Crianças e mães deixam predio da ALBA

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DEU NO IG

Depois da visita de um representante do Conselho Tutelar, na noite desta segunda-feira, filhos e mulheres dos policiais grevistas estão, aos poucos, deixando o prédio da Assembleia Legislativa. Quinze crianças estavam sendo utilizadas como escudo humano para evitar a entrada do Exército no prédio.

Ao menos oito crianças, entre elas um bebê, já deixaram o prédio. O oficial de Comunicação do Exército, tenente Cunha, informou que as crianças estão sendo avaliadas por um médico e depois liberadas, junto com as mães, para irem para casa. Ao menos sete crianças continuavam no prédio da Assembleia na noite desta segunda-feira.

O Juizado da Infância e da Adolescência havia expedido liminar, na tarde desta segunda-feira (6), determinando a retirada das crianças do local. O pedido havia sido feit0, pela manhã, por promotores do Ministério Público Estadual e pelo coordenador do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), Waldemar Oliveira.

Cerca de 1.000 homens, entre soldados do Exército, da Força Nacional e da Polícia Federal, cercam a Assembleia, utilizada como base pelos grevistas desde o início da greve, há sete dias.

Os agentes federais utilizam metralhadoras, fuzis, pistolas e bombas de efeito moral. A tropa afastou a imprensa do local e fechou as ruas de acesso ao Centro Administrativo da Bahia (CAB).


Aeroporto de Brasília:privatizado por R$ 4 bi
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DEU NO UOL

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Débora Melo

em São Paulo

O governo arrecadou R$ 24,5 bilhões com o leilão dos aeroportos de Guarulhos (Cumbica), Campinas (Viracopos) e Brasília (JK) realizado nesta segunda-feira (6) na sede da BM&FBovespa, região central de São Paulo.

O valor, a ser desembolsado por grupos nacionais e estrangeiros para o comando dos três dos maiores aeroportos do Brasil, é quase cinco vezes o valor mínimo de R$ 5,5 bilhões que o governo pedia pelo controle dos terminais.

A avaliação do governo, via SAC (Secretaria de Avião Civil), foi a de que o resultado do leilão foi expressivo e mostrou forte interesse de investidores.

A concessão dos empreendimentos para a iniciativa privada tem como pano de fundo a forte necessidade de investimentos na infraestrutura aeroportuária do país antes da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. De acordo com Wagner Bittencourt, ministro-chefe da SAC, “o modelo [de concessão] não pressupõe aumento de tarifas para os usuários”.

A concessão do aeroporto de Guarulhos (Grande SP), que tem prazo de 20 anos, foi arrematada por R$ 16,213 bilhões (com ágio de 373,51%) pelo consórcio Invepar, com a ACSA, da África do Sul, composto pelas empresas Investimentos e Participações em Infra-Estrutura SA.

O valor da concessão do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), ficou em R$ 3,821 bilhões (com ágio de 159,75%), para o consórcio Aeroportos Brasil, composto pela Triunfo Participações e Investimentos (45%), UTC Participações (45%) e Egis Airport Operation (10%).

Já o aeroporto de Brasília foi arrematado por R$ 4,501 bilhões (com ágio de 673,39%), lance feito pelo consórcio Inframerica Aeroportos, composto pelas empresas Infravix Participações SA (50%) e Corporación América SA (50%).

O leilão dos três aeroportos internacionais encerra o processo de concessão dos terminais à iniciativa privada. O certame começou às 10h, terminou perto das 12h30 e foi conduzido pela BM&FBovespa.

Os lances mínimos foram fixados em R$ 3,4 bilhões para Guarulhos, R$ 1,5 bilhão para Viracopos e R$ 582 milhões para Brasília, e o prazo de concessão é de 30, 20 e 25 anos, respectivamente. Para garantir o maior valor pelo conjunto dos três terminais, a estratégia foi aplicar um modelo de leilão simultâneo, inédito no Brasil.

LEIA REPORTAGEM COMPLETA NA UOL
www.uol.com.br

Um grupo de hackers brasileiros vinculados ao Anonymous realiza um ataque contra diversos sites do governo do Estado da Bahia nesta segunda-feira (6). Os ataques apoiam policiais militares em greve no Estado, que ocupam a Assembleia Legislativa há sete dias durante um protesto para conseguir reajustes salariais. Com os ataques, os serviços de atendimento ao cidadão dos sites do governo do Estados da Bahia e Polícia Militar do Estado da Bahia encontram-se fora do ar.

Por meio do Twitter, os hackers anunciaram que os ataques tiraram do ar 90% dos sites do governo da Bahia, que ainda não se pronunciou sobre o caso. Além dos sites do governo e da PM, sites da Secretaria da Fazenda e também da Assembleia Legislativa estão fora do ar.

Na semana passada, o mesmo grupo de hackers brasileiros realizou uma série de ataques contra sites de bancos brasileiros, entre eles Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, HSBC, Citibank, BMG e Panamericano, além de tirar do ar o site da empresa de meios eletrônicos de pagamento Cielo e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). As instituições negaram os ataques e afirmaram que seus sites foram sobrecarregados por um grande número de acessos simultâneos.

Em ataques com o objetivo de tirar sites do ar, os hackers costumam usar a técnica conhecida como DDoS. Ela consiste em sobrecarregar o servidor do site atacado com uma grande quantidade acessos simultâneos a partir de vários computadores. Um ataque DDoS não permite que os hackers acessem os dados guardados no servidor. Ele apenas tira o site do ar.

(Informações do IG. Notícia completa: www.ig.com.br)

fev
06


Greve da PM:ferido com bala de borracha no cerco da ALBA
Foto;Correio
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A Assembleia Legislativa da Bahia, no Centro Administrativo, foi cercada no início da manhã desta segunda-feira (6) para cumprir os 11 mandados de prisão contra policiais e bombeiros que estão acampados no prédio. Cerca de 600 homens do Exército e 40 agentes do Comando de Operações Táticas (COT) estão no local, segundo as Forças Armadas.

Tiros de borracha foram disparados contra um grupo de manifestantes que avançou sobre o local onde soldados do Exército estavam posicionados. Duas pessoas ficaram feridas, uma na barriga e outra no pé. Os feridos, segundo o Exército, eram familiares dos PMs grevistas que foram impedidos de retornar ao prédio da Assembleia com alimento, água e medicamentos para os manifestantes.

Soldados do Exército instalaram uma grade em uma operação de isolamento, como é chamada a manobra. Os policiais grevistas se colocaram em frente à rampa de entrada do prédio da Assembleia. Mulheres e crianças, familiares dos PMs grevistas, fazem um cordão de isolamento em torno do prédio. Um helicóptero do Exército sobrevoa o prédio da Assembleia.

Dois homens armados, que estavam no interior do prédio, tentaram sair em direção ao cordão de isolamento do Exército. Um novo tiro de borracha foi disparado em direção ao chão e os homens retornaram para rampa da Assembleia.

(Informações do Correio da Bahia)

Deu ma Tribuna da bahia (Online)

Maíra Côrtes

Associações de Salvador e do interior baiano que não tinham aderido à greve junto à Associação dos Policiais, Bombeiros e seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), informaram nesta segunda-feira (6), que podem mudar de posição, caso o governo permaneça “intrasigente e violento”.

São elas: Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia – Força Invicta, da Associação dos Praças da Polícia Militar da Bahia – APPM, da Associação dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais da Polícia Militar da Bahia – ABSSO de Salvador, Itaberaba e Ilhéus, da Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia – Aspojer

A chegada do exército para desocupar a Assembleia Legislativa, onde os grevistas estão acampados desde a madrugada da última quarta-feira (1º), tornou a situação mais tensa no Centro Administrativio da Bahia. Até o início desta de hoje, algumas pessoas foram feridas com balas de borracha disparadas pelos soldados, que também usaram bomba de gás lacrimogênico.


Wagner:no olho do furacão
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DEU NA FOLHA DE S. PAULO

GRACILIANO ROCHA
DE SALVADOR
FÁBIO GUIBU
ENVIADO ESPECIAL A SALVADOR

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse ontem que os métodos usados por uma parte dos grevistas da Polícia Militar do Estado são “coisa de bandido”.

O petista se referia ao uso de armas para tomar ônibus e bloquear vias e também atribuiu à parte dos policiais do movimento alguns do assassinatos nos últimos dias.

O governador negou ter sido omisso no episódio da deflagração da greve de PMs que gerou uma onda de mortes e de saques em Salvador.

Wagner, que acompanhava a presidente Dilma Rousseff em viagem a Cuba quando a paralisação estourou, admitiu que o governo foi surpreendido pelo tamanho do movimento grevista.

O governador afirmou que a greve na Bahia está sendo orquestrada nacionalmente para pressionar a aprovação da PEC-300, a proposta de emenda constitucional que cria um piso nacional para os policiais.

Ex-sindicalista, o petista disse que não vai oferecer nenhum aumento além dos 6,5% já dados ao funcionalismo em 2012 e é contra anistia a policiais envolvidos em atos de vandalismo.

Folha – Esta greve poderia ter sido evitada?

Jaques Wagner – Isso é mais levante do que greve, pelo jeito como foi feito: caboclo põe dois “berros” [armas] na cintura, tira população de dentro de ônibus, agride as pessoas, interrompe o trânsito. Têm por obrigação legal garantir a ordem pública e estão fazendo o contrário. Esse movimento tem esse caráter nacional: tem uma direção nacional, uma cartilha cujo objetivo é a votação da PEC-300.

Mesmo com motivação nacional, houve uma adesão forte dos PMs daqui por melhores salários.

Quem não quer ganhar mais? Todo mundo quer, mas precisa saber da legalidade e das consequências. Não é pouca coisa o aumento de 30% acima da inflação que policiais tiveram em cinco anos.

No momento em que a greve foi deflagrada, o sr. estava em Cuba. O sr. foi surpreendido?

Eu estava monitorando. A assembleia [de grevistas] foi dia 31 à tarde, cheguei na madrugada do dia 2. Havia autoridade aqui. Tinha o governador em exercício e o secretário de Segurança. A primeira ligação que eu recebi foi informando que a assembleia deu mais gente do que eles achavam que ia dar. A avaliação que as estruturas de segurança tinham [do movimento] não se confirmou na assembleia. Isso é fato.

O governo não negocia com a Aspra (entidade que lidera a greve) por isso?
É a associação que tem o menor número de associados.

Mas tem o controle do movimento. O sr. já foi sindicalista. Não é um equívoco não negociar com quem lidera?
Não acho que a categoria tenha apreço por essa liderança. Ninguém do governo vai receber o [presidente da Aspra, Marco] Prisco. Ele está com ordem de prisão decretada.

Em 2001, quando a PM parou por duas semanas e também houve uma onda de violência na Bahia, o sr. era de oposição e apoiou o movimento.
Eu não.

O partido do sr. apoiou.
Vários parlamentares apoiaram, eu não apoiei. Eu entrei para negociar e ajudar a sair da greve.

Pode haver invasão da Assembleia, onde estão acampados os líderes do movimento?

Invasão, não, porque é um prédio de outro poder [Legislativo]. Mas o próprio poder está incomodado com a presença de pessoas com ordem de prisão sentadas ali.

O Estado baiano ou as Forças Armadas irão prender essas pessoas?
Tem uma ordem judicial para ser cumprida. A estrutura militar e policial está montando uma estratégia para cumprir a ordem.

O sr. pode anistiar os grevistas?
Não vou assinar anistia nenhuma a quem cometeu crime, invadiu ônibus, matou mendigos ou moradores de rua, como foi feito. A figura da anistia não existe, ela só existe quando se encerra um regime de exceção. Não estamos em um regime de exceção. Anistia é presente e estímulo a esse processo.

O sr. tem informações concretas que grevistas mataram pessoas?
Óbvio que não tenho prova. Como a estratégia deles é a criação de pânico, é muito estranho que nesses dias morram moradores de rua na proximidade da associação deles. Você pode perguntar se estou sendo leviano. Estou falando de uma suspeita; será acusação se a gente conseguir provas.

O governo pode fazer alguma concessão para encerrar o impasse?
Não tem acordo. Não dá para a gente ficar alimentando isso como método de reivindicação salarial. Isso não existe. Qual é a segurança que posso lhe dar amanhã se é a polícia quem está tirando cidadão de ônibus? Isso é coisa de bandido. Estou falando até como ex-grevista.

Os militares darão segurança ao Carnaval de Salvador?

Ainda estamos a 10 ou 11 dias do Carnaval. Não há hipótese de esse planejamento da PM para o Carnaval não ser cumprido. Até lá estará acabado esse processo [de greve].

O sr. vai cortar o ponto de quem aderiu à greve?

Há uma separação gritante entre os marginais, que estão cometendo esses troços, de quem está querendo ganhar mais e aderiu. Tenho de separar o joio do trigo. Quem cometeu crime vai responder na Justiça. Para os outros, não, [o corte de ponto] será instrumento da negociação do comando da PM com eles.

LEIA MAIS SOBRE A GREVE NA PM DA BAHIA NA FOLHA.COM

http://youtu.be/ptPiDOcdPwk
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É como diz o poeta Vinicius de Moraes na antológica Marcha da Quarta-Feira de Cinzas:

…”E n entanto é prteciso cantar, mais que nunca é preciso cantar, é preciso cantar e alegrar a cidade”.

BOM DIA!!!

(VHS)


Criolo no show de domingo no TCA com Caetano e Gil na plateia
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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal
De Salvador (BA)

Amedrontada pela greve da Polícia Militar, Salvador começa a sair do breu com as armas da música. O primeiro gesto partiu do compositor Moraes Moreira, que se negou a desmarcar um show no Clube Fantoches, na contramão de artistas como Ivete Sangalo e Carlinhos Brown. Além de enfrentar o clima de medo, Moraes peitou a sabotagem de um radialista local, que chegou a anunciar o fechamento do espaço.

Não houve tumultos. Ao lado de Davi Moraes e Pepeu Gomes, o ex-integrante do Novos Baianos contou que foi chamado de “irresponsável”. “Pelo contrário, sou muito responsável”, reagiu no palco. Em seis dias de motim, houve 86 mortes em território baiano.

Na noite deste domingo (5), outro gesto contra o pânico: o rapper Criolo manteve sua apresentação na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, no encerramento do congresso Digitália. Com a lotação de cinco mil pessoas quase completa, o músico tocou o repertório de “Nó na Orelha” e ainda ensaiou uma nova canção, cuja letra faz referência à violência na Bahia e aos abusos da polícia do Estado de São Paulo durante a reintegração de posse do Pinheirinho, em São José dos Campos. A favela paulistana de Moinho, atingida por um incêndio em dezembro, também é citada.

“Agradeçam por estarem vivos”, introduziu. Depois de pedir silêncio, Criolo puxou o rap anotado num papel: “Hoje pegou fogo no Moinho/ Abandonaram o Pinheirinho / E o sangue escorre no Pelourinho”. Emendou o protesto com “Não existe amor em SP”.

O tecladista Daniel Ganjaman declarou que esse era um dos melhores shows da história do grupo, “face a este momento” na capital baiana. No final, Criolo pediu aos espectadores para “voltarem em paz”. “Se pisarem no seu pé, diga: desculpa, irmão, meu pé estava embaixo do seu”.

“Juntos somos fortes!”, reforçou o cantor.

“É nóis, Criolo!”, gritou um fã.

Outra mensagem silenciosa contra o medo estava encarnada na presença dos compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil na plateia. No retorno para casa, acompanhado por Flora, sua mulher, Gil caminhou tranquilamente pelo Largo do Campo Grande. As ruas do centro de Salvador estão ocupadas por tropas do Exército, mas, à noite, permanecem desertas

fev
06
Posted on 06-02-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-02-2012


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Jarbas, hoje, no Diário de Pernambuco (PE)

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A COISA ESTÁ FICANDO FEIA, MAS AINDA ASSIM NÃO CUSTA DESEJAR:

BOA NOITE!!!

(VHS)

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