Florence:sem respaldo e com pessima avaliação

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Deu no Blog de Joao Bosco Rabello ( replicado no Blog do Noblat)

O ministro Afonso Florence, demitido da pasta do Desenvolvimento Agrário, foi vítima de fogo amigo do PT. Desde o início do ano, sua cadeira era alvo da bancada da Câmara, que se ressente de não ter um representante de peso na Esplanada. Essa insatisfação só aumentou com a destituição do ex-líder da bancada Luiz Sérgio (RJ) do Ministério da Pesca para acomodar o PRB.

Deputado federal em primeiro mandato, Florence não era considerado um representante da bancada no ministério. Seus verdadeiros padrinhos eram o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e o senador Walter Pinheiro (PT-BA). Por isso, e sabedores de seu desempenho pífio à frente da pasta, deputados petistas passaram a fritá-lo, alimentando especulações sobre quem, entre os colegas de bancada, poderia sucedê-lo.

Um dos nomes que despontaram na bolsa de apostas foi o do ex-líder da bancada Paulo Teixeira (SP), que deixou o cargo em fevereiro. Contudo, Dilma preferiu manter na pasta um deputado da corrente Democracia Socialista (DS), que controla o Ministério do Desenvolvimento Agrário desde o governo Lula. Chegou ao nome de Pepe Vargas (PT-RS). A diferença entre Vargas e Florence é que o gaúcho tem projeção política. Ele desponta entre os cem deputados mais influentes, é presidente da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa e relatou matérias importantes, como o projeto que extingue o fator previdenciário.

Insatisfação

Mesmo emplacando um nome de mais peso político no MDA, uma liderança petista afirma que a bancada continua insatisfeita, porque o contemplado vem de uma ala minoritária do partido. Lembra que no início do governo, a ala majoritária tinha um representante no núcleo duro do Planalto, o deputado Luiz Sérgio, que foi o primeiro titular da Secretaria das Relações Institucionais. Meses depois, ele acabaria exilado na Pesca, até a degola final.

Outras derrotas da bancada junto ao Planalto foram as tentativas frustradas de emplacar os deputados Newton Lima (SP) na pasta da Ciência e Tecnologia, e José de Filippi Júnior (SP) no Ministério das Cidades. Em contrapartida, o PT do Senado contabiliza duas representantes no núcleo próximo a Dilma, as ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais)

mar
11
Posted on 11-03-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-03-2012

Da Agência Brasil

Um erro logístico na distribuição dos cadernos de questões do concurso do Senado levou a Fundação Getulio Vargas (FGV) a anunciar o cancelamento das provas para os cargos de analista de suporte de sistemas e enfermeiro, aplicadas na tarde deste domingo (11) para mais de 7,6 mil candidatos. As provas para os outros cargos continuam válidas.

Segundo o candidato Mário de Almeida, 40, os cadernos de prova para o cargo de analista de suporte de sistemas foram trocados pelos de analista de sistemas em pelo menos quatro salas da Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas (Facitec), em Taguatinga (DF). De acordo com ele, havia ao menos 50 inscritos em cada turma.

Em nota divulgada há pouco, a FGV informa que o problema foi causado “por insuficiências técnicas (insuficiência de cadernos de provas em algumas salas)”. As provas serão reaplicadas em uma nova data que ainda será definida. Os inscritos serão comunicados oficialmente pelo correio.

“É desgastante. Pagamos caro pela inscrição [R$ 190] e eu esperava que [a prova] fosse tranquila, mas desde o início foi o contrário”, disse Almeida à reportagem. Segundo ele, na sua sala, o erro só foi constatado porque a correção de uma das questões, feita previamente no quadro-negro, não coincidia com o enunciado da prova.

“Acho que algumas pessoas já haviam notado a confusão [em vez de terem em mãos a prova para analista de suporte de sistemas, tinham a de analista de sistemas], mas ninguém falou nada. Só quando os fiscais chamaram a atenção para a errata é que a confusão começou”, acrescentou o candidato. De acordo com ele, foram quase duas horas de “informações desencontradas” até que os organizadores retirassem, com ajuda policial, as quatro turmas da faculdade, alegando que uma nova prova seria aplicada.

Muitos dos prejudicados deixaram o local e seguiram direto para a 21ª Delegacia de Polícia de Taguatinga, onde registraram boletim de ocorrência. Até o momento, mais de 20 pessoas já compareceram à delegacia.

Além de Almeida, o servidor público Salatiel Robson Barbosa de Oliveira, de 38 anos, também prestou queixa à polícia. Candidato ao cargo de analista de suporte de sistemas, Oliveira reforçou as críticas à “desorientação” dos funcionários, afirmando que até as 19h, colegas seus que concorriam ao mesmo cargo, mas que estavam em outras turmas, continuavam fazendo a prova.

“Após conversar com a coordenadora, a fiscal de sala pediu que começássemos a redação já que, segundo ela, o tema seria o mesmo. Só que não era. E muitos colegas meus ainda estão lá dentro, se desgastando com uma prova que já foi cancelada”, declarou Oliveira, para quem a decisão de anular a prova para os dois cargos é correta. “Agora é voltar na data marcada sem deixar o ritmo cair”.

Quase 158 mil candidatos de todo o Brasil disputam uma das 246 vagas do Senado, em um dos concursos públicos mais concorrido do país. Além da estabilidade, os salários iniciais entre R$ 13,8 mil e R$ 23,8 mil, dependendo do cargo, são os maiores atrativos. As provas foram aplicadas hoje (11) nas 26 capitais, além do Distrito Federal – durante a manhã para quem disputa uma vaga de técnico legislativo e, à tarde, para os que concorrem aos cargos de analista e consultor.


Thereza, linda como sempre,
abre exposição em SP
Foto:ÉPOCA

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DEU NA COLUNA DE BRUNO ASTUTO, NA REVISTA EPOCA

Duas décadas depois de vir a público apoiar o ex-marido, Pedro Collor, nas denúncias que culminaram no impeachment do então cunhado, o ex-presidente Fernando Collor de Mello, Thereza Collor — ela não pensa em mudar o sobrenome (“Faz parte da minha história”) — continua linda e ativa, como conta a edição imprensa da nossa ÉPOCA, que chega hoje às bancas.

Com os cabelos mais curtos (“Cortei recentemente e ainda não me acostumei. Muita gente não me reconhece”), ela é casada há 11 anos com o empresário Gustavo Halbreich e inaugura nesta terça-feira a exposição Joias do Deserto, na Galeria de Arte do SESI, em São Paulo. A mostra apresenta parte do acervo pessoal de Thereza e tem cerca de 2 mil peças, de vestimentas a acessórios de povos africanos e asiáticos, que acumulou nas muitas viagens que fez a regiões como o Saara e o Tibete.

Apesar do encantamento e propriedade com que fala sobre a cultura desses povos, ela não foge das perguntas sobre a época em que virou, involuntariamente, um dos personagens inesquecíveis da história política brasileira. “A gente pagou um preço muito alto, né? Depois do que vi acontecer, eu pensava que os políticos teriam mais sensibilidade e tratar a causa pública com mais seriedade e respeito com a população. Meu desejo é que essa geração saiba eleger melhor seus representantes e cobrar deles”, diz ela. Sobre a presidente Dilma Rousseff, Thereza diz: “Ela é uma pessoa séria, tem vontade de acertar. Mas é muito difícil, há muito resquício ainda, muitas composições e alianças”.

Leia mais no Blog completo do site na revista e na ediçao impressa da Epoca, ja nas bancas.

mar
11
Posted on 11-03-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-03-2012

Deu no Estadão ( Online)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá alta médica na tarde deste domingo, 11, por volta das 15 horas, informou, há pouco, a assessoria do Hospital Sírio-Libanês, onde ele está internado. Não está prevista entrevista do ex-presidente, mas o médico Roberto Kalil Filho pode falar com os jornalistas.

Lula deu entrada no hospital, nesta recente internação, no dia 4 de março. Foram diagnosticados dois pequenos focos de infecção, um em cada pulmão. No último boletim médico divulgado, da quinta-feira passada, 8, a equipe médica informou que o tratamento era feito com antimicrobianos.

Neste período de internação no Sírio-Libanês, Lula chegou a apresentar pneumonia leve, além de febre, o que foi considerado normal pelos médicos para um paciente que passou por três ciclos de quimioterapia e 33 sessões de radioterapia para combater um câncer na laringe. Nesta semana, o ex-presidente foi aconselhado também a poupar a voz, motivo que levou à suspensão das visitas ao hospital.

http://youtu.be/g-asDtYtOgY

“E quero me dedicar a criar confusões de prosódia

E uma profusão de paródias

Que encurtem dores

E deixa que digam, que pensem, que falem”

Coisa de genio provocador e insubmisso. E Elsa Soares, que coisa magistral.Confira!

A musica do dia vai para Washington Souza, amigo do peito e colaborador especial do alto das serras portuguesas de Covilhã.

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)


Houaiss:a guerra da língua sem ele
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ARTIGO / LINGUA

Chumbo em Houaiss

Washington de Souza Filho* – Direto

Direto de Covilhã (Portugal) para o BP

O filólogo brasileiro Antônio Houaiss, morto em 1999, aos 83 anos, enfrenta, sem que possa combater, um inferno astral, ainda que o problema de maior repercussão respingue no governo brasileiro, fiador do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, em tese, vigente desde janeiro. Em Portugal, apenas com a reação de intelectuais que compreendem a dimensão da unificação da forma escrita do idioma português, uma série de atos e manifestações renega o acordo, sem que o governo do primeiro-ministro Passos Coelho se manifeste,como se não tivesse havido uma negociação para a sua vigência.

O vínculo de Houaiss à questão é o fato de que ele simbolizou a proposta de unificação da língua portuguesa, distinguida, na grafia, principalmente, entre o Brasil e os outros países, sob a influência de Portugal. A ideia do acordo começou a ganhar a forma em 1994, através da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), mas sempre dependeu de uma concordância unânime. O último acordo, com o início em 2012,depois de uma transição, salvo engano, a partir de 2009, não teve a concordância de Angola e Moçambique.

De qualquer forma, o apoio não parecia impossível, em particular pela força do Brasil em relação a esses dois países, ex-colônias portuguesas, que sempre reverenciaram a posição brasileira, ainda sob o regime militar, de reconhecer a independência deles, em 1975. Na prática, o mais difícil, em relação ao histórico das outras tentativas, era o apoio de Portugal. O que tinha sido conquistado.

A questão, porém, era a conjuntura deste acordo. Lula e José Sócrates, do Partido Socialista, estavam à frente de Brasil e Portugal, respectivamente. A influência de Lula sobre Angola e Moçambique, beneficiados com acordos diversos, principalmente na área da saúde, era discutível. A mudança, com a eleição de Dilma Roussef, não é em relação à posição brasileira. Em Angola, o principal jornal do país – Jornal de Angola – anunciou que não iria aderir ao acordo e publica os textos de acordo com a grafia de sempre. A surpresa é imaginar que em um país em que os meios de comunicação são propriedades e controlados pelo governo, uma decisão desta possa ser tomada sem o conhecimento das autoridades.

A realidade é outra em Portugal, com um governo mais à direita, depois da saída de José Sócrates. A reação ao acordo é manifestada em artigos e atos, como a de um dirigente de um centro cultural – parlamentar contrário ao acordo, quando tinha mandato – que estabeleceu o descumprimento do estabelecido, sem receber qualquer crítica – a não ser de intelectuais, estudiosos e dos leitores, em manifestações nos sites (aliás, sítios para os portugueses) dos jornais. É comum, em jornais e revistas portugueses, a publicação de textos, com a observação de que o autor não respeita as normas do acordo.

Houaiss não viveu para acompanhar, pelo menos, a possibilidade do acordo virar realidade. A pressão contra o acordo tem o acréscimo de uma polêmica, depois da decisão de um procurador do Ministério Público Federal, em Uberlândia, Minas Gerais, de ordenar a apreensão do dicionário que tem o nome do filólogo. A queixa é a de usar expressões pejorativas para a palavra cigano.

A questão parece ser uma letra morta, termo da área de Direito quando o assunto já não tem mais sentido. A editora do dicionário esclareceu que a edição que tinha a conotação criticada está esgotada desde 2009 e está fora das mais recentes, da forma considerada pejorativa.

A questão do acordo é diferente. A tendência é que vire letra morta, mesmo com a adesão, principalmente, em muitas universidades portuguesas e a incorporação à rotina dos meios de comunicação, exceto pelo desejo dos mais puristas, que defendem a ideia de “uma língua portuguesa europeia”. A tendência é que o acordo ortográfico acabe levando chumbo – palavra usada em Portugal com o sentido de reprovação. Salvo outra ação, o que não é mais possível para Houaiss.

*Jornalista, Professor da Faculdade de Comunicação da UFBA, vive em Covilhã, Norte de Portugal, onde cursa Doutorado em Comunicação. Escreve conforme o acordo, naturalmente, com o uso de corretor ortográfico

mar
11
Posted on 11-03-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-03-2012


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Clayton, no jornal O Povo (CE)

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