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Posted on 14-01-2012
Filed Under (Newsletter) by vitor on 14-01-2012

http://youtu.be/iCEj6Y2QQO8

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O comandante do navio cruzeiro Costa Concordia, Francesco Schettino, que naufragou sexta-feira à noite, perto da ilha de Giglio, na Itália, foi detido, segundo a agência italiana Ansa.

O comandante foi detido com as acusações de homicídio múltiplo, naufrágio e abandono de navio, segundo fontes judiciárias citadas pela comunicação social italiana. A ordem de prisão foi decretada depois de o comandante ter sido interrogado durante várias horas.

Horas antes, o comandante afirmou, em declarações ao canal de televisão Tgcom 24, que o navio cruzeiro «tinha batido numa rocha» que não figurava nas cartas de navegação.

Um dos responsáveis da empresa proprietária do navio cruzeiro negou este sábado que o transatlântico tenha efetuado qualquer desvio na rota. Tres mortes estão confirmadas (dois franceses e um peruano) e há desaparecidos.

(Com informações do portal TSF, de Portugal)

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14

DEU NO CORREIO

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) afirmou ontem conhecer apenas através da imprensa o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) divulgado quinta-feira pela corregedora Nacional de Justiça e ministra do Superior Tribunal de Justiça,a baiana Eliana Calmon. O documento aponta que, de 2000 a 2010 houve movimentação atípica de R$ 855 milhões nas contas bancárias de 3.426 magistrados e servidores do Judiciário em todo o Brasil.

Bahia

Segundo o relatório,81,7% das comunicações consideradas atípicas estão concentradas entre servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro),Tribunal de Justiça da Bahia e o Tribunal de Justiça Militar de São Paulo. Das três movimentações de maior valor,uma foi de um magistrado da Bahia e
duas de juízes paulistas que, juntas, perfazemR$ 116,5 milhões em 2008.

Através de sua assessoria, o TJ-BA disse desconhecer quem seria esse magistrado, já que não teria recebido nenhuma notificação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que colaborasse com as investigações. O órgão ressaltou também que a denúncia é sobre contas particulares dos servidores e, a princípio, nada
teria a ver com desvio de dinheiro público.

“Atipicidade” nas movimentações não significa crime ou irregularidade, mas apenas que aquela operação financeira fugiu aos padrões da norma bancária e do sistema nacional de prevenção à lavagemde dinheiro. São consideradas movimentações suspeitas depósitos e transferências de valores muito superiores à renda
do servidor. Isso pode gerar, por exemplo, suspeita de compra de sentenças (quando uma das partes envolvidas para que lhe dê ganho de causa).

Documento

Sem apontar nomes ou separar servidores de juízes, os dados também mostram que ocorreram depósitos,em espécie, no total de R$ 77,1 milhões nas contas dessas pessoas. O Coaf investigou uma relação de 216 mil servidores do poder Judiciário em todo o país. Deste universo,5.160 pessoas figuraram em 18.437 comunicações de operações financeiras encaminhadas ao Coaf por diversos setores econômicos, como bancos e cartórios de registro de imóveis.

Ascomunicações representaram R$ 9,48 bilhões, entre 2000 e novembro de 2010. O Coaf considerou que a maioria deste valor tem explicação plausível, como empréstimos efetuados ou pagos. O ápice das movimentações consideradas atípicas ocorreu em 2002, quando uma pessoa relacionada ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, no Rio, movimentou R$ 282,9 milhões. Em 2010, R$ 34,2 milhões integraram operações consideradas suspeitas. O documento, de 13 páginas, foi encaminhado na tarde de anteontem ao Supremo Tribunal Federal(STF) pela ministra Eliana Calmon.

Processo
A atitude da ministra é parte de sua defesa na ação movida pelas associações dos Magistrados Brasileiros (AMB), dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e dos Juízes Federais do Brasil(Ajufe),que pedem o fim da investigação de juízes pelo CNJ. Ela disse ao STF não ter havido quebra de sigilo no acesso às informações. “É claro que o juiz corrupto tem que ser punido, mas sem exageros”, disse ontem a presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), Nartir Weber. A associação é vinculada à AMB e, por isso, a presidente disse apoiar qualquer decisão desta.

O documento já está nas mãos do relator do processo no STF, ministro Joaquim Barbosa. stigações.

Leia reportagem na íntegra na edição impressa deste sábado no Correio


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OPINIÃO POLÍTICA

Coisas do Brasil

Ivan de Carvalho

Foi ontem um dia cheio de novidades, tanto relacionadas com o país quanto com o mundo. Daí valer que as primeiras linhas neste espaço se refiram a um fato relativo tanto ao mundo quanto ao Brasil em particular e que, se aqui não entra pela importância, ganha espaço pela surpresa e pelo caráter quase inacreditável do fato.

É que exatamente quando o Brasil alcança a posição de sexta maior economia do planeta, ultrapassando o Reino Unido, Dilma Rousseff quebra a tradição da presença de presidentes brasileiros no Fórum Econômico Mundial, que anualmente, sempre em janeiro, se realiza em Davos, na Suiça, fórum que não é o Clube do Bolinha e no qual têm trânsito livre tanto homens quanto mulheres, melhor dizendo, tanto presidentes quanto presidentas. Lá, pelo menos este tipo de preconceito não há.

A informação é de Mônica Bérgamo, da Folha de S. Paulo, mas o que causa ainda maior surpresa é a revelação, também, da ausência do governador paulista Geraldo Alckmin, que sequer enviará um representante de seu estado. Uma das justificativas entre os alquimistas (ou alckmistas, talvez) para a ausência tanto do governador quanto de um representante paulista é a de que ele quer economizar para o tesouro estadual os custos da viagem.

Ora, já foi o tempo em que o grande presidente Juscelino Kubitscheck dizia que “governar é abrir estradas”. No mundo globalizado de hoje, as estradas já estão aí, segundo as necessidades, por terra, mar e ar. Portanto, “governar é viajar”, frase que o governador Jaques Wagner ainda não disse, talvez para não correr o risco de proclamar o óbvio, talvez porque, no caso, prefere as realizações materiais às imateriais.

Mas tenho a impressão de que o Fórum Econômico Mundial pegou assim uma fama de coisa de rico e a ele vem se antepondo o esmulambado Fórum Social Mundial, invenção marginal (à margem do núcleo, bem entendido) brasileira. O presidente Lula procurava sempre um jeitinho de comparecer aos dois, a um para supostamente projetar o Brasil dentro do Brasil (lá fora, quem ligava?), ao outro para projetar a si mesmo entre os organizadores e participantes.

Para encerrar esse assunto, devo dizer da minha impressão de que, tanto Dilma quanto Alckmin não querem desfilar em Davos porque é o fórum grã-fino e este é um ano de eleições, nas quais mais vale o voto do povão. Economizar as passagens?! Ora, conta uma piada melhor.

Mas fatos que valem piada estão acontecendo mesmo é no Senado. Uma servidora da Secretaria Geral da Mesa usava sandálias (se soubesse onde pisava, usaria botas de cano alto, para se proteger também das cobras) quando foi atacada por um rato. Aconteceu na quarta-feira, ela foi atendida no Serviço Médico e, de licença, está sob observação (não se informou se o rato também está sendo observado, nem se foi capturado, mas pela lógica escapou ileso sem pedir licença).

Foi determinada uma desratização e dedetização nos setores da Secretaria Geral da Mesa Diretora e da Secretaria do Congresso. Esses dois lugares são repletos de documentos e livros e, como se sabe, roedores gostam dessas coisas. Até existem os conhecidos “ratos de livraria”.

Mas há relatos de que os ratos podem ser vistos em outros locais do Senado Federal. E não só ratos compõem a fauna do Senado. Em 2009, o serviço de prevenção de acidentes foi chamado para exterminar uma colméia de abelhas no gabinete do senador Álvaro Dias. Dois funcionários foram picados e saíram idem. A presença de escorpiões é freqüente.

Já foi encontrada uma família de saruês. Eles são uma espécie de gambás. Com aquele poder odorífero avassalador. Um funcionário do Senado considerado sensitivo por alguns colegas comentou, na ocasião, que o mais velho dos saruês emitiu mensagem telepática por ele captada: “Quando todos cheiram mal, ninguém fede”. A frase filosófica, o saruê deve ter encontrado nas proximidades, fuçando em algum livro sobre seu autor, São Bernardo.


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Este samba imortal de Cartola vai para Tiago neste sábado (14/11) de seu aniversário.

“Paz, saúde e tranquilidade, velho Ti!”, como desejaria nesta data, se vivo estivesse, seu saudoso e sempre querido avô Cardoso. Amor, sucesso e alguma grana também, que isso é sembre bom na hora correr e olhar o sol , viajar, ou simplesmente sentar em um barzinho para olhar o ceu do Rio de Janeiro no Leblon – como fizemos recentemente – ou saborear o lauto sarapatel servido sempre em seu aniversário, como faremos logo mais neste sábado em Salvador.

Abraços afetuosos de

( Hugo e Ila, em nome do BP)


Hollande:”credibilidade de Sarkozy posta em causa”
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O corte do ‘rating’ a França pela agência Standard & Poors, que lhe retira o estatuto de países com nota máxima, põe em causa a política seguida desde 2007 pelo Presidente Sarkozy, afirmou hoje o candidato socialista às presidenciais.

“É a credibilidade da estratégia levada a cabo desde 2007 que foi posta em causa”, disse na sede de campanha François Hollande, depois de a França ter perdido, a 100 dias da realização das eleições presidenciais, a notação máxima devido ao risco para o país do alastramento da crise do euro.

O candidato socialista sublinhou que Nicolas Sarkozy tinha feito da preservação desta classificação “um objetivo da sua política e, até mesmo, (…) uma obrigação do Governo” que o levou a aplicar “dois planos de rigor em quatro meses”.

“Essa batalha, e eu lamento, foi perdida”, frisou o candidato socialista, que acusou o Governo de “falta de coerência, constância e, principalmente, de visão”.

O favorito nas sondagens na corrida às próximas eleições presidenciais, situando-se um pouco à frente de Sarkozy, observou que o déficit da França aumentou “significativamente” durante o mandato conservador, enquanto a “dívida atinge um recorde histórico” de 600 mil milhões de euros adicionais desde 2007.

“É a nossa competitividade que enfraqueceu, com um défice comercial de 75.000 milhões de euros”, disse Hollande, que classificou de grave a perda de ‘rating’ pela França, acrescentando que são “os franceses que se arriscam a pagar as consequências deste degradação”.

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14
Posted on 14-01-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 14-01-2012


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Aroeira, no jornal O Dia(RJ)

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ARTIGO

Polícia e racismo na USP

Vitor Hugo Soares

Mesmo no Alabama da abominável Ku, Klux Klan, nos piores tempos do racismo no século passado e início do atual nos Estados Unidos, imagino que as imagens reveladoras de racismo explícito envolvendo a atuação de policiais da PM paulista, esta semana, na repressão de estudantes no campus da USP – a mais importante universidade pública do País – teriam causado pelo menos duas consequências imediatas: mais incisiva reação factual e opinativa dos meios de comunicação (a chamada grande imprensa em especial) e mais forte e necessária indignação da sociedade.

O pior é que o silêncio ocorre não por falta de informação e provas, como poderiam alegar alguns veículos de imprensa, mas por pura apatia ou inércia. Em alguns casos, infelizmente, por cumplicidade e boa dose de aprovação mesmo do truculento comportamento policial.

Afinal, este episódio de boçalidade e revoltante abuso de autoridade foi fartamente documentado em vídeo dos mais acessados esta semana na Internet no Brasil e em inúmeros países democráticos. Neste último caso, com os inexoráveis arranhões para a “imagem modelar de democracia racial” que o turismo e os governantes gostam de vender lá fora, principalmente em festas de Ano Novo ou tempo de Carnaval.

A realidade é que o gritante atentado dentro da modelar academia de ensino superior na capital paulista – onde estive nestes primeiros dias de 2012 e de onde retornei para a Bahia na terça-feira, um dia depois da divulgação do vídeo e de suas primeiras e frágeis repercussões fora da WEB – tem passado até aqui praticamente ao largo do interesse das pautas de nossos jornais, radios e televisões.

Mesmo em Salvador, de onde agora escrevo estas linhas de protesto, proclamada aos quatros ventos como “A Roma Negra do Brasil”, a repercussão tem sido ínfima. Uma lástima e um retrocesso, tanto no terreno profissional da comunicação, como no campo das liberdades democráticas e dos direitos humanos, o que é mais estranho, grave e preocupante ainda.

O vídeo divulgado no You Tube rola na rede para quem não viu ou tenha curiosidade e interesse de ver.

Ainda assim, façamos uma breve memória do fato (como recomendava o saudoso mestre do jornalismo impresso Juarez Bahia, ex-editor nacional do Jornal do Brasil, oito vezes premiado com o Esso) para que o essencial não se perca e tudo, afinal, não se reduza a retórica inócua diante de um caso grave e que ainda cobra providências severas por parte da PM, dos governantes e, evidentemente, da justiça , diante do atentado condenável a preceito constitucional basilar .

O cenário da agressão policial é um espaço acadêmico no campus da USP, zona oeste de São Paulo. O sargento André Luiz Ferreira, acompanhado do soldado Rafael Ribeiro Fazolin, discute em um círculo de estudantes, professores e servidores da universidade (quase todos brancos, ou quase brancos) sobre uma questão ligada ao DCE. Como seria previsível em “conversa” de estudantes com policiais armados dentro do campus, a discussão fica acalorada e áspera.

De repente, não mais que de repente, o sargento André, uma espécie rechonchuda e equivocada do Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, vivido magistralmente pelo ator baiano Wagner Moura, vira-se para o único negro no grupo, um jovem de cabelo rastafári que participa da reunião na ponta oposta da sala, e pergunta : “Você é aluno desta universidade?”. O rapaz responde afirmativamente. O policial então ordena : ”Mostre a carteira”. O estudante diz: “Tenho minha palavra”.

A reação é suficiente para desencadear toda fúria do PM, que saca da arma no meio do local de discussão. Nicolas Menezes Barreto, estudante de Ciências da Natureza na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, leva tapas e é empurrado para fora, pelo militar, alheio às ponderações e protestos de alunos, professores e servidores da USP presentes. O vídeo divulgado em alguns sites, blogs e na Carta Capital (online) registra todo episódio, inclusive o momento em que o PM aponta a arma para Nicolas. É só conferir.

As providências, até aqui, são as de praxe. Declarações formais do governador Geraldo Alkmin, de São Paulo, de que sua administração não tolera violência policial e atitudes flagrantemente racistas, como as verificadas esta semana no campus da USP; o afastamento preliminar e a promessa de punição dos PMs envolvidos, por parte do comando da corporação; notas de entidades de direitos humanos e raciais e protesto veemente de uma desembargadora paulista.

No mais, uma sindicância de 60 dias – tempo em geral mais que suficiente para esquecer tudo por aqui – foi aberta para apurar o caso.

Resta, talvez, uma esperança ainda para que tudo não resulte em mais impunidade no País: Que a chamada “grande imprensa” saia da passividade diante deste flagrante de racismo, que humilha e enodoa e abra suas pautas para acompanhar as “apurações” e cobrar opinativamente medidas punitivas indispensáveis e urgentes.

Mas, neste terreno, tudo por aqui fica cada dia mais parecido com as palavras de Ernst Junger em “La tijera”, publicadas na coletânea de textos do livro “Contra La prensa”, recentemente publicado na Argentina:

“Há uma claridade difusa que não deixa ver bem as coisas. A luz não deve chegar a ser demasiado intensa. No campo que rodeia a morte se infiltra também o silêncio; se torna mais profundo, chega a não ter fundo”.

Profundas e verdadeiras palavras que, diante deste caso na Universidade de São Paulo, merecem toda a reflexão dos que verdadeiramente apostam e acreditam na democracia além da retórica.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br


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“Gente” por Caetano Veloso -do album “Bicho”

Para ouvir e pensar

BOA NOITE!!!

(VHS)

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