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Posted on 20-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-01-2012


Mott: “crime homofóbico é um fator gravissimo”
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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Ana Cláudia Barros

Campeã de crimes homofóbicos por seis anos consecutivos, a Bahia começa 2012 como o Estado que mais contabilizou mortes de homossexuais. Dos 20 casos notificados no País durante os primeiros 20 dias de janeiro, seis aconteceram no Estado nordestino – quatro deles na capital Salvador -, segundo informação do Grupo Gay da Bahia (GGB).

A entidade denuncia que a média de assassinatos de LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e travestis) aumentou nos últimos cinco anos no Estado. De 2000 a 2006, foram totalizadas 84 mortes. Já entre 2007 e 2011, foram 122 casos – uma média de 24,4 por ano.

Em entrevista a Terra Magazine, o fundador da entidade, o antropólogo Luiz Mott, afirma que a violência contra homossexuais na Bahia chegou a seu “limite máximo de insuportabilidade”. Ele adianta que a instituição aventa a possibilidade de iniciar uma ação internacional junto a Organização dos Estados Americanos (OEA), denunciando o Estado por improbidade administrativa e prevaricação.

Mott destaca que o governador Jaques Wagner (PT) e a primeira dama são reconhecidamente amigos históricos dos gays, mas a política governamental para o segmento LGBT não está funcionando. “Não é uma guerra contra o governo”, esclarece.

Na avaliação do antropólogo, a impunidade dos crimes homofóbicos é o maior incentivo ao aumento desse tipo de criminalidade.

– Ela é um fator gravíssimo e estimula indiretamente novos crimes. Há mais clamor popular e reação policial quando se mata um cachorro ou um animal selvagem do que quando se mata um homossexual. Há uma falta de indignação, de comoção. A sociedade naturalizou esse tipo de crime e condena dizendo que, na verdade, a vítima foi o réu. Ela foi culpada por ter “optado” por uma vida de risco.

Ele enfatiza que em alguns dos assassinatos, a homofobia não é explícita, mas cultural e institucional.

– Mesmo em crimes (ligados a homossexuais) envolvendo outros ilícitos, como drogas, prostituição, a homofobia institucional e cultural está por trás. As travestis estão na “pista” porque sofreram bullying na escola, não estudaram, não tiveram opção. Muitos gays, por conta do stress da discriminação familiar, se drogam – argumenta.

251 casos em 2011

Dos seis mortos na Bahia, três eram gays, duas eram lésbicas e um, travesti. Há seis anos, no Estado, matam-se mais LGBTs do que em São Paulo, cuja população é três vezes maior. A segunda localidade onde mais homossexuais foram assassinados nos primeiros dias de 2012 foi Rondônia, que contabilizou dois casos. Nos outros Estados que completam a lista houve uma morte em cada, conforme o GGB.

A entidade, que está finalizando o relatório anual de assassinatos de homossexuais no Brasil, adiantou a Terra Magazine que em 2011 foram registrados 251 homicídios de LGBTs no País, nove a menos do quem em 2010, quando houve recorde histórico com 260 mortes. Os dados serão apresentados após o Carnaval, no relatório anual organizado pela instituição.

http://youtu.be/_1uunRdQ61M
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Morreu nesta sexta-feira (20), aos 73 anos, a cantora norte-americana Etta James. Uma das maiores vozes da história do jazz e do blues, a artista havia sido diagnosticada com leucemia no início do ano passado. Também sofria de Mal de Alzheimer, tinha problemas nos rins e, desde 2010, passou por várias internações por conta de complicações de saúde.

Em dezembro, seus médicos anunciaram que seu estado era terminal. No último dia 5, havia recebido alta para morrer em casa. No momento de sua morte, no entanto, Etta estava no Riverside Community Hospital, em Los Angeles, em companhia de seu marido e filhos.

Etta atingiu o sucesso nos anos 1960, quando gravou a música “At Last”. Três vezes vencedora do Grammy, foi figura importante nos primórdios do rock ‘n’ roll. Ela entrou para o Rock and Roll Hall of Fame em 1993, embora durante sua carreira tenha cantado também blues, soul e R&B.

Jamesetta Hawkins nasceu em 25 de janeiro de 1938, em Los Angeles. Sua mãe, Dorothy Hawkins, tinha apenas 14 anos na época. Seu pai nunca foi identificado. Por conta da vida atribulada da mãe, a menina foi criada por amigos próximos, entre eles o casal “Sarge” e “Mama” Lu.

Aos cinco anos, Etta teve sua primeira aula profissional de canto, na Igreja Batista de Saint Paul. Lá, tornou-se uma atração nas missas, fazendo com que Sarge exigisse que o pastor pagasse a jovem por suas participações – pedido que foi negado.


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O vídeo e a lembrança da data são sugestões da jornalista e colaboradora do BP, Maria Olivia Soares.

BOM DIA!!!

(VHS)

jan
20


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Nessa sexta-feira (20.01) os adeptos do movimento Desocupa têm um novo encontro marcado, desta vez no centro histórico da capita. Na Praça Municipal irão “gritar aos
vereadores e ao prefeito em exercício a indignação com a aprovação das alterações criminosas que foram feitas à LOUOS”.

“Mesmo com as pressões do Ministério Público, da população e de parte
da bancada da oposição na Câmara Municipal, o prefeito João Henrique,
antes de viajar para Barcelona, sancionou a polêmica Lei de
Ordenamento e Uso do Solo (Lous), aprovada na Casa Legislativa de
Salvador no dia 27 de dezembro. Sem dar qualquer justificativa à
população, a Lei 8.167/2012 foi publicada no Diário Oficial do
Município (DOM) na terça-feira (17).

A LOUOS foi questionada judicialmente porque o texto aprovado pela
Câmara de Vereadores contém emendas que alteram artigos do PDDU, o que
não é legal, segundo o Ministério Público. Ainda segundo o órgão, a
mudança só poderia ser feita diretamente no texto do PDDU e mediante a
realização de audiências públicas e com aprovação no Conselho da
Cidade, que, embora esteja previsto na lei, nunca foi posto em prática
pela prefeitura.

Entre as emendas aprovadas, está a que reduz os poderes e
representatividade do Conselho da Cidade e do Conselho Municipal do
Meio Ambiente. Está sancionada também a ampliação do gabarito da orla
marítima, permitindo a construção de prédios de até 27 pavimentos (54
metros) e permitindo que os edifícios exerçam sombreamento nas praias
antes das 10 horas e a partir das 14 horas.

Também virou lei a extinção do Parque Ecológico do Vale Encantado, área de reserva de
mata atlântica, com um milhão de metros quadrados, localizada entre a
Avenida Paralela e a orla; e a criação de nove perímetros destinados à
construção de hotéis – do Lobato, no subúrbio ferroviário, a Itapuã.”
(Jornal A Tarde)

Ou seja: o desprefeito pagou para ver e
saiu de fininho, na calada da noite. “Vamos deixar barato?”, perguntam os organizadores da manifestação de hoje.

FORA!!!!!!

jan
20
Posted on 20-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-01-2012


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Frank, hoje na Notícia (SC)


ACM Neto com Mario Kertész: indecisão na hora das escolhas

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OPINIÃO POLÍTICA
Um parto difícil

Ivan de Carvalho

O radialista Mário Kertész, duas vezes prefeito de Salvador (uma por nomeação do governador com aprovação da Assembléia Legislativa, a segunda por eleição direta), deu nos últimos dois dias, por vários canais de comunicação, uma espécie de “adeus” à possibilidade de ser candidato a prefeito da capital nas eleições deste ano, pelo PMDB e liderando uma coligação formada principalmente pelo PMDB, ao qual está filiado, o Democratas e o PSDB.

Mário Kertész procurou não deixar dúvidas sobre a razão que o leva a adotar essa atitude: a persistência de um impasse, envolvendo os três principais partidos de oposição, quanto à ocasião em que a decisão sobre o nome do candidato a prefeito deve ser tomada e qual nome será este. Kertész assinala que muitas conversas já ocorreram, a cordialidade reina e os propósitos de união são reiterados, mas as decisões não acontecem.

Há, nesta fase (ou havia, se o “estou fora” de Kertész for mesmo irresistível, a respeito do que ainda restam alguma dúvidas ou, pelo menos, esperanças na oposição) uma divergência fundamental entre o ex-prefeito e o deputado ACM Neto, do DEM.
Neto não tem considerado a possibilidade de uma decisão sobre a chapa (prefeito e vice e acertos correlatos) acontecer antes do carnaval. Vem afirmando que a decisão sobre o nome do candidato a prefeito é coisa para depois do carnaval, até porque o público agora está voltado para a festa.

Mas esta não é uma decisão que será tomada pelo público, mas por alguns políticos, um círculo muito restrito de pessoas. A vez do público, do eleitorado, será durante a campanha eleitoral, quando candidatos, propostas e planos para a cidade e estilos de governo forem expostos e anunciados, e no dia da eleição, quando aos eleitores é dado o poder de escolher a sorte da cidade em que vivem para o quatriênio seguinte.

Kertész pensa exatamente o contrário. Não tenho procuração dele para dizer isto, mas é óbvio que já há bastante tempo que ele foi prefeito, enquanto Antonio Imbassahy, do PSDB, governou a cidade durante oito anos até o final de 2004 e ACM Neto está vivo na memória do eleitorado muito por conta da campanha para prefeito em 2008. Quem mais precisa de tempo de candidato para ocupar espaço na mente do eleitorado é Kertész.

Quem menos precisa de tempo de candidato é ACM Neto, que no momento lidera as pesquisas eleitorais para prefeito de Salvador. Além do que parece imerso no dilema shakespeariano do “ser ou não ser”, pois se for e perder agora, já tendo perdido, embora gloriosamente, em 2008, as duas derrotas consecutivas o colocariam em situação extremamente difícil para uma tentativa de conquistar o governo do Estado.

Por outro lado, ACM Neto quer vincular a coalizão eleitoral deste ano à que se imagina para as eleições de 2014 para governador, vice e uma cadeira de senador. Tipo (formulação do repórter): se Kertész, do PMDB, for agora o candidato a prefeito, em 2014, o candidato a governador sou eu com o compromisso do PMDB me apoiar (o que sepultaria uma aspiração do ex-ministro Geddel Vieira Lima). Bem, há ainda que considerar Imbassahy e o PSDB, mas provavelmente se encontrariam, nas chapas, espaços para resolver isso.

Em tempo: Kertész quer (ou queria) “bater o martelo” sobre o candidato, a chapa, o modo do futuro governo em caso de vitória para a prefeitura, de modo a ficarem liberadas as coisas para começar imediatamente o trabalho de integração da coalizão, de planejamento da campanha eleitoral e de um plano de governo que ele está convicto de que a oposição tem que ter e de que o governismo (leia-se principalmente o PT) não tem para Salvador.

Kertész continua batendo na mesma tecla: se a oposição se dividir, entregará a prefeitura ao PT, que “consolidará sua hegemonia agora e em 2014”, nas eleições estaduais.

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