http://youtu.be/PPqThX7y7aA

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SALVE A MOCIDADE ALEGRE, MERECIDAMENTE A GRANDE CAMPEÃ DO CARNAVAL PAULISTA!

VIVA JORGE AMADO E SUA OBRA, AMBOS GRANDIOSOS E IMORTAIS!

VIVA A BAHIA, SEMPRE!

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Comentários

rosane santana on 22 Fevereiro, 2012 at 8:08 #

Viva a Bahia, que, infelizmente, está sendo destruída pela incompetência e pela ganância, dos que “não sabem governar sua cozinha e querem governar o mundo inteiro”.


rosane santana on 22 Fevereiro, 2012 at 11:11 #

1. A maioria dos artistas e das entidades carnavalescas desprezou o tema do Carnaval de Salvador, homenagem ao centenário do escritor Jorge Amado, salvo exceções. Evidente que ninguém estava obrigado (a) a seguir o tema, mas, em se tratando do maior escritor brasileiro e que tem sua obra baseada nos costumes, tradições, culinária, misticismo e outros atributos baianos era de se esperar que mais gente e blocos aprovietassem esse gancho para expor aspectos da obra amadiana.

2. Quem melhor tratou desse tema foi a cantora Daniela Mercury com encenações de Dona Flor no trio elétrico e outras performances como Gabriela e mais um ou outro astro e estrela que se preocupou com isso, Margareth Menezes e Ivete Sangalo pouquissimo, e outros de grande visibilidade como Claudia Leitte, Aline Rosa, Bell Marques, Durval Lelys, Tomate, Parangolé desconheceram.

3. O mais curioso é que os blocos afro-baianos também não deram atenção ao tema e olhe que Jorge é autor de Jubiabá, o primeiro romance que insere um negro de forma politicamente correta na literatura, e muitos dos seus trabalhos tendo como cenário a cidade do Salvador, especialmente o Centro Histórico, estão repletos de passagens da negritude, de sua força junto à população, e referências enormes ao povo de santo.

4. Os blocos afro (a maioria absoluta) preferiram fazer exaltações a África e ao Oriente deixando escapar uma oportunidade impar de tratar da obra de Jorge Amado. No contexto geral seria até educativo para a população esse remake amadiano, visto com alguma intensidade no Carnaval do Pelourinho, mas, sem uma contextualização que prendesse a atenção do público.

5. As empresas que são as grandes beneficiárias do Carnaval de Salvador e os camarotes ainda que só visem lucros teriam, no mínimo, a obrigação de fazer referências a obra de Jorge e o que se viu foram distribuições de muitos brindes mais evocativos dos seus produtos do que da literatura amadiana. Até a Petrobras, uma estatal que colocou R$8 milhões na folia falhou nesse sentido.

6. No final, quem melhor fez a representação da obra de Jorge Amado foi a escola de samba Imperatriz Leolpodinense, Rio, que a tratou muito bem em suas alas, carros alegóricos e assim por diante. Não ví, pode ser que esteja enganado, nenhum trio com uma imagem de Jorge e Zélia sentados na casa do Rio Vermelho como o fez a Imperatriz, e muito menos algo voltado para os cenários baianos da obra de Jorge.

7. E olhe que são muitos e bons. Paciência. Fica para seu bicentenário de nascimento daqui a 100 anos. O Carnaval de Salvador perdeu, portanto, a oportunidade de se despausterizar, de sair dessa mesmice de abadás, abadás e abadás e de blocos afros (salvo exceções) com as mesmas coreografias.

Amigo Tasso,
O stablishment que aí está, com o qual o movimento negro baiano tem ligações fortíssimas, ODEIA Jorge Amado, e finge que não, por suas ligações com ACM. Naturalmente, por isso, “esqueceram” o tema do carnaval. E a Daniela Mercury – aí está seu grande mérito -, que sempre atuou por conta própria, com autonomia, sem o puxar saco de ninguém, à direita ou a esquerda,
fez a homenagem ao escritor e, não se sabe, pode estar aí a tentativa de colocá-la em saia justa (o tiro saiu pela culatra), com a velha guarda de aristas baianos.


rosane santana on 22 Fevereiro, 2012 at 11:12 #

Observação: faltou dizer que o texto acima é do jornalista Tasso Franco, do Bahiajá. E as observações sobre o tema do carnaval são minhas.


rosane santana on 22 Fevereiro, 2012 at 11:38 #

Destruir (ou simplesmente) apagar a memória do escritor em sua própria terra, para o stablishment atual, é parte da mesma estratégia que faz deixar cair aos pedaços o Pelourinho e tudo que diga respeito a Bahia “antiga”, com a qual artistas como Jorge Amado, Caribé, Calazans etc., todos ligados a ACM, estão intrinsecamente identificados.É algo que provoca a mesma sensação de desalento que Jabor, um ex-comunista, teve ao visitar Cuba, nos anos 80, e recentemente descreveu em artigo. Lá também, digo na ilha, os novos donos do poder, seguno Jabor, demonstraram um enorme desprezo por tudo que representasse a herança espanhola, inclusive a arquitetura, como se quisessem, com isso, apagar os anos da ditadura de Fulgêncio Batista. Êta gente estúpida!


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