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Postado em 01-03-2012
Arquivado em (Artigos) por vitor em 01-03-2012 17:50

DEU NO IG

De todos os 5.563 municípios brasileiros, apenas 347 oferecem um bom atendimento na área da saúde. Eles representam apenas 6,2% do total e atendem a 3,6 milhões de brasileiros. A maioria está em Estados das regiões Sul (200 municípios) e Sudeste (145). As regiões Norte e Nordeste possuem apenas uma cidade cada nas condições consideradas ideais pelo Ministério da Saúde (MS). Feito não alcançado por nenhum município da região Centro-Oeste. Todas as notas do País podem ser conferidas no site do ministério.

O cenário nada animador foi traçado pelo próprio ministério a partir de um novo indicador de qualidade da saúde: o Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde, o IDSUS. Promessa desde a posse do atual ministro Alexandre Padilha, o IDSUS pretende avaliar a atuação das redes públicas de saúde nos municípios brasileiros em todos os níveis de assistência à população: atenção básica, especializada ambulatorial e hospital, e de urgência e emergência.

O índice é composto, basicamente, de duas grandes variáveis: o acesso oferecido aos serviços e a efetividade desse atendimento. Ao todo, 24 indicadores já conhecidos (como taxa de mortalidade materna e quantidade de mamografias feitas a cada ano) foram usados no cálculo da nota, dada a cada cidade, Estado e ao próprio País. Os conceitos variam em uma escala de 0 a 10 e a média brasileira de desempenho no SUS ficou em 5,47.

“Digamos que cinco é uma nota razoável. O SUS deveria ter de 7 em diante na nossa opinião”, afirma Paulo de Tarso Ribeiro de Oliveira, diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS. De acordo com as metodologias estatísticas aplicadas aos dados, garantir o acesso aos serviços ainda é o maior problema do Brasil. “Há mais diferenças na capacidade de o indivíduo conseguir ser atendido do que na qualidade do serviço depois que ele está lá”, diz.

Para Oliveira, o índice é “exigente”. Os cálculos são baseados na quantidade de pessoas que residem em cada município. Isso significa que as pessoas com plano de saúde, que não usariam o serviço público, são incluídas no montante da população a ser atendida por cada cidade. “O SUS é e tem de ser para todos”, diz.

A maioria dos municípios ficou em situação mediana, de acordo com a avaliação do ministério. Na faixa entre notas 5 e 5,9, estão 2616 cidades (47% do total), responsáveis pelo atendimento de 88.673.765 brasileiros. Outros 1.450 municípios (26,1% do total) ficaram com notas entre 6 e 6,9. Eles atendem a uma população de 46.683.510 pessoas. Apenas seis cidades têm desempenho superior a 8. Quatro delas estão em São Paulo (Arco-Íris, Barueri, Rosana e Cássia dos Coqueiros). As outras duas

– Pinhal e Paulo Bento – são do Rio Grande do Sul.

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Comentários

Gracinha on 1 Março, 2012 at 20:27 #

Bastante preocupante a situação da Saúde Pública no país: de acordo com os resultados apresentados hoje pelo MS, 51,7% milhões de pessoas (27% da população brasileira) vivem em municipios avaliados com nota inferior a 5 no referente ao desempenho do SUS. Latismavél ainda, verificar que o pior resultado do país ficou com o Municipio baiano Pilão Arcado que obteve nota 2,5.


Gracinha on 1 Março, 2012 at 20:44 #

Observação : dados divulgados na midia incluindo Estadão.


rosane santana on 1 Março, 2012 at 21:55 #

Gracinha, amiga, quanto tempo! Tenho a registrar que aqui em Caravelas o SUS funciona com uma qualidade surpreendente. Talvez, por ser um município pequeno. Em torno de 19 mil habitantes.


Gracinha on 1 Março, 2012 at 23:21 #

Que bom Rosane! vamos torcer para que mais municipios oferecam serviços públicos de saúde com qualidade… afinal saúde é direito do cidadão e dever do estado! Grande abraço!


Gracinha on 1 Março, 2012 at 23:43 #

correção: 51,7 milhões de pessoas ( % foi erro na digitação)


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