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Postado em 23-02-2012
Arquivado em (Artigos) por vitor em 23-02-2012 10:40


Marie Colvin:grande perda do jornalismo
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“Recusamos as declarações que atribuem à Síria a responsabilidade pela morte dos jornalistas que se infiltraram naquele território por sua própria responsabilidade”, anunciou o ministro sírio dos Negócios Estrangeiros citado pela televisão estatal.A notícia
é uma das manchetes internacionais do jornal Público, de Lisboa, na edição online desta quinta-feira(23)

“O ministério dos Negócios Estrangeiros reafirma a necessidade de os jornalistas respeitarem as regras do trabalho jornalístico na Síria e evitarem as infrações entrando em território sírio para acederem a zonas com problemas e que não são seguras”, indicou ainda o ministério.

Morreram ontem num bombardeamento contra Homs a uma grande e premiada repórter norte-americana que trabalhava para o jornal britânico “The Sunday Times” – e o fotojornalista Rémi Ochlik, que trabalhava para a agência IP3 Press.

Pelo menos três outros jornalistas ficaram feridos no mesmo ataque. Desconhece-se a condição em que se encontram hoje estes profissionais.

O regime sírio impõe fortes restrições aos jornalistas estrangeiros e dificulta a obtenção de vistos para entrarem no país e aí se deslocarem livremente.

ONU diz que regime sírio falhou na protecção do seu povo

O governo sírio “falhou, manifestamente, na proteção do seu povo”, denunciou hoje a comissão de inquérito internacional sobre a Síria pela ONU num novo relatório sobre a situação dos direitos humanos no país.

“Desde Novembro de 2011 as forças do regime cometeram violações graves, alargadas e sistemáticas dos direitos humanos”, conclui a comissão, que interrogou 136 novas vítimas desde Novembro último, data do seu anterior relatório.

Criada em Agosto de 2011 pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU, a comissão tinha já concluído no seu primeiro relatório que as forças da ordem tinham levado a cabo crimes contra a humanidade ao conduzirem uma repressão brutal contra os manifestantes.

Mais de 500 crianças foram mortas desde o início da revolta, em Março de 2011, de acordo com a mesma comissão, que cita uma “fonte fiável”.

Atualmente a comissão está particularmente inquieta pela situação que se vive em Homs, o local de maior resistência ao regime do Presidente Bashar al-Assad, avançando que algumas secções do hospital militar de Al Ladhiqiyah se converteram em centros de tortura.

O relatório traça um índice de 38 centros de detenção em 12 cidades onde foram documentadas cenas de tortura.

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