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Postado em 21-03-2012
Arquivado em (Artigos) por vitor em 21-03-2012 15:18


Ana:inimigos sem nomes na Cultura

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DEU NA UOL

Maurício Savarese

Do UOL, em Brasília


Sergio Lima/Folhapress

Pressionada no cargo desde o início do governo Dilma Rousseff, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, afirmou nesta quarta-feira (21) a parlamentares que sofre uma “campanha de má-fé” para tirá-la da pasta. Apesar de ter ouvido críticas dos próprios deputados na Comissão de Educação e Cultura, ela preferiu não nomear quem deseja afastá-la do cargo.

“Essa campanha não pode ser levada a sério”, disse a ministra, ao tratar das críticas que recebe pela criação de um órgão para supervisionar o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), que não é ligado à pasta da Cultura.”Não estamos contemplando o Ecad como alguns gostariam. Mas o que há é má-fé.”

A ministra agradeceu pelas “puxadinhas de orelha” que recebeu dos parlamentares. O Senado também espera ouvi-la em uma comissão, nas próximas semanas.

Sobre o Ecad, Ana de Hollanda afirmou: “há uma preocupação, sim, com a defesa dos direitos autorais. Para isso, estamos trabalhando num projeto de lei que trata do assunto, mas não posso aceitar informações errôneas, que distorcem os fatos”.
Marcação cerrada

A trajetória de Ana de Hollanda no governo Dilma Rousseff esteve ameaçada desde sua chegada à pasta, no início de 2011, por intelectuais à esquerda e à direita. Aos 63 anos de idade, a cantora fez carreira burocrática na Funarte (Fundação Nacional das Artes) e há meses era cogitada como uma das que deixariam o cargo na reforma ministerial deste ano.

Sua primeira medida que causou discórdia foi tomada com menos de um mês no ministério: retirou do site da pasta a licença Creative Commons, que permite ampla disseminação e cópia de produção cultural. Ana alegou que os textos divulgados por órgãos do governo federal já permitem isso sem restrições, mas não conseguiu aplacar a fúria dos adversários.

Um mês e um corte de orçamento depois, a ministra foi chamada de “meio autista” pelo professor Emir Sader, seu indicado para gerir a Fundação Casa de Rui Barbosa, em entrevista dele à “Folha de S.Paulo”. Com a repercussão negativa, desistiu de colocar o militante esquerdista na chefia do órgão, no qual empossou Wanderley Guilherme dos Santos.

Em março, Ana minimizou as críticas pela aprovação de um projeto de R$ 1,3 milhão para criar um blog de leituras de poesia feito para sua amiga Maria Bethânia. Para ela, “não tem nada demais” nos R$ 600 mil pagos à cantora, aprovados junto do valor total com captação via lei de incentivos culturais.

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Comentários

rosane santana on 21 Março, 2012 at 18:49 #

Essa Folha de São Paulo não tem remendo (Uol é Grupo Folha). Ela e todo o seu colunismo, especialmente a Mônica Bergamo, a qual Caetano, com fina pontaria identificou em conluio com Ricardo Noblat, numa jogada para livrar o filho do jornalista, que é filiado ao PT, dos holofotes da mídia. Nada não, o “ilustre” jovem petista, filho do jornalista, de tantas “contribuições” à cultura brasileira, estava numa lista para receber R$ 900 mil do MINC (é pra isso que se paga impostos neste país…) Mas, a “grande” jornalista Mônica Bergamo ignorou totalmente este ESCÂNDALO e atirou contra Bethânia, que recebeu autorização para captar ATÉ 1,6 milhão para produzir um vídeo, recitando poesias de autores brasileiros, que deve ser distribuído em escolas públicas de todo o país. Uma grande sacada para formar leitores, num país onde ninguém lê. Mas, a Bolha de São Paulo e seu colunismo de segunda classe insiste em tratar Maria Bethânia como amiga de Ana de Holanda, ignorando a trajetória de uma das maiores intérpretes da Música Popular Brasileira em todos os tempos. Claro, que só poderia ser mesmo amiga dos Buarque de Holanda, família de intelectuais, com a qual Bethânia mantém laços há mais de 30 anos. A Bolha de São Paulo e sua colunista são os mesmos que urraram de prazer com o cancelamento do show de João Gilberto, que nos EUA é comparado a Miles Davis e Stan Getz. A referida colunista, cuja coluna é terreno para todo tipo de plantação, especialmente do “jornalismo de esquerda”, é aquela que, com extraordinário “faro” para a notícia descobriu uma ex-aluna de Mônica Serra, para a qual, a chilena que ninguém nunca viu abrir a boca, confessou ter feito um aborto. Chega de safadeza!


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