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Postado em 07-02-2012
Arquivado em (Artigos) por vitor em 07-02-2012 17:05


Covilhã, em Portugal, enfrenta a seca…
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…e o Leste Europeu(Bulgária) onda de gelo
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O mesmo problema, as mesmas consequências.

Washingto de Souza Filho

De Covilhã, Portugal, especial para o Bahia em Pauta

A presença em Portugal, no período do inverno, permite perceber que a seca é um fenômeno que atinge o país, por razões diferentes,da mesma forma que o Brasil, com as mesmas consequências: os prejuízos para os mais pobres, especialmente os trabalhadores da agricultura. A falta de chuva é um assunto em pauta, principalmente na região de Covilhã, onde vivo desde o mês de dezembro.

A seca foi destacada esta semana, praticamente da mesma forma que a onda de frio iniciada no Leste da Europa e que atingiu a Península Ibérica a partir de sexta-feira, 3. A onda de frio não alterou muito a temperatura – mantidas as médias no limite máximo de 10 graus. Os dias de frio, considerado pouco, tem sempre a presença do Sol.O inverno de 2012 é considerado ameno pelos especialistas portugueses, sem atingir a marca do inverno de 2004-2005 – com temperaturas mais elevadas e pouca chuva.

O mais grave é a falta de chuva. A queda da temperatura e a chuva fornecem os elementos para um fenômeno, destacado nesta região, da Serra Estrela, na Beira Interior, que é a neve. Além de atrativo para os turistas – e renda para diversas atividades -, a neve é importante para a ampliação das reservas das barragens e para umedecer a terra – essencial para o trabalho dos agricultores.

O espetáculo que é registrado em inúmeras fotos pelos turistas, além de permitir praticar esportes, como esqui, contribui para a produção de alimentos e a manutenção dos animais, com o degelo. E ele que faz a água retida como neve, no alto da serra, ao iniciar a transformação em líquido, revigorar a terra. A região vive, desde o início do inverno, em dezembro, esta expectativa, que não se concretizou, com a falta de chuva. Uma situação que é conhecida dos nordestinos do Brasil, principalmente, mas que tem razões diferentes, uma parte delas sem a interferência da natureza.

A preocupação com a falta de chuva tem feito muita gente esquecer o principal problema do país – a crise financeira. Na contramão do processo que está marcando Portugal – a emigração, comparada ao padrão de 1960, com Oliveira Salazar no comando – um assunto que envolve o Brasil – uma opção de salvação para os portugueses com disposição para atravessar o Atlântico – passa despercebido, inclusive em nosso país. É a tentativa de limitar a contratação de jogadores de futebol estrangeiros pelos clubes da Europa.

Em Portugal, o Brasil está absoluto em primeiro lugar. São 130 jogadores, mais de 100 à frente da Argentina, que tem 11. Os considerados grandes do futebol português – Benfica, Porto e Sporting – anunciaram que são contra. O Porto, atrás do Benfica, no campeonato nacional, tenta contratar Paulo Henrique Ganso, meio-campo do Santos, e sonha com Liédson, atualmente no Corínthians, que tinha jogado, por aqui, no Sporting.

Washington José de Souza Filho, jornalista, professor da Faculdade de Comunicação da UFBA.

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