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Postado em 02-02-2012
Arquivado em (Artigos) por vitor em 02-02-2012 22:41


DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Ana Cláudia Barros
Dayanne Sousa
Eliano Jorge

Dois dias depois de decretada a greve parcial de policiais militares da Bahia, uma onda de boatos tomou conta de Salvador nesta quinta-feira (2). Nesta tarde, informações de que haveria arrastões e saques provocaram correria e pânico nas ruas do Centro da capital baiana. Comerciantes da Avenida Sete de Setembro, uma das principais da cidade, chegaram a fechar as portas.

Os boatos se espalharam pelas redes sociais, fazendo com que muitos moradores evitassem deixar suas casas. Apesar do temor generalizado, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia afirma que, nas delegacias da capital, não há qualquer registro oficial de arrastões.

Segundo o funcionário de um estabelecimento comercial na Avenida Sete de Setembro, a correria começou de forma repentina:
– As pessoas estavam andando normalmente na rua, quando, de repente, começaram a correr. Era muita gente. No comércio, todo mundo desceu as portas. Houve pânico. O pessoal ficou apreensivo. Mas ninguém viu se tinha arrastão mesmo. Neste momento, todo mundo resolveu ir embora e travou a cidade – conta, acrescentando que o movimento voltou ao normal no início da noite.

Estabelecimentos de outros bairros, como Brotas e São Caetano – na periferia -, também fecharam as portas.

O trânsito se complicou. No fim da tarde, já havia vários pontos de engarrafamento. A Avenida Paralela foi fechada durante protestos. Dois ônibus pararam atravessados na via, impedindo a passagem de outros veículos, no principal acesso ao Centro Administrativo da Bahia, complexo público no qual está localizada parte considerável das secretarias e órgãos do governo estadual.

Segundo as informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública, 85% do efetivo policial permanece nas ruas, mesmo durante a greve. Apesar desse dado, o governo do Estado anunciou em nota que 150 homens da Força Nacional de Segurança vão chegar à capital baiana às 22h desta quinta para reforçar o policiamento.

No início de janeiro, situação parecida foi vivida pela capital do Ceará, Fortaleza. O comércio da cidade também fechou as portas por medo depois do início de uma greve de policiais militares na virada do ano. Salvador também viveu cenas do tipo em 2001.

Greve

Os policiais militares afiliados à Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de Seus Familiares do Estado da Bahia) decidiram entrar em greve após assembleia realizada na terça-feira (31) em Salvador. A categoria reivindica a criação de um plano de carreira e melhores condições de trabalho.

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