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Postado em 21-03-2012
Arquivado em (Artigos) por vitor em 21-03-2012 00:34


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Opinião Política

Unidade continua difícil

Ivan de Carvalho

Continua difícil, muito difícil, a unidade das oposições nas eleições deste ano para prefeito de Salvador.

PMDB, PSDB e DEM, os três principais atores desse drama que pode evoluir para tragédia, insistem em defender, em tese, uma candidatura única das oposições e a uma aliança que envolva as três legendas citadas e outras que estejam disponíveis, a exemplo do PTN e possívelmente do PR.

O PR tornou-se um aliado mais provável, caso a coalizão oposicionista se concretize, depois que o partido, pelo menos por enquanto, declarou-se na oposição ao governo Dilma Rousseff, depois que a presidente mandou comunicar que não devolverá à legenda o Ministério dos Transportes.

Na Bahia, o PR já estava na oposição e nunca chegou a integrar a base de sustentação do governo petista de Jaques Wagner. O deputado federal Maurício Trindade, que tem boa parte de seu eleitorado na capital, apresentou-se como candidato a prefeito do PR, que não o desautorizou. Isto foi nos tempos em que o PR integrava o governo federal, onde tinha, no cargo de ministro dos Transportes, o presidente do partido, senador Alfredo Nascimento.

Mas imediatamente antes da bancada do PR no Senado declarar-se na oposição, e aparentemente sem saber ou sequer desconfiar que música a banda iria tocar, Trindade defendeu uma aproximação do PR baiano com o governo de Jaques Wagner e, consequentemente, com o PT. Mas, junto com os de alguns deputados federais, o nome do ex-governador e ex-senador César Borges foi rejeitado pela presidente Dilma para o Ministério dos Transportes. Circulou a notícia de que o governador Wagner teria vetado – o que não foi confirmado nem desmentido.

O resultado dessa coisa toda é que o PR, em nível federal, foi para a oposição e o PR estadual permaneceu nela. Nas eleições de Salvador, caso não haja uma mudança radical na posição do partido em nível federal, o PR tende a fazer aliança no âmbito das oposições. Trindade escorregou feio. E sua pré-candidatura, que já não era lá grande coisa, passou a ser mera ficção.

Mas o problema não é o PR e sim as três legendas básicas de oposição estadual – PMDB, PSDB e Democratas. Cada uma tem seu pré-candidato a prefeito e todos eles Mário Kertész, Antonio Imbassahy e ACM Neto) têm, em princípio, condições e currículo para liderar a chapa de unidade. Esta é uma razão que tem levado os três partidos a não desistirem de fazer de seu próprio pré-candidato o candidato da unidade.

Outra coisa que parece evidente (embora já desmentida há alguns meses pelo comando do PMDB) é que a situação desta legenda como participante (embora, a essa altura, já de segunda classe) do governo Dilma Rousseff cria dificuldades ao PMDB para apoiar o democrata ACM Neto ou o tucano Imbassahy. Não haveria problema em o pré-candidato do PMDB receber os apoios do DEM e PSDB, mas a recíproca não é verdadeira.

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