fev
23
Posted on 23-02-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-02-2012

O Presidente venezuelano, Hugo Chavez, anunciou que vai viajar amanhã(24) para Havana, devendo ser operado segunda ou terça-feira. Na terça-feira, Chávez revelara ter sido encontrada uma nova lesão na região de onde lhe retiraram um tumor cancerígeno, em junho.

“Estarei aí, Fidel [Castro], parto amanhã à tarde para aí, para outra batalha da qual também, como guerrilheiros que somos, venceremos”, disse o Presidente durante o Conselho de Ministros, que é transmitido em direto na rádio e televisão venezuelanas.

Chávez revelou que durante o fim de semana começará a preparação “para a intervenção cirurgica que será nos primeiros dias da próxima semana, segunda ou terça. Depois diremos”.

O Presidente disse que “provavelmente” estará em Cuba “durante vários dias”, apesar de se ter mostrado confiante de que “não serão muitos”. Citado pela EFE, Chávez acrescentou ainda que vai continuar “todos os dias em contacto” com o seu Governo, viajando com “um grupo de comando” de que formam parte os seus principais colaboradores.

A Assembleia Nacional venezuelana (dominada pelos partidos leais ao Presidente) aprovou hoje por unanimidade a autorização para que Chávez se ausentar do país. Uma aprovação necessária no caso de o Presidente ficar mais de cinco dias ausente. O poder fica nas mãos do vice-presidente, Elías Jaua.

Chávez foi operado há oito meses a tumor cancerígeno na região abdominal. Nunca foram revelados mais pormenores. Novos exames no passado fim de semana detetaram uma nova lesão, obrigando a nova cirurgia.

fev
23
Posted on 23-02-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-02-2012


O incrível metrô de Salvador, que segue sem andar
==================================================


ARTIGO

As sete maravilhas de Salvador

JC Teixeira Gomes

O carnaval baiano foi providencial para desviar as atenções da gravidade da situação dos policiais, bem como de um sistema de segurança fundado em salários indignos.

A greve acabou, o carnaval aconteceu, a insatisfação policial refluiu ao seu estado de letargia, mas algumas injustiças não podem ser esquecidas: dentre elas, as críticas dirigidas a um digno militar com nome de poeta, o general Gonçalves Dias, comandante da VI Região, que, celebrando mais um aniversário de vida, foi procurado pelos grevistas para receber um bolo de presente e teve a grandeza de aceitá-lo.

Afinal, queriam o quê? Que fizesse cara feia ou rejeitasse o presente e o atirasse no chão? Isto jamais se ajustaria às tradições da civilidade de um oficial do Exército brasileiro. O fato de estar no comando das operações não significava que devesse agir com rudeza. Com seu gesto fidalgo, desanuviou tensões, pois um enfrentamento militar degeneraria num banho de sangue. Não contemporizou, foi apenas educado. Às vezes é proveitoso que um general aja como diplomata. Quantas guerras talvez pudessem ter sido assim evitadas! Nem sempre devemos imaginar que um homem fardado não deve sorrir ou está obrigado a comportar-se como um troglodita ou lobo feroz.

Mas não é mais a crise policial que me interessa, embora continue vendo a Bahia – como o comprovam todos os índices de avaliação – em estado de alarmante insegurança, ameaçando cidadãos e suas famílias. O que agora quero comentar é o lastimável estado de Salvador, devastada nos últimos oito anos por duplo flagelo: o desmoronamento do seu patrimônio histórico e o descontrole urbano provocado por uma expansão imobiliária devastadora, consentida pelo prefeito e responsável pela impressionante perda da qualidade de vida dos baianos. Tímida reação começou com o movimento “Desocupem Salvador”, dirigido contra a administração municipal, mas é inquestionável que, nesta etapa da devastação, o que o povo baiano tem que fazer é se preparar para usar seu voto com consciência nas próximas eleições.

É preciso que os baianos saibam avaliar a real importância do voto para mudar o poder e beneficiar a sociedade. E dou aqui uma sugestão: que todos os candidatos a prefeito sejam obrigados a fazer um curso prévio sobre a história da Bahia, da formação urbana e arquitetônica de Salvador e das suas mais caras tradições culturais e históricas, tudo isto que foi absurdamente desconsiderado pela prefeitura nos últimos anos. E, depois do curso, que sejam sabatinados em audiência pública, no Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, com transmissão pela TV. Todos os candidatos, sem exceção!

Cansado de sofrer, o baiano está optando agora para o humor, mas o humor com sabor amargo, cáustico, o humor da revolta, que incomoda o poder público. Tal é o significado de um documento que acabo de receber pela internet, já deve ter chegado a milhares de baianos e ao próprio prefeito e seu auxiliares, bem como aos omissos vereadores, e que se intitula “As sete maravilhas de Salvador”. Eis em síntese, as enumeradas no documento, assinado pelo publicitário Nelson Cadena: 1) o incrível metrô que João Henrique não fez andar, e cuja construção, segundo o autor, “torrou um bilhão de reais para erguer seis quilômetros de colunas de concreto e estações bizarras”; 2) o eternamente poluído rio Lucaia, antiga agressão à saúde de todos os baianos ; 3) a praça Cayru, com “casarões centenários equilibrando-se entre andaimes e estacas”, uma das maiores aberrações cometidas contra o velho burgo baiano; 4) a estação da Lapa, que o autor define, pelo abandono municipal, como um dos locais mais sinistros de Salvador; 5) o grotesco Aeroclube, hoje um monumento à incompetência da prefeitura; 6) o sistema de ferryboats, “ sucata sujeita à deriva no mar”; 7) e finalmente, diz Cadena, o parque S. Bartolomeu, tido como decadente e fétido reduto de drogados.

Bem, meu espaço acabou, mas não custa lembrar que o riso tem também função de catarse e pode causar às autoridades, segundo o poeta espanhol Quevedo, mais dano “do que espadas afiadas”.

DEU EM A TARDE


Albino Rubim, secretário de Cultura da Bahia

===========================================================

Biaggio Talento

Quem mostrasse a carterinha do PT, PCdoB ou algumas “organizações da sociedade civil”, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), teria enorme vantagem na seleção pública promovida pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) para preenchimento de nove vagas de “representante territorial da Cultura”, com vencimento mensal de R$ 1,98 mil mais auxílio alimentação.

No edital 001/2012, que estava até a manhã desta quinta, 23, no portal da Secult, uma das formas de pontuação era “atuação em sindicatos, partidos e organizações da sociedade civil (2,5 pontos por ano – máximo 4)”. Ou seja, o militante poderia somar mais dez pontos no escore da seleção, que também levava em conta pontos com doutorado, estágio em área cultural, obra literária publicada e outros itens técnicos.

As inscrições da seleção seriam abertas a partir dessa quinta, 23, se o advogado da União e especialista em concursos públicos, Waldir Santos, não tivesse denunciado o caso para a imprensa em forma de uma “Carta aberta ao secretário da Cultura da Bahia (Albino Rubin)”.

Diante da repercussão do caso, a Secult cancelou o concurso. No local onde estava o edital aparece agora o aviso: “A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia comunica a todos o CANCELAMENTO do processo de contratação de Representantes Territoriais da Cultura (Edital Nº 001/2012), visando avaliar os critérios de seleção desse edital”.

Na sua “Carta aberta”, Santos reclama que além da pontuação por atuação política, “para coroar a incrível situação, o item 11 do edital permite, no caso de não preenchimento da vaga, ‘a contratação direta, com aplicação de entrevista’, apenas”. Assinala que o edital “não aponta o fundamento jurídico para que se deixe de lado a regra do Decreto 8112/2002 (que regula as contratações temporárias no serviço público estadual). Simplesmente diz que se elevada pontuação não for alcançada ocorrerá a contratação direta”.

E reclama: “ora, se entre os inscritos/interessados não houver gente com a alta qualificação exigida, onde serão eles encontrados? Por que se desprezar o interesse dos que ficaram com pontuação menor, se a vaga existe? Quais qualidades estranhas ao edital os que serão alvo da ‘contratação direta’ possuem? Por que instituir a possibilidade de contratação de pessoas com menos pontos que as que ficaram perto de serem selecionadas? Onde fica o respeito ao caráter republicano do provimento dos cargos públicos em nosso País?”.

A Secult não havia decidido até a tarde desta quinta que providências tomará em relação ao assunto, além do cancelamento da seleção.


Indios Pataxós em ato por terras no sul baiano
========================================

DEU NO JORNAL A TARDE

Patrícia França

O governador Jaques Wagner (PT) determinou, ontem, a criação de uma “Força de paz” para reforçar a segurança na região de Itaju do Colônia (a 95 quilômetros de Itabuna), no sul da Bahia, onde 46 propriedades rurais já foram ocupadas, desde o início do ano, por integrantes da Tribo Pataxó hã-hã-hãe. A medida visa evitar que o acirramento dos ânimos resulte em mortes, já que índios estão armados com rifles e revólveres.

Wagner também entrou em contato com o secretário- geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, para eventual envio de um destacamento da Força Nacional de Segurança à região, bem como o reforço de prepostos da Polícia Federal.

A decisão do governador foi tomada após telefonema do vice Otto Alencar (PSD), informando que fazendeiros, que se dizem donos das propriedades, estão sofrendo ameaças dos indígenas e tendo que entregar as terras.

Ocupação total

As ocupações das fazendas começaram em janeiro e se intensificaram na véspera do Carnaval. Segundo o representante da Funai em Pau Brasil, Wilson de Jesus Souza, já não há mais nenhum proprietário nas áreas rurais localizadas entre o município e Itaju.
Ontem, na região de Alegria, o fazendeiro João Sobral resistiu à invasão com homens armados. Os indígenas recuaram, mas depois retornaram à ação. A segunda tentativa de tomada da propriedade, informou o representante da Funai, mobilizou toda a comunidade da Terra Indígena Caramuru Paraguaçu, num total de 920 famílias.

Um agricultor revelou que o medo da violência levou uma grande quantidade de trabalhadores a fugir. Administradores das fazendas Pancadinha e Mandacaru registraram notícia-crime na Delegacia da Polícia Federal, em Ilhéus, depois que 50 índios invadiram as propriedades e expulsaram os vaqueiros.

O motivo do conflito é a disputa de uma área de terra de 54 mil hectares. Os indígenas tentam, na Justiça, a nulidade de títulos dados a fazendeiros, e que a Funai considera território indígena. A ação corre no Supremo Tribunal Federal (STF).

Preocupado com a situação, que já mobiliza lideranças políticas e produtores do sul da Bahia, o vice-governador Otto Alencar torce para que o conflito tenha rápida solução. “Minha expectativa é que a Justiça decida logo. O governo da Bahia não está tomando partido em favor de nenhum lado. Isso é com a Justiça. A nossa preocupação é que o conflito não redunde em derramamento de sangue”, assinalou Otto.

Colaborou Joá Souza

DEU NO COMUNIQUE-SE (SITE ESPECIALIZADO EM NOTÍCIAS DOS BASTIDORES DA IMPRENSA)

Por Nathália Carvalho

O ‘Cultura Retrô’ que vai ao ar nesta quinta-feira, 23, às 20h40min,
na TV Cultura, resgatará uma entrevista do jornalista João Carlos Teixeira Gomes,
gravada em 2001 pelo extinto programa ‘Opinião Brasil’. Naquele
momento, Gomes relatou ter sido perseguido por Antônio Carlos
Magalhães, o ACM, durante a ditadura militar.

Apresentado por Marina Person, o ‘Cultura Retrô’ conta com a presença
do deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), que vai
discutir e comentar as imagens de arquivo escolhidas pela emissora,
além de falar sobre o rótulo de “coronel” que era atribuído ao avô e
padrinho político. O parlamentar também vai comentar a entrevista de
Gomes.

Morto em 2007, ACM governou a Bahia em três momentos. Os dois
primeiros mandatos, por indicação do regime militar, foram de 1971 a
1975 e de 1979 a 1983. O terceiro viria pela escolha popular, em
eleições diretas, de 1991 a 1994. Ele também exerceu mandatos de
prefeito de Salvador e de deputado federal e senador.

fev
23


Marie Colvin:grande perda do jornalismo
=================================================

“Recusamos as declarações que atribuem à Síria a responsabilidade pela morte dos jornalistas que se infiltraram naquele território por sua própria responsabilidade”, anunciou o ministro sírio dos Negócios Estrangeiros citado pela televisão estatal.A notícia
é uma das manchetes internacionais do jornal Público, de Lisboa, na edição online desta quinta-feira(23)

“O ministério dos Negócios Estrangeiros reafirma a necessidade de os jornalistas respeitarem as regras do trabalho jornalístico na Síria e evitarem as infrações entrando em território sírio para acederem a zonas com problemas e que não são seguras”, indicou ainda o ministério.

Morreram ontem num bombardeamento contra Homs a uma grande e premiada repórter norte-americana que trabalhava para o jornal britânico “The Sunday Times” – e o fotojornalista Rémi Ochlik, que trabalhava para a agência IP3 Press.

Pelo menos três outros jornalistas ficaram feridos no mesmo ataque. Desconhece-se a condição em que se encontram hoje estes profissionais.

O regime sírio impõe fortes restrições aos jornalistas estrangeiros e dificulta a obtenção de vistos para entrarem no país e aí se deslocarem livremente.

ONU diz que regime sírio falhou na protecção do seu povo

O governo sírio “falhou, manifestamente, na proteção do seu povo”, denunciou hoje a comissão de inquérito internacional sobre a Síria pela ONU num novo relatório sobre a situação dos direitos humanos no país.

“Desde Novembro de 2011 as forças do regime cometeram violações graves, alargadas e sistemáticas dos direitos humanos”, conclui a comissão, que interrogou 136 novas vítimas desde Novembro último, data do seu anterior relatório.

Criada em Agosto de 2011 pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU, a comissão tinha já concluído no seu primeiro relatório que as forças da ordem tinham levado a cabo crimes contra a humanidade ao conduzirem uma repressão brutal contra os manifestantes.

Mais de 500 crianças foram mortas desde o início da revolta, em Março de 2011, de acordo com a mesma comissão, que cita uma “fonte fiável”.

Atualmente a comissão está particularmente inquieta pela situação que se vive em Homs, o local de maior resistência ao regime do Presidente Bashar al-Assad, avançando que algumas secções do hospital militar de Al Ladhiqiyah se converteram em centros de tortura.

O relatório traça um índice de 38 centros de detenção em 12 cidades onde foram documentadas cenas de tortura.

=========================================

Canção De Embalar

Zeca Afonso

Dorme meu menino a estrela d’alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada

Outra que eu souber será pra ti
ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô (bis)
Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar
Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d’alva o seu fulgor
Perde a estrela d’alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme que ainda a noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer

========================================

A beleza e a nostalgia portuguesa sintetizada em uma composição musical. Grande Zeca Afonso. Dulcissima Dulce Pontes!

BOM DIA!

(Vitor Hugo Soares)


===================================================

A reedição de 11 discos de José Afonso e espetáculos musicais em várias cidades portuguesas e no estrangeiro contam-se entre as iniciativas a realizar, hoje, 23 de fevereiro, para assinalar os 25 anos da morte do cantor e compositor que com a sua música “Grândola Vila Morena” deu a senha da Revolução dos Cravos.

Lisboa, Grândola, Barreiro, Coimbra, Braga, Açores, Barcelona e Newark são alguns dos locais onde os 25 anos da morte de José Afonso são lembrados na quarta-feira, para manter “vivo o espírito do Zeca e a lição de dignidade” que transmitiu a todos, como disse à agência Lusa Francisco Fanhais, companheiro de cantigas e de estrada de José Afonso, no período antes do 25 de abril de 1974 e atualmente dirigente da Associação José Afonso.

Considerado durante muito tempo um músico de intervenção ( autor de músicas de protesto político e social), José Afonso é, para Francisco Fanhais e para o jornalista Viriato Teles, “muito mais do que um cantor ou um músico de intervenção”.

Essa designação serve mesmo, para Francisco Fanhais, “para menosprezar toda a parte poética e musical que José Afonso revelou e é um álibi muito bom para que os divulgadores de música o possam banir com toda a tranquilidade”.

“Cada uma das canções de José Afonso faz parte de um conjunto de grande valor musical e poético que, penso, está ainda por descobrir”, disse Francisco Fanhais.

Também o jornalista Viriato Teles, autor do livro “As voltas de um andarilho — Fragmentos da vida e obra de José Afonso”, considera que José Afonso “está ao nível de um dos grandes criadores musicais do mundo”.

fev
23
Posted on 23-02-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-02-2012


=============================================
Dálcio, hoje, no Diário do Povo (Campinas-SP)


ACM Neto e Lídice:depois do carnaval a sucessão municipal

====================================================

OPINIÃO POLÍTICA

Fim do carnaval e sucessão

Ivan de Carvalho

Talvez – mas apenas talvez – haja chegado o momento para a fase das decisões. Digo talvez, pois, em tese e tecnicamente, pode-se adiar os sofrimentos e gabolices dessa fase final do processo seletivo até junho, quando a lei obriga os partidos a fazerem convenções para decidirem ou confirmarem decisões.

Desde os primeiros dias do ano, com insistentes ensaios até mesmo no último trimestre de 2011, fala-se (muito) e trabalha-se (pouco) na escolha de um candidato de união das oposições baianas à prefeitura de Salvador. Cenário completado com discussões e lançamentos de pré-candidaturas no âmbito da base política do governo estadual.

Claro, ainda que um pouco estranho, que aqui se está falando de governismo e oposição na área estadual, quando o alvo fundamental é a prefeitura de Salvador, hoje ocupada pelo renascido prefeito João Henrique, em fase de paixão pública e notória, mesmo, como diria Vinícius de Moraes, que não seja eterna, posto que é chama, mas que parece infinita enquanto dura.

No lado governista do campo, o PT, partido líder do governismo, anunciou alto e bom som, à moda de galo senhor do galinheiro, que o seu candidato – chovam muxoxos, canivetes, pragas ou ironias de senador com liderança – é o deputado Nelson Pelegrino, que se apresta mais uma vez a tentar escalar as escadarias de poucos degraus do Palácio Thomé de Souza.

Mas mal ouvido esse PT, aparece no PSB um deputado, capitão PM Tadeu Fernandes, quase herói (o quase vai aí apenas para diminuir a intensidade das contestações) do ensaio de enfrentamento entre as tropas federais e um grupo numeroso de policiais militares armados em greve, em frente à Assembléia Legislativa. E desde bem antes desse episódio declarava-se o deputado aspirante inarredável à candidatura a prefeito pelo PSB.

Mas tudo bem, não é ele, mas a senadora e presidente estadual Lídice da Mata que tem o controle do partido e não mostra disposição de permitir a candidatura do deputado Tadeu. Revelava tendência para apoiar o candidato do governador Wagner e repelia, até nos bastidores de seu partido, a ideia de ser, ela mesma, candidata. Até a véspera do carnaval. Mas, no encerramento deste, subiu no trio elétrico. Admitiu ao site Política Livre: “Sou senadora pela Bahia. Meu nome só aparecerá se for do interesse do PSB nacionalmente e regionalmente. Eu não posso dizer que não.” Comentou ainda que as pesquisas podem influenciar sua decisão.

Dito assim, desconfio que já começaram a influenciar. Seja lá qual for o dado-chave. E tem mais dois no lado do governo. A deputada federal Alice Portugal, do PC do B, cuja candidatura, além de ser para valer, conforme assegura o partido, nenhum prejuízo pode causar à candidata, que tem somente a ganhar. O PT se mata e “mata” o companheiro Joseph Bandeira para conseguir que os petistas de Juazeiro apoiem a reeleição do prefeito comunista de lá, para facilitar aqui o apoio do PC do B ao petista Pelegrino, mas o PC do B jura sobre a tumba de Karl Marx que Alice veio para ficar e fará maravilhas.

A oposição está um furdunço. O PSOL lançará seus dois nomes mais conhecidos – Hilton Coelho e Marcos Mendes – para vereador e um tal Hamilton para prefeito. O Democratas, que tem em ACM Neto sua principal liderança, bem à frente de qualquer outro político nas pesquisas eleitorais reservadas, quer lançá-lo para prefeito novamente (concorreu em 2008). Ele lidera as pesquisas e tem aliados no PSDB, mas a legenda não retirou a candidatura do deputado, ex-governador e ex-prefeito Antonio Imbassahy.

Existem ainda a candidatura a ser lançada (tudo indica) do deputado e chefe da Casa Civil do prefeito João Henrique, João Leão, a prefeito, pelo PP. E falta uma posição do PMDB. O partido não parece andar para uma coalizão com o DEM e o PSDB, como a princípio se acreditava. Pode apoiar Alice Portugal (o PC do B de Alice é, como o PMDB, da base do governo Dilma Rousseff). O principal líder do PMDB, Geddel Vieira Lima, admitiu também “examinar a hipótese” de ser candidato a prefeito. E explicou que isto é bem diferente de dizer que será. E o PR trocou o auto-candidato deputado Maurício Trindade por seu presidente estadual, ex-governador e ex-senador César Borges.

  • Arquivos

  • Fevereiro 2012
    S T Q Q S S D
    « jan   mar »
     12345
    6789101112
    13141516171819
    20212223242526
    272829