fev
16

DEU NO IG

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) apresentou voto favorável à aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições deste ano – 6 dos 11 votos foram atingidos com o posicionamento hoje dos ministros Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Britto, que seguiram o relator da matéria, Luiz Fux, a favor da lei.

O julgamento ainda está em curso. Mas, se não houver revisão de posições até o fim da sessão, o Supremo deve confirmar a inelegibilidade de políticos condenados por órgão colegiado, ou seja, composto por mais de um juiz. Até o momento, o único a votar contra a Ficha Limpa foi o ministro Antonio Dias Toffoli.

Ao manifestar posição favorável ao projeto, ministros exigiram “moralidade” na vida pública. “Nós estamos diante de uma ponderação de valores, temos dois valores de natureza constitucional de mesmo nivel”, disse Lewandowski. Para o ministro, ao criar a Lei da Ficha Limpa, o Congresso fez a opção legítima de aplicar o disposto constitucional que determina o zelo pela probidade administrativa e pela moralidade para exercício de mandato.

O ministro Celso de Mello discordou da interpretação de Lewandowski, já que o item que diz que ninguém é considerado culpado até decisão definitiva da Justiça é, para ele, uma das garantias fundamentais previstas na Constituição. “Pode o Congresso, sob ponderação de valores, submeter garantias individuais? Um direito fundamental é marginalizado”, disse o ministro.

Entre os pontos que despertam polêmica, está, por exemplo, a ideia de contar o período de inelegibilidade de oito anos a partir da primeira condenação em colegiado. Lewandowski também não acatou a posição, defendida pelo relator Luiz Fux. A ideia é que o político não seja afastado da vida pública por muito tempo, já que, entre essa condenação e a palavra final da Justiça, pode se passar muito tempo. Apenas Cármen Lúcia acatou essa proposta até agora


Daniela com dona Canô Veloso:espanto e polêmica
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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Bob Fernandes e Claudio Leal

Nos bastidores da gravação do programa “Aprovado”, da TV Bahia (afiliada da Rede Globo), em janeiro, a cantora Daniela Mercury fez intervenções cruas sobre o carnaval de Salvador, ao defender sua posição mais próxima ao que se convencionou chamar de Axé. Câmeras desligadas, a conversa correu na informalidade, com divergências claras sobre o modelo da festa. Participavam do debate os músicos Luiz Caldas, Durval Lélys e Saulo Fernandes, o professor Paulo Miguez e o apresentador Jackson Costa.

O estúdio da TV Bahia estava repleto de técnicos e assessores dos músicos. Terra Magazine apurou os bastidores com três dos presentes.

Fora do ar, o professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da Ufba, Paulo Miguez, prosseguiu a discussão e afirmou que o Axé Music só teria sido possível com a evolução do trio elétrico nos anos 70, com Moraes Moreira introduzindo o ijexá e com a existência da Tropicália. Nessa hora, Daniela o interrompeu e se declarou de “saco cheio” dessa história. “Caetano (Veloso) e (Gilberto) Gil são do passado”, opinou.

Segundo os presentes, houve outros momentos de constrangimento, depois de críticas de um dos participantes ao cantor Bell Marques (do Chiclete com Banana) por ter passado na frente do afoxé Filhos de Gandhy, na Praça Castro Alves, em 2006. Bloco tradicional, fundado por estivadores baianos em 1949, o Gandhy tem historicamente prioridade no desfile. Em respeito, os trios costumavam desligar o som e deixar o “tapete branco” passar. A atitude de Bell Marques foi interpretada como um desrespeito às tradições da festa.

Assim que Miguez terminou uma intervenção, Daniela emendou: “Isso é porque você não sabe o que é ficar seis, sete horas esperando para entrar na avenida, ouvindo aquele cara (do Gandhy) tocar o agogô!”. O professor se revelou surpreso por ouvir essas palavras da cantora. “Aquele cara tocando o agogô é a história do carnaval”, reagiu Miguez, segundo as fontes ouvidas pela reportagem. Além de comandar um trio, Daniela Mercury organiza um camarote no bairro da Barra.

Duas visões opostas se cristalizaram no debate. Na parte gravada, Durval Lélys se alinhou à postura dos empresários carnavalescos. Luiz Caldas, um dos criadores do Axé, vem se posicionando a favor de mudanças – e até já compôs a canção “Apartheid da Alegria”.

No programa exibido em 28 de janeiro, Daniela Mercury opinou: “Na verdade, só existe carnaval por causa da iniciativa privada”. “Não é verdade”, rebateu Miguez. Nesta parte, o apresentador Jackson Costa interrompeu a discussão: “Nosso tempo é curto. Esse assunto não cabe num programa só. Vocês todos juntos não cabem num programa só. Então, a gente vai encerrar o programa de hoje aqui”.

Após o corte, novamente em conversa informal, segundo apurou Terra Magazine, Daniela ouviu que os grandes empresários não bancam, por exemplo, a limpeza, a saúde e a segurança nos circuitos. “Então o melhor é ir embora”, teria contraposto a cantora. Caldas ironizou: “Duvido que você largue o osso”.

Relatam alguns dos participantes que a conversa de bastidores não foi gravada e por isso não está em nenhum dos blocos do “Aprovado”, nos programas transmitidos em 28 de janeiro e 4 de fevereiro. Na TV Bahia, Daniela Mercury criticou o preconceito contra o gênero musical. “Me irrita profundamente quando as pessoas chamam o Axé de ritmo. Gente, o Axé não é um ritmo. O Axé é um gênero musical relacionado ao trio elétrico, nascido no trio elétrico (…) Fazer trio elétrico é dificílimo”, defendeu.

A assessoria da cantora se posicionou a respeito da reportagem de Terra Magazine: “Não confirmamos declarações de terceiros sobre o que Daniela teria dito nos bastidores ou nos intervalos de alguma gravação. Daniela já está em parceria com o Terra para cobertura do Carnaval e gravação de entrevistas exclusivas para o Portal, quando responderá sobre questões do Carnaval, com suas reais opiniões, portanto o Terra não precisa recorrer a meios indiretos e pouco confiáveis para ter a opinião de Daniela sobre qualquer assunto.”

Leia mais na Terra Magazine

http://terramagazine.terra.com.br

DEU NA FOLHA

A ex-primeira-dama Marisa Letícia está barrando quase todos os amigos que querem visitar Lula no hospital, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada na Folha desta quinta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Pede que poupem o marido para que ele descanse a voz. Lula atravessa a fase mais penosa de seu tratamento contra o câncer de laringe, diagnosticado em outubro.

O ex-presidente vai fazer mais duas sessões de radioterapia no hospital até sexta-feira (17). Não há previsão de alta.

O petista foi levado ao Sírio-Libanês no sábado (11) com queixa de perda de apetite e fadiga. “Após avaliação, foi constatada apenas presença de inflamação de mucosa da laringe e esôfago, decorrentes da radioterapia”, informou boletim.

Nos últimos dias, o ex-presidente já vinha sentido os efeitos da radioterapia que o impediram de ir ao seu escritório no Instituto Lula. Ele também não participou do 32º aniversário do PT, em Brasília, e, por recomendação médica, não vai mais desfilar na escola de samba Gaviões da Fiel, durante o Carnaval.

Na avaliação dos médicos, embora Lula esteja reagindo bem ao tratamento e apresente regressão do tumor, a exposição neste momento é “expressamente proibida”.

Uma tomografia feita no sábado revelou que não há mais sinais de tumor na laringe do ex-presidente.

Desde que começou a radioterapia, Lula perdeu cerca de nove quilos.

( Leia mais na coluna de Monica Bergamo desta quinta-feira, que já está nas bancas. )


Zelda Kaplan (à dir.) foi fotografada momentos antes de sofrer a parada cardíaca Fotografia © Kena Betancur/Reuters/DN
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Zelda Kaplan, um ícone do mundo da moda nos Estados Unidos e no mundo inteiro, morreu esta madrugada de quinta-feira(16), aos 95 anos, de ataque cardíaco enquanto assistia ao desfile de Joanna Mastroianni, inserido na Semana da Moda de Nova iorque.

A norte-americana era uma figura emblemática nos desfiles de moda, e não perdia a apresentação das novas coleções dos estilistas em qualquer parte do planeta.

A sua figura irreverente foi, aliás, fonte de inspiração para muitros estilistas nas décadas de 70, 80 e 90 do século passado.

(Com informações do jornal Diário de Notícias, de Portugal)

Caetano Veloso – Um Frevo Novo – Cara a Cara – Deus e o Diabo – Muitos Carnavais. Album: Caetano Veloso – Muitos Carnavais.

Quatro preciosidades musicais criadas por Caetano Veloso para muitos carnavais na Bahia. Leitor e ouvinte, preste atenção especial na letra de “Deus e o Diabo”, feita para uma folia dos anos 60, mas que parece genialmente composta para este carnaval de 2012 em Salvador, que começa oficialmente esta quinta-feira (16).

Confira.

(Vitor Hugo Soares)

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Deus e o Diabo

Caetano Veloso

VOCÊ TENHA OU NÃO TENHA MEDO
NEGO, NEGA, O CARNAVAL CHEGOU
MAIS CEDO OU MAIS TARDE ACABO
DE CABO A RABO COM ESSA TRANSAÇÃO DE PAVOR
QUE DEUS ABENÇOOU
DEUS E O DIABO NO RIO DE JANEIRO
CIDADE DE SÃO SALVADOR
NÃO SE GRILE
A RUA CHILE SEMPRE CHEGA PRA QUEM QUER
QUAL É! QUAL É! QUAL É!
QUAL É! QUAL É!…
QUEM PODE, PODE
QUEM NÃO PODE VIRA BODE
FOGE PRA PRAÇA DA SÉ
CIDADES MARAVILHOSAS
CHEIAS DE ENCANTOS MIL
CIDADES MARAVILHOSAS
DOS PULMÕES DO MEU BRASIL

fev
16
Posted on 16-02-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-02-2012


Ricardo Teixeira: a um passo da queda
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DEU NO IG

A iminente renúncia de Ricardo Teixeira da presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) já leva um grupo de presidentes de federações estaduais a articular uma assembleia geral dos filiados da entidade para convocar uma nova eleição. Os cartolas ensaiam o movimento para tentar impedir que o vice-presidente mais velho da entidade, o paulista José Maria Marin, assuma o cargo. O estatuto da CBF diz, no artigo 37, que “se ocorrer vacância do cargo de Presidente em qualquer momento do mandato, completará o período o Vice-Presidente mais idoso”.

Com 80 anos, Marin – flagrado em janeiro pegando uma das medalhas da premiação da Copa São Paulo – é o vice mais velho da atual diretoria da CBF. “O estatuto diz que deve assumir o vice de maior idade, mas entendo haver possibilidade para nova eleição. Acho mais justo”, afirmou ao iG o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto.

Na última eleição de Ricardo Teixeira foi feito um acordo, registrado no estatuto da CBF. Caso o Brasil recebesse a Copa do Mundo de 2014, seu mandato seria ampliado até o final de 2014. “Fizemos esse acordo, mas o mandato é do Teixeira. Não dos vices. A nova eleição seria uma maneira de dar transparência a este processo”, disse o cartola.

Novelletto é um dos presidentes de federação mais próximos a Teixeira. Ele costuma ser convidado para eventos da CBF, como competições e jogos que a seleção disputa. “Falei com Teixeira pela última vez no Prêmio Craque Brasileirão. Desde então, liguei três vezes e nada de retorno. Queria saber o seu estado de saúde. Ele não está falando com ninguém, está meio isolado e isso abre margem para a especulação”, disse o gaúcho.

Nos últimos dias, o grupo do qual faz parte Novelletto se movimenta para conseguir reunir o maior número possível de dirigentes. Um dos aliados, o presidente da Federação Baiana de Futebol, Ednaldo Rodrigues, diz que já conta com o apoio pelo menos 15 dirigentes das 27 filiadas da CBF.

“A gente está preocupado quem vai ficar no cargo caso o presidente renuncie. Quais são os propósitos do presidente substituto? Isso tem que ser discutido numa assembleia”, disse Rodrigues.

Perguntado se o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, faz parte do movimento, Ednaldo Rodrigues ironizou. “Como se ele já está no poder?”, afirmou. Del Nero é o principal aliado de José Maria Marin. O iG tentou entrar em contato com o cartola paulista, que não atendeu as ligações.

Malas prontas?

Desde 1989 no cargo de presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que também acumula o cargo de número do COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014), vive dias tensos. Os rumores são cada vez maiores de que ele deixará o poder nos próximos dias. Sem apoio da Fifa, que já trata da Copa do Mundo de 2014 diretamente com o Governo Federal, e sem diálogo com a presidenta Dilma Rousseff, o cartola sofre com novas denúncias de corrupção.

Um funcionário da CBF relatou ao iG que Teixeira tem se queixado de cansaço. “Nem aqui ninguém sabe nada. Ele não disse que ia ficar, nem que ia sair”, afirmou.

Um amigo da família de Teixeira confirmou que mulher e filha do presidente da CBF já estão morando em Miami, nos Estados Unidos. Ele disse não saber se os demais membros da família também seguiram para o exterior. Há boatos ainda não confirmados de que Ricardo Teixeira já estaria se desfazendo dos seus imóveis no Rio e em Piraí para, assim que renunciar, deixar o país.

fev
16
Posted on 16-02-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-02-2012


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Pelicano, hoje, no jornal Bom Dia (SP)


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OPINIÃO POLÍTICA

Gabrielli na Mudança

Ivan de Carvalho

Na segunda-feira acontece a Mudança do Garcia. Para José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, será uma boa oportunidade para um teste a respeito de como anda a sua não declarada aspiração de ser candidato ao governo da Bahia em 2014.

Ele invariavelmente comparece a essa festa. Mesmo no período em que esteve no comando da maior empresa da América Latina, cuidou sempre para que a sua agenda tivesse espaço aberto para isso, não permitindo que outros compromissos, incluindo viagens internacionais, coincidissem com a Mudança do Garcia e inviabilizassem sua presença.

Ante uns poucos, mas possivelmente significativos precedentes já ocorridos, aos quais faremos referência algo menos sintética adiante, a folia pré-carnavalesca de segunda-feira, cuja fama extrapola os limites da Bahia, tem um significado político característico e está apta a servir de teste para um aspirante ao governo que, por exemplo, acaba de deixar a presidência da Petrobras e mergulha na política estadual, já convidado e às vésperas de ser incorporado ao secretariado do governo petista de Jaques Wagner.

É – e este é o elemento menos importante no caso específico – um teste de conhecimento, popularidade, simpatia de uma parcela do público politicamente descomprometida e que vai à Mudança do Garcia por diversão, curiosidade, essas coisas.

Mais importa o que possam o aspirante a candidato e observadores aliados ou independentes verificar a respeito do entorno de Gabrielli, o “montão de amigos” – como diria Roberto Carlos, o cantor, não o deputado – que o cercará, o número e o peso político desses amigos.

Também mais importam as ações e reações da maior parte do público, representada por sindicalistas e militantes partidários, pois trata-se de um evento há muito, ou desde sempre, realizado por lideranças e militantes sindicais e políticos. O desempenho de Gabrielli em meio a esse aglomerado político-sindical tende a ser um sinal claro do que esteja ocorrendo nos bastidores, em escalões mais altos da política, a respeito dele, melhor dizendo, da sua eventual candidatura à sucessão de Jaques Wagner.

Quanto aos precedentes que prometi referir, um deles, mais importante, foi o desembarque de José Sérgio Gabrielli no aeroporto de Salvador, acompanhado do ministro do Planejamento e deputado Zezéu Ribeiro, seu amigo, que veio no avião com ele, e recebido por poucos petistas de expressão, valendo citar o ex-ministro e ex-governador Waldir Pires e o deputado Emiliano José. Quanto ao mais, predominou a alegria das baianas com seu folclore.

E ontem programou-se, para às 18 horas, no Rio Vermelho, uma reunião de Gabrielli com amigos seus, principalmente da área cultural, da Universidade (ele é professor de Economia da UFBa). Às 20 horas já não havia a reunião. Se Gabrielli fosse caçador (não é) estaria certamente desconfiado de que nesse mato tem coelho. Coelho é um roedor.

Discurso – Estive impossibilitado de comparecer à sessão solene em que, lendo sua mensagem anual, o governador Jaques Wagner abriu os trabalhos legislativos deste ano. À tarde, na AL, li partes do discurso. O que gostei mais foi de umas linhas em que, ante ao movimento grevista da PM, Wagner diz que se impôs a “forma melhor de convivência entre os homens na Bahia, no Brasil e no mundo – sem armas apontadas, sem braços levantados, sem afronta ao direito de ir e vir de cada cidadão, que é o que há de mais sagrado na democracia”. Há outras coisas também muito sagradas na democracia, como o direito à vida, à justiça, à liberdade de expressão, à assistência à saúde, à liberdade religiosa. Como todos esses direitos fazem parte do mesmo pacote, não há como separá-los. Quem se declara (porque se referia a um contexto específico, o da greve da PM) defensor de um deles é, com certeza e automaticamente, defensor dos demais.

Daí que gostei muito daquelas linhas, que, no entanto, não me surpreenderam.

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