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Postado em 21-01-2012
Arquivado em (Artigos) por vitor em 21-01-2012 11:10


Desembargador Dultra Cintra: reeleição difícil
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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Para o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), é equivocado dizer que há suspeita de fraude na votação realizada na casa na última quarta-feira. O pleito secreto, que definiria o representante que atuará nos próximos dois anos como membro da Corte no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), pode ser anulado no próximo dia 25.

Apesar do pedido de invalidação da desembargadora Daisy Lago Ribeiro Coelho, o TJ informou ontem que não houve fraude na votação, já que o total de votos apurados, 35, coincidiam com o número de desembargadores votantes. O que será avaliado na próxima semana, segundo o Tribunal, será a nulidade ou não da votação por conta de três votos em branco que também constavam na urna.

De acordo com a assessoria de comunicação do TJ, as cédulas estavam em ‘bloco’ no local de votação e a suspeita é de que, ao votar, alguns dos desembargadores tenham puxado mais de uma cédula e depositado juntamente com aquela que continha o voto, originando assim os três votos em branco. Além de ratificar que a sua presidente, a desembargadora Telma Britto, não se pronunciaria, o TJ-BA confirmou a informação de que foi encaminhado ontem um requerimento ao Pleno da Corte, que será submetido à votação na próxima quarta. Essa plenária definirá se o pleito vencido pela desembargadora Sara Silva de Brito será anulado.

Por diferença de apenas um voto, Sara Brito venceu a votação contra a desembargadora Daisy Lago. Esta, por sua vez, entrou com pedido de anulação do pleito, por conta de existirem 38 e não 35 votos, e de abertura de investigação criminal. Na quinta-feira, o assunto foi tema do artigo de Ivan de Carvalho, publicado nesta Tribuna.

Para ele, a vitória da desembargadora Sara Brito sobre sua concorrente causou impacto entre os magistrados por representar a derrota do desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra, que integra o grupo do qual Daisy Lago faz parte. “Consta, nos bastidores do Judiciário, que havia um acordo entre Dultra Cintra e Dayse Lago. Esta seria escolhida para integrar o TRE, mas não se candidataria a presidente deste tribunal, única maneira de permitir ao desembargador Cintra eleger-se para tal cargo”, escreveu.

INVESTIGAÇÃO – Uma semana depois de ser apontado como o terceiro Tribunal de Justiça do país com maior índice de movimentações atípicas, o TJ-BA continua sem se pronunciar. Sobre o caso, em contato com a Tribuna na semana passada, o judiciário informou que ainda não tinha recebido qualquer notificação. Esta semana, após receber da OAB-BA um ofício cobrando a identificação das pessoas beneficiadas pelas movimentações financeiras, o TJ enviou um ofício ao CNJ solicitando a identificação dos juízes e servidores envolvidos.

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Comentários

bird on 21 Janeiro, 2012 at 22:21 #

Mistério!!! Quem teria colocado esses 3 votos em branco, Mandrake disse Samuel Celestino, mas, poderia ser também Johnnie Walker ou Jack Daniels???


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