Rio:Multidão canta e dança no embalo do Bola Preta
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Maria Olívia Soares -Direto do Rio de Janeiro

Especial para o Bahia em Pauta

Ao som de ‘Quem não chora, não mama, segura, meu bem, a chupeta, lugar
quente é na cama, ou, então, no Bola Preta…’ o bloco Cordão da Bola
Preta arrastou uma multidão na noite desta sexta-feira,10, durante seu
primeiro desfile antes do Carnaval, na Avenida Rio Branco, no centro
do Rio de Janeiro. Os foliões caíram na dança ao som das eternas
marchinhas, a exemplo de ‘Aurora’. A abertura dos trabalhos foi ao som
de ‘Cidade Maravilhosa’, tocada pela banda do Bola e acompanhada por
todos que lotavam a grande avenida. Mais de 200 homens da Policia Militar (em greve no Rio) cuidaram da segurança durante o desfile.

O presidente do Bola Preta, Pedro Ernesto prometeu fazer um minuto de
silêncio em frente ao Theatro Municipal, já na Cinelândia, em
homenagem às vitimas do desabamento de três prédios no Centro da
cidade, ocorrido em janeiro, e ao cantor Wando, que morreu na ultima
quarta-feira, 8, em Minas Gerais.

O Bola Preta é considerado o bloco de rua mais antigo da Cidade
Maravilhosa, com 93 anos. Ele segue cantando e encantando a mim e a
toda Avenida Rio Branco, tudo na mais santa paz. Evoé!


Saul Quadros (OAB-BA):”arependimento não paga
o que ela fez”

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Ana Cláudia Barros

O presidente da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil, Saul Quadros, classificou de “infeliz” a declaração da amazonense Silvia Fernandes (Sheeva) contra o Estado. Ela provocou protestos na internet ao afirmar, em sua página no Facebook, que já havia passado da hora de o Brasil “dinamitar a Bahia” – “lugarzinho sem utilidade”, segundo disse – e mandá-la “de volta para a África”. Assustada com a repercussão, Silvia recuou e pediu desculpas ao povo baiano, dizendo que o desabafo havia sido “por pura raiva da greve” dos policiais militares no Estado.

Em entrevista a Terra Magazine, Quadros adiantou que a entidade pretende tomar “providências legais” contra a amazonense, a exemplo do que fez OAB de Pernambuco em relação à estudante Mayara Petruso, autora dos ataques que desencadearam uma onda de preconceito a nordestinos na web, logo após a vitória eleitoral da então candidata Dilma Rousseff (PT). A ordem pernambucana, na época, ingressou com uma ação penal privada contra a universitária.

-Já houve uma deliberação do conselho. Tivemos uma reunião do nosso conselho seccional, assim que soubemos das declarações. Vamos tomar providência de ordem legal, semelhante a que foi adotada em Pernambuco. Estou com o meu pessoal da área de direito penal estudando o caso. Esse é um tipo de racismo. Ela (Silvia) pode se arrepender. Minimiza, mas não apaga o que fez. Essas coisas não podem passar em branco. Senão, tornam-se um estímulo à repetição.

Para Quadros, é preciso consciência e responsabilidade na hora de usar as redes sociais.

-Eu tenho perdido dias e noites na tentativa de uma composição para resolver o problema (greve) da Bahia. Graças a Deus, hoje, pelo menos, 80% do efetivo policial já está nas ruas. Há pequeníssimas resistências no interior. Graças a um esforço enorme que a Ordem dos Advogados fez, juntamente com a Arquidiocese de Salvador e a Defensoria Pública. Uma moça como essa, que está de fora, vem e dá uma declaração infeliz.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu nesta sexta-feira (10) que o governador da Bahia, Jaques Wagner, envie as gravações telefônicas relativas à greve dos policiais militares do Estado.

Feitas a pedido do governo com autorização judicial, as gravações foram divulgadas nesta semana e mostram líderes grevistas combinando atos de vandalismo e tentando fazer acertos políticos para conseguir aumento salarial.

Gurgel quer apurar se houve conduta ilegal de quem detém foro privilegiado, como o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). Ele é o presidente da comissão que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, que cria um piso nacional para policiais militares.

O parlamentar já admitiu que conversou três vezes com um dos líderes do movimento, o cabo do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro Benevenuto Daciolo. Segundo Faria de Sá, Daciolo queria saber se poderia haver articulação política para votação da proposta, devido à pressão dos policiais em direção a uma greve nacional. O deputado diz informando que a emenda não seria votada enquanto durasse a greve.

O Ministério Público Federal (MPF) também informa que, na Bahia, o coordenador criminal Vladimir Aras determinou que fossem apuradas possíveis ilegalidades cometidas pelos grevistas. Para o MPF, houve violação da Lei de Segurança Nacional em pelo menos quatro pontos: prática de sabotagem contra instalações militares, meios de comunicações e vias de transporte; tentativa de impedir com violência o exercício de um dos poderes da União ou do Estado; tomada de meio de transporte com emprego de violência e incitação à prática de qualquer dos crimes previstos na Lei de Segurança Nacional.

(Informações do IG)

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Uma composição de Guinga e Paulo Cesar Pinheiro. Gravada no álbum “Elis, Essa Mulher” com interpretação antológica de Elis e Cauby.

Saudades de Elis, que se foi. Vida eterna para Cauby e parabéns do BP nesta data especial para a canção brasileira.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares e Maria Olívia)

fev
10
Posted on 10-02-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-02-2012


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Simanca, no jornal A Tarde(BA)

Da Redação
PMs baianos:”a greve continua”
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Em assembleia realizada por parte dos policiais militares em greve na sede do Sindicato dos Bancários no final da tarde desta quinta-feira (9), três associações decidiram manter a greve e fizeram uma nova proposta para o governo. “Rua, rua, rua, a greve continua”, gritavam os policiais militares depois da assembleia.

A assembleia começou às 16h e acabou por volta das 20h e pelo menos três associações, não divulgadas, participaram. Já a Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia fez sua assembleia no Hotel Fiesta durante a noite e decidiu não aderir à greve, mesmo entendendo que a proposta do governo não atende às necessidades da categoria. Para a AOPM/BA, estender a greve faria a população sofrer ainda mais.

O principal impasse entre policiais militares e o governo é o pagamento do GAP IV (Gratificação de Atividade de Polícial) – o governador Jaques Wagner propôs começar o pagamento em novembro, o que é considerado muito tarde pelos PMs. O governo também propõe pagar o GAP V até 2015, enquanto os PMs querem receber no máximo até 2013.

Uma nova assembleia acontece nesta sexta, às 16h, novamente no Sindicato dos Bancários.

A reunião dos grevistas aconteceu depois que a Assembleia Legislativa foi desocupada após 10 dias de mobilização dos PMs. Na ocasião, o líder do movimento e presidente da Aspra, Marco Prisco, foi preso. Ele já está na cadeia pública de Salvador à disposição da Justiça baiana.

Revelação do portal IG: As conversas gravadas entre líderes do movimento grevista da Polícia Militar na Bahia e policiais do Rio de Janeiro foram feitas pelo setor de inteligência do governo baiano.

As gravações, que mostram acertos para a realização de ações de vandalismo em Salvador, tinham autorização judicial. Segundo fontes do governo baiano, a Justiça autorizou as gravações porque os 12 grevistas com mandados de prisão expedidos já respondiam a processos.

O governador Jaques Wagner (PT) já enviou as fitas com os diálogos para o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Nesta quinta-feira, policiais militares do Rio fazem assembleia para decidir se entram em greve. A Assembleia Legislativa aprovou o reajuste salarial da categoria.

A reviravolta nos rumos da greve, que poderia se estender e prejudicar o carnaval baiano, foi comemorada pelo governo estadual e federal.

Wagner recebeu telefonemas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidenta Dilma Rousseff, do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, do ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, e de diversos parlamentares. Todos parabenizaram o governador pelo impacto da divulgação das gravações, que levou à desocupação da Assembleia e a prisão dos líderes grevistas.

O governo federal apoiou, desde o início, os trabalhos de Wagner para administrar o processo grevista.

No dia 31, quando a greve estourou, Wagner estava na comitiva de Dilma no Haiti. Ele aproveitou a estrutura do avião presidencial, como o sistema de comunicação, para articular uma ação para desmobilizar a greve. A presidenta Dilma também ligou para o ministro Cardozo para o envio imediato das tropas nacionais para a Bahia. Na greve de 2001, a Força Nacional demorou sete dias para se deslocar para o Estado, nesta, foram apenas dois dias.

Leia matéria completa sobre o assunto no IG
www.ig.com.br

deu no IG

Duas equipes de jornalistas da TV Globo e da Globo News foram hostilizadas por manifestantes durante a assembleia que decidirá sobre a realização da greve de policiais militares, civis e bombeiros, na noite desta quinta-feira (9), no centro do Rio de Janeiro. Os repórteres e cinegrafistas deixaram o local.

Desde o início da manifestação, os jornalistas identificados como sendo da TV Globo ouviram intimidações e recusas de integrantes do movimento, contrariados com reportagem do Jornal Nacional da útima quarta-feira (8), que mostrou gravações do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo conversando sobre a greve com a deputada estadual Janira Rocha (PSOL).

Daciolo foi preso às 22h30 de ontem, ao chegar de viagem da Bahia ao Rio. A liberdade do bombeiro se tornou um dos principais pontos dos manifestantes.

“Não vejam mais esse canal. É mentiroso!”, afirmou um policial, ao microfone.

Cartazes também criticavam o canal de TV. Durante a exibição do Jornal Nacional desta quinta, no Amarelinho, tradicional restaurante da Cinelândia, dezenas de manifestantes gritavam xingamentos e vaiavam quando apareceram no monitor os apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta, o governador Sérgio Cabral, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e a presidenta Dilma Rousseff. Era impossível ouvir o que diziam.

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OPINIÃO POLÍTICA

Concorrência forte

Ivan de Carvalho

Enquanto escrevo, os policiais militares decidiam sobre proposta de remuneração a ser levada ao governo e firmavam a continuidade da greve que ontem completou dez dias, período no qual, antes da noite passada, já haviam ocorrido 136 homicídios, um recorde em tempos de paz na Bahia, se é que se pode qualificar esse período de tempo de paz. A perspectiva era de que as duas reuniões de PMs poderia estender-se até a madrugada.

Enquanto eles resolvem, creio que há uma coisa que devo assinalar. Sou solidário com o povo sírio, que tem sido massacrado covardemente pela ditadura vitalícia e hereditária de Bashar al-Assad, que age sob a proteção da Rússia de Vladimir Putin, interessada em recuperar sua perdida influência geopolítica, objetivo que acabará atingindo à custa de muito sangue.

Mas o que têm a ver, perguntará o leitor, os massacres da população civil pelo exército de Bashar al-Assad, indivíduo tão simpático à diplomacia brasileira, com a greve da PM da Bahia e os 136 homicídios somente na região metropolitana de Salvador no período de paralisação quase total da corporação?

A imagem. É isto que têm a ver as duas situações.
A Bahia, com essa crise e às vésperas do carnaval, vem sendo, merecidamente, o alvo fundamental do noticiário nacional sobre violência e insegurança pública. Isso tem sido inevitável e não temos concorrência nenhuma, pelo menos por enquanto. É verdade que se fala na possibilidade de irrupção de greves nas polícias militares de alguns outros estados, especialmente Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, para citar só os mais importantes, e até no Distrito Federal. E ontem iniciava-se noticiário também sobre a possibilidade de greve nacional das polícias civis estaduais. Mas são hipóteses, perspectivas, possibilidades. Nada consumado.

Então, no país, a greve na PM baiana e seus corolários são o show. Mas fora do país a situação na Bahia tem concorrência forte, desigual, tanto pela amplitude da violência quanto pela importância política internacional da crise. É nisso que a crise síria ajuda a Bahia, atraindo para lá a maior parte do noticiário mundial sobre violência, tingindo de vermelho-sangue os jornais, as telas de TV, os vídeos na Internet.

Assim, mercê de Bashar al-Assad, suas metralhadores, tanques e canhões disparando contra civis quase todos desarmados, ainda que chamados de “terroristas”, a crise na Bahia consegue passar quase sub-repticiamente no noticiário internacional de violência. Aparece, bota a cara na tela, no papel, no monitor, mas não chega a brilhar.

Se, mercê de Deus, a Síria fosse uma democracia e lá os governantes não confundissem a cabeça dos policiais militares, levando-os a crer que têm o direito de fazer greve, ainda que proibida pela Constituição, a Bahia estaria hoje brilhando muito mais na mídia mundial.

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