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Ebomi Cidalia:tradição e modernidade
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DEU NO CORREIO DA BAHIA E NO BLOG DE CLEIDIANA RAMOS

Da Redação/Correio

O corpo da ebomi Cidália Soledade, filha de Irôko, o orixá da Gameleira, foi sepultado na tarde desta quarta-feira (21), no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador. Familiares, amigos, autoridades religiosas e frequentadores do terreiro de Mãe Menininha do Gantois, que a consagrou na religião aos 7 anos.

Conhecida como “Enciclopédia do Candomblé”, apelido dado por Jaime Sodré, Mãe Cidália de Iroko morreu aos 82 anos Hospital Naval de Salvador em consequencia de complicações renais. A morte foi lamentada pelo secretário de Promoção da Igualdade Racial, Elias Sampaio.

Ebomi Cidália ficou reconhecida pelo trabalho de valorização e divulgação do candomblé nas redes sociais e meios de comunicação.

DO BLOG DE CLEIDIANA

O mundo do candomblé fica mais triste. Faleceu, no Hospital Naval em Salvador, por complicações derivadas de um problema renal, a ebomi Cidália Soledade, 82 anos. Filha de Iroko, o orixá que habita a gameleira e domina os mistérios da vida e da morte, foi consagrada por Mãe Menininha dos Gantois. Ela deixa os filhos Elizabeth, Raimundo, Eliana e Josenice.

Ebomi Cidália tinha 75 anos de consagração à religião dos orixás. Era dona de um grande carisma. Ficou conhecida pela sabedoria e capacidade de transmitir conhecimento numa linguagem que era facilmente absorvida pelo público a quem se dirigia. Por conta disso recebeu do professor Jaime Sodré o título de “Enciclopédia do Candomblé”.
Com saber reconhecido em uma religião que tem como uma de suas fortes marcas a tradição e a oralidade estava sempre atenta a conhecer mais de perto tudo que surgia de novo no campo da comunicação.

Uma das suas atividades preferidas era conversar com jornalistas e pesquisadores de outras áreas. Costumava dizer: “Não tenho medo de conversar com jornalistas, antropólogos e historiadores, pois eles não vem buscar fundamento do candomblé, o que eu nunca revelaria. Eles vem buscar informações que ajudam a esclarecer sobre a religião”.

Aos 78 anos, descobriu as redes sociais com o Orkut onde mantinha uma comunidade para diálogo intenso com admiradores espalhados pelo Brasil inteiro. Com a ajuda de um dos seus amigos, o taxista Romilson Costa, ela fazia, diariamente, a atualização da sua rede respondendo mensagens. Nos ultimos dois anos andava interessada em conhecer mais sobre outras ferramentas como blogs.

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