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Com estilo único o Quarteto Em Cy interpreta grandes sucessos da Bossa Nova… Confira .

BOA NOITE!!!

(VHS)


Winits e Fragoso na noite de estreia de Xanadu
no Teatro Casa Grande, em Ipanema/ Img.Terra
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DEU NO PORTAL TERRA

Marcus Vinícius Pinto

Direto do Rio de Janeiro

Os atores Danielle Winits e Thiago Fragoso sofreram um acidente durante a sessão das 19h deste sábado (28) da peça de teatro Xanadu, no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro.

Os atores caíram de uma altura de 4 metros de altura, quando os cabos de aço que os sustentam durante um voo se soltaram. Como o teatro não estava cheio, os dois caíram em um assento vazio. Os patins dos atores, no entanto, atingiram dois espectadores que não tiveram ferimentos graves.

Durante o voo, Fragoso se movimenta por baixo de Winits. Cada um possui um cabo de sustentação.

Após o acidente a atriz, com um corte na boca, foi encaminhada para a Clínica do Hospital São Vicente. Segundo a assessoria de imprensa do Hospital, Winits está passando por exames para avaliar se haverá a necessidade de internação.

Thiago Fragoso deu entrada no Hospital Miguel Couto às 21h22, segundo uma funcionária do local. O ator tem suspeita de fratura na costela. De acordo com um familiar, Fragoso está consciente.

O espetáculo Xanadu, escrito por Artur Xéxeo, é dirigido por Miguel Falabella e ainda possui no elenco o cantor Sidney Magal. A peça estreou no dia 13 de janeiro

Os corpos de dois irmãos do ex-vice-presidente José Alencar, morto em março de 2011, foram enterrados hoje em municípios da Zona da Mata mineira, região de origem da família. Álvaro Gomes da Silva, de 92 anos, e Elza Gomes da Silva Cataldo, de 86, morreram ontem em cidades de Minas e Espírito Santo em um intervalo de menos de duas horas.

As mortes ocorreram dois meses antes do aniversário de um ano da morte do empresário que foi eleito e reeleito ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e morreu em 29 de março do ano passado, vítima de um câncer contra o qual lutou por mais de dez anos.

Álvaro foi internado no início da noite de quinta-feira em um hospital de Piúma (ES), onde vivia, e não resistiu. Ele já tinha a saúde fragilizada e não chegou a comparecer às cerimônias fúnebres do ex-vice-presidente. Já Elza Gomes da Silva Cataldo, de 86, morreu no Hospital Socor, na capital mineira, onde estava internada.

A família não confirmou as causas das mortes, mas apenas que os corpos de Elza e Álvaro foram enterrados, respectivamente, em Tocantins e Muriaé, ambas na Zona da Mata. A última é onde fica o distrito de Itamuri, local de nascimento de Alencar e no qual está a Igreja Nossa Senhora da Glória, onde o ex-vice-presidente foi batizado.

Na família eram 15 irmãos – José Alencar era o 11º – e, agora, apenas três estão vivos. Também naturais da Zona da Mata mineira, Célia da Silva Peres de Freitas, de 84, Antônio Gomes da Silva, de 76, e Dolores Maria Silva Ribeiro, de 64, vivem atualmente em Belo Horizonte.


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Viva Ubaldo! Bravo, Waltinho!.

E Deus salve Itaparica, Salvador e a Bahia ( da ponte, dos negócios e dos negociantes).

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


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OPINIÃO POLÍTICA

Duas atitudes de Dilma

Ivan de Carvalho

A presidente Dilma Rousseff chega amanhã a Salvador para participar, juntamente com o governador Jaques Wagner – que tem ascendência judaica – de uma solenidade que marcará o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, instituído pela Organização das Nações Unidas. É uma maneira da presidente manifestar condenação, inclusive com a intenção de que não se repita jamais (o que é bom, até porque um novo Holocausto de Israel vem sendo persistentemente armado), a um dos maiores crimes cometidos no século XX – e certamente ao mais chocante e notório.

É também uma maneira de manifestar solidariedade ao povo que, na época do Holocausto, não tinha um país e desde o ano 70 da era cristã, com a Diáspora, vinha e continua sendo com freqüência alvo de perseguições de diversas intensidades e amplitudes, variando do preconceito ao genocídio, como ocorreu no caso do Holocausto, que um celerado como o presidente-ditador do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, declara ser “uma fraude” e “um mito”, que segundo ele teve o objetivo de fundamentar a criação do Estado de Israel.

A presidente aceitou o convite da Sociedade Israelita da Bahia para estar presente no encontro que ocorrerá no Forum Ruy Barbosa em memória da “fraude” que produziu a morte de seis milhões de judeus em campos de concentração nazistas.

Uma outra atitude favorável à preservação e valorização dos direitos humanos acaba de ser adotada pelo governo brasileiro, por intermédio do Itamaraty, mas evidentemente por decisão da presidente da República. O governo atendeu a um pedido de visto de entrada no Brasil da blogueira cubana Yoani Sánchez, detentora de dez prêmios internacionais, que vem à Bahia para o lançamento, em Jequié, de um documentário sobre a “Conexão Cuba-Honduras”, no qual Yoani dá um depoimento.

Ela também encaminhou à presidente Dilma Rousseff, por intermédio da embaixada brasileira, uma carta em que pede a interferência da chefe de Estado junto ao governo cubano para que a licença de saída de Cuba – um documento apelidado no país dos Castro de “carta branca”. Isto porque sair de Cuba não é considerado um direito, mas algum tipo de concessão que o regime faz às pessoas, quando acha que convém. Ou que negar não convém, como é agora o caso.

Não há dúvida de que o Itamaraty, antes de dar o visto de entrada, e considerando o relacionamento idílico que os governos brasileiro e cubano têm mantido há anos (daqui a poucos dias a presidente Dilma vai a Cuba), fez contato com o governo da ilha e certificou-se de que a “carta branca” será concedida. A negativa, evidentemente, chamaria muito mais atenção para o caso do que a vinda de Yoani ao Brasil. Seria mais desagradável para o governo cubano, que já negou, antes, todos os 20 pedidos de Yoani para viajar ao exterior.

Mas desta vez a viagem é para o Brasil, cujo governo tem prestigiado muito, nos últimos nove anos, a ditadura dos irmãos Castro, e a presidente Dilma estaria numa situação muito incômoda se Yoani fosse impedida de sair de lá para respirar um pouco de ar livre. É que existe a carta (não divulgada) de Yoani a Dilma e esta seria colocada ante duas interpretações alternativas: ou atendeu ao pedido de interferência de Yoani e não teve a influência necessária ou não quis interferir. Qualquer das alternativas seria ruim. A presidente naturalmente compreendeu isto tão bem quanto os irmãos Castro.

Quem anda indignado com a sinuca de bico da qual não conseguiu desvencilhar-se é o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, aquele incapaz de falar duas coisas sem dizer três bobagens. Já disse que se Yoani pedir asilo político dificilmente poderia manter seu blog (ela não pediu nem vai pedir asilo nenhum), vai voltar para Cuba porque quer ficar lutando de dentro, só o “assessor” parece não entender isso. Ele disse também que o Brasil deu o visto de entrada e que para sair de Cuba, Yoani que se vire, o que, em tese, exclui do jogo a hipótese de a presidente Dilma ter influenciado para a saída ser permitida.

Devia ter ficado calado. Quem tem um assessor desses não precisa de inimigo.

O Comandante Geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Sergio Simões, informou no final da noite desta sexta-feira que houve uma recontagem em conjunto com a secretaria municipal de Assistência Social no número inicial de desaparecidos; agora são 22. Ainda segundo o Comandante, algumas famílias teriam procurado por pessoas que não estariam no local do desabamento dos três prédios no centro do Rio de Janeiro.

Segundo o sub-secretário da Defesa Civil do Rio, Marcos Motta, 27 famílias foram até a secretaria de Assistência Social a procura de parentes, no entanto, alguns não deixaram contato e não voltaram mais. Segundo Marcos Motta, a secretaria trabalha com 22 vítimas. Entre as vítimas 17 já foram encontradas, cinco seguem desaparecidas e outras seis pessoas ficaram feridas, após o desabamento.

O 15° corpo foi encontrado na noite de sexta, enquanto o 16° e o 17°( ambos masculinos) foram encontrados nas últimas horas. As identidades ainda não foram reveladas pelas autoridades.

“A operação entra numa fase de busca minuciosa, devemos considerar os detalhes. As buscas serão muito mais manual, sem as máquinas”, afirmou Sergio Simões. “Não encontramos a quantidade de corpos que procurávamos, portanto vamos voltar a revirar os escombros, os cães farejadores já estão aqui e vão começar a agir pela manhã. A maioria dos corpos estavam próximos das escadas, o que indica que tentaram se salvar”, completou.

Segundo o Comandante Sergio Simões, 2/3 dos escombros já foram retirados e a previsão é de que as buscas sigam até domingo.

Na manhã deste sábado, o prédio que fica ao lado dos escombros, na Av. Almirante Barroso, vai passar por uma vistoria. Segundo Marcos Motta, o prédio não corre risco de desabamento, no entanto será necessário um reparo nas estruturas e pilares de sustentação.

jan
28
Posted on 28-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-01-2012


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Aroeira, hoje no O Dia (RJ)

jan
28
Posted on 28-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-01-2012


Cenas de uma tragédia carioca no centro do Rio
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ARTIGO DA SEMANA

De que tem medo Sérgio Cabral?

Vitor Hugo Soares

Diante do que se viu, e ainda se vê, no espaço dramático e poeirento desta tragédia inesperada que fere o coração da Cidade Maravilhosa – igualmente marcada por momentos singulares de humanismo, generosidade solidária, superação e bom humor, mesmo frente à desgraça – é preciso dizer com todas as letras a bem da verdade e seu registro histórico: ninguém fez mais feio neste episódio do que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho.

Mando às favas o temor de ser repetitivo neste espaço, mas para contextualizar jornalisticamente o triste papel de Cabral é preciso recorrer mais uma vez ao Decálogo do Estadista, de Ulysses Guimarães. Magnífica, sólida e permanente construção do pensamento e da prática do saudoso fundador do MDB (hoje o PMDB do governador do Rio), presidente da Câmara e timoneiro da oposição em travessia das mais difíceis do País entre a ditadura e a democracia.

Sérgio Cabral Filho, neste desastre que ainda recolhe seus mortos (quando escrevo de Salvador já são 15 corpos recolhidos e a previsão oficial de 20 desaparecidos), afrontou acintosamente o primeiro mandamento do Decálogo de Ulysses: A Coragem.

Perdoem os incomodados, mas considero indispensável reproduzir aqui, mesmo para os que a conhecem e a seguem, o que reza a primeira e fundamental norma do homem público, segundo a lei do evangelho do fundador do PMDB: “O pusilânime nunca será estadista. Churchill afirmou que das virtudes, a coragem é a primeira. Porque sem ela todas as demais, a fé, a caridade, o patriotismo desaparecem na hora do perigo”.

“Há momentos em que o homem público tem que decidir, mesmo com o risco de sua vida, liberdade, impopularidade ou exílio. Sem coragem não o fará. Cesar não foi ao Rubicon para pescar, disse Andre Malraux. Se Pedro Primeiro fosse ao Ipiranga para beber água, suas estátuas não se ergueriam nas praças públicas do Brasil”.

“O medo tem cheiro. Os cachorros e cavalos sentem-no, por isso derrubam ou mordem os medrosos. Mesmo longe, chega ao povo o cheiro corajoso dos seus líderes. A liderança é um risco. Quem não o assume não merece esse nome”.

Grande e verdadeiro Ulysses Guimarães!

Agora de volta ao cenário dos desabamentos na noite de quarta-feira no centro do Rio. As primeiras notícias e imagens transmitidas na televisão deixaram em suspense o País e a parte do mundo que ainda não dormia quando os prédios começaram a ruir, reproduzindo cenas dramáticas de gente correndo da nuvem de poeira que os perseguia, como se o pesadelo do 11 de Setembro em Nova Iorque se repetisse na Cidade Maravilhosa.

Logo estavam na área os soldados do Corpo de Bombeiros (é fácil entender porque a população do Rio os ama e respeita tanto, embora Cabral pareça detesta-los). Socorrendo, ajudando, tentando retirar pessoas ainda com vida dos escombros.

Em seguida chegou também o prefeito Eduardo Paes, que estava em um teatro em Ipanema no lançamento da peça sobre Zezé Macedo. Saiu direto de um auditório de comédia para um palco de tragédia. Cumpria assim com tranqüilidade no meio da confusão – mas muita decisão e coragem, é preciso reconhecer – o seu dever de homem público com a população que o colocou no comando administrativo da cidade do Rio de Janeiro.

E o governador Sérgio Cabral? Em outros momentos, trágicos, ele foi apanhado em viagens mal justificadas ao exterior ou em estranhas transações com magnatas dos empreendimentos privados em Porto Seguro, na costa sul da Bahia. Desta vez, aparentemente, Cabral estava na capital do estado que ele governa. Ainda assim, ele que é um falastrão contumaz na hora de contar vantagens, se manteve escondido. Em silêncio. Ausente.

Com a suspeita bem humorada levantada pelo site carioca “Sensacionalista” de que o governador estava “entre os desaparecidos dos desabamentos”, Cabral resolveu dar sinal de vida. Mais de 15 horas depois dos desabamentos, na tarde do dia seguinte, o governador resolveu quebrar o silêncio. Em entrevista à Rádio CBN disse o óbvio, mas com palavras reveladoras: lamentou a tragédia, afirmou ter acompanhado os trabalhos, que estão sob o comando do prefeito Eduardo Paes e do secretário estadual de Saúde, Sérgio Cortes. E sentenciou com mais uma obviedade e outro tiro no pé: “a tragédia poderia ter sido ainda maior caso tivesse ocorrido horas antes”.

“Por amor de Deus, me bata um abacate!”, como dizem os baianos.

“Os medrosos têm cheiro!”, regista Ulysses em seu Decálogo do Estadista, e não custa repetir sempre esta verdade. Resta agora saber, diante dos fatos da recente tragédia carioca, de que ou de quem tem medo o governador Sérgio Cabral Filho?

Como no samba, responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor-soares1@terra.com.br

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