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A reedição de 11 discos de José Afonso e espetáculos musicais em várias cidades portuguesas e no estrangeiro contam-se entre as iniciativas a realizar, hoje, 23 de fevereiro, para assinalar os 25 anos da morte do cantor e compositor que com a sua música “Grândola Vila Morena” deu a senha da Revolução dos Cravos.

Lisboa, Grândola, Barreiro, Coimbra, Braga, Açores, Barcelona e Newark são alguns dos locais onde os 25 anos da morte de José Afonso são lembrados na quarta-feira, para manter “vivo o espírito do Zeca e a lição de dignidade” que transmitiu a todos, como disse à agência Lusa Francisco Fanhais, companheiro de cantigas e de estrada de José Afonso, no período antes do 25 de abril de 1974 e atualmente dirigente da Associação José Afonso.

Considerado durante muito tempo um músico de intervenção ( autor de músicas de protesto político e social), José Afonso é, para Francisco Fanhais e para o jornalista Viriato Teles, “muito mais do que um cantor ou um músico de intervenção”.

Essa designação serve mesmo, para Francisco Fanhais, “para menosprezar toda a parte poética e musical que José Afonso revelou e é um álibi muito bom para que os divulgadores de música o possam banir com toda a tranquilidade”.

“Cada uma das canções de José Afonso faz parte de um conjunto de grande valor musical e poético que, penso, está ainda por descobrir”, disse Francisco Fanhais.

Também o jornalista Viriato Teles, autor do livro “As voltas de um andarilho — Fragmentos da vida e obra de José Afonso”, considera que José Afonso “está ao nível de um dos grandes criadores musicais do mundo”.

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