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Postado em 05-02-2012
Arquivado em (Artigos) por vitor em 05-02-2012 13:08


Wagner a TM: “não serei refém”

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE:

Bob Fernandes

Entre o início da tarde de quinta-feira (2) e a sexta-feira, Salvador viveu horas de barbárie. Homicídios, 55, em número maior do que já é o habitual, saques, PMs em greve a tomar ônibus e fechar ruas, PMs a exibir armas e intimidar a população. O governador da Bahia, Jaques Wagner, que no começo da crise estava fora do Brasil, em viagem a convite da presidente Dilma Rousseff, conversou com Terra Magazine na noite do sábado.

Pela manhã, 3 mil soldados do Exército e da Força Nacional já patrulhavam as ruas. Wagner, ladeado pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e pelo general José Carlos de Nardi, Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, respondeu a perguntas numa entrevista coletiva e, em seguida, reuniu-se com militares e com o ministro na moradia oficial, o Palácio de Ondina.

No início da noite, por telefone, a conversa com Terra Magazine, instante em que o governador fez um desabafo:
– PM armado não pode fazer greve, e não serei refém de quem comete crimes…

A seguir, a conversa.

Terra Magazine – A pergunta é: por que o governo não negociou com os grevistas?

Jaques Wagner – Como é de conhecimento de todos, no início da semana eu estava numa viagem ao exterior a convite da presidente Dilma. Enquanto eu estava fora, se dá um fato que demonstra a má intenção embutida: uma parcela minoritária da PM faz uma assembleia, na véspera da greve, e no mesmo dia protocola uma pauta de reivindicações sem ter negociação alguma…

As negociações não vinham desde antes, já não tinham sido abertas?

Não tinha negociação, isso foi obviamente uma busca de demonstração de força para tentar pressionar o governador, e a má intenção está expressa logo no primeiro item da pauta: “Anistia geral e irrestrita para os grevistas”… Claro que não há hipótese de eu assinar essa anistia, uma vez que uma porção desses PMs se portou como criminosos. Quem inicia uma negociação pedindo anistia já sabe que vai cometer crimes… tomar ônibus e fechar ruas, exibir armas ostensivamente e ameaçar a população não são atitudes de policial, nem de grevista, isso é crime…

Bem, o senhor foi líder sindical, fez greves…

Fui líder sindical, mas jamais dilapidei patrimônio público, jamais aceitei esse tipo de atitude e quem me conhece sabe que sempre fui pelo diálogo, que sou um democrata.

Leia entrevista na íntegra na Terra Magazine:
http://terramagazine.terra.com.br

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