Serra entra com todo gás na corrida para prefeito
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DEU NO IG

O ex-governador José Serra anunciou na manhã desta segunda-feira sua intenção de disputar a eleição municipal em São Paulo. Serra, que passou o fim de semana mergulhado em conversas com o governador Geraldo Alckmin para acertar os detalhes de sua entrada na corrida, tratou publicamente do assunto pela primeira vez por meio do microblog Twitter. Na rede social, Serra comunicou ainda sua disposição de disputar as prévias marcadas originalmente pelo PSDB para o próximo dia 4 de março.

“Hoje comunicarei por escrito à direção do PSDB de São Paulo minha disposição de disputar a prefeitura de SP. Sempre fui favorável às prévias para a escolha do candidato a prefeito do PSDB. E delas pretendo agora participar”, postou Serra, no Twitter.

Uma vez oficializada a entrada de Serra na disputa, por meio da entrega da carta ao PSDB, a executiva municipal cumprirá o rito interno e fará uma votação para dar caráter formal à decisão do ex-governador de concorrer. O passo seguinte é providenciar a inscrição de Serra nas prévias. A expectativa é de que o órgão se reúna nos próximos dias, possivelmente amanhã.

Além de oficializar a pré-candidatura de Serra, o encontro da direção partidária deverá discutir a possibilidade de um adiamento das prévias. A proposta inicial, defendida pelos líderes do PSDB da capital paulista, é de que o processo seja remarcado para 11 de março. De acordo com uma resolução aprovada pelo partido, o pleito interno tem que ocorrer, no máximo, até 31 de março.

Se as prévias forem de fato mantidas, o ex-governador deverá disputar, na pior das hipóteses, com o secretário de Energia do Estado, José Aníbal, e o deputado Ricardo Tripoli. Alckmin passou as últimas semanas empenhado em conversas para unir o partido em torno da pré-candidatura de Serra e na manhã de ontem reuniu-se mais uma vez com os quatro pré-candidatos tucanos.

Seguindo o script acertado nos dias anteriores, o secretário de Cultura, Andrea Matarazzo, membro do círculo próximo a Serra, e o secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas, ligado a Alckmin, aceitaram deixar a disputa interna.

A resistência de Aníbal e Tripoli já era esperada pelo tucanato. Por isso, a decisão de manter Serra no páreo para as prévias tucanas surgiu como forma de minimizar o desgaste da entrada tardia do tucano na disputa e mandar a mensagem de que o ex-governador “respeitará” as instâncias partidárias.

(Com reportagem de Thais Arbex, da coluna Poder Online, Ricardo Galhardo, iG São Paulo, e informações da Agência Estado )


“O Artista”: Jean Dujardin, grande vencedor, beija estatueta do Oscar
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DEU NO JORNAL PUBLICO (LISBOA)

Por Luís Miguel Oliveira

Com “O Artista” e “A Invenção de Hugo” entre os favoritos, a noite da festa de entrega das estatuetas do Oscar abriu o caminho para uma viagem ao passado. “O Artista”, mistura de filme mudo em homenagem a Hollywood dos anos 20 e a época do cinema propriamente mudo, e “A Invenção de Hugo”, evocação “high-tech”, CGI & 3D daquele, Georges Méliès de seu nome, que com os irmãos Lumière foi o mais importante pioneiro da história do cinema, davam a senha da noite do cinema: “nostalgia”.

Os orientadores e demais pensadores da cerimónia de entrega das estatuetas desperdiçaram a oportunidae, e usaram-na até para os pormenores – por exemplo na maneira de anunciar os nomes e os títulos indicados para cada premio, em “lettering” ao estilo de um intertítulo de cinema mudo. Certo: a “nostalgia” marca presença em todas as cerimónias do Oscar, periodo em que Hollywood se sente na obrigação de reconhecer a sua própria, e riquíssima, história. Desta vez, ainda mais do que noutros anos, contudo, ficou a sensação de que essa história é um fardo, de evocação até algo desadequado numa cerimónia que tem por objetivo a promoção de filmes novos de qualidade frequentemente duvidosa.

Os “clips” da praxe, e uns bailaricos vagamente alusivos a uns quantos filmes de outras eras – coisa que estava para esses mesmos filmes assim como, sei lá, os “naperons” com A Última Ceia bordada estão para o quadro de Leonardo da Vinci. É “kitsch”, é folclórico – mas Hollywood tem este drama de não encontrar outra maneira de olhar para o seu passado, a que de resto a aclamação de “O Artista” não é fenómeno totalmente alheio.

Também por isso, pareceu uma cerimónia longa e, no entanto, apressada, tendência que todos os anos se acentua e resulta de um esforço frenético para manter os espectadores agarrados ao canal emissor – mas se a cerimónia, como espetáculo televisivo que é, se transformou numa batalha audiométrica (Oprah Winfrey, que fez filmes mas é uma figura da televisão, teve porventura a mais sonora ovação da noite…), não estará aí uma boa razão para repensar aquilo tudo de alto a baixo? É que precisava, e já nem Billy Crystal, de regresso à condução da cerimónia após oito anos de ausência, safa aquilo sozinho. Passaram por ele, pelo seu texto e pelos seus ad-libs, no entanto, as mais curiosas alusões a uma série de contradições do momento presente, espelhadas também no registo evocativo dos filmes de Hazanavicius e Scorsese. Mormente a transformação tecnológica em curso (ou já praticamente terminada), a passagem da “idade da película”, que se manteve relativamente estável por mais de um século, à “idade do digital”, transformação que é por certo a mais significativa desde, justamente, a chegada do sonoro. Uma alusão à falência da Kodak (“o auditório ‘Chapter Eleven’), e mais tarde, depois de um clip de um dos filmes mais famosos de Crystal (o “When Harry Met Sally” de Rob Reiner), esta frase que soou mesmo como uma “bucha”: “you know, that movie was actually shot in film”. A sala não tugiu nem mugiu, e o pobre Billy, por segundos, pareceu um homem completamente sozinho.

E os prémios? Bom, os prémios foram, de um modo geral, repartidos entre “O Artista” e “A Invenção de Hugo”, que levaram cinco estatuetas cada um. O filme de Scorsese arrancou melhor, porque ganhou sobretudo nas discutivelmente chamadas “categorias técnicas” – mistura de som, efeitos visuais, montagem, direção artística e fotografia (ou “cinematografia”, na expressão inglesa, em qualquer caso designação que devia ser revista, chamar-lhe “imagem” por exemplo, porque o cinema resulta cada vez menos de um processo fotográfico).

“O Artista” não perdeu com a espera: estavam-lhe reservados três dos mais nobres óscares, melhor filme, melhor realizador, melhor ator (Jean Dujardin), a que se juntaram os prémios para guarda-roupa e partitura original. Foi, portanto, o “triunfador” da noite. A estatística diz que foi o segundo filme mudo a ganhar um óscar de melhor filme, depois do “Wings” de William Wellman na inaugural cerimonia de 1927. Mas a estatística é incapaz de perceber a diferença entre um filme mudo e um filme que finge que é mudo (e nem finge até ao fim).


Camarotes da folia baiana: fábrica de milionários
Sugestão do blogueiro (Blogbar, que recomendamos sempre aos leitores de bom gosto) e poeta paulista, Luiz Fontana, amigo leal da primeira hora do BP. Pedido acatado, com prazer, poeta. (VHS)

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Caro VHS

que tal repercurtir esse post da Tribuna da Internet?

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Está tudo explicado.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 | 09:03
Carnaval em Salvador é uma fábrica de milionários, às custas do dinheiro do povo, é claro.

Hildeberto Aleluia

Números reveladores do Carnaval da Bahia foram publicados na Revista da Metrópole, que começou a circular sexta-feira. Exemplo: o faturamento de um camarote de carnaval em Salvador chega a R$ 14,4 milhões. Taxa que paga à prefeitura: R$ 10,58. Ser empresário de bloco ou camarote no Carnaval, na Bahia, não tem preço!

O bloco Camaleão fatura, sozinho, apenas com a venda de abadás, R$ 6,65 milhões. O rival Me Abraça fatura R$ 5,4 milhões do mesmo jeito, fora patrocínios, enquanto o Corujas fatura 4,94 milhões. Tudo isso em apenas três dias.

Já os camarotes faturam assim: Reino, R$ 7,2 milhões; Nana Banana, R$ 6,2 milhões; Salvador, R$ 14,4 milhões. Tudo isso, fora os patrocínios. Mas, por outro lado, sabem quanto um empresário paga de taxa à Prefeitura para montar um camarote no circuito do Carnaval? R$ 10,58 de taxa inicial e mais 42,34 por metro quadrado. Uma pechincha. Um achado. Uma oportunidade da China. Ou seja, os empresários não bancam, nem de longe, o custo da festa.

Então, quem banca? O Governo do Estado e a Prefeitura investem R$ 30 milhões para colocar polícia na rua, realizar a limpeza, montar e desmontar toda infra-estrutura, pagar equipes de saúde etc., etc., etc.

Porém lembrem-se: o dinheiro do Governo do Estado e da Prefeitura sai do bolso do povo. E considerando que pesquisa divulgada recentemente no A Tarde constatou que 76% da população de Salvador não pula carnaval, e mesmo os 24% que pulam ficam espremidos entre tapumes e cordas de blocos, bancar essa festa imensa com dinheiro público fica mais injusto ainda. Está na hora dessa conta mudar de mãos: quem fatura com o Carnaval é que tem que bancar a festa.

Eu gostaria muito de saber a opinião dos que criticam o Bolsa Família como uma “esmola que deixa o povo dependente do governo” para saber o que eles acham dessa “superesmola” que dá lucro absurdo a empresas e mais empresas no carnaval, às custas dos investimentos públicos. Tudo precisa ser mudado. Quer fazer Carnaval, faça para o povo baiano também!…

Em tempo: a Daniela Mercury ficou revoltada com a Prefeitura porque não atenderam ao seu pedido de elevar a altura dos fios da rede eletrica; segundo ela, o seu novo trio ficou um pouco mais alto o que colocaria sua vida em risco. O custo desse pedido, só no circuito da Barra seria de mais de 3 milhões de reais.

Já comprou seu abadá do próximo carnaval? Não? Então corra que está acabando!…

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ENQUANTO ISSO!!!…

O hospital Martagão Gesteira declara que a Prefeitura de Salvador há dois meses não paga uma dívida de R$ 2 milhões e o hospital corre o risco de fechar este mês e 700 crianças ficarão sem tratamento, mas para o carnaval nos bairros da Barra-Ondina foram gastos sem titubear R$ 60 milhões pelos gestores municipal e estadual.

O carnaval é prioritário, a saúde não! Isso é Salvador-Bahia-Brasil…

luiz alfredo motta fontana


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Do leitor que assina Vangelis, na área de comentários do Bahia em Pauta, esta segunda-feira, 27, da ressaca da festa do Oscar em Hollywood:

Uma pena o Carlito Marrom não viu o seu Oscar, perdeu para o Sapo. Mesmo assim presto a minha homenagem com a música Oh! Seu Oscar do Roberto Silva:

BP agradece a Vangelis pela sugestão e garimpagem da música do dia no BP.

“Vida que segue”, diria o saudoso sábio do jornalismo brasileiro, João Saldanha.

(Vitor Hugo Soares)


Marta: sorriso ironico em Sampa

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OPINIAO POLITICA

Sucessão, mais uma vez

Ivan de Carvalho

Muita gente que se interessa por política está com a atenção voltada para as próximas eleições municipais e, no que diz respeito aos baianos, no momento chamam mais a atenção as articulações sobre o pleito para prefeito de Salvador, por ser esta cidade nossa capital e para as eleições do futuro prefeito de São Paulo, por ser a capital do Estado que é o principal obstáculo à obtenção da completa hegemonia política do PT e seus aliados no país.

Em Salvador, muita água ainda vai passar por cima da ponte Salvador – Itaparica até que o cenário se defina verdadeiramente, pois se o PT, partido que controla os governos federal e estadual, já escolheu seu candidato a prefeito, o perseverante deputado Nelson Pelegrino, que disputará o cargo pela quarta vez, muitas outras coisas estão pendentes e existem até as que não se sabe se estão ou não pendentes.

Neste último caso, está a candidatura da deputada Alice Portugal, oficialmente pré-lançada pelo PC do B, que está jurando diariamente a simpática presença da candidata como uma das figurinhas nas urnas eletrônicas. Aliás, que negócio ridículo esse de pré-isso, pré-aquilo, um suposto pseudo-drible que todos imaginam dar na ainda mais ridícula legislação eleitoral, que só permite caracterizar um candidato a partir da convenção que formaliza a candidatura.

Conforme o PC do B, a candidatura de Alice não está pendente. Mas, sabe-se lá por qual diabo inspirado, Vladimir Ilytch Ulianov, vulgo Lenin, recomendou aos seus seguidores que “devemos mentir, mentir e mentir”, deixando-lhes essa herança maldita. Os comunistas têm agora o suplício de precisarem provar diariamente que repudiaram a herança. Da qual Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda nazista, praticou apropriação indébita, ao ensinar que “uma mentira repetida mil vezes se tornará verdade”. Ou algo similar.

Mas, no lado governista, nem só a Pelegrino e Alice as coisas se resumem. A senadora Lídice da Mata, presidente estadual do PSB e nome de peso, acaba de subir no palco em que já estava o socialista deputado-capitão Tadeu Fernandes. E Lídice aí se colocou como algo pendente, uma possibilidade, como ela mesma definiu sua posição, não como uma certeza.

Não sei onde colocar a candidatura do deputado e chefe da Casa Civil da prefeitura, João Leão, do PP. A lógica impõe que seja na área governista, na qual está o PP em âmbito estadual e municipal. E o prefeito, que apoiará a candidatura de Leão enquanto esteja ela posta, o que fará no segundo turno, ainda mais que acaba de anunciar, no seu estilo visionário que tão certo tem se revelado, que vai se candidatar nas eleições de 2014? A deputado, a senador, a governador? Só ele sabe, se já souber. Talvez ele já tenha lá, isto sim, suas intenções sobre a quem dará apoio no segundo turno das eleições deste ano, mas só tome a decisão quando conhecer o resultado do primeiro turno.

O governismo estadual está comandando uma batalha para que as contas da administração de Salvador, com parecer desfavorável do Tribunal de Contas dos Municípios, sejam rejeitadas pela Câmara Municipal. Se o prefeito já tinha ou não uma tendência para alinhar-se no segundo turno às oposições, não sei, mas essa atuação do governismo praticamente o empurra para os braços da oposição. E governistas já o qualificam de ingrato, o que, decerto, não lhe é grato (desculpe, Alex Ferraz).

Bem, lá no começo fizemos referência à eleição para prefeito de São Paulo. Tema complexo e muito importante para o país. Mas uma observação simples dá para fazer nas poucas linhas que me restam: o PT, Lula e seu candidato-poste Fernando Haddad tomaram um drible espetacular da dupla PSDB-PSD. Lula imaginou estar quase com o PSD do prefeito Kassab no papo e a eleição idem, pois nenhum dos quatro inexpressivos aspirantes do PSDB tinha chance. Então Serra desce solenemente do muro, decide ser candidato, o PSD de Kassab declara apoio e Haddad fica lambendo sabão, sob o olhar de soslaio e o sorriso irônico da senadora Marta Suplicy.

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Posted on 27-02-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-02-2012


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Fani, hoje, no jornal A Tribuna (Vitoria-ES)

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