fev
04


Wagner e o ministro da Justiça:prefeito JH
dispenasado da reonião de crise em Onfina
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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Bob Fernandes

Final da manhã deste sábado (4), Palácio de Ondina, sede do governo da Bahia. Reunidos o governador Jaques Wagner, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, o comandante militar do Nordeste, general Odilson Benzi, o Comandante da 6ª Região Militar, general Gonçalves Dias, e o secretário de segurança do Estado, Mauricio Barbosa. Um assessor se aproxima do governador e informa:

– …É da parte do prefeito João Henrique no telefone… O prefeito quer vir para o Palácio e participar da reunião…

O governador diz para o assessor:
– …Fala para o prefeito que não é necessário… Se eu precisar dele eu chamo.

Na quinta-feira Salvador viveu a barbárie. Com parte da PM em greve e a fechar ruas, a exibir armas e a, como se diz por lá, “tocar o terror”, o pânico se espalhou.

Naquela tarde e na madrugada seguinte, o número de mortes chegou a 18. E saques pipocaram pela cidade. Fatos óbvios e evidentes à vista de todos. Oportunistas de todos os quadrantes aproveitaram a oportunidade.

Em casa, ou assustada a caminho, a população, que se perguntava por que não se impediu tal greve. Nas ruas, os bandidos – e portando-se como se também fossem marginais, uma porção dos PMs em greve. Na ponta da boataria, alguns dos que miram no futuro e vários dos que se perderam pelo passado.

Hora de tirar uma lasquinha porque o poder é assim mesmo, ocupa e devora espaços vazios.

O prefeito de Salvador, João Henrique, não estava na cidade. Certamente por coincidência não estava desde a véspera, quando 1.500 manifestantes fizeram passeata pelo centro, apoiados num lema: “Desocupa, João”.

Os manifestantes querem o impeachment de João Henrique, pedido de resto desnecessário naquela quarta e na quinta-feira da barbárie, já que João estava no Rio de Janeiro.

Na quarta-feira, quando a greve já estava decretada e manifestantes pediam sua saída da Prefeitura, João estava no Rio em reunião com representantes da Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU).

No final da tarde do dia seguinte, a quinta da barbárie, com a cidade em pânico exatamente naquele momento, o prefeito João deu um certo azar; a se levar em conta o depoimento da cantora – baiana – Mariella Santiago.

João caminhava pelo calçadão de Copacabana quando a cantora o avistou, revelou Mariella. O relato é dela ao site iBahia:
– Estava voltando do Leme, onde são feitas as homenagens a Iemanjá, quando vi o prefeito. Na hora, não tive reação, fiquei surpresa porque sabia que ele estava fora de Salvador, mas não imaginei que estivesse aqui. Foi só chegar em casa e pesquisar um pouco que soube dos compromissos dele no Rio. Depois, relembrando a cena me dei conta de que ele percebeu, pela fisionomia do rosto, que tinha sido reconhecido. E, aparentemente, ele não esperava por isso…

Mariella, antes de dar entrevistas, escreveu em sua página no Facebook. Contou que João “estava bronzeado, dando aquela corridinha pra manter a boa forma, parecia muito bem e despreocupado”.

A assessoria da prefeitura informou ao site que João Henrique estava no Rio de Janeiro para debater com “autoridades e especialistas” o início das operações do metrô.

Na sexta-feira (3), João contatou o secretário de Segurança do Estado, Maurício Barbosa, e prestou sua solidariedade. Convocou algo como um “gabinete de crise” e colocou as 46 câmeras de videomonitoramento à disposição da PM, além de garantir reforço na iluminação pública. Também na sexta-feira a prefeitura decretou estado de alerta na capital baiana.

Neste sábado, 72 horas depois do início da greve e 48 horas após a quinta da barbárie, João buscou assento no comando da operação anticrise. Até o fechamento deste texto, a resposta do governador seguia sendo a mesma:

– …Fala para o prefeito que não é necessário… Se eu precisar dele eu chamo.

Leia mais sobre a greve da PM e a crise na Bahia na revista digital Terra Magazine

http://terramagazine.terra.com.br

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Comentários

vangelis on 4 Fevereiro, 2012 at 20:38 #

danilo on 4 Fevereiro, 2012 at 21:54 #

é engraçado o modus operandi da estrutura de propaganda do PT e dos seus militantes. criticam ferozmente o prefeito João Henruque de estar fazendo cooper na orla de Copacabana, enquanto Salvador pegava fogo.

e onde estava Jaques Cabelo de Q-Bôa Wagner? ora, estava em Cuba estendendfo apoio à uma ditadura sanguinária. estava em Cuba babando o olho de uma gerontocracia caquética.

enfim, João Henrique e Jaques Wagner são duas moléstias na história polútica da Bahia.


vangelis on 4 Fevereiro, 2012 at 21:55 #

A cena do flagra da cantora no alcaide deve ter sido interessante, ele passeando no calçadão de Copacabana sobre pedras portuguesas com aqueles clássicos desenhos em ondas deveria estar pensando “por que mandei cimentar as calçadas do Porto da Barra até o Cristo? Meu Deus que burrice cometi!!!”
Um em Copacabana e outro em Havana!!!


vangelis on 4 Fevereiro, 2012 at 21:56 #

luiz alfredo motta fontana on 5 Fevereiro, 2012 at 10:05 #

O cândido Wagner

Vale a pena ler o blog do Josias de Souza:

“Líder dos PMs: Wagner financiou greve em 2001

Quem ouve o soldado Marco Prisco, líder da greve da PM da Bahia, é assaltado por uma suspeita: o Jaques Wagner avesso a paralisações de policiais é uma invenção muito recente.

O grevista Prisco conta uma passagem de 2001. Então deputado, o atual governador baiano participou, junto com outros petistas, de um esquema montado para financiar uma greve da Polícia Militar.

Segundo o policial, até o Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia entrou na roda. Alugou e cedeu seis carros aos grevistas de 2001. Comandava o sindicato companheiro um amigo de Wagner.

Chama-se José Sérgio Gabrielli, agora na bica de transferir-se da presidência da Petrobras para uma secretaria da administração petista da Bahia.

Na greve de onze anos atrás, governava o Estado Cesar Borges. Hoje, é filiado ao PR. Mas nasceu para a política como cria do ex-morubixaba pefelê ACM, arquirival do petismo.

Moral da história: para desgastar governos alheios, os fins justificam os meio$. Moral dois: greve de PM no governo dos outros é refresco.

– Em tempo: Jaques Wagner concedeu entrevista neste sábado (4). No quinto dia da paralisação da PM, acusou os grevistas de promoverem um “banho de sangue” em Salvador oara amedrontar a população.”


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