=============================================================

Entre as críticas aos habituais “inimigos da Internet” – China, Cuba, Irã –, surgem no relatório deste ano dos Repórteres Sem Fronteiras acusações aos EUA e à Europa pelas medidas de cibersegurança e proteção de direitos de autor.

“Alguns países democráticos estão longe de não ter culpas”, aponta a organização, argumentando que “a livre circulação de notícias e informação online muitas vezes perde para a segurança interna, para a guerra ao terrorismo e ao cibercrime e até para a proteção de propriedade intelectual”.

Os Repórteres Sem Fronteiras indicam o que consideram ser vários casos preocupantes. Lembram, por exemplo, os motins em Londres, que levaram a canadense Research In Motion, fabricante dos BlackBerry (cujo sistema de mensagens foi usado para convocar distúrbios), a entregar à polícia, “sem ordem prévia de um tribunal”, dados pessoais de alguns usuarios.

O relatório condena também as propostas de lei americana SOPA e PIPA (destinadas a combater as infrações de propriedade intelectual), que “sacrificavam a liberdade da Internet em favor da proteção dos direitos de autor”. E diz ainda ter de ser “mantida a vigilância” sobre o polémico ACTA, um acordo internacional anti-contrafacção, estabelecido entre vários países e que ainda não foi ratificado nos estados-membros da União Europeia.

O documento critica ainda legislação aprovada no Canadá destinada ao combate à pedofilia online e que, para os Repórteres Sem Fronteiras, é “repressiva”; observa que a Índia aumentou as medidas de vigilância da informação online na sequência dos ataques a Bombaim (e colocou o país na lista dos “sob vigilância”); e aponta o dedo à França, nomeadamente pela Lei Hadopi, que estabelece um sistema progressivo de avisos antes de encaminhar para tribunal quem partilha ficheiros ilegalmente.

Os inimigos do costume

No rol de países “inimigos da Internet”, os Repórteres Sem Fronteiras mantêm Burma, China, Cuba, Irã, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Síria, Turquemenistão, Uzebequistão e Vietnam, todos presença habitual neste genero de listas. A estes, juntam-se agora o Bahrain e a Bielorrússia.

Estes países “combinam frequentemente filtros drásticos de conteúdos com restrições de acesso, vigilância de ciberdissidentes e propaganda online”. O Irã e a China são destacados por terem “reforçado a sua capacidade técnica em 2011” e, no caso da China, também por ter aumentado a pressão para que as empresas privadas colaborem na cibervigilância do Governo.

Da lista de países sob vigilância saíram a Líbia, devido à queda do regime de Khadafi, e a Venezuela – aqui, porém, a organização nota que a relação entre o Governo e os media críticos do executivo é “tensa”.

(Informações do jornal portugues Publico )


Dilma no Senado:prêmio Bertha Lutz para ela

======================================================

A presidente Dilma Rousseff esteve nesta terça-feira no plenário do Senado para receber o prêmio Bertha Lutz, em razão ao Dia Internacional da Mulher. A homenagem ocorreu em meio a um momento tenso com a base aliada no Congresso. Em um discurso pouco político, Dilma fez uma referência a seu vice, presidente do PMDB. “Vou cuidar do vice-presidente Michel Temer”, disse.

A fala, em tom de brincadeira, foi dita pela presidenta depois do pronunciamento da deputada federal Benedita da Silva, no qual advertiu Temer, que estava presente no evento, que cuidasse bem de Dilma. “Queria também cumprimentar Marta Suplicy e cumprimentar José Sarney. É muito importante que seja um homem e uma mulher no exercício dessa Casa (Senado). Como eu e o vice-presidente Michel Temer, que a Benedita afirmou que deve cuidar de mim. Eu também vou cuidar do vice-presidente Temer”, disse.

A presidenta contrariou as expectativas e evitou fazer um discurso político durante a entrega do prêmio. Dilma fez um pronunciamento leve, ressaltando os feitos do governo para diminuir as desigualdades no País, principalmente em relação às mulheres. Ela defendeu a busca da igualdade social e de oportunidades.

Ao relacionar cada uma das mulheres que ocupam seu governo, Dilma lembrou que o Brasil foi o primeiro país em que uma mulher abriu a Conferência da ONU. “Acredito que o século 21 é o século das mulheres”, disse.

No início de seu discurso no plenário, em sessão conjunta da Câmara e Senado, Dilma falou das mulheres premiadas, “que são mulheres de luta, de reflexão, que exercitaram suas atividades em prol do Brasil e que tiveram coragem de fugir do conformismo, defenderam igualdade de gênero e oportunidades”.

Nos bastidores, políticos apostavam em um discurso com uma tentativa de apaziguar as relações com os aliados, que estão insatisfeitos com o tratamento preferencial dado ao PT. Semana passada, a própria base aliada votou contra a recondução de Bernardo Figueiredo para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A primeira visita da presidenta ao Congresso este ano coincide com sua decisão de trocar o líder do governo no Senado. Sai Romero Jucá (PMDB-RR), que está no cargo desde 2006, escolhido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entra o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), ex-governador do Amazonas, que está no primeiro mandato.

A presidenta foi elogiada por Sarney, que afirmou que ao eleger uma mulher para a Presidência da República, o povo brasileiro adotou uma “posição ousada”.

Sarney acrescentou que a presença feminina na política é fundamental para o País, para que ele alcance seus ideais de Justiça. “Quero homenagear a presidenta Dilma que rompe um paradigma ao ocupar a Presidência da República e é orgulho para todos os brasileiros e brasileiras que reconhecem no seu governo sua grande liderança”, disse Sarney.

Sarney ressaltou também que “a causa das mulheres não está integralmente ganha”. “Continuamos longe do ideal no corpo social e no trabalho”, completou.

Após a cerimônia, a presidenta pediu um encontro privado na Presidência do Senado para conhecer a família de Maria Prestes, que também foi homenageada. Além de Maria Prestes e Dilma, foram agraciadas Eunice Michiles, primeira mulher a ocupar uma vaga no Senado; a socióloga Rosali Scalabrin, representante da Comissão Pastoral da Terra e titular da Coordenadoria da Mulher do município de Rio Branco, no Acre; e a professora Ana Alice Alcântara da Costa, do Departamento de Ciências Políticas e do programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres na Universidade Federal da Bahia.

http://youtu.be/JcRq0wtt_ug

=============================================
Blogbar do Fontana – Nos balcões dos bares da vida

ELZA SOARES BATERISTA WILSON DAS NEVES

ODEON – 1968

Diretor Musical – Lyrio Panicali

Orquestrador e Regente – Nelsinho

Foto – Mafra

Música – “Copacabana” (Alberto Ribeiro & João de Barro)

Letra:

Existem praias tão lindas cheias de luz
Nenhuma tem o encanto que tu possuis
Tuas areias, teu céu tão lindo
Tuas sereias sempre sorrindo
Copacabana princezinha do mar
Pelas manhãs tu és a vida a cantar
E á tardinha o sol poente
Deixa sempre uma saudade na gente
Copacabana o mar eterno cantor
Ao te beijar ficou perdido de amor
E hoje vive a murmurar só a ti
Copacabana eu hei de ama

==============================

BOM DIA!!!

(vhs)

mar
13
Posted on 13-03-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-03-2012


====================================================

Vocês viram onterm(12) esta frase que Nelson Pelegrino (o petista que parece estar meio desarvorado na carreira para a prefeitura de Salvador) postou no Twitter na hora almoço? Confiram:

@nelsonpelegrino “Estou almoçando aqui com Raimundo Varela, convidei ele para filiar no PT”

Pode parecer óbvio ou repetitivo, mas diante disso impossível nao tirar o chapéu mais uma vez para Otavio Mandabeira .

(Vitor Hugo Soares)

mar
13
Posted on 13-03-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-03-2012


===================================================
Duke, hoje no Super Notícia (MG)


Luiza Bairros:”não sei se por ironia, é gaúcha e não baiana”.
==============================================================

Opinião Política

Bahia e perda de postos

Ivan de Carvalho

A substituição recente de representantes da Bahia por outras pessoas em postos importantes do governo Dilma Rousseff está repercutindo na política estadual. Na Assembléia Legislativa, ontem, a oposição cobrou do governo Wagner e do aglomerado governista uma reação ante o que considerou um “desprestígio” para a Bahia.

Vale recordar que caíram o deputado Mário Negromonte, do PP, que ocupava o importante Ministério das Cidades; que a ministra Dilma Rousseff não abriu mão de, findo o prazo que combinara com o ex-presidente Lula, substituir o petista baiano José Sérgio Gabrielli na presidência da Petrobras; e finalmente a presidente exonerou o deputado Afonso Florence, também petista, do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Antes de tudo isso, já havia sido demitido do Ministério dos Esportes, o baiano Orlando Silva, do PC do B, outro partido da base política do governo Wagner e da própria Dilma Rousseff.

Resultado: a Bahia tinha a presidência da Petrobrás e quatro ministérios. De tudo isso resta-lhe somente a ministra Luiza Bairros, que, não sei se por ironia, é gaúcha e não baiana. A área governista reagiu timidamente ao virtual desaparecimento do governismo baiano na primeira linha do governo federal.

Ontem, sob o impacto da última queda, de Afonso Florence, o presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Nilo, protestou. “Foi muito ruim para a Bahia a saída dos ministros Negromonte e Florence e do presidente Gabrielli. Foram 2,7 milhões de frente”. Ele fez o protesto um tanto discretamente, no Twitter, quando dispunha de outros canais mais formais e de impacto maior. Provavelmente ficou dividido entre o desejo de protestar e o de não expor demasiadamente a atitude passiva do governismo baiano.

O governador Wagner não protestou ostensivamente, sua crítica ficou entre o protesto e o lamento, tudo restrito à saída de Afonso Florence do ministério. “Foi um golpe na Bahia. Mas é óbvio que não vou abalar minha relação com a presidente Dilma Rousseff”, disse ele em Irecê, no sábado. E acrescentou: “A gente não se contenta nem se conforma com a saída dele. Não vejo nenhum motivo para sua saída. Creio que ela (a presidente Dilma Rousseff) fez isso por questão mais política e não de gestão”. Wagner assinalou que a Bahia tem a quarta população do país, tem um “grande carinho” pelo governo federal e assim devia ter um reconhecimento adequado.

O governador deixou implícito o que o presidente da Assembléia, Marcelo Nilo, sem o mesmo grau de comprometimento político e administrativo que levou à forte moderação de Jaques Wagner, explicitou: Dilma obteve na Bahia 2,7 milhões de votos de vantagem sobre o candidato da oposição, José Serra, no segundo turno das eleições presidenciais.
A oposição considerou pouco.

Um oposicionista, o deputado estadual Elmar Nascimento, do PR, que foi também oposição ao carlismo, sugeriu que se o governador fosse Antonio Carlos Magalhães, ele reagiria à decisão presidencial com muita ênfase. Outro oposicionista, deputado estadual Carlos Geilson, do PTN, disse que o governo baiano tem em sua base política três senadores (um é o líder do PT no Senado), 45 deputados estaduais e 29 deputados federais “e nenhum deles levantou a voz para protestar contra a perda de força e prestígio da Bahia”.

Talvez não soubesse ainda da manifestação de Marcelo Nilo no Twitter, a exceção que confirmaria a regra.

  • Arquivos