Daniela, Caetano e Gil: passado, Daniela?
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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Bob Fernandes e Claudio Leal

De Salvador (BA)

Nesta noite de sexta-feira (17), ao passar em frente ao camarote Terra, a cantora Daniela Mercury parou o show e disse:

– Quando o Terra quiser falar comigo, fale pela frente! Não bote fofoca em sua revista (Terra Magazine)! Me respeite que eu não sou moleca!… Fofoca é coisa do diabo. Quem é covarde fala por trás…

Não eram fofocas. Paulo Miguez, professor da Universidade Federal da Bahia e ex-secretário de Políticas Culturais do ministério da Cultura liderado por Gilberto Gil, em entrevista a Terra Magazine, nesta noite de sexta, depois do discurso da cantora, confirmou o teor da reportagem e dos diálogos ocorridos nos bastidores do programa “Aprovado”, da TV Bahia, afiliada da Rede Globo.

– Eu estava no programa “Aprovado”, eu fui um dos que mantiveram aqueles diálogos com ela. Confirmo todos os diálogos, confirmo as minhas respostas, a interlocução foi exatamente aquela. Agora, só foram suprimidos alguns palavrões que ela disse, que vocês não publicaram porque certamente não ficaria bem serem publicados pelo Terra – diz Miguez.

Antes de se aproximar do camarote, a cantora puxou a música “Milagres do Povo”, de Caetano Veloso, e puxou:

– Pra turma do Terra, em homenagem a Caetano e Gilberto Gil… Caetano eterno, insubstituível…

É certo que Daniela Mercury não deve ter sido bem informada pelos seus. Terra Magazine procurou sua assessoria por quatro vezes – duas por telefone e duas por e-mail, e tem prova da troca de mensagens – para dela obter resposta. A assessoria enviou duas notas, que foram publicadas na íntegra. Portanto, Terra Magazine procurou Daniela Mercury.

Nos bastidores da gravação do programa “Aprovado”, da TV, em janeiro, a cantora opinou sobre o modelo do carnaval de Salvador. Fora do ar, a conversa correu na informalidade. Participavam do debate, além de Daniela, os músicos Luiz Caldas, Durval Lélys e Saulo Fernandes, o professor Paulo Miguez e o apresentador Jackson Costa. No estúdio, mais de uma dezena de técnicos e assessores. Terra Magazine apurou os bastidores com três dos presentes.

Numa das discussões, o professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da Ufba, Paulo Miguez, afirmou que o Axé Music só teria sido possível com a evolução do trio elétrico nos anos 70, com Moraes Moreira introduzindo o ijexá e com a existência da Tropicália. Daniela o interrompeu e se declarou de “saco cheio” dessa história. “Caetano (Veloso) e (Gilberto) Gil são do passado”, declarou.

Depois de críticas de um dos participantes ao cantor Bell Marques (do Chiclete com Banana) por ter passado na frente do afoxé Filhos de Gandhy, na Praça Castro Alves, em 2006, gesto considerado um desrespeito às tradições do carnaval, ela afirmou: “Isso é porque você (Paulo Miguez) não sabe o que é ficar seis, sete horas esperando para entrar na avenida, ouvindo aquele cara (do Gandhy) tocar o agogô!”.

A seguir, a entrevista com o professor Paulo Miguez, nesta sexta, após o discurso de Daniela Mercury.

Terra Magazine – Professor Paulo Miguez, você participou do programa “Aprovado”, da TV Bahia?
Sim, participei.

Aqueles diálogos aconteceram?
Foram diálogos fora da gravação, mas diálogos que aconteceram.

Os diálogos foram aqueles?
Exatamente aqueles.

O diálogo se dá entre você e Daniela Mercury?
Alguns deles… O equipamento quebrou e as pessoas continuaram a conversar. As pessoas falaram com mais paixão porque sabiam que não estava no ar, que era um bastidor. Mas que aquilo tudo foi discutido, foi.

Quantas pessoas no estúdio?
Entre convidados e técnicos, umas vinte pessoas no estúdio. Boa parte deles deve ter ouvido tudo.

Em duas notas, uma assinada por sua assessoria e outra por ela mesma, Daniela disse que o relato é “inverídico” e também “fora de contexto”, o que são duas coisas contraditórias entre si. Você confirma o teor do relato que apuramos?
Confirmo. Foi exatamente aquilo.

Em relação a Gil, Caetano, filhos de Gandhy, Bell Marques…
Sim, a tudo. Luiz Caldas certamente confirmará, porque estava do meu lado. Pelo menos a fala dele, “duvido que eles larguem o osso”.

Então, você confirma todo o diálogo?
Eu estava no programa “Aprovado”, eu fui um dos que mantiveram aqueles diálogos com ela. Confirmo todos os diálogos, confirmo as minhas respostas, a interlocução foi exatamente aquela. Agora, só foram suprimidos alguns palavrões que ela disse, que vocês não publicaram porque certamente não ficaria bem serem publicados pelo Terra. Vocês me ligaram, eu não atendi, mas, diante do que ela disse esta noite, negando o ocorrido, confirmo que ela disse tudo aquilo. Não posso fugir dos fatos porque tinha mais gente. Não foi um diálogo entre duas pessoas, mas um diálogo que mais de 20 pessoas assistiram. Não era pra ser publicado, mas, já que vocês publicaram, não posso fugir da verdade.

Leia mais sobre o carnaval da bahia na revista digital Terra magazine
http://terramagazine.terra.com.br

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Comentários

danilo on 18 Fevereiro, 2012 at 9:18 #

não se iludam. artista baiano é um bicho corporativista por natureza. falei antes aqui, e agora repito mais uma vez.

esta celeuma de província será prontamente encerrada com um “selinho” triplo entre Daniela, Gil e Caetano.

e a paz voltará a reinar nas terras de Salvador Shitty e Recôncavo, sob as bênçãos de Dona Canô, que vai solicitar junto a Cabelo de Q-Bôa uma pauta na Concha Acústica do TCA para um show-novena em desagravo aos seus pimpolhos.

e aí, fica como na música de Riachão: cada macaco no seu galho.

os artistas baianos se juntam e faturam juntos. e os intelectuais baianos saem de cena, ou ficam a lamber sabão, ou vão dizer que o que disseram não era bem assim o que disseram que disseram que eles disseram.

entrementes, a organização e a segurança do carnaval continuará a cargo das hordas de short de tactel e camisa cicrone.


rosane santana on 18 Fevereiro, 2012 at 9:28 #

Isso tudo é de um besteirol tão grande, que mais não digo, meu querido Cláudio, porque você está no meio. Isso não acrescenta nadinha, pelo contrário.


rosane santana on 18 Fevereiro, 2012 at 9:44 #

A eleição municipal de São Paulo vai pegar fogo com a entrada de Serra, por razões óbvias, para os que sabem o que está em jogo hoje no Brasil. Fico imaginando o que o “jornalismo de esquerda” vai produzir, quando vejo um besteirol dessa natureza virar notícia. Vai ser muito pior do que a eleição presidencial de 2012. Anotem!


Janio on 18 Fevereiro, 2012 at 9:47 #

Pra encerrar de vez essa onda toda, Claudinho deveria subir escondido no trio da falsa baiana Daniela, pegar o microfone e gritar: “Esse é o bloco dos bardos sonhadores, galera! vamos de Baudelaire!”, e aí, antes que o segurança lhe desse uns tapas, ainda dava tempo de gritar: “É o Diabo que nos move e até nos manuseia!”. Dez a zero nos filhos de Aninha Marques.


danilo on 18 Fevereiro, 2012 at 10:26 #

agora, deixando um pouco de lado a brincadeira, Caetano, Gil e Moraes Moreira foram fundamentais para a consolidação do carnaval baiano.

mas justiça seja feita. Daniela Mercury e toda esta geração da axé music desempenharam um papel crucial para a profissionalização do carnaval da Bahia. coisa que até veio a beneficiar, inclusive financeiramente, os “velhos” ídolos.

e convenhamos. não dá para acreditar nem um pouco que Daniela tenha disparado palavras desrespeitosas, ou de rancor e ódio contra os tropicalistas.

mas como bem disse Rosane em seu comentário de extrema lucidez, este tal “jornalismo de esquerda” é capaz de tudo.

em todas as esferas, no Brasil e nos estados, já está em curso, a corrida eleitoral para beneficiar o PT e aliados. vide o “Desocupa João”, o “Desocupa Camarote”.

a culpa é única e exclusiva do prefeito e nunca do governo estadual, tão medíocre quanto João Henrique.

e porque tanto alarido contra o camarote da família de Grampinho, e nenhuma palavra sobre o apartheid de todos os camarotes, inclusive o Expresso 2222, do ex ministro companhêro Gil e sua esposa Flora Gil?

aí tem borogodó…


vangelis on 18 Fevereiro, 2012 at 13:39 #

Tudo é jogo de conveniência na exploração financeira dessa festa que deveria ser do povo, que ha muito tempo deixou de ser folião para ser apenas um “patrocinador” da festa, que nem os fieis de certas igrejas evangélicas. O ano passado uma cantora baiana foi convidada para a festa do Galo da Madrugada no Recife, confirmou presença e não compareceu, daí uma outra cantora paraense compareceu e cantou na festa do Galo “todo mundo veio, só não veio essa galinha”. Parece que esse ano a paraense estará em um bloco de outra concorrente na Bahia. Enfim todos faturam nessa “Salvador Shitty” e o povo ó tchan, tchan, tchan, chan!!!


danilo on 18 Fevereiro, 2012 at 15:27 #

meu caro, Vangelis. esta entidade chamada povo, SEMPRE SEMPRE, EM TODAS AS ÉPOCAS, participou e participa e participará do carnaval.

curtem a festa adoidado. sem se preocupar com estes aspectos de decadência e exclusão.

mas isso é o povo mesmo, o povão, e não este setor social idealizado pelos acadêmicos e pessoas ditas inteligentes e influentes.

o doido que quiser constatar esta realidade, basta acompanhar, “in loco”, a pipoca do Chicretão e vão ver a alegria estampada na cara daqueles foliões.


vangelis on 18 Fevereiro, 2012 at 19:20 #

É vero meu caro Danilo. quem quiser entender pode ficar doido, desde os tempos romanos Panis et Circenses…


rosane santana on 19 Fevereiro, 2012 at 6:04 #

“DANIELA INTERPRETANDO DONA FLOR E SEUS 2 MARIDOS FOI O MELHOR DA SEXTA”. Tasso Franco, blog Bahiajá, vale a pena a leitura.


rosane santana on 19 Fevereiro, 2012 at 8:34 #

Vamos ao jornalismo substantivo:
“1. Registre-se que, neste Carnaval de Salvador, houve um avanço no uso de alguns trios elétricos tocando com artistas de melhor qualidade e servindo aos foliões “pipocas”, aqueles que não saem em blocos com abadás pagos. Mas, a realidade da presença de cordeiros e cordeiras (neste 2012 o número de mulheres cordeiras aumentou bastante) ainda está presente com muita força e certamente não vai desaparecer ao longo dos anos.

2. A cultura mercantil do Carnaval baiano contaminou de tal forma os blocos que, fica difícil entender como uma entidade tipo Filhos de Gandhy, centenas de homens pregoeiros da paz, que costuma interagir com as foliãs, ainda usam cordas. A corda, a rigor, está nos blocos chamados da elite (os de trios das estrelas), nos pagodeiros, blocos de samba, de índios e afros.

3. Se tornou uma “instituição” baiana. Como é que o Rio de Janeiro consegue colocar 2.2 a 2.5 milhões de pessoas no Bola Preta e Recife 2 milhões no Galo da Madrugada, sem uso de cordas? O mercantilismo do Carnaval empresarial baiano ajuda a entender esse porquê, assim como o cultural. Até no cortejo da Lavagem do Bonfim entidades já utilizam cordas.

4. Trata-se, ao que se supõe de um fenômeno cultural, um medo coletivo que se espalhou pela população, dando conta de que é preciso ficar isolado da patuléia sob pena de ser furtado e espancado. Em Salvador já teve um bloco de turistas (Simpatia Quase Amor, acho que era este o nome) que saia do Meridien, com os turistas enjaulados, desfilavam pela avenida e depois voltavam para o hotel.

5. Hoje, o que se verifica é que uma boa parte dos turistas e dos “Dendês no Sangue” (aqueles que só amam a Bahia na época do Carnaval) vão para os camarotes, se enjaulam de outra forma, e depois retornam para os hotéis e seus estados. Isso contaminou até as autoridades baianas e os politicos. A coisa mais rara, nos dias atuais, é ver um politico baiano nas ruas, num bloco com cordas, não diria nem na “pipoca”.

6. Já ví Aloísio Mercadante desfilando num bloco afro; já ví Fernando José num trio elétrio; o prefeito João Henrique montado num cavalo na Mudança do Garcia; mas, hoje, o máximo que se vê é comparecer a saída do Ilê, assim mesmo lá na plataforma da casa da mãe de Vovô, nunca na ladeira do Curuzu, no rés do cão, e pronto.

7. Claro que não queremos que o governador e o prefeito saiam atrás do Chiclete com Banana, nem que os senadores desfilem com Bob Sinclair, mas ajudariam bastante nesse processo de retirada lenta e gradual das cordas do Carnaval de Salvador se pisassem, pelo menos, no chão da praça.” Tasso Franco, Bahiajá.


rosane santana on 19 Fevereiro, 2012 at 8:37 #

rosane santana on 19 Fevereiro, 2012 at 8:45 #

“Daniela Mercury fez a alegria dos foliões que acompanham o Carnaval de Salvador no camarote de Gilberto Gil, do Expresso 2222. A dupla cantou algumas músicas juntos e a diva baiana não se cansava de elogiá-lo. “Salve Gilberto Gil”, dizia, arrancando gritos de todos os lados. ” Blog Bahiajá.


vangelis on 19 Fevereiro, 2012 at 9:09 #

Meus caros amigos, como não entendo nada de marketeiros me digam quem nasceu primeiro o OVO ou a galinha???


rosane santana on 19 Fevereiro, 2012 at 9:29 #

Vangelis: me responda, não precisa entender de marketing. Se aconteceu ( não acredito ter acontecido naquelas circunstâncias as declarações de Daniela), qual o motivo dessas supostas declarações ocorridas em janeiro, nos bastidores de uma TV, virem à tona somente em cima do Carnaval? A quem interessa? A quem Daniela incomoda e incomodou. Bem, as ligações entre a fonte e o jornalista são outros tantos “mistérios” que mereceriam comentários, mas dos quais prefiro me abster. Ressalto, apenas, que a fonte poderia ter ligado para o jornalista no momento do acontecido. Por que não o fêz? Falo como jornalista, Vangelis, ler jornal é um exercício contínuo de interpretação dos fatos, não os que são informados, mas os implícitos.


danilo on 19 Fevereiro, 2012 at 9:47 #

faria muito bem para os políticos do PT (quase sempre branquelos e com cara de burguês), se eles tivessem a coragem de “brincar carnaval” na pipoca do Chicrete.

aí eles poderiam conferir aquilo que eles pensam sobre o povão. que para eles é um ser coitadinho, ordeiro, cabisbaixo e respeitador dos bons costumes e com princípios humanistas.

outra: só mesmo um bocó que não frequenta o carnaval de Salvador de uns 15 anos pra cá, é que vai falar que os Filhos de Gandhi é um bloco sagrado e representante das classes oprimidas e dos estivadores do cais do porto.

o Filhos de Gandhi se tornou um bloco dominado pela presença de meninos amarelos paulistas, mauricinhos donzelos que acreditam que vão comer todas as meninas, por usar aquela indumentária cheia de parangolé, e ficar distribuindo aqueles colares azul e branco de camelô made in china em troca de beijos furtivos com gosto de tchau.


rosane santana on 19 Fevereiro, 2012 at 10:01 #

Danilo, não lhe conheço, mas ainda que discorde de você algumas vezes, o que é normal, acho seus comentários superinteligentes.


vangelis on 19 Fevereiro, 2012 at 17:48 #

Cara Rosane, respondo sim, velho amigo que sou do velho Pablo Miguez, espanhol de boa cepa, acredito muito mais na sua(dele) palavra do que a da cantora tendo em vista que uma afirmativa das suas(dela) declarações lhe traria um prejuízo enorme tanto do ponto de vista da sua imagem, que já não é essa coca-cola toda, como financeiro. Nem sempre em entre linhas de jornais se encontra gente que afirme veementemente como fez o Professor Miguez. Agora se o seu papel é profissional em defesa da artista e está sendo bem remunerada para isso não está fazendo mais do que a sua obrigação. Só tenho que elogiar o seu profissionalismo.


rosane santana on 19 Fevereiro, 2012 at 18:22 #

Cara Vangelis, não sou assessora de Daniela nem de quem quer que seja. Sou professora de Jornalismo, História e Português.


danilo on 19 Fevereiro, 2012 at 18:50 #

pessoal, talvez seja melhor rever os conceitos. não sobrevalorizar em demasia o papel de Caetano e Gil, e não diminuir em excesso a importâmcia de Daniela para o carnaval baiano de nossos dias.

os tempos dos antigos carnavais na Praça Castro Alves ficou pra trás. o carnavam Barra-Ondina inventado pela geração de Durval Lélis, Daniela etc, também tem o seu brilho.

e vale ainda lembrar que a Praça Castro Alves também já foi palco de exclusões, quando apenas os antenados da época tinham condição de se misturar com a malucada que ficava na escadaria do Palácio dos Esportes. e também das cenas dantescas de violência protagonizada pelas gangs da periferia da época. e também as porradas distribuidas a torto e a direito pelos meliantes dos Apaches do Tororó.

quem ciceu aquela época presenciou isto tudo.

vi Wally Salomão soltando as frangas, ali por volta de 1972 ou 1973, dando uma de leão-leoa de chácara da tal escadaria expulsando o povo careta e bororó.


rosane santana on 19 Fevereiro, 2012 at 19:00 #

Caro Danilo, não estou sobrevalorizando o papel de ninguém. Sequer cogitei isso. Questionei a fonte e o jornalista. Essa matéria tem ingredientes, isto sim, me interessa, de um jornalismo ruim, vazio, inconsequente, de celebritismo barato. Por quê?


rosane santana on 19 Fevereiro, 2012 at 19:03 #

E algo sobre o qual ainda não encontrei a resposta. Se o fato aconteceu em janeiro, por qual motivo só agora, em cima do Carnaval, foi revelado?


rosane santana on 19 Fevereiro, 2012 at 19:04 #

Serve a quem, a quê?


rosane santana on 19 Fevereiro, 2012 at 19:22 #

Criar um fato em cima de artistas populares de grande prestígio para aparecer, chamar a atenção para uma revista, um site, produzir números de acessos, pageviews (isso é importante em webjornalismo)?

“Queimar o filme do artista, no caso Daniela? Por quê?

Demonstrar conhecimento dos bastidores e das coisas da Bahia?

Atender a um apelo de fonte amiga?

Criar um fato para despistar outro, de cunho desagradável?

Você que é um homem inteligente, reflita e, se puder, envi-me a resposta. forte abraço, voltarei aos livros.


Aldo souza on 20 Fevereiro, 2012 at 15:44 #

O carnaval Baiano precisa de mais estrutura..,urgente!Não temos banheiros públicos pra atender aos turistas e nem mesmo a população local..enquanto ao axé music..muitos enganadores pegando carona..a cada ano.


Antonio on 27 Fevereiro, 2012 at 9:57 #

CONCORDO COM A ROSANE, NOTICIA FABRICADA, JAMAIS DANIELA FALARIA UMA COISAS DESSAS DE CAETANO E GIL! EXISTE ALGO DE PODRE NISSO TUDO …


luiz alfredo motta fontana on 27 Fevereiro, 2012 at 10:25 #

Caro VHS

que tal repercurtir esse post da Tribuna da Internet?

——————————————————-

Está tudo explicado.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 | 09:03
Carnaval em Salvador é uma fábrica de milionários, às custas do dinheiro do povo, é claro.

Hildeberto Aleluia

Números reveladores do Carnaval da Bahia foram publicados na Revista da Metrópole, que começou a circular sexta-feira. Exemplo: o faturamento de um camarote de carnaval em Salvador chega a R$ 14,4 milhões. Taxa que paga à prefeitura: R$ 10,58. Ser empresário de bloco ou camarote no Carnaval, na Bahia, não tem preço!

O bloco Camaleão fatura, sozinho, apenas com a venda de abadás, R$ 6,65 milhões. O rival Me Abraça fatura R$ 5,4 milhões do mesmo jeito, fora patrocínios, enquanto o Corujas fatura 4,94 milhões. Tudo isso em apenas três dias.

Já os camarotes faturam assim: Reino, R$ 7,2 milhões; Nana Banana, R$ 6,2 milhões; Salvador, R$ 14,4 milhões. Tudo isso, fora os patrocínios. Mas, por outro lado, sabem quanto um empresário paga de taxa à Prefeitura para montar um camarote no circuito do Carnaval? R$ 10,58 de taxa inicial e mais 42,34 por metro quadrado. Uma pechincha. Um achado. Uma oportunidade da China. Ou seja, os empresários não bancam, nem de longe, o custo da festa.

Então, quem banca? O Governo do Estado e a Prefeitura investem R$ 30 milhões para colocar polícia na rua, realizar a limpeza, montar e desmontar toda infra-estrutura, pagar equipes de saúde etc., etc., etc.

Porém lembrem-se: o dinheiro do Governo do Estado e da Prefeitura sai do bolso do povo. E considerando que pesquisa divulgada recentemente no A Tarde constatou que 76% da população de Salvador não pula carnaval, e mesmo os 24% que pulam ficam espremidos entre tapumes e cordas de blocos, bancar essa festa imensa com dinheiro público fica mais injusto ainda. Está na hora dessa conta mudar de mãos: quem fatura com o Carnaval é que tem que bancar a festa.

Eu gostaria muito de saber a opinião dos que criticam o Bolsa Família como uma “esmola que deixa o povo dependente do governo” para saber o que eles acham dessa “superesmola” que dá lucro absurdo a empresas e mais empresas no carnaval, às custas dos investimentos públicos. Tudo precisa ser mudado. Quer fazer Carnaval, faça para o povo baiano também!…

Em tempo: a Daniela Mercury ficou revoltada com a Prefeitura porque não atenderam ao seu pedido de elevar a altura dos fios da rede eletrica; segundo ela, o seu novo trio ficou um pouco mais alto o que colocaria sua vida em risco. O custo desse pedido, só no circuito da Barra seria de mais de 3 milhões de reais.

Já comprou seu abadá do próximo carnaval? Não? Então corra que está acabando!…

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ENQUANTO ISSO!!!…

O hospital Martagão Gesteira declara que a Prefeitura de Salvador há dois meses não paga uma dívida de R$ 2 milhões e o hospital corre o risco de fechar este mês e 700 crianças ficarão sem tratamento, mas para o carnaval nos bairros da Barra-Ondina foram gastos sem titubear R$ 60 milhões pelos gestores municipal e estadual.

O carnaval é prioritário, a saúde não! Isso é Salvador-Bahia-Brasil…


luiz alfredo motta fontana on 27 Fevereiro, 2012 at 10:29 #

errata

repercurtir = repercutir


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