altera o sentimento – de que tinha morrido um grande amigo, José Carlos Mesquita, jornalista como muitos de nós, ex Jornal da Bahia e Correio.

Morte besta, desta vida severina – no dizer de João Cabral de Melo Neto. Ele teve uma isquemia, foi para o hospital, e quando se imaginava que estava medicado, teve um AVC. Zé era torcedor do Vitória, de continuar a ir ao estádio, mesmo depois da aposentadoria. Mas que agora sabia o lugar onde ficar – assistia aos jogos da arquibancada.

A bronca com a morte de Chico Anysio surgiu pela falta de percepção do fato – a morte de uma personagem da televisão brasileira – na comparação com o sentimento. Alguém fez questão de anunciar o que estava destacado na internet, mas a constatação do que tinha acontecido ocorreu depois.

Chico Anysio é um exemplo da auto-referencialidade do que é a televisão. Falar da morte dele é contar a história da televisão no Brasil.. Os seus diversos personagens foram moldados quando a TV passou a usar o videotape, o que permitia a gravação dos programas – e ele ser muitos. A vantagem do videotape era a possibilidade de reproduzir as cenas, algo improvável com o filme, e poder editá-las. Editar em sequência, o que permitia a inserção de cenas em que Chico Anysio usava o recurso de contracenar com diversos personagens, todos representados por ele mesmo.

O método parecia artesanal, mas era próprio da época. O processo de juntar as cenas era feito à base de uma lâmina ou estilete, com o uso de uma fita adesiva. Um programa dele, salvo engano, Chico Anysio Show, é o primeiro a usar este recurso, em 1962, sob a direção de Carlos Manga, exibido pela TV Excelsior, emissora extinta, depois do golpe de 64. Pode parecer coincidência, mas quase todos os programas com o uso do computador tem uma lâmina como símbolo, para indicar a operação de corte de uma cena.

Claro que a maior parte do que vai ser escrito sobre ele vai destacar os personagens de sucesso, em particular o trabalho na TV Globo. Mas existem registros como a música Rio Antigo, destacada neste blog. Eles permitem conhecer um artista muito além do Jardim Botânico – ou do professor Raimundo.

*Jornalista, professor da Faculdade de Comunicação da UFBA. Vive em Covilhã, Portugal, onde cursa Doutorado

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DEU NO SITE DE CHICO BRUNO

Direto da Varanda

As dez páginas de entrevista que a presidenta Dilma Rousseff concedeu na quinta-feira (22) a revista VEJA, depois do encontro com 28 pesos-pesados do PIB nacional, precisa ser avaliada com muito cuidado, pois pode representar uma mudança no rumo da prosa

A revista em sua edição online no texto-chamada para a reportagem da edição impressa faz questão de frisar:

“É saudável quando o governante não põe em inimigos externos toda a culpa por coisas que não funcionam Melhor ainda quando reconhece que seu próprio campo, além de não ter soluções para tudo, é também parte do problema.”

– Não dá para consertar a máquina administrativa federal de uma vez, sem correr o risco de um colapso. Nem na iniciativa privada isso é possível. No tempo que terei na Presidência vou fazer a minha parte, que é dotar o estado de processos transparentes em que as melhores práticas sejam identificadas, premiadas e adotadas mais amplamente. Esse será meu legado. Nosso compromisso é com a eficiência, a meritocracia e o profissionalismo.

No parágrafo anterior diz a VEJA:

“Como escreve nesta edição J.R. Guzzo, colunista de VEJA, capturando uma sensação mais ampla, “a maior parte das atividades do governo brasileiro hoje em dia poderia ser descrita como ficção”.”

Quando confrontada com o embate com o Congresso Nacional, a presidenta Dilma explica didaticamente.

– Não há crise nenhuma. Perder ou ganhar votações faz parte do processo democrático e deve ser respeitado. Crise existe quando se perde a legitimidade. Você não tem de ganhar todas. O Parlamento não pode ser visto assim. Em alguma circunstância sempre vai emergir uma posição de consenso do Congresso que não necessariamente será a do Executivo.

Talvez esteja em algum trecho das 10 páginas de entrevista a VEJA, a explicação para o comentário feito por “um importante colaborador de Dilma” ao jornalista Ricardo Kotscho.

– Nossa vida será dura daqui por diante.

Será dura, não pelo que se viu na semana, mas pelo que está por vir.

E o que está por acontecer, pode ser algo inimaginável nos últimos anos, uma nova forma de governar o país a partir do gabinete presidencial.

Uma forma que surpreenderá até os assessores mais próximos de Dilma.

Pelo visto, Dilma não perdeu o controle da situação no Congresso Nacional ao contrário ela criou as condições para iniciar um novo relacionamento.

Resumo da ópera.

Enganam-se os que taxam a presidenta de neófita nos meandros da política.

Logo ela, que milita na política com p maiúsculo desde a adolescência. Logo ela, que ao sair da cadeia se abrigou nas asas do brizolismo.

Claro que Dilma sabe que verdadeira arte da política não é a que se pratica hoje no país.

Nas páginas da VEJA está claro, qual política Dilma quer praticar.

E é por isso, que alguns assessores acham que a “vida será dura daqui por diante”, pois para eles a política se resume ao toma lá dá cá.

A percepção popular já percebeu de que lado Dilma quer ficar.

Pelo menos seus índices de popularidade indicam isso.

A pergunta freqüente é que ela vai bater de frente com a turma dos fisiologistas e que por isso será obrigada a ceder.

Os caciques do toma lá dá cá estão carecas de saber que estão diante de uma presidenta que matreiramente dá uma no cravo outra na ferradura.

Esses caciques conhecem as suas limitações e sabem que não estão diante de uma falastrona.

Um dos problemas que Dilma enfrenta é o costume enraizado na mídia de que o Executivo não pode perder uma votação no Congresso Nacional.

Qualquer derrota, manobra ou coisa que valha e a mídia instala uma crise no país.

Por causa deste costume, o que se mais se lê na mídia é “quem vai ganhar esta queda de braço”?

O que está acontecendo entre o Executivo e o Congresso é um freio de arrumação, com a vantagem que Dilma conta com o apoio do povo, apesar dela ter a clareza que deverá perder aliados no Congresso.

O calculo de Dilma tende a ser correto, pois a maioria dos brasileiros está ao seu lado. Concorda e apoia a disposição de mudar o rumo da prosa política.

Afinal, tirante a Lei da Cerveja, um compromisso internacional assumido pelo ex-presidente Lula em nome do país, não existe nenhuma votação no Congresso que possa mexer com o bolso dos brasileiros.

Por isso, Dilma usou a VEJA, em mais uma jogada inesperada, para mandar sinais para os aliados.

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A compositora e cantora peruana Chabuca Granda interpreta “Fina Estampa” , uma obra prima da canção da America Latina, gravada tambem por Caetano Veloso em disco antologico. Composicão dedicada ao seu pai, Eduardo Granda y San Bartolomé, que foi segundo palavras de Chabuca – a grande da America – “un hombre a carta cabal” (um ser humano completo), e a quem considerava seu melhor e maior amigo.

Vai tambem, com saudades, para seu Alaor (onde quer que ele esteja agora), ele que tanto amava ( e transmitiu a paixão para os filhos) musica, novelas e livros.

Bravo, Chabuca!!!.

Boa tarde de sabado para todos!

(Vitor Hugo Soares )


Deputado Josias(PT) :“Tá de vaca não reconhecer bezerro”

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Opinião Política

Aumenta crise na base

Ivan de Carvalho

Diferentes são as análises, mas parece que – ressalvada a solitária e frustrada tentativa do secretário geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, de proclamar a restauração da harmonia entre o governo e sua base no Congresso – há um consenso no meio político. O governo está atrapalhadíssimo com o Congresso Nacional por causa da rebelião de sua base parlamentar e das trapalhadas de algumas autoridades do Executivo e líderes na Câmara e no Senado.

“Tá de vaca não reconhecer bezerro”, constata o deputado federal petista Josias Gomes, de ampla convivência com situações em que vaca não reconhece bezerro porque está mais preocupada em “safar a onça”, seja o que for que isto significa, e tirar o cavalo da chuva.

O que desmente absolutamente a proclamação de harmonia do ministro Gilberto Carvalho é sutil como um elefante. No mesmo dia em que o governo se empenhava em que a sua proposta de Lei Geral da Copa fosse votada na Câmara, a “base aliada”, liderada pela chamada bancada ruralista, exigia que antes fosse votado o Código Florestal, uma votação que o governo não quer que aconteça antes de uma reunião internacional sobre o meio ambiente, a realizar-se no Rio de Janeiro.

O governo e sua base não chegaram a acordo nenhum e o líder do PT na Câmara, deputado Gilmar Tatto, com a habilidade destrutiva de um macaco em loja de louças, chamou da tribuna os integrantes da bancada ruralista – que é grande – de “predadores”. Por pouco não foi linchado, pelo menos politicamente. Prometeu depois “mudar o tom”, mas a arrogância já produziu seus resultados negativos – mais irritação na base, que em sua maioria está exasperada e extremamente inquieta com o avanço petista rumo à hegemonia política no país e no governo federal, além de indignada pela perda de espaços na administração federal.

O que ocorre na ANTT é outro exemplo de coisa mal conduzida que provoca dissensões na base parlamentar do governo. O Senado Federal, ao qual compete, pela Constituição, aprovar as indicações do (ou da) presidente da República para a direção das agências reguladoras, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres, rejeitou o nome de Bernardo Figueiredo, indicado por Dilma Rousseff para repetir o mandato de diretor geral dessa agência. O que Dilma Rousseff fez? Ao invés de fazer logo outra indicação, editou um decreto que autoriza o ministro dos Transportes a nomear diretores interinos para a ANTT.

Em outras palavras: a presidente praticou um desaforo, fez uma malcriação: tirou o Senado Federal do jogo por uns tempos (duração indeterminada) nesta questão. Com o que estabeleceu duas quedas de braço. Uma, com os senadores que, por voto secreto, rejeitaram a indicação feita por ela. Outra, institucional, entre a Presidência da República e o Senado. A questão quase certamente irá à apreciação do Supremo Tribunal Federal. O PSDB anunciou que já prepara arguição de inconstitucionalidade do decreto.

Enquanto isso, a bancada do PR no Senado rompe com o governo, sob as bênçãos da direção nacional do partido, enquanto na Câmara a bancada desse partido vacila entre continuar “independente” e passar à oposição. Outro partido médio, o PTB, também ameaça desembestar. A presidente Dilma Rousseff está popular e por isto vai aguentando os trancos. Mas os sinais e demonstrações explícitas de que o governo não é eficiente, na política, onde há mil e uma trapalhadas, como na gestão, se avolumam. E isso pode acarretar, havendo continuidade, desgaste popular.


Prisco:PM solto depois de 44 dias isolado na cadeia

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DEU NO R7

Apontado como principal líder da greve promovida pela Polícia Militar na Bahia, no início de fevereiro, o ex-soldado Marco Prisco foi solto na tarde desta sexta-feira (23), após passar 44 dias detido, isolado, em uma cela na Cadeia Pública de Salvador. Ele deixou a unidade por volta das 15h, acompanhado por um advogado, após a 2ª Vara Crime de Salvador acolher um pedido de habeas corpus.

Prisco liderou a ocupação, por parte de PMs grevistas, da Assembleia Legislativa da Bahia. O prédio foi isolado por tropas do Exército até a desocupação, em 9 de fevereiro. O ex-PM foi preso ao deixar o local. Prisco deve responder em liberdade às acusações de formação de quadrilha, roubo de patrimônio público e incitação à violência.

A corporação ficou em greve entre os dias 1º e 11 de fevereiro. De acoro com a assessoria de imprensa do governo do Estado, ficou acertado um aumento de 6,5% nos salários, e mais uma gratificação por trabalho policial gradativa até 2014. Não houve anistia aos policias detidos.

No período em que os policiais militares ficaram parados, houve uma onde de violência no Estado. No décimo dia de greve, Salvador e região metropolitana registravam 153 homicídios desde a noite do dia 31, quando começou a paralisação, até manhã do dia 10.


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Hino Oficial Do Esporte Clube Vitória

Hinos de Futebol

Eu sou Leão da Barra Tradição
Eu sou vermelho e preto
Eu sou paixão

Pelos campos do Brasil
Nosso grito já se ouviu …

Eu sou um nome na história Eu sou Vitória com emoção
Eu sou um grito de glória
Eu sou Vitória de coração Vitória!! Vitória!!
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APLAUSOS!

GRANDE CHICO!

(Maria Olivia e Vitor Hugo Soares, dois torcedores do rubronegro baiano e fans do Chico de Maranguape(CE), tambem).

mar
24
Posted on 24-03-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 24-03-2012


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Aroeira, hoje, no jornal O Dia(RJ)


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ARTIGO DA SEMANA

Sagração de Aguinaldo e Griselda

Vitor Hugo Soares

Escrevo estas linhas antes de ver o capítulo final de “Fina Estampa”, a novela das nove da TV Globo. Desde já, qualquer que seja o desfecho, um marco. Sucesso de audiência e de crítica merecido, apesar dos insatisfeitos de sempre, ou quase. Afinal, “malhar” também é coisa nossa e sem isso, como sem novela, o Brasil ficaria sem graça demais.

O gol de placa representado pelo folhetim que ontem terminou merece ser festejado. Não apenas entre os muros dourados da emissora do Jardim Botânico, do Rio de Janeiro, mas pela teledramaturgia brasileira em geral (autores, diretores, atores, técnicos). Principalmente no campo da qualidade artística de seus intérpretes e conteúdo de sua narrativa exemplar, inovadora e com doses generosas de arte, criatividade e bom humor como o País está precisando cada dia mais.

Diga-se a bem da justiça e da verdade factual (este é um texto jornalístico, mesmo que possa parecer estranho à muita gente), que há uma vitoria pessoal e intransferível nisso tudo: a do escritor e jornalista Aguinaldo Silva, autor do enredo de “Fina Estampa”, o pernambucano de Carpina que, assim como a Rádio Jornal do Comércio, da minha juventude de estudante secundarista em Petrolina (PE), hoje “fala para o mundo” através de seus notáveis textos dramatizados na TV.

De minha parte devo confessar: fui “pescado” por Fina Estampa desde a emblemática escolha do título. A compositora peruana Chabuca Granda – já escrevi sobre isso outras vezes – sempre foi uma de minhas maiores admirações musicais desde a juventude, assim como os escritos de Aguinaldo Silva e Nelson Rodrigues (outro pernambucano de nascimento) no jornalismo.

Chabuca eu descobri por acaso, nos anos 70, já repórter da sucursal do Jornal do Brasil na Bahia, ao entrar em uma loja de disco de Buenos Aires, na companhia de dois queridos amigos de Recife (Samuel e Veraci), e ser apresentado por uma entusiasmada vendedora ao disco vinil “Chabuca, A Grande de America”. Injeção de adrenalina na veia e paixão ao primeiro canto. Saí tonto da loja na Corrientes e precisei de algumas taças de vinho no bar da esquina com a Calle Esmeralda para me recuperar.

Na época (e não é muito diferente hoje), a mundialmente consagrada compositora e intérprete limenha era uma desconhecida quase completa no Brasil. Salvo, diga-se honrosamente, para Caetano Veloso, baiano de Santo Amaro da Purificação. Este sabia tudo sobre Chabuca Granda e sempre falou maravilhas da artista, além de gravar três de suas obras primas – La flor de La Canela, Zeñô Manuel e Fina Estampa, esta também título de seu disco antológico de músicas da America Latina, sucesso completo no Brasil e no continente.

Canto definitivo ao belo e profundo na música. Exaltação musical e poetica da elegância e dignidade no comportamento e nas relações com a vida e com as pessoas. Título mais que perfeito, portanto, para mais esta novela de sucesso de Aguinaldo na TV, por mais que possam protestar os “politicamente corretos” sempre de plantão em cada esquina. E sempre.

Repito: não importa, aqui e agora, o final do folhetim, embora pessoalmente morra de curiosidade (igual a qualquer viciado em novela) sobre o fim de Teresa Cristina (rico e impagável desempenho de Cristiane Torloni) e o futuro de Griselda, Pereirão (na pele da fabulosa Lília Cabral). Sagração merecida de uma de nossas mais completas atrizes.

Para esta, torço por bela e prolongada união, de cama e afetos, com direito a gloriosa lua de mel, com seu Guaracy – este incrível e seguramente inesquecível português com nome de índio vivido pelo ator luso Paulo Rocha – na querida cidade de Lisboa.

Não importam os detalhes sobre o destino reservado pelo autor aos principais personagens desta história que mexeu, durante nove meses, em nervos expostos, consciências quase desenganadas e corações em desalinho. O relevante – estou convencido – deve ser observado no que Fina Estampa representou nestes meses de duração, ao propor ao debate nacional temas cruciais: Ética nas relações, valorização do trabalho (qualquer que seja ele), respeito às mulheres, aos gays, às crianças, aos credos, e mesmo assuntos que poderiam parecer complicados e áridos demais para o grande público, mas que o autor encarou com a audácia e inventividade dos grades criadores. E que seus intérpretes e diretores ajudaram (e muito) a tirar de letra neste historico enredo da televisão (palmas especiais, neste caso, para Wolf Maia).

Um fato existe e ninguém pode negar: Fina Estampa emocionou, fez um país sorrir e chorar, bater palmas ou ficar indignado (algo cada vez mais raro neste tempo de estranhas transações, louvação de inutilidades, mutretas e mutreteiros, de celebridades de uma semana, do mau-caratismo explícito, de jovens mimados e arrogantes que têm tudo e se orgulham de nunca ter lido um livro completo na vida.

Bravo! Valeu o tempo diante da telinha nestes nove meses. Fica o gosto de “quero mais”. E a esperança de que em breve Aguinaldo e Griselda estarão de volta, ao lado dos incríveis personagens de Fina Estampa.

A conferir.

Vitor Hugo Soares, jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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