http://youtu.be/4Ev6MbBCQfc

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“Um grito e um ai” – como nos versos da cançao Ponta de Areia, de Milton Nascimento – foram escutados em Hannover, na Alemanha, antes da abertura da Feira Internacional de Tecnologia, da qual participa a presidente Dilma Rousseff, que em sua comitiva levou o governador Jaques Wagner, da Bahia.

No caso, as interjeições de surpresa e dor tiveram sentido bem menos poetico. Partiram da presidente brasileira. Motivo: uma barra de sustentação da faixa de segurança caiu e atingiu o pé de Dilma Rousseff quando ela dava uma entrevista coletiva improvisada antes da abertura da Feira Internacional das Tecnologias da Informação e das Comunicações, que acontece em Hannover, na Alemanha.

Foi o susto e a dor da hora (veja o video). A assessoria de imprensa da Presidência informou que Dilma não precisou de atendimento médico. Menos mal!

(Postado por Vitor Hugo Soares)


Waldir Pires aos 85 anos: “Vamos à luta”

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Bob Fernandes

Ex-governador e ex-ministro da Defesa, Waldir Pires será candidato a vereador em Salvador. Aos 85 anos, incomodado com o que vê na capital baiana, “nos países e na sociedade humana”, Waldir decidiu disputar uma cadeira na Câmara Municipal.

– Não há como olhar para o espelho e admitir para si mesmo não participar das grandes preocupações. As capitais, a nossa capital, são ou deveriam ser um núcleo de organização da vida, de inclusão social… É uma oportunidade de dizer que tenho uma tarefa, que todos nós cidadãos temos uma tarefa política, por isso eu vou à luta. Salvador foi a cidade onde conheci o mar. Isso já é muito… – diz Waldir.

Terra Magazine – Acabo de saber que o senhor decidiu ser candidato a vereador em Salvador, pelo PT, mesmo depois de já ter sido governador, ministro da Defesa e controlador-geral da República?

Waldir Pires – É verdade. Serei canditado a vereador nas próximas eleições.

Por quê?

Porque a vida política vive uma crise em toda parte, na nossa cidade, nos Estados, nos países, e me sinto impelido a atuar. Centenas de pessoas me perguntam se abandonei a política; quando não se tem um mandato, parece que não se está fazendo política ou se abandonou a cidadania para viver a vida de aposentado.

Não é o seu caso…

Não me desliguei da minha concepção de vida e de cidadania. Minha geração viveu toda a problemática do mundo e do nosso país. Comecei na política aos 16 anos, no final do
secundário, lutando para o Brasil entrar na guerra contra o nazismo e o fascismo. Isso lá em Nazaré das Farinhas.

Mas por que, aos 85 anos, ser candidato a vereador, já tendo sido tudo que foi?

Porque não há como olhar para o espelho e admitir para si mesmo não participar das grandes preocupações. As capitais, a nossa capital, são ou deveriam ser um núcleo de organização da vida, de inclusão social… É uma oportunidade de dizer que tenho uma tarefa, que todos nós cidadãos temos uma tarefa política, por isso eu vou à luta. Salvador foi a cidade onde conheci o mar. Isso já é muito…

A propósito, se aprovada definitivamente a nova legislação da prefeitura e da Câmara, haverá sombra nas praias da cidade.

Se por um lado não podemos permitir que a beira-mar seja de interesse exclusivo de quem tem dinheiro, por outro não podemos de forma alguma ter muralhas que impeçam a passagem da luz, do ar, dos ventos, que encaixotem a cidade. Salvador é o oposto de qualquer disciplina imobiliária que convenha a todos, é pura especulação imobiliária, coisas absurdas.

Bota absurdo nisso…

…Charles de Gaulle, ao chegar ao poder em 1944-45, declarou de utilidade pública todas as áreas em torno de Paris, mas não para permitir a especulação, ao contrário, para impedir que Paris se tornassem uma Chicago, uma dessas grandes cidades, um amontoado imobiliário.

Então sua decisão de ser candidato a vereador é definitiva?

Decisão pessoal e definitiva. Não sou um aposentado na expressão que diminui. Estou bem de saúde, estou bem de alma e a política é a única forma de organizar a sociedade humana e preservar a civilização…

Fora isso…

Fora isso, é a barbárie e o exercício permanente do poder, seja pelo dinheiro ou pela opressão.

Então, o senhor, ao contrário de tantos, defende a política?

A política é uma afirmação da dignidade humana, da democracia. Não essa democracia formal e mentirosa. É a luta de sempre. A cidade, as cidades estão em decomposição, se esgarça a solidariedade social, é hora da política com P maiúsculo. Vamos à luta.


Graça Foster:sem planos de aumento da gasolina
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DEU NO IG

A presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou nesta segunda-feira (5) que a estatal não tem planos de aumentar o preço da gasolina e do diesel. “Não existe ação em curso com o governo federal para aumentar o preço do combustível”, disse Graça, em entrevista a jornalistas na sede da Petrobras no Rio de Janeiro, sobre o lançamento do sexto ciclo do Plano Nacional de Qualificação Profissional do Prominp.

“Não há previsão de aumento no preço do combustível. A política da Petrobras não será alterada”, respondeu Graça, ao ser questionada sobre a necessidade de reajuste no preço da gasolina vendida pela estatal, após a recente elevação nos preços do petróleo.

Em uma entrevista no fim de fevereiro, Graça sugeriu que considerava necessário adequar o preço dos combustíveis vendidos na refinaria ao novo padrão de preço do petróleo, câmbio e consumo.

Graça afirmou nesta segunda-feira que não espera que os preços internacionais do barril de petróleo se mantenham em torno de US$ 123. Para a presidente da Petrobras, US$ 123 será “um pico” e não um patamar nos preços.

Após a afirmação, as ações preferenciais da Petrobras acentuaram as perdas na bolsa de valores brasileira. Às 17h25, os papéis caíam 3,23%, negociados a R$ 25,74. O petróleo Brent para entrega em abril está sendo negociado nesta segunda-feira a US$ 123,81 o barril na NYMEX.


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MPB 4 = O velho ateu / Amigo da onça / Se meu time fosse campeão

BOM DIA E BOA SEMANA!!!

(Gilson Nogueira)

mar
05
Posted on 05-03-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-03-2012

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, foi eleito para um terceiro mandato de seis anos no país, segundo resultados oficiais parciais divulgados após a eleição presidencial, que lhe deram quase 60% dos votos.

Apuração de 96% das seções eleitorais mostra Putin na frente com 64,22% dos votos, enquanto seu rival mais próximo, o comunista Gennady Zyuganov, obtém 17,14% – de acordo com a Comissão Eleitoral Central (CEC). Os resultados oficiais da maioria dos colégios eleitorais serão publicados na segunda-feira.

Grupos de oposição dizem que a votação contou com fraudes generalizadas, com muitas pessoas votando mais de uma vez. Os ativistas convocaram protestos contra o resultado para essa segunda-feira.

Enquanto isso, segundo a polícia, mais de 110 mil se reuniram perto do Kremlin, no centro de Moscou, em uma manifestação de apoio a Putin. Slogans em faixas diziam “Putin, nosso presidente” e “Acreditamos em Putin”, mas há indicações de que alguns receberam ordens para participar.

A eleição presidencial vinha sendo questionada por vários russos após Putin ter anunciado que faria, na prática, um ”revezamento” com o atual presidente, Dimitri Medvedev, que foi o seu primeiro-ministro durante a sua presidência, e que agora deve retomar o antigo cargo.

Eleição polêmica

A eleição ocorreu no domingo em toda a Rússia. Putin governou o país de 2000 a 2008, mas como a Constituição russa impede que um presidente se candidate a um terceiro mandato consecutivo, abriu lugar para Medvedev na presidência e atuou como primeiro-ministro nos últimos quatro anos.

A votação ocorreu em meio a uma forte onda de protestos, indignação popular e ceticismo, provocada por acusações de que teriam ocorrido fraudes generalizadas a favor do partido de Putin, Rússia Unida, nas eleições parlamentares de dezembro.

A fim de aplacar os críticos, Putin anunciou a instalação de webcams nos 90 mil postos eleitorais do país, mas muitos na Rússia e entre a comunidade internacional questionam a eficácia da iniciativa. Em um relatório, a Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) afirmou que ”câmeras não podem capturar todos os detalhes do processo de votação, em especial a contagem de votos”.

Uma missão conjunta da OSCE e do Conselho Europeu formada por 250 pessoas monitorou as eleições. Milhares de russos se voluntariaram como fiscais eleitorais e receberam treinamento para saber identificar e denunciar possíveis fraudes.

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Opinião Política

A candidatura de Marcelo Nilo

Ivan de Carvalho

O presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Nilo, do PDT, é o único entre os vários aspirantes ao governo baiano nas eleições de 2014 que lançou abertamente sua candidatura à sucessão do petista Jaques Wagner, ressalvando, no entanto, que lançar a candidatura e ser efetiva e necessariamente candidato até o dia das eleições são duas coisas diferentes. Ele pôde se lançar por conta própria, pois tem um mandato eletivo. Um secretário estadual não poderia.

Foi o deputado Marcelo Nilo que formulou a frase, algumas vezes já repetida, de que “é do PT a prioridade, mas não a exclusividade”. Nela estão implícitas algumas coisas, a exemplo do fato de que o PT é o maior partido da base do governo e tem o comando deste, pois de seus quadros é o governador reeleito. E a exemplo também do fato de que essa base tem em sua composição várias outras legendas, nas quais militam outras lideranças políticas, cujas aspirações – das legendas como das lideranças – há que levar em conta.

Uma explicação sintética para aquela afirmação sobre a prioridade, mas não exclusividade do PT pode ser dada assim: em princípio, é do PT a precedência, mas o presidente da Assembléia está convencido de que o aspirante ao governo que criar as condições para ser o candidato, será. No seu caso, uma das condições é obter o quarto mandato de presidente da Assembléia Legislativa. Nilo está convencido de que terá a preferência dos partidos aliados. Aliás, o PP já fez uma sinalização pública nesse sentido. Também avalia que transita bem em correntes do PT. Outra coisa, necessária, segundo tem comentado discretamente, é melhorar seus índices nas pesquisas eleitorais, o que não considera uma coisa fácil.

Fácil, para ele, é proclamar que já demonstrou sua lealdade “durante todo esse período” e que se for governador será tão leal “ao projeto de transformação da Bahia do governador Jaques Wagner quanto qualquer um dos mais fiéis petistas”.

Pelo que tem dito nos bastidores, um pouco ali, um pouco acolá, o presidente da Assembléia Legislativa acha que está indo bem o seu trabalho para criar as condições de ser candidato a governador. Tem o que considera uma relação excelente – sob os aspectos político e de amizade – com Jaques Wagner. Relação baseada na “lealdade sem subserviência e na franqueza”, razões que têm assegurado o êxito de sua aliança com o governador.

A atuação política de Marcelo Nilo tem sido importante para o governador. O presidente da Assembléia criou todas as condições para que o então deputado petista Zilton Rocha fosse candidato único a uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. Todos os projetos enviados pelo governo ao Legislativo foram aprovados. Embora Marcelo Nilo insista que pediu ao Exército, por conta própria e sem consultar ninguém, que retirasse os PMs grevistas da Assembléia, o óbvio ululante é que não faria isto sem uma combinação com o governador, dentro da estratégia geral de enfrentamento do grave problema não só da ocupação, como da própria greve em seus vários aspectos, como, aliás, assinalei na época, neste espaço.

Quando candidato ao terceiro mandato de presidente da Assembléia, que atualmente exerce, recebeu inicialmente o apoio do DEM, do PSDB e do PMDB, partidos na oposição. “Ninguém me chamou de subserviente”, comenta Nilo, quando alguém lhe lembra o episódio, mas não esquece de acrescentar que manteve todas as relações políticas e pessoais com o PT, sem problemas.

Se o presidente da Assembléia vai ser candidato a governador ou não, há que esperar 2014. Do que hoje parece não haver dúvida é de que o processo sucessório, na área governista, não pode deixar de passar por Marcelo Nilo, a não ser que o imprevisto aconteça – que ele não seja eleito para seu quarto mandato de presidente da Assembléia em fevereiro de 2013.

mar
05
Posted on 05-03-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-03-2012


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Fausto, hoje, no jornal Olho Vivo

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