http://youtu.be/RUtFbiZPr7c

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DEU NA FOLHA.COM

Sozinho na cabine de transmissão para o amistoso do Brasil contra a Bósnia (vitoria brasileira por 2 A 1), nesta terça-feira, na Suíça, o narrador Galvão Bueno, da TV Globo, cometeu uma gafe que envolveu um dos dois comentaristas do jogo. Ambos (Júnior e Casagrande) estavam no estúdio, no Rio, ao lado de Tiago Leifert e do analista de arbitragem, Arnaldo Cezar Coelho.

No bate-papo antes do início da partida, Galvão disse que, no único encontro anterior entre as seleções na história, o comentarista Júnior, ex-lateral esquerdo do Flamengo, participou daquele confronto, realizado em dezembro de 1996, em Manaus (AM).
Confira a conversa :

Galvão: O Brasil jogou só uma vez com a Bósnia, foi em 96, você sabe quem entrou no segundo tempo do jogo lá em Manaus, ô Tiago?

Leifert: Eu sei quem fez o gol… Quem entrou no segundo tempo eu não sei, diga lá Galvão.

Galvão: Quem fez o gol foi o Ronaldo. Quem entrou no segundo tempo tá do seu lado, cara. Foi uma das últimas partidas dele na seleção brasileira, fala com ele aí.

Leifert: Júnior, entrou?

Júnior: Nem me lembro.
(Risos)

Leifert: Que mentira…

Júnior: Não me lembro. Pra dizer a verdade, não me lembro, não. Achava que minha última partida tinha sido contra a Finlândia, em João Pessoa (PB).

Leifert: Bom, mas pode ser na mesma época, também…
Júnior: É, parei de jogar de 92 para 93…

Galvão: Ah, é que apareceu Júnior… Não foi, não, Júnior, acho que foi o outro Júnior…
Júnior: Alongaram minha carreira por mais quatro anos (risos). Eu teria participado da Copa de 1994.

De fato, um Júnior entrou em campo no amistoso disputado no Amazonas –entrou durante o duelo, no lugar de Zé Roberto. Porém, tratou-se de um atleta 19 anos mais novo, que na época defendia o Palmeiras, depois de ser revelado no Vitória.

O Júnior atualmente na Globo se chama Leovegildo Lins da Gama Júnior, 57, é paraibano e já havia encerrado a carreira no momento do jogo citado por Galvão.

O Júnior que atuou é Jenílson Ângelo de Souza, 38, baiano, e se tornaria campeão com a seleção na Copa do Mundo de 2002, na Coreia e no Japão, na reserva de Roberto Carlos

fev
28
Posted on 28-02-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-02-2012


Chávez antes de deixar Caracas com destino a Havana
Fotog:REUTERS/Publico
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O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, foi submetido na segunda-feria (27) a uma operação exploratória na zona pélvica, diz a Reuters, citando uma fonte próxima dos médicos. Oficialmente, mantém-se o silêncio sobre a sua saúde.Esta e uma das manchetes da edição online do jornal Diario de Noticias (Portugal)

A operação para retirar uma lesão, detetada no mesmo local onde lhe retiraram, em junho, um tumor cancerígeno, teria durado 90 minutos, segundo a mesma fonte. A intervenção foi realizada em Cuba.

A saúde de Chávez, que está há 13 anos no poder, é um fator chave para o futuro político do país. As presidenciais estão marcadas para outubro, com Chávez enfrentando pela primeira vez uma oposição reunida em torno de um só candidato, Henrique Capriles.


Dilma e Wagner:voo para Hannover
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O governador Jaques Wagner arruma a bagagem para mais um voo internacional ao lado da presidente Dilma Rousseff.

Desta vez viaja no fim de semana para a Alemanha.No sábado (3), vai participar, na cidade de Hannover, da Cebit 2012, considerada a maior e mais importante feira de tecnologia da informação e comunicação (TIC) do mundo.

Wagner integrará a comitiva oficial da presidente Dilma Rousseff e durante o evento – entre os dias 6 e 10 março -, apresentará aos visitantes, segundo seus assessores, “as oportunidades de investimentos na Bahia”.

Palavras de Wagner esta terça-feira (28) no programa radiofônico Conversa com o Governador sobre a ida a Alemanha.

“Lá, nós estaremos, inclusive, com um estande baiano divulgando o Parque Tecnológico da Bahia, que será concluído agora em março, para atrair mais investimentos, mais emprego, mais tecnologia e mais desenvolvimento para o Estado”. Disse ainda que o governo baiano lançará editais convocando investidores do segmento para aplicar no novo empreendimento tecnológico do Estado”.

O vice Otto Alencar fica no Centro Administrativo tentando apagar eventuais incendios politicos, sociais e administrativos que sempre pipocam em ano eleitoral, principalmente nas ausencias do titular.

Ah, o presidente da Assembleia , deputado Marcelo Nilo, foi avisado para tomar conta das chaves da casa legislativa com mais cuidado, para evitar novas ocupaçoes na ausencia do governador.

(Postado por Vitor Hugo Soares)

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Iluminado

Vander Lee

Vi o meu sentido confundido, iluminado
Vi o sol enluarar, quando viu você
Vi a tarde inteira, a Sexta-feira, o feriado
Esperando o amor chegar e trazer você
Você chegou querendo

Tudo que o tempo não te deu
E que levou de você;
Sem saber que você já sou eu
Agora não entendo
O meu relógio o amor tirou
Mas sei que o meu coração
Tá batendo mais forte
Porque você chegou

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Escrito na area de comentarios do You Tube por uma ouvinte do video que assina Cidinha:

“Nossa! Muito linda essa composição de Vander Lee, mas na interpretação de Daniela, ganhou vida…Lindíssima”!!!?

Nada a acrescentar. Escute e comprove.

(Vitor Hugo Soares)

fev
28
Posted on 28-02-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-02-2012


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Aroeira, hoje, no jornal O Dia (RJ)

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Opinião Política

A fogueira da sucessão

Ivan de Carvalho

De um modo que se poderia qualificar de contraditório, a sucessão municipal de Salvador esteve quase apagada nos dias que precederam o carnaval e durante a festa, mas quando o fogo desta se apagou, uma grande fogueira irrompeu no campo de batalha em que se decidirá com quem fica o comando do Palácio Thomé de Souza.
O mais interessante nessa história é que não dá para dizer exatamente quem jogou gasolina no fogo, pois cada lado das forças em conflito tem a sua própria versão ígnea, a sua proposta chamejante ou o seu homem-bomba. Nestas circunstâncias, o melhor a fazer, para o cidadão comum, é colocar-se a distância segura e apreciar o espetáculo como merece ser apreciado.

Aristóteles ensinou que “política é a arte de bem governar os povos”. Muito pouca gente aprendeu isso. Mas o espetáculo artístico, com tons de incrível realismo, que a política em torno da sucessão na capital da Bahia nos oferece, neste momento, é de encher os olhos, uma delícia.

Quanto a realismo, o que mais chama a atenção é o homem-bomba Alcindo da Anunciação, vereador que, tão novo no PT, já está, “sem papas na língua”, como afirmou, revelando segredos estratégicos de seu partido e, de quebra, dando orientação moral. Foi o que fez, tagarelando em entrevista à Tribuna da Bahia que há articulação para o PT votar pela aprovação das contas da prefeitura (que têm parecer desfavorável do Tribunal de Contas dos Municípios) em troca da sabidamente desejada ajuda do prefeito à candidatura do candidato do PT a prefeito, deputado Nelson Pelegrino. “Todo mundo sabe que existe o namoro entre Wagner e o João Henrique por causa da disputa da prefeitura. Agora, o PT deve avaliar se vale mesmo a pena garantir a aprovação das contas”, ensinou Alcindo.

É de lascar.

E, complicando, um assessor do prefeito afirmou ao site Política Livre que mais uma vez, no domingo, um emissário o procurou com a proposta de marcar um encontro do candidato petista Pelegrino com o prefeito João Henrique para tratar da sucessão municipal. O prefeito teria respondido com um “não” seco e afirmado que não conversa com Pelegrino antes da votação das contas do município pela Câmara Municipal. Segundo comentou o assessor, o prefeito acha que o PT abriu guerra contra ele, com ações e palavras, enquanto quer encontro de bastidores.

Bem, o líder do PT na Câmara desmente qualquer tentativa de seu partido de trocar atitudes em relação ao governo municipal por apoio do prefeito a Pelegrino. E promete mais hostilidades do que as várias que o assessor do prefeito já apontara, além do voto petista pela rejeição das contas, o que pode deixar o prefeito inelegível por oito anos. Quanto a Pelegrino, em nota ao site Política Livre, negou ter procurado ou enviado emissário para falar de apoio do prefeito à candidatura dele.

O PMDB entrou na briga para tirar uma lasquinha. O presidente estadual, deputado Lúcio Vieira Lima, disse que o PT dá um atestado público de inidoneidade ao propor a aprovação das contas do prefeito em troca do apoio dele ao candidato petista. “Onde já se viu isto? Estes petistas perderam o juízo”, ironizou ou admirou-se Lúcio Vieira Lima.
Aliás, falando de PMDB, o ex-prefeito Mário Kertész deve participar da propaganda partidária do PMDB na Bahia. E Lúcio Vieira Lima disse que não é Xuxa, mas confia que conseguirá convencer MK a aceitar a candidatura a prefeito pelo PMDB, mesmo sem a união das oposições. Lúcio e seu irmão Geddel têm conversado com Kertész e este tem conversado sobre o mesmo assunto com muitas outras pessoas, afirma-se nos bastidores.


Tropicalia:nome de empreendimento da Odebrecht…


…reune Tom Ze e Caetano Veloso em protesto

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

Os tropicalistas voltaram a se reunir num enfrentamento com a construtora baiana Norberto Odebrecht, que decidiu “homenagear” a Tropicália no batismo de um condomínio de luxo em Patamares, no litoral de Salvador, próximo ao parque ecológico de Pituaçu. A Odebrecht é acusada de fazer “uso comercial” do ideário do movimento artístico irrompido nos anos 60, associando-o à explosão imobiliária que muda o perfil da orla atlântica e que atinge áreas verdes da primeira capital do País.

Depois de Caetano Veloso, crítico do crescimento desregulado de Salvador e primeiro a reagir à Odebrecht, o compositor Tom Zé emitiu uma notificação, avisando à empreiteira que não aceita a homenagem. Os nomes dos idealizadores da Tropicália chegaram a ser usados para promover a venda dos espigões.

– …Manifesto-me aqui, como membro do movimento tropicalista e artista da música brasileira, para requerer aos senhores que cessem o uso indevido dos nomes das obras artísticas que foram e são referência no cenário artístico nacional e internacional, posto que tal uso, além de não autorizado, vai contra toda a filosofia desse movimento, cujos participantes jamais autorizariam vincular sua obra a um empreendimento imobiliário desse porte – reagiu Tom Zé, na carta.

Tom Zé é contrário à especulação imobiliária na Bahia e já criticou as mudanças no PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano), promovidas pelo prefeito João Henrique Carneiro e pela Câmara de Vereadores.

O próximo a entrar com uma notificação é Gilberto Gil. Em entrevista a Terra Magazine, o ex-ministro da Cultura declarou apoio ao companheiro geracional:

– Caetano tem toda razão. Há essa volúpia da apropriação, da agregação de valor indiscriminada, utilizando tudo que possa estar à mão, sem nenhum critério de respeito.

As famílias de Nara Leão, Hélio Oiticica e Torquato Neto já foram procuradas por Caetano Veloso, que também falaria com Rita Lee. A reação dos tropicalistas à Odebrecht deve se desdobrar na Justiça.

Em nota enviada às 19h17 desta segunda-feira, a Odebrecht se pronunciou sobre a polêmica:

“Nota de esclarecimento

O objetivo da Odebrecht Realizações Imobiliárias foi o de referendar um importante movimento artístico, de grande representatividade na Bahia e no Brasil. Foram feitas as devidas consultas prévias ao INPI, órgão competente, e ficou constatado que não há impedimento para o uso do nome ‘Tropicália’ em um empreendimento imobiliário. Vale destacar ainda que o termo Tropicália figura como nome de vários produtos, serviços e estabelecimentos no pais. Por fim, é importante ressaltar que a OR não utilizou, tampouco sugeriu nem autorizou o uso dos nomes dos integrantes do movimento para promover o empreendimento.”

Terra Magazine apurou que Caetano soube da homenagem através de e-mails enviados por amigos, que brincavam com o uso da música “Tropicália” num empreendimento da Odebrecht. O compositor não permite a manipulação de sua obra para fins comerciais.

O empreendimento de luxo oferece vista para o mar e para a lagoa do Parque de Pituaçu. As coberturas das torres, com 305,96 m², contam com quatro suítes, gabinete e quarto de empregada, além de vagas para veículos. “Se este lugar fosse uma canção, o refrão seria: Viver, Viver, Viver”, diziam os folhetos promocionais. Ou: “Onde o Divino encontra o Maravilhoso”.

Em seguida à primeira notificação extrajudicial de Caetano, a construtora respondeu que manteria o nome, originário de uma obra de Helio Oiticica, e que estava amparada numa consulta ao Inpi, órgão responsável por marcas e patentes. Caetano se indignou com o tom do documento, que não deixava de ameaçá-lo de processo, caso insistisse na querela. Terra Magazine obteve uma cópia da contra-notificação da Odebrecht:

“Desta forma, a Notificada esclarece não existir qualquer uso da imagem de V.Sa., ou de título de obra de sua titularidade protegido nos termos da legislação autoral (ou de propriedade industrial) e, consequentemente, inexistir qualquer indenização devida. Com relação ao uso da expressão ‘Tropicália’, pelos motivos apontados, o mesmo não deixará de ser utilizado, ficando V.Sa. devidamente notificado que será responsável por todos os danos, materiais e morais, que possam vir a ser causados por ação judicial indevidamente proposta”, avisaram os advogados da empreiteira.

Incomodado com o tom intimidatório, Caetano está decidido a ir até o fim na Justiça, sem exigir qualquer indenização, apenas a retirada da “homenagem” ao movimento tropicalista.

Em sua coluna no jornal “O Globo”, o autor da canção “Tropicália” afirmou que, em respeito à memória de Nara Leão, tentará dissuadir a Odebrecht de recorrer à imagem do movimento de contracultura no batismo dos oito prédios luxuosos. “Um condomínio fechado, como parte do modo desregulado como vem se dando o crescimento da Cidade do Salvador, não condiz com nosso trabalho: nem o meu, nem o de Tom Zé, nem o de Gil, nem o de Rita, nem o dos irmãos Baptista, nem o de Duprat – nem o de Nara”, sustentou o tropicalista.

“Salvador, que teria tudo para ser uma joia, deve ao menos poder manter suas praias ao sol”, acrescentou Caetano, que também denunciou o risco de os espigões projetarem sombra na areia.

LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

http://terramagazine.terra.com.br

fev
28
Posted on 28-02-2012
Filed Under (Multimídia) by vitor on 28-02-2012

http://youtu.be/1QDewD54yMA
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“Tropicália”, composta por Caetano Veloso, alem de um monumentos musical, deu nome ao movimento que revirou tudo na cultura brasileira. Esta faixa transformada em video faz parte do disco solo de estréia de Caetano, lançado pela gravadora Philips em 1968.

Pode ser cantada agora como hino de resistencia a tentativa de reduzir tudo
(ou quase) em Salvador a um circo mambembe de negocios e negociantes.

BOA NOITE!!!

(VHS)


Serra entra com todo gás na corrida para prefeito
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DEU NO IG

O ex-governador José Serra anunciou na manhã desta segunda-feira sua intenção de disputar a eleição municipal em São Paulo. Serra, que passou o fim de semana mergulhado em conversas com o governador Geraldo Alckmin para acertar os detalhes de sua entrada na corrida, tratou publicamente do assunto pela primeira vez por meio do microblog Twitter. Na rede social, Serra comunicou ainda sua disposição de disputar as prévias marcadas originalmente pelo PSDB para o próximo dia 4 de março.

“Hoje comunicarei por escrito à direção do PSDB de São Paulo minha disposição de disputar a prefeitura de SP. Sempre fui favorável às prévias para a escolha do candidato a prefeito do PSDB. E delas pretendo agora participar”, postou Serra, no Twitter.

Uma vez oficializada a entrada de Serra na disputa, por meio da entrega da carta ao PSDB, a executiva municipal cumprirá o rito interno e fará uma votação para dar caráter formal à decisão do ex-governador de concorrer. O passo seguinte é providenciar a inscrição de Serra nas prévias. A expectativa é de que o órgão se reúna nos próximos dias, possivelmente amanhã.

Além de oficializar a pré-candidatura de Serra, o encontro da direção partidária deverá discutir a possibilidade de um adiamento das prévias. A proposta inicial, defendida pelos líderes do PSDB da capital paulista, é de que o processo seja remarcado para 11 de março. De acordo com uma resolução aprovada pelo partido, o pleito interno tem que ocorrer, no máximo, até 31 de março.

Se as prévias forem de fato mantidas, o ex-governador deverá disputar, na pior das hipóteses, com o secretário de Energia do Estado, José Aníbal, e o deputado Ricardo Tripoli. Alckmin passou as últimas semanas empenhado em conversas para unir o partido em torno da pré-candidatura de Serra e na manhã de ontem reuniu-se mais uma vez com os quatro pré-candidatos tucanos.

Seguindo o script acertado nos dias anteriores, o secretário de Cultura, Andrea Matarazzo, membro do círculo próximo a Serra, e o secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas, ligado a Alckmin, aceitaram deixar a disputa interna.

A resistência de Aníbal e Tripoli já era esperada pelo tucanato. Por isso, a decisão de manter Serra no páreo para as prévias tucanas surgiu como forma de minimizar o desgaste da entrada tardia do tucano na disputa e mandar a mensagem de que o ex-governador “respeitará” as instâncias partidárias.

(Com reportagem de Thais Arbex, da coluna Poder Online, Ricardo Galhardo, iG São Paulo, e informações da Agência Estado )


“O Artista”: Jean Dujardin, grande vencedor, beija estatueta do Oscar
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DEU NO JORNAL PUBLICO (LISBOA)

Por Luís Miguel Oliveira

Com “O Artista” e “A Invenção de Hugo” entre os favoritos, a noite da festa de entrega das estatuetas do Oscar abriu o caminho para uma viagem ao passado. “O Artista”, mistura de filme mudo em homenagem a Hollywood dos anos 20 e a época do cinema propriamente mudo, e “A Invenção de Hugo”, evocação “high-tech”, CGI & 3D daquele, Georges Méliès de seu nome, que com os irmãos Lumière foi o mais importante pioneiro da história do cinema, davam a senha da noite do cinema: “nostalgia”.

Os orientadores e demais pensadores da cerimónia de entrega das estatuetas desperdiçaram a oportunidae, e usaram-na até para os pormenores – por exemplo na maneira de anunciar os nomes e os títulos indicados para cada premio, em “lettering” ao estilo de um intertítulo de cinema mudo. Certo: a “nostalgia” marca presença em todas as cerimónias do Oscar, periodo em que Hollywood se sente na obrigação de reconhecer a sua própria, e riquíssima, história. Desta vez, ainda mais do que noutros anos, contudo, ficou a sensação de que essa história é um fardo, de evocação até algo desadequado numa cerimónia que tem por objetivo a promoção de filmes novos de qualidade frequentemente duvidosa.

Os “clips” da praxe, e uns bailaricos vagamente alusivos a uns quantos filmes de outras eras – coisa que estava para esses mesmos filmes assim como, sei lá, os “naperons” com A Última Ceia bordada estão para o quadro de Leonardo da Vinci. É “kitsch”, é folclórico – mas Hollywood tem este drama de não encontrar outra maneira de olhar para o seu passado, a que de resto a aclamação de “O Artista” não é fenómeno totalmente alheio.

Também por isso, pareceu uma cerimónia longa e, no entanto, apressada, tendência que todos os anos se acentua e resulta de um esforço frenético para manter os espectadores agarrados ao canal emissor – mas se a cerimónia, como espetáculo televisivo que é, se transformou numa batalha audiométrica (Oprah Winfrey, que fez filmes mas é uma figura da televisão, teve porventura a mais sonora ovação da noite…), não estará aí uma boa razão para repensar aquilo tudo de alto a baixo? É que precisava, e já nem Billy Crystal, de regresso à condução da cerimónia após oito anos de ausência, safa aquilo sozinho. Passaram por ele, pelo seu texto e pelos seus ad-libs, no entanto, as mais curiosas alusões a uma série de contradições do momento presente, espelhadas também no registo evocativo dos filmes de Hazanavicius e Scorsese. Mormente a transformação tecnológica em curso (ou já praticamente terminada), a passagem da “idade da película”, que se manteve relativamente estável por mais de um século, à “idade do digital”, transformação que é por certo a mais significativa desde, justamente, a chegada do sonoro. Uma alusão à falência da Kodak (“o auditório ‘Chapter Eleven’), e mais tarde, depois de um clip de um dos filmes mais famosos de Crystal (o “When Harry Met Sally” de Rob Reiner), esta frase que soou mesmo como uma “bucha”: “you know, that movie was actually shot in film”. A sala não tugiu nem mugiu, e o pobre Billy, por segundos, pareceu um homem completamente sozinho.

E os prémios? Bom, os prémios foram, de um modo geral, repartidos entre “O Artista” e “A Invenção de Hugo”, que levaram cinco estatuetas cada um. O filme de Scorsese arrancou melhor, porque ganhou sobretudo nas discutivelmente chamadas “categorias técnicas” – mistura de som, efeitos visuais, montagem, direção artística e fotografia (ou “cinematografia”, na expressão inglesa, em qualquer caso designação que devia ser revista, chamar-lhe “imagem” por exemplo, porque o cinema resulta cada vez menos de um processo fotográfico).

“O Artista” não perdeu com a espera: estavam-lhe reservados três dos mais nobres óscares, melhor filme, melhor realizador, melhor ator (Jean Dujardin), a que se juntaram os prémios para guarda-roupa e partitura original. Foi, portanto, o “triunfador” da noite. A estatística diz que foi o segundo filme mudo a ganhar um óscar de melhor filme, depois do “Wings” de William Wellman na inaugural cerimonia de 1927. Mas a estatística é incapaz de perceber a diferença entre um filme mudo e um filme que finge que é mudo (e nem finge até ao fim).

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