Seixas Dória:marcas fortes na política nordestina e nacional
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DO G1 – SERGIPE

Fredson Navarro e Marina Fontenele

DO G1 – SERGIPE

Faleceu na tarde desta terça-feira (31) o ex-governador de Sergipe Seixas Dória, aos 94 anos. Ele estava internado há dias no Centro deTratamento Intensivo (CTI) do Hospital São Lucas, em Aracaju.

Segundo informações do funcionário da residência da família, Seixas Dória estava internado há mais de 20 dias, mas estado de saúde se agravou e o ex-governador morreu por volta das 17h40.

O ex-governador estava debilitado após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) há cerca de um ano. Na última segunda-feira (30), ele foi submetido a cirurgia para colocação de sonda, mas não resistiu à intervenção e morreu.


Um político com história

Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Niterói em 1946, foi secretário da prefeitura de Aracaju filiando-se à UDN após o fim do Estado Novo e foi eleito deputado estadual em 1947 e 1950 chegando ao posto de líder da bancada.

Em 1954 e 1958, Seixas foi eleito deputado federal e integrou-se à Frente Parlamentar Nacionalista e em 1960 foi entusiasta da candidatura presidencial de Jânio Quadros servindo-lhe como vice-líder do governo na Câmara dos Deputados. Consumada a renúncia de Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961, Seixas Dória integrou a “Bossa Nova” da UDN ao lado de nomes como o futuro presidente, José Sarney.

Em 1962 foi eleito governador de Sergipe derrotando o udenista Leandro Maciel. Assinou, sob ressalva, o “Manifesto dos governadores democratas”, uma iniciativa do paulista Ademar de Barros. Aliado do presidente João Goulart, defendia as chamadas “reformas de base” a ponto de opor-se, via rádio, ao Golpe Militar que abreviou o mandato presidencial em 31 de março de 1964.

Seixas foi Membro da Academia Sergipana de Letras, autor de ‘Sílvio Romero, jurista e filósofo’ e ‘Eu, réu sem crime’.

jan
31
Posted on 31-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-01-2012


Danielle Winits cobre rosto ao ser fotografada no Leblon
Foto Rio News
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DEU NO IG

Um dia após deixar o a Clínica São Vicente no Rio, onde recuperava-se da queda de aproximadamente cinco metros junto com o ator Thiago Fragoso durante o musical “Xanadu”, a atriz Danielle Winits foi fotografada na tarde desta terça-feira (31) na porta do restaurante Gula Gula, no bairro do Leblon.

Ao perceber a presença de fotógrafos, Danielle tentou esconder, com sua blusa, a boca machucada no acidente ocorrido nesse sábado (28), quando despencou em cima da plateia enquanto “voava” presa a cabos,  junto com Tiago Fragoso, durante a performance do espetáculo.

Leia também: Danielle Winits já tem data para voltar ao trabalho


Greve da PM e Bombeiros, Salvador imobilizada
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deu no site Bocão News

A Polícia Militar da Bahia e o Corpo de Bombeiros decidiram entrar em greve. A notícia foi confirmada na tarde desta terça-feira (31) após assembleia realizada no Ginásio dos Bancários, na Carlos Gomes.

A categoria, que lotou o ginásio, reivindica – além da criação de um plano de carreira, pagamento da URV e melhores condições de trabalho.
A equipe do Bocão News está no local da assembleia acompanhou toda a manifestação. Segundo a repórter Adélia Félix, os policiais da 14ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), no bairro do Lobato, já fecharam as portas.

Neste momento, os policiais militares e bombeiros seguem em passseata rumo ao Centro Administrativo (CAB), onde irão entregar o documento com as reivindicações ao governador Jaques Wagner. De lá, a categoria irá decidir em qual quartel irá ficar acampada.

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BAHIA EM PAUTA COMENTA:

Na caminhada para o CAB os manifestantes se lembraram (ou foram advertidos) para o fato de que o governador Jaques Wagner não estava na governadoria. Viajou na comitiva da presidente Dilma Rousseff, que está em Cuba. No lugar do governador Wagner está o vice, Otto Alencar.

Os manifestantes da PM, informados deste fato, preferiram mudar de rumo. Foram para a Assembléia Legislativa, comandada pelo deputado Marcelo Nilo.

Resultado até aqui. O tráfego na capital, que é caotico praticamente todos os dias, hoje deu um nó com a manifestação de PMs e Bombeiros. Há engarrafamentos e caos no transito por praticamento todos os corredores de tráfego . Centenas de soteropolitanos preferem andar a pé na tentativa de chegar em casa depois de um dia de trabalho. Idosos, jovens e crianças, apanhados de surpresa na volta , sofrem igualmente.

Salvador com nó no transito, sem polícia e sem comando.

(Vitor Hugo Soares)

jan
31
Posted on 31-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-01-2012


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A música da tarde no BP vai para o jornalista Claudio Leal, colaborador e amigo muito especial do BP que passeia pela linda capital portuguesa a caminho do aeroporto de Lisboa, onde embarca esta terça-feira de volta para a Bahia.

Boa viagem para Claudio. Boa tarde para todos!

(VHS)

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Canoas do Tejo

Intérprete:Carlos do Carmo

Composição: Frederico de Brito

Canoa de vela erguida,
Que vens do Cais da Ribeira,
Gaivota, que andas perdida,
Sem encontrar companheira

O vento sopra nas fragas,
O Sol parece um morango,
E o Tejo baila com as vagas
A ensaiar um fandango

[refrão:]
Canoa,
Conheces bem
Quando há norte pela proa,
Quantas docas tem Lisboa,
E as muralhas que ela tem

Canoa,
Por onde vais?
Se algum barco te abalroa,
Nunca mais voltas ao cais,
Nunca, nunca, nunca mais

Canoa de vela panda,
Que vens da boca da barra,
E trazes na aragem branda
Gemidos de uma guitarra

Teu arrais prendeu a vela,
E se adormeceu, deixa-lo
Agora muita cautela,
Não vá o mar acordá-lo


Lisboa:O Castelo de São Jorge visto do Rossio
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Depois de passar um mês de férias entre Benin, Paris e Lisboa o jornalista Claudio Leal retorna esta terça-feira a Salvador, a tempo de um reencontro com Yemanja na praia do Rio Vermelho, dia 2 de fevereiro, como promete na “carta eletrônica” a este editor horas antes de pegar o avião em Lisboa.

Beleza de escrito, na forma e no conteúdos. Destes que já quase não se fazem mais no País. BP publica o texto com autorização do autor. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

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CARTA ELETRÔNICA

EUROPA, ÁFRICA E BAHIA

Claudio Leal

“Do Rossio, observando o Castelo de São Jorge da janela do meu quarto, envio-lhe este sinal de fumaça com as cores portuguesas. Retornei de um périplo beninense e francês, desaguando em Lisboa, Évora, Braga e Guimarães. Um imenso Portugal.

Quando procuro ler notícias da patriazinha (licença, Vinicius de Moraes), vejo uma overdose de Big Brother e outras coisas desse jaez, como diriam os antigos editorialistas. Tá difícil. Se calhar, compro uma água-furtada em Alfama e estendo o varal em Lisboa, uma cidade de encantos diversos, dentre os quais o linguajar popular que nos soa ingenuamente literário, mesmo quando lambe o rés-do-chão.

Na Mouraria, uma miúda, de não mais que 12 anos, choramingava com as amigas: o Sérgio, seu namorado, enviara uma carta de amor para outra rapariga. Modos trágicos, a pequena continuou o relato: “Então eu o olhei com os olhos definitivos de quem o amava muito”. Olhos definitivos, olha lá que maravilha!

A viagem ao Benin teve muitos roteiros e cidades – um balanço ainda por fazer -, mas foi bonita a caminhada, pá. Claro, não me surpreenderam a miséria, o atraso na gestão urbana, a ausência do Estado, etc. e mil outros tals. Nada tão distante de alguns “recantos” brasileiros.

Pois bem, os vestígios de Bahia na costa africana do Atlântico adensaram a experiência. Você e Margarida certamente iriam adorar ver a Festa do Bonfim realizada pelos descendentes dos escravos retornados. A catedral de Porto Novo se abre para a irmandade dos negros “agudás”, gostosamente auto-intitulados “brasileiros”, já que carregam sobrenomes lusófonos – Silva, Souza, Correia, por aí. Depois da festa religiosa e do desfile dos mascarados, os agudás promovem uma patuscada de carnaval, com direito a bumba-meu-boi e burrinha, também carregados nesse refluxo dos africanos ao Benin.

O que se tornou folclórico, no Brasil, ainda é um comovedor divertimento em Porto Novo. As crianças correm de bestagens que não nos assustam mais. Amaral, um altaneiro agudá, puxa as músicas como se fora um Nelson Sargento ou Monarco – ou semelhante elegância de bamba. Nisso tudo há um inevitável sabor de universo próximo do desaparecimento. O Brasil, além de não conhecer o Brasil, ignora esse amor sanguíneo dos beninenses às bahias deixadas para trás.

Voando de Cotonou a Paris. A França segue naquela maré que Paulo Mendes Campos definiu muito bem, na década de 50: “inteligência fatigada”. Porém, ai porém, Paris permanece atraente ao frio, que faz os turistas abrirem o gás. Do que vi, as coisas não andam fáceis para o marido de Carla Bruni, após o desastre da perda do triplo AAA.

Só se fala dessas três letrinhas. Continuo com a estranheza de ver o mercado financeiro distribuir notas, arrogantemente, a Estados já baqueados. Mas essa cafajestada foi aprovada por muito tempo pelos próprios comissários da Europa. Em Portugal, há uma melancolia brutal da crise, perceptível em Lisboa e no Norte. Outro dia vi uma reportagem da RTP sobre uma tal de Anacieta, adolescente que encomendou um irmãozinho aos pais. Com a crise, informou o jornalista, o projeto de gravidez foi adiado. Coitada da Anacieta!
Retorno para a Bahia no dia 31 de janeiro e assistirei à Festa de Yemanjá, desta vez com uma carta de recomendação dos ancestrais africanos. Tremei.

Nos veremos no retorno. Um beijo para Margarida. E pros da pesada, diz que vou levando.

Abraços lusitanos,
Claudio.

Claudio Leal, jornalista baiano, trabalha na redação da revista digital Terra Magazine em São Paulo. Está em viagem de férias.


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Para começar a terça-feira no BP nada melho que a sugestão feita pelo leitor que assina Vangelis na área de comentários deste site blog baiano plugado no mundo, sintonizado em seu tempo mas sem esquecer as coisas belas e boas do anos que se foram.

Viva Petrolina(PE) e Juazeiro(BA) e o som que atravessa o tempo do serviço de alto falante Marabé.

Obrigado Vangelis.

BOM DIA A TODOS!!!

(Vitor Hugo Soares)

O Bradesco abriu na manhã desta terça-feira(31) a temporada de anúncio de resultados de 2011, anunciando lucro líquido contábil de R$ 2,726 bilhões no quarto trimestre do ano passado, queda de 8,7% ante o mesmo período do ano anterior. No ano de 2011, o banco lucrou R$ 11,028 bilhões, crescimento de 10% na comparação com 2010.

O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio ficou em 21,3%. A carteira de crédito expandida, que inclui avais e fianças, fechou dezembro em R$ 345,7 bilhões, com evolução de 17,1% em relação ao mesmo período de 2010.

O destaque foi o crescimento das operações de pessoas jurídicas, que atingiram R$ 237 bilhões e tiveram crescimento de 20,4%. Na pessoa física, a expansão foi menor, de 10,6% para R$ 108,7 bilhões. Os ativos totais do banco fecharam 2011 em R$ 761,5 bilhões, crescimento de 19,5% em um ano. O patrimônio líquido, em dezembro de 2011, somou R$ 55,6 bilhões, 15,7% superior ao mesmo mês de 2010.

O Bradesco também informou lucro ajustado de R$ 2,771 bilhões no quarto trimestre, alta de 3,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. A diferença em relação ao ganho contábil se deve a efeitos extraordinários, como provisão para causas cíveis, efeitos fiscais e alienação parcial de investimentos em empresas (como Ibi Promotora, CPM Braxis e Fidelity). No ano, o lucro ajustado foi de R$ 11,198 bilhões.

(Informações do portal IG)

jan
31
Posted on 31-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-01-2012


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Mario, hoje no jornal Tribuna de Minas(MG)


Negromonte, Muniz e Leão: retrato de futuro incerto

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OPINIÃO POLÍTICA

Bahia perde ministério

Ivan de Carvalho

A publicação, ontem, no Diário Oficial da União, da demissão involuntária (não foi a pedido, como revela o ato publicado) do chefe da Assessoria Parlamentar do Ministério das Cidades, João Ubaldo Dantas, baiano recrutado pelo ministro Mário Negromonte, tornou inócua a deferência da presidente Dilma Rousseff que, em uma solenidade em Camaçari, cumprimentou publicamente o ministro.

Como a presidente é sempre e reconhecidamente uma pessoa muito gentil e cordial, está claro que o cumprimento foi mera formalidade. Ainda mais que, também sem pedir, foi exonerado na semana passada o chefe de Gabinete de Negromonte, Cássio Peixoto, também da Bahia.

Não há apostas nos meios políticos sobre a saída ou permanência do ministro Mário Negromonte na equipe da presidente. Ninguém quer apostar que ele fica. Junto com ele, todos apostariam, até porque é lógico, sairá o secretário executivo do ministério, o ex-prefeito de Lauro de Freitas e ex-deputado estadual Roberto Muniz, que completa o trio de baianos de mais destaque levados por Negromonte para a pasta.

Ontem dava-se como certo que a saída de Negromonte já foi decidida pela presidente da República, que ontem partiu de Salvador para uma viagem a Cuba e ao Haiti, em companhia do governador Jaques Wagner, brindado por um convite especial de Dilma Rousseff (está a cada dia melhor sua relação com a presidente). Vai ver muita miséria no Haiti e, em Cuba, entre outras coisas, nenhuma liberdade.

Mas, voltando ao caso do ministro Mário Negromonte, ele está para deixar o cargo principalmente por ter perdido a sustentação de seu partido, o PP – especialmente de acentuada maioria da bancada na Câmara –, e por causa de algumas denúncias feitas contra ele e auxiliares por veículos de comunicação e que os órgãos competentes ainda não apuraram.

Se o PP da Bahia perde o forte Ministério das Cidades (parece já combinado que um representante da outra banda da bancada do PP será nomeado em seu lugar), automaticamente perde força no estado e se torna menos influente junto ao governo Wagner. Mais frágil e muito mais dependente, apto a ser lenta, gradual e seguramente devorado. A não ser que acabe fazendo opção pela independência ou até pela oposição, mas isto só o futuro dirá.

Outra questão é que o PP, partido ao qual se filiou, digamos, recentemente, o prefeito de Salvador, João Henrique, perde grande parte de sua utilidade a este, na medida em que não haja mais um ministro das Cidades baiano disposto a fazer o possível para carrear recursos para a capital baiana. No entanto, se o prefeito quiser ter alguém na campanha eleitoral que ocupe espaço na propaganda gratuita em rádio e televisão, além de outros espaços e meios e fale bem de sua administração, defendendo-a de ataques e elogiando-a, precisará mesmo é do PP e da candidatura do deputado João Leão. Que já foi ao presidente nacional do partido, senador Francisco Dornelles, certamente se informar da situação de Negromonte e conversar sobre a candidatura leonina e a posição do PP em relação ao governo baiano.

Isto porque há pontos de atrito à vista. João Leão e o PP vão tentar recuperar a prefeitura de Lauro de Freitas, hoje ocupada pela petista Moema Gramacho, muito prestigiada pela cúpula do seu partido. Mas aí o candidato não será João Leão.

O outro problema – e muito maior – é Salvador. João Leão quer ser candidato a prefeito, naturalmente que com o apoio de João Henrique. Mas o comando do PT quer o apoio do PP (leia-se, do prefeito e da prefeitura) para a candidatura petista de Nelson Pelegrino. Esse é um ponto de atrito em potencial, e dos grandes, principalmente se a eleição ficar difícil com uma eventual (buscada, mas ainda não encontrada) união das oposições.

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