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Jorge Ben, o Babulina, para ouvir como no tempo em que o Berro D´ Água, no Porto da Barra, era um dos melhores … Complete o resto e BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

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Comentários

vangelis on 29 Fevereiro, 2012 at 6:47 #

É vero, o Berro de Carlinhos tinha duas grandes figuras o garçon Nelsinho, que se orgulhava de ter o título oficial de Mordomo, e o cozinheiro Aderbal que fazia uns filés- mignon maravilhosos, o Berro ao encerrar as atividades levaram a Nelsinho e Aderbal a ganhar a vida fornecendo marmitas aos amigos, posteriormente, montou um restaurante na Alameda da Barra. Foi lá que o Nelsinho assediado por uma colunista social para promover o seu restaurante, encomendou-lhe um coquetel que custou-lhe uma nota preta e ela nunca lhe pagou, nem a promoção do restaurante foi feita. Revoltado o Nelsinho desistiu da Bahia e retornou à Fortaleza sua terra Natal e lá junto com o Aderbal se deram bem no ramo que conheciam tão bem servir a boa gastronomia…
“Errare Humanum Est”!!!


vitor on 29 Fevereiro, 2012 at 10:53 #

Boas e oportunas informaçoes, Vangelis.

Complemento perfeito para a melodia de Jorge Ben Jor, magnifica criação, embora pouco divulgada e conhecida, o que aumenta o merito do jornalista Gilson Nogueira, que a garimpou no You Tbe e sugeriu ao BP.

Em tempo: acho ate que sei quem e a colunista pilantra, mas nao digo. Deixo no ar para mexer com a imaginaçao do leitor e ouvinte.

Bravo!

Vitor Hugo


gilson on 29 Fevereiro, 2012 at 11:25 #

Ah, o Berro, com aquela escada íngreme que mais parecia um castigo medieval para os boêmios vatissentaenovianos que a desciam depois de ir às nuvens com o Filé Au Poivre, aproximando-se dos deuses da culinária, embalados pelos drinks que aquela rapaziada liderada por Charles velho de guerra, ex-dono da boutique Mocó, aquela que, no começo da Ladeira da Barra, parecia uma célula viva de Ipanema a lançar moda e a nos inspirar viagens ao Rio de todas as bossas. Não dá para esquecer a magia daquele barzinho antológico, pelo que ela tinha de aconchegante, de diferente, de Bahia com B de beleza. Por exemplo, a atmosfera de amizade, de coisa nossa, bem baiana, cativante, misteriosamente sensual, desde o balcão de madeira, com bancos altos, ao sorrisso da morena sozinha na mesa de canto a espichar o pescoço para dizer ao mar que, no dia seguinte, estaria nadando nela para curar a ressaca. E o genial Melodia, comigo, a entoar “Lava roupa tododia, que agonia, na quebrada da soleira que chovia..”
Eu estava lá, dominando a Cascavel, cantando junto, bebendo a vida. O Berro existe, na memória da galera que o conduziu aos píncaros da fama de melhor barzinho de Salvador, em todos os tempos. E a musiquinha que tocava no gravador…


gilson on 29 Fevereiro, 2012 at 11:35 #

Emoção é dose! Substitua o texto anterior por esse. Sem grilo.
Ah, o Berro, com aquela escada íngreme, verdadeiro castigo medieval para os boêmios vatissessentaenovianos que a desciam depois de ir às nuvens com o Filé Au Poivre, aproximando-se dos deuses da culinária, embalados por drinks divinos que aquela rapaziada liderada por Charles velho de guerra, ex-dono da boutique Mocó, preparava!
A Mocó era aquela lojinha que, no começo da Ladeira da Barra, parecia uma célula viva de Ipanema a lançar moda e a nos inspirar viagens ao Rio de todas as bossas. Não dá para esquecer a magia daquele barzinho antológico, pelo que ela tinha de aconchegante, de diferente, de Bahia com B de beleza. Por exemplo, a sua atmosfera de amizade, de coisa nossa, bem baiana, cativante, misteriosamente sensual, desde o balcão de madeira, com bancos altos, ao sorrisso da morena sozinha na mesa de canto a espichar o pescoço para dizer ao mar que, no dia seguinte, estaria nadando nele para curar a ressaca. E o genial Melo dia, comigo, a entoar “Lava roupa todo dia, que agonia, na quebrada da soleira que chovia..”
A Cascavel no copo e eu cantando junto, bebendo a vida. O Berro Maravilhoso existe, na memória da galera sadia que o conduziu aos píncaros da fama de melhor barzinho de Salvador, em todos os tempos. E a musiquinha que tocava no gravador…Meu Deus!!!


vitor on 29 Fevereiro, 2012 at 11:58 #

Gilson:

Agora vc imagine o grande Melodia quando saia do Berro e ia comer o cozido preparado pelo jornalista Joao Santana (“com lombo e todos os restos de geladeira”, como ele proprio resumia a receita) , que entao chefiava a sucursal do jornal o Globo na Bahia.

Primeiro, servido no apartamento da Barra e, depois, no casarao onde Patinhas morou, na Federaçao, cercado de arvores centenarias da Mata Atlantica em Salvador, quando ainda havia Mata Atlantica .

Melodia arrasava, amigo e ex-vizinho da Saude!

Digo como Sebatiao Nery em Rompendo o Cerco: “ninguem me contou, eu vi”

Vitor Hugo


vitor on 29 Fevereiro, 2012 at 12:07 #

Gilson

Vamos manter os dois textos, igualmente legais. E mais uma vez Bahia em Pauta agradece por seu precioso presente musical.

Vitor Hugo


Olivia on 29 Fevereiro, 2012 at 13:05 #

A Bahia retrocedeu em tudo. Ponto. Não temos mais nada igual, só lembranças.


vangelis on 29 Fevereiro, 2012 at 23:47 #

Na verdade de geração em geração tudo é mutante, a Bahia de hoje é caretíssima, outros dirão perdeu o glamour, e mesmo o Pato virou um velho burgues, até espichou a carapinha e abandonou a poesia, contudo, não deixo de lhe prestar uma homenagem com a sua canção Urubus e Poentes, na beleza e voz de Roze que um dia morou em Juazeiro e tantos sonhos deixou…

http://www.youtube.com/watch?v=3GpI8PvMVd0&feature=related


vangelis on 1 Março, 2012 at 0:04 #

E a canção do velho Pato que mais gosto é “Sinal de Amor e Perigo” na bela voz de Diana Pequeno…

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZOFA6jXoliU


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