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29


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DEU NAREVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Eliano Jorge

Após o anúncio, na terça-feira (28), de que a Globo assegurou os direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2018 e 2022, a Rede Record divulgou comunicado, criticando o acordo comercial. Ela promete acionar a Justiça, na Suíça e no Brasil, contra o negócio da emissora concorrente e a Federação Internacional de Futebol (Fifa).

A Record, que venceu a queda de braço pelos Jogos Pan-Americanos de 2011, não conseguiu tirar da rival outros grandes eventos esportivos além da Olimpíada de 2012. No ano passado, acusou a Globo de, nos bastidores, assediar os clubes de futebol e boicotar a licitação pelos direitos midiáticos das futuras edições do Campeonato Brasileiro.

Agora, relata “surpresa”, reclama de “falta de transparência” e ausência de licitação para a exibição de jogos dos Mundiais. “No Rio de Janeiro, a direção de nossa empresa ouviu garantias de que a licitação seria pública, transparente e aberta em regime semelhante ao que a Fifa realiza em países do mundo inteiro”, afirma, por meio da sua central de comunicação. “O acordo com a concorrência foi anunciado sem que qualquer outra empresa de comunicação brasileira tenha sido consultada”.

O comunicado acrescenta que a Record “pretende estudar as melhores medidas judiciais cabíveis na Suíça e no Brasil que garantam os direitos internacionais de negociação”, confiando nas “organizações que, justamente, combatem práticas de monopólio, protecionismo e corrupção”.

Leia a nota pública da emissora paulista:

“A Rede Record vem a público manifestar absoluta surpresa com a decisão da Fifa de prorrogar o acordo de direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2018 e 2022 para o Brasil com uma outra emissora sem qualquer licitação.

A Record foi informada em 2010, logo após o término da Copa do Mundo, pelo diretor de TV da Fifa, Sr. Niclas Ericson, de que haveria uma concorrência pelos direitos de transmissão dos eventos promovidos pela Fifa em 2018 e 2022, conforme provam e-mails trocados entre executivos da Record e da Fifa. No encontro realizado no Hotel Fasano, no Rio de Janeiro, a direção de nossa empresa ouviu garantias de que a licitação seria pública, transparente e aberta em regime semelhante ao que a Fifa realiza em países do mundo inteiro. Na oportunidade, a Record também entregou à Fifa um documento oficial afirmando que concorda com todas as condições para a aquisição dos eventos.

O acordo com a concorrência foi anunciado sem que qualquer outra empresa de comunicação brasileira tenha sido consultada. A informação foi divulgada no mesmo espaço de notícias em que a Fifa anuncia a abertura de licitação dos direitos para centenas de países da Europa, como Alemanha, Itália e Portugal; da Ásia como China e Índia; da Oceania como Austrália, da África, além de Estados Unidos, Canadá, América Central e da própria América do Sul.

É estranho verificar que para o Brasil o método seja outro. Um contrato sem concorrência decidido “fora do horário comercial”, sem ser à luz do dia e de forma transparente.

Relevante, também, ressaltar que a empresa que teve seu acordo prorrogado com a FIFA gosta de se auto intitular como um dos maiores grupos de comunicação do mundo. Em contrapartida, mostra em seus métodos que não aceita concorrência livre em que a melhor proposta seja a vencedora.

A Record informa que pretende estudar as melhores medidas judiciais cabíveis na Suíça e no Brasil que garantam os direitos internacionais de negociação.

Acreditamos na justiça e nas entidades mundiais de defesa do livre comércio sediadas na Suíça. Organizações que, justamente, combatem práticas de monopólio, protecionismo e corrupção.”

http://terramagazine.terra.com.br/ )
Caetano Veloso: “Mesmo que fosse preciso abrir um processo judicial – e que esse processo obrigasse a empresa a pagar indenização – eu não ia querer ficar com um só centavo que viesse daí”/ Terra Magazine

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

Em entrevista exclusiva a Terra Magazine, o compositor Caetano Veloso se manifesta sobre o uso do nome e das canções da Tropicália num condomínio de luxo da construtora Norberto Odebrecht, no bairro de Patamares, litoral de Salvador. Além de Caetano, Tom Zé, Gilberto Gil e os herdeiros de Hélio Oiticica avisaram à empreiteira baiana, parte de uma das maiores holdings do Brasil, que não aceitam a homenagem.

– Nunca fiz anúncio de artigo comercial. E me chocou que houvesse esse empreendimento da Odebrecht, usando o nome Tropicália. Fui olhar no site deles e lá estava meu nome e o de Tom Zé como líderes do movimento que o condomínio supostamente homenageava – diz o artista, por e-mail.

A Odebrecht é acusada de fazer “uso comercial” do ideário do movimento artístico irrompido nos anos 60. Após uma notificação de Caetano, a empresa respondeu que o nome “não deixará de ser utilizado, ficando V.Sa. devidamente notificado que será responsável por todos os danos, materiais e morais, que possam vir a ser causados por ação judicial indevidamente proposta”.

O tom intimidatório estimulou o surgimento de outras notificações de tropicalistas. Sem acordo, a questão deve parar na Justiça. Em entrevista a Terra Magazine, o músico Gilberto Gil reafirmou sua solidariedade ao companheiro geracional: “Caetano tem toda razão. Há essa volúpia da apropriação, da agregação de valor indiscriminada, utilizando tudo que possa estar à mão, sem nenhum critério de respeito”. Caetano ressalta que não quer ser indenizado pela Odebrecht:

– Prefiro apelar para o bom senso de executivos da Odebrecht, uma empresa baiana, pedindo que retirem os nomes do movimento e das canções a ele ligadas. Não quero dinheiro nenhum deles.

Segundo a assessoria da empresa, “o objetivo da Odebrecht Realizações Imobiliárias foi o de referendar um importante movimento artístico, de grande representatividade na Bahia e no Brasil”. Para isso, “foram feitas as devidas consultas prévias ao INPI, órgão competente, e ficou constatado que não há impedimento para o uso do nome ‘Tropicália’ em um empreendimento imobiliário”.

– Se a construtora queria de fato referendar o movimento tropicalista deveria começar por respeitar a vontade de seus criadores – reage Caetano Veloso, que também é crítico do modelo de expansão urbana de Salvador.

Terra Magazine – Depois de sua notificação contra a Odebrecht, Tom Zé e Gilberto Gil decidiram tomar o mesmo caminho e afirmar à empreiteira que não consideram como “homenagem” o uso do nome “Tropicália” num condomínio de luxo. Qual a essência de sua crítica ao empreendimento?

Caetano Veloso – Os herdeiros de Hélio Oiticia também se manifestaram, notificando a empresa. Eu não tinha nenhum conhecimento da existência de tal projeto até que recebi proposta de uma agência de publicidade para usar “Alegria alegria” num anúncio do condomínio. Nunca fiz anúncio de artigo comercial. E me chocou que houvesse esse empreendimento da Odebrecht, usando o nome Tropicália. Fui olhar no site deles e lá estava meu nome e o de Tom Zé como líderes do movimento que o condomínio supostamente homenageava. Além disso, as palavras “Alegria”, “Divino”, “Maravilhoso” nomeavam prédios e áreas do empreendimento. Assim, minha crítica inicial era à atitude da empresa, que tinha tocado um projeto todo fincado nos elementos do nosso trabalho. Não sou crítico de arquitetura nem de urbanismo. Mas todos nós, moradores de cidades, temos o direito – e até o dever – de comentar o que se constrói na área urbana. Não simpatizo com condomínios fechados. Sei que questões de segurança e mesmo do espírito do tempo (em que se tende a imitar cidades americanas com seus “subúrbios” exclusivos) levam as construções urbanas a tomarem certas orientações. Nada me levaria a reclamar de público contra esse exemplo baiano, de que sei tão pouco, se não fosse um uso comercial de referências diretas a trabalhos meus e de meus companheiros da Tropicália.

A empreiteira afirma que desejou “referendar um importante movimento artístico” e que “não utilizou, tampouco sugeriu nem autorizou o uso dos nomes dos integrantes do movimento para promover o empreendimento”. Como você avalia essa tentativa de referendar o tropicalismo? Alguém lhe procurou antes da homenagem?

Ninguém me procurou. E o fato é que meu nome, juntamente com o de Tom Zé, estava no site do condomínio. Se a construtora queria de fato referendar o movimento tropicalista deveria começar por respeitar a vontade de seus criadores. Já dissemos, de público e em notificações enviadas a ela, que não queremos os nomes de nossas obras vinculadas a um mega empreendimento comercial.

A questão de fundo é a explosão imobiliária em Salvador, inclusive sobre áreas verdes da cidade. Como você vê essa explosão urbana descontrolada?

Vejo com preocupação a irracionalidade do crescimento de Salvador. No verão, o prefeito assinou lei liberando gabarito na Orla. Me coloquei claramente contra. Sei que o condomínio que querem batizar de Tropicália está sendo construído junto ao parque de Pituaçu, uma reserva florestal bonita e importante. Não sei se isso põe a reserva em risco. Mas minha reação ao empreendimento nasceu da total desatenção dos seus responsáveis para com os artistas cujo trabalho vem sendo usado para promovê-lo.

Na internet, os habituais ataques de anônimos, que tentam estigmatizar os tropicalistas, dizem que o que se quer é dinheiro da construtora. Por causa desse tipo de leitura, você decidiu não pedir indenização da Odebrecht, apenas exigir a retirada do nome antes de recorrer à Justiça?

Prefiro apelar para o bom senso de executivos da Odebrecht, uma empresa baiana, pedindo que retirem os nomes do movimento e das canções a ele ligadas. Não quero dinheiro nenhum deles. Mesmo que fosse preciso abrir um processo judicial – e que esse processo obrigasse a empresa a pagar indenização – eu não ia querer ficar com um só centavo que viesse daí. Se a solução do problema passasse por dinheiro seria fácil solucionar: dinheiro é o que não falta à Odebrecht. Mas não quero dinheiro para autorizar o uso de minha obra.


( Leia mais sobre o assunto da revista digital Terra Magazine –


Bispo Crivela com Alencar:Dilma atrai PRP em ano eleitoral
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deu no G1

O Palácio do Planalto anunciou nesta quarta (29) que o ministro da Pesca, Luiz Sérgio (PT-RJ), vai deixar o cargo e será substituído pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).

O PRB é o partido do ex-vice-presidente José Alencar, morto em março de 2011. O partido agrega parte da bancada evangélica no Congresso, integrou a base de sustentação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e segue na base aliada no governo Dilma Rousseff.

Até então, o PRB não tinha representantes no ministério de Dilma. Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, a “mudança permite a incorporação ao Ministério de um importante partido aliado da base do governo”.

Crivella será o terceiro ministro da Pesca no governo Dilma. O primeiro foi Ideli Salvatti (PT-SC), que em junho do ano passado trocou de pasta com Luiz Sérgio – ela foi para as Relações Institucionais, que cuida da articulação política do governo, e ele, para a Pesca.

O suplente de Crivella, que deve assumir a cadeira no Senado, é o ex-deputado federal Eduardo Lopes (PRB-RJ).

A mudança no ministério foi anunciada no Palácio do Planalto pelo porta-voz da Presidência, Thomas Traumann. Ele leu nota assinada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República com o seguinte teor:

“O ministro da Pesca e Aquicultura, deputado Luiz Sérgio de Oliveira, está deixando o cargo depois de prestar inestimável contribuição ao governo. À frente da Secretaria de Relações Institucionais e, depois, como responsável pela pasta da Pesca e Aquicultura, Luiz Sérgio desempenhou com dedicação e compromisso com o país todas as tarefas que lhe foram atribuídas pela presidenta Dilma Rousseff.

DEU NO SITE DE CHICO BRUNO (http://www.chicobruno.com.br )


Culpa da Coelba

Fora do ar por falta de luz

Este sítio parou de ser atualizado às 09:18 por falta de energia elétrica distribuida pela Coelba As causas da interrupção por quase duas horas não foi informada pela empresa A dita cuja retornou por volta das 11:10.

Desde quinta-feira (23), este sítio está envolvido em uma série de problemas técnicos em seus PCs e notebooks acarretados por fugas de energia.

O funcionamento que já estava meia bomba, foi agravado com a falta de luz desta manhã (29) em sua sede.

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BAHIA EM PAUTA COMENTA:

Chico:Mesmo para quem consegue ver na escuridão – e este e o seu caso – problemas situaçoes como este alem de chatear e prejudicar revelam desorganização empresarial e enorme desrespeito com o consumidor cidadão.

No caso de um blog os prejuizos são ainda maiores e cobram investigação e ressarcimentos devidos.

Receba o abraço amigo e a solidariedade do BP

(Vitor Hugo Soares)


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Regina:

Se tiver um tempinho entre um Sussurro e outro nas margens californianas da Baia de San Francisco faça a traduçao da letra da melodia cantada por Marilyn e mande para os leitores do Bahia em Pauta. OK?

BOM DIA A TODOS!!!

(Vitor hugo Soares)

fev
29


Marilyn festeja aniversario:Cannes?
Foto:Publico
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Uma fotografia em preto e branco de Marilyn Monroe com um bolo de aniversário é a imagem escolhida pelo Festival de Cannes para o cartaz da próxima edição, no ano em que não só o festival celebra 65 anos, como o mundo assinala a morte da icónica atriz, que morreu há 50 anos, em 1962.

A fotografia foi tirada por Otto L. Bettmann dentro de um carro, possivelmente uma limusine, e mostra Marilyn Monroe com um bolo de aniversário na mão e sopramdo uma vela. Para a organização, que deu a conhecer a imagem do festival na terça-feira (28), Marilyn celebra um aniversário “que poderia muito bem ser o de Cannes”.

“Cinquenta anos depois da sua morte, Marilyn continua a ser uma das principais figuras do cinema mundial, um ícone eterno, cuja graciosidade, mistério e poder de sedução continuam resolutamente contemporâneos”, escreveu a organização em comunicado, justificando a sua opção. “Ela encanta-nos com este gesto promissor: um beijo sedutor soprado.”

Para o Festival de Cannes este é o ano ideal para homenagear a atriz, cujo aniversário da morte coincide com o aniversário do festival mais prestigiado de cinema do mundo.

“O festival é um templo de glamour e a Marilyn é a perfeita encarnação. Esta união simboliza o ideal de simplicidade e elegância”, continua a nota da organização.

A 65ª edição do Festival de Cannes, que se realiza entre os dias 16 e 27 de Maio, terá como presidente de júri Nanni Moretti. O realizador italiano ficará responsável pela entrega do prémio principal do festival, a Palma de Ouro, que em 2011 foi para “A Árvore da Vida”, de Terrence Malick.

(Informaç~~oes do jornal europeu PUBLICO)

fev
29
Posted on 29-02-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-02-2012


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Aroeira, hoje, no jornal O Dia

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Opinião Política

Apertos orçamentários

Ivan de Carvalho

Prefeitos e governadores na maior parte do país estão arrancando os cabelos. Os prefeitos, desde o começo do ano, os governadores desde a última segunda-feira, quando o Ministério da Educação divulgou o valor do piso salarial dos professores – R$ 1.451 reais para professores do ensino básico. Setecentos prefeitos e representantes de 16 governos estaduais correram ontem para Brasília na tentativa de conseguir concessões – ajuda financeira do governo federal, mudança de critérios no cálculo do piso salarial para abaixar o valor.

O aumento em relação ao valor antes vigente, de 22 por cento, é um percentual realmente assustador quando se trata de uma categoria muito numerosa de servidores públicos estaduais e municipais. Há muito tempo os professores do ensino básico (e até de outros níveis) são terrivelmente mal pagos no Brasil pelo simples fato de que são muitos.

Trata-se de um fenômeno econômico praticamente invariável – toda categoria muito numerosa tem remuneração baixa. Como a dos professores e a dos trabalhadores da construção civil, para citar só dois exemplos. Por mais importante que seja o seu trabalho. E mesmo que exija um grau considerável de estudos, dedicação e preparo, como ocorre no caso dos professores.
Nos países pobres o fenômeno é, naturalmente, muito mais acentuado. Não dá para comparar sua força no Brasil com a força que tem no Japão, na Alemanha, nos Estados Unidos, na Suécia ou Noruega, na Suiça, no Canadá e numa porção de outros lugares nos quais há mais riqueza por pessoa que aqui e se dá à educação muito mais valor do que aqui. Nesses outros lugares, a educação é uma prioridade de verdade. No Brasil, tem sido uma prioridade de mentira.

Para complicar a situação financeira de Estados e municípios, além dos 22 por cento de aumento no piso salarial dos professores do ensino básico, o aumento do salário mínimo este ano foi de 14 por cento, também um percentual muito alto e que atinge em cheio não somente Estados, mas principalmente os municípios.

É claro que, ao contrário do que ocorre no caso dos professores, é muito provável que o sufoco dos municípios na parte que diz respeito ao salário mínimo não seja tanto pelo valor do salário (apesar do aumento muito acima da inflação oficial que este experimentou), mas pelo número excessivo de servidores que os municípios têm. As prefeituras têm se comportado como cabides de emprego para atender às conveniências políticas, familiares e pessoais dos que as controlam. Há honrosas exceções, claro.

Muitos Estados também não mostram cautela na calibragem de sua estrutura administrativa e de pessoal e isso compromete suas finanças. Neste ano eleitoral, aliás, vai ser difícil encontrar administradores dispostos a enxugar o quadro de pessoal, a estrutura administrativa ou seja lá o que for.

Cabe uma palavra sobre a situação na Bahia. Se não fizer mágicas e magia ou não vierem medidas salvadoras da área federal, a administração estadual vai ter dificuldade para enfrentar a situação. Quanto às prefeituras, vão estar em situação ainda mais vexatória, pois são municipais as eleições deste ano e os prefeitos não querem desagradar ninguém – nem encolhendo a máquina, nem usando-a com moderação. Mas, é bom que se faça a ressalva, existem dribles, jeitinhos, bolsas, ONGs e outras coisas com mil e uma utilidades.


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Jorge Ben, o Babulina, para ouvir como no tempo em que o Berro D´ Água, no Porto da Barra, era um dos melhores … Complete o resto e BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)


Eliana diante do senador Pedro Simon na CCJ
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Débora Santos
Do G1, em Brasília

A corregedora-nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, afirmou nesta terça-feira (28), em audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que juízes que atuam de maneira “séria e decente” não podem ser confundidos com “meia dúzia de vagabundos que estão infiltrados na magistratura”.
saiba mais

“Precisamos abrir diversos flancos para falar o que está errado dentro da nossa casa. Faço isso em prol da magistratura séria, decente e que não pode ser confundida com meia dúzia de vagabundos que estão infiltrados na magistratura”, declarou Calmon, que também é ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O desabafo foi feito pela ministra depois de citar as razões pelas quais foi iniciada uma investigação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras Coaf), do Ministério da Fazenda, a pedido do CNJ, sobre movimentações financeiras “atípicas” entre magistrados, servidores do Judiciário e familiares. Em setembro, ela já havia provocado reações ao afirmar que havia “bandidos escondidos atrás da toga”.

Entidades que representam juízes são autoras de ação, protocolada no ano passado, que buscava barrar a investigação do CNJ sobre pagamento supostamente privilegiado de auxílio-moradia e gratificações legais a magistrados. Elas acusam o CNJ de quebra de sigilo bancário e fiscal em processo administrativo, sem autorização judicial, além do vazamento de informações.

PEC

Na audiência no Senado, Eliana Calmon debateu propostas da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pretende ampliar os poderes do CNJ de investigar e punir juízes. A emenda prevê autorização para o CNJ usar provas sigilosas compartilhadas de outras investigações e processos.

Para a ministra, esse mecanismo é fundamental às investigações. Ela citou o exemplo dos tribunais de Justiça de São Paulo e de Mato Grosso nos quais, segundo a corregedora, boa parte dos magistrados não apresentam a declaração de bens.

“É muito difícil corrupto deixar documento. Vou me valendo das provas que estão em inquérito ou que estão no STJ. Essas investigações patrimoniais são importantes porque através do imposto de renda e também desse compartilhamento de quebra de sigilo eu posso fazer alguma coisa”.

O autor da PEC, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), rebateu acusações de que o CNJ estaria quebrando o sigilo fiscal de magistrados. “Não se trata de quebra de sigilo. Não se está pedindo para grampear ninguém, são documento sigilosos já existentes. Dados fiscais declaração de imposto de renda”, afirmou.

O senador Pedro Taques (PDT-MT), outro defensor da PEC, também corroborou as investigações patrimoniais. “No caso de servidor publico como são os juízes, falar em sigilo bancário e fiscal me parece uma absurdo. Se nós somos servidores públicos temos de prestar contas das nossas atividades. Não há maior injustiça do que ser julgado por um juiz que é corrupto e a esmagadora maioria dos magistrados brasileiros são pessoas honestas”, afirmou o senador Pedro Taques (PDT-MT).

A ministra afirmou que, na época da instalação do CNJ, havia a intenção de se criar um sistema de controle de todos os pagamentos da Justiça Estadual e, por isso, foi feito o pedido ao Coaf para monitorar movimentações atípicas de pessoas ligadas ao Judiciário. Eliana Calmon disse ainda que a ideia de fazer o banco de dados de pagamentos foi abandonada.

“Estamos encontrando o seguinte: desembargadores ganham o teto, R$ 26 mil, mas durante três meses do ano vem um penduricalho onde se dá uma gratificação monstruosa. Se somarmos tudo e dividirmos por 12, eles não ganham R$ 26 (mil), ganham R$ 50, R$ 40 (mil)”, disse a corregedora nacional de Justiça.

Corregedorias ‘despreparadas’

Mais cedo, durante a audiência no Senado, Eliana Calmon disse que as corregedorias estão “despreparadas” para fiscalizar as atividades da magistratura no Brasil.

Ela participou nesta tarde de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado que discute proposta de emenda a Constituição para ampliar os poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de fiscalizar e punir juízes.

Para a ministra, uma das dificuldades do trabalho de disciplinar magistrados é a cultura de que a carreira precisa se “proteger”.

“Temos a consciência de que o grande papel de disciplina é feito pelas corregedorias locais, que estão absolutamente despreparadas para atender a demanda necessária, e também pela cultura que se estabeleceu com ranços, inclusive de uma civilização ‘bonapartista’, de que temos de nos proteger”, afirmou a corregedora.

Criado em 2004, o CNJ tem a missão de planejar, fazer o controle e garantir a transparência do trabalho dos magistrados. Para Eliana Calmon, a deficiência das corregedorias locais demonstra a importância do papel da corregedoria nacional. Durante a audiência, ela disse que, como “toda a sociedade”, o Poder Judiciário passa por um “esgarçamento ético bastante acentuado”

(Informaçoes do G1. Lweia mais em O Globo.com)

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