http://youtu.be/d4RhNvjk4YI
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Até mais ver, Sâo Paulo!!! Até já (e sempre), Salvador-Bahia!!!

BOA NOITE!

(Vitor Hugo Soares)


DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Uma das principais características de Salvador é seu litoral banhado pelo Oceano Atlântico e pela Baía de Todos os Santos. Em forma de península, a capital da Bahia coleciona cartões postais em cerca de 60 km de orla, com praias que atraem moradores e visitantes. Hoje, é exatamente esse patrimônio natural que provoca uma enorme discussão sobre mudanças sugeridas por um projeto de lei da Prefeitura Municipal. A incidência de sol na beira do mar fica ameaçada.

No encerramento das atividades da Câmara no ano passado, 31 vereadores aprovaram a elevação do gabarito de prédios na orla soteropolitana. Apontando irregularidades, quatro promotores do Ministério Público Estadual da Bahia e uma procuradora da República do Ministério Público Federal acionaram a Justiça contra o projeto enviado pelo prefeito João Henrique Carneiro (PP).

– O PT é oposição, mas a Prefeitura é da base do governador (petista Jaques Wagner) – contextualizou o presidente do diretório estadual do PT-BA, Jonas Paulo, em conversa com Terra Magazine, ao explicar o voto favorável de quatro correligionários.

Os petistas tinham interesse em outras votações:
– Aí é coisa da bancada, que foi liberada pelo partido. A posição do partido era aprovar a mobilidade urbana. O partido fechou com a questão do metrô. Na outra, ficou a favor deles lá. Nós só queríamos o metrô e as intervenções da Copa (do Mundo de 2014). Fora isso, não tinha sugestão nenhuma nossa. Aí é da negociação – declarou Paulo.

A Prefeitura, porém, incluiu as alterações da orla na emenda do controverso Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, que ela batizou de “PDDU da Copa”.
– Não, aí botaram sugestões deles. O essencial para nós foi garantido, o que nós queríamos, aí a bancada foi liberada, pronto – rebateu o dirigente petista. – Nós temos que aprovar o contrato da construção do metrô da (Avenida) Paralela, são R$ 6 bilhões.

Enquanto se planeja essa bilionária extensão na principal via de acesso ao aeroporto, o metrô segue à espera da sua inauguração, 12 anos depois do início de suas obras.

Metrô de Salvador:doze anos de obras, muito dinheiro
e sem transportar ninguém
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– A bancada se posicionou como ela deveria se posicionar, ela votou no essencial, que foi garantido – opinou o representante estadual do PT. – Não tem que votar contra a Prefeitura porque é da Prefeitura. Em lugar nenhum, né? Votar contra aquilo que é ruim. O que é bom pra cidade…

Como comparação, Jonas Paulo citou seu período como deputado estadual da oposição ao então governador do PFL (atual DEM):
– Nem no tempo de (Antonio) Imbassahy, quando eu estava na Câmara, com Zezéu (Ribeiro), (Wálter) Pinheiro, nunca votamos contra por votar contra.

Danos à cidade

Questionado se acreditava que o projeto não traria prejuízos à primeira capital do Brasil, Jonas Paulo respondeu:
– Não, não estou dizendo isso. Eu não sou de Salvador, eu sou dirigente estadual. Eu disse que aprovamos o que nós queríamos: intervenções da Copa essenciais à área da Arena e o metrô. O resto é coisa de Salvador. A bancada tem responsabilidade com a cidade, sabe como votou. Ao liberar, sabia o que estava fazendo.

Ele não concorda que repercutiu mal a aprovação:
– Quem disse que foi negativa? O Ministério Público que complica, é um caso à parte.

Terça-feira (3), o presidente do PT-BA tuitou três frases consecutivas sobre esse assunto:
– O poder democrático vem do voto popular; Executivo governa e Legislativo legisla… O MP e PJ fiscalizam, sem desconstituir a soberania do VOTO. O estado democrático se institucionaliza com a vontade popular através do VOTO; o fiscal da lei corrige e faz cumprir, não legisla ou governa. A soberania constitucional do voto não pode ser ultrajada pelo poder do concurso público; só se governa ou legisla legitimado no VOTO POPULAR.

jan
09
Posted on 09-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-01-2012

OPINIÃO POLÍTICA

Rumo à cruz

Ivan de Carvalho

Grupos e governos extremistas muçulmanos têm, ao longo de várias décadas, hostilizado o povo de Israel, sob alegações diversas. No início, para impedir a divisão da Palestina, determinada em 1948 pela Organização das Nações Unidas – um Estado de Israel e um estado palestino.

Este último não chegou a instalar-se, porque os líderes do povo palestino (em verdade, a parte do povo árabe que residia, em 1948, na pequena e polêmica Palestina e não nas amplas terras ocupadas pelos 22 países árabes que existem hoje) e os países árabes rejeitaram a criação do Estado palestino para rejeitar também o Estado de Israel, ao qual declararam guerra.

Israel venceu, a duras penas, pois acabara de nascer. Ou renascer. Mas, durante toda a sua história, as coisas nunca foram fáceis para os filhos de Jacob. Depois da referida guerra, já ocorreram mais duas, a de 1967, que o Egito (aliado a Síria e Jordânia) provocou ao bloquear o Golfo de Aqba e a de 1973, que o mesmo Egito (aliado à Síria) iniciou com o objetivo de recuperar perdas que sofrera na guerra de 1967. Acabou recuperando, apesar da derrota militar, por um tratado de paz, ainda vigente (por enquanto, pelo menos).

Mas houve a servidão no Egito até Moisés retirar de lá o seu povo, os dois cativeiros de Babilônia, o domínio romano, a destruição de Jerusalém por Tito Vespasiano e a diáspora, a perseguição em tantos países, os campos de concentração de Hitler. E há os terroristas, os carros-bomba, os homens-bomba, as mulheres-bomba (em boa parte contidos por aquele muro do qual tão mal se fala), os esforços iranianos e do Hamas para “varrer Israel do mapa” e “jogar Israel no mar”. E está aí a Primavera Árabe, que ninguém sabe para onde vai e sobre cujas consequências para Israel é arriscado até especular.

Bem, estivemos falando dos hebreus, naturalmente também dos israelitas, mas os que estão sofrendo, nestes dias, são os cristãos. Parece que está chegando a nossa vez. Outra vez. Porque já tivemos a primeira fase de grande sofrimento sob o Império Romano. E uma segunda fase, menos barulhenta, semi-camuflada, mas dolorosa, sob os regimes marxistas-leninistas, na URSS, Europa Oriental, mesmo na China.

Agora, a perseguição começa a revelar-se no chamado mundo islâmico, embora a doutrina do Islã não a autorize. Mas a doutrina cristã jamais autorizou as fogueiras da Inquisição e elas foram acesas. Felizmente alguns séculos já nos separam delas.

Faz pouco tempo, comunidades da Igreja Coopta do Egito foram alvo de ataques violentos. Dos cerca de 16 milhões de cristãos cooptas, oito a 12 milhões estão no Egito. É uma parcela muito expressiva, em um país que, por estimativa, tem cerca de 60 milhões de habitantes.

A situação no Egito, neste aspecto – não nos políticos, que podem mais tarde se refletir neste relacionado com os cristãos – está ultimamente mais calma. No entanto, na Nigéria, o mais populoso país da África – 160 milhões de habitantes –, onde o Islã é a religião dominante, a situação é crítica. Ataques de muçulmanos contra prédios de igrejas católicas e evangélicas e contra fiéis resultaram em dezenas de mortes nas últimas semanas. Desde o Natal, seis ataques causaram a morte de mais de 80 pessoas. A maioria dos ataques é reivindicada pela seita islâmica Boko Haram, que quer impor a Sharia (lei islâmica) no país.
Ayo Oritsejafor, chefe da Associação Cristã da Nigéria, que agrupa católicos e evangélicos, afirmou que “este tipo de ato nos lembra o início da guerra civil que ocorreu na Nigéria”, ente 1967 e 1970, deixando um milhão de mortos. As lideranças cristãs estão considerando os ataques como uma espécie de “limpeza religiosa”, numa comparação com as “limpezas étnicas” que têm ocorrido em alguns lugares do mundo. E que atingiram os judeus sob o nazismo.

jan
09
Posted on 09-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-01-2012


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Sinfrônio, hoje, no Diário do Nordes(CE)

DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Osvaldo Lyra
Editor de Política

O governador Jaques Wagner (PT) começa 2012 afirmando que os baianos podem esperar muito empenho dele para implementar projetos importantes no Estado, mas pondera ao dizer que não vai fazer pirotecnia com anúncios de obras. Ele cita as inaugurações da Arena Fonte Nova, do Parque Tecnológico, a vinda da fábrica do Boticário, da JAC Motors, como alguns destaques.

Condutor do processo eleitoral que envolve vários pré-candidatos de sua base, Wagner disse que vê com naturalidade essa movimentação e que até abril ainda haverá tempo para fazer as aproximações. O governador minimiza ainda o fato de o correligionário Nelson Pelegrino não ter empolgado nas pesquisas. Segundo ele, há uma precipitação no processo de avaliação.

Nesta entrevista à Tribuna, concedida em Brasília, logo após o lançamento do novo EcoSport, Wagner admitiu que ainda não dá pra falar em 2014 sem ter ideia do desempenho eleitoral de 2012. Sua prioridade ao falar sobre o assunto é o de “manter ao máximo a base unida”.

Tribuna da Bahia – O nome de Pelegrino não é consenso na base aliada. Como o senhor vê essa movimentação de várias pré-candidaturas?

Jaques Wagner – Até agora eu vejo com naturalidade. Eu acho que a gente tem um tempo até abril, entre final de abril e começo de maio, até porque depois vem as convenções consolidando os nomes. Eu acho que a gente tempo para fazer as aproximações e negociações, mas eu já disse várias vezes que eu não vejo necessariamente como problema o fato de você ter mais de uma candidatura. Isso pode representar a riqueza de nossa base que é muito grande e por isso não há uma imposição de que tem que ter apenas um. Há um desejo e eu trabalho nesse sentido de que a gente se unifique que eu acho melhor, até olhando para 2014, para que haja um entendimento que envolva também 2014, mas não é para mim nenhum absurdo o fato de ter mais uma candidatura. Aí cabe aos partidos, aos candidatos e evidentemente cabe a mim que sou condutor do processo trabalhar para que isso aconteça. Agora lembro que em 2008 a gente teve três candidaturas dentro da base e duas delas foram para o segundo turno.

Tribuna – Existe volta com o PMDB de Geddel Vieira Lima?

Wagner – Olha, na verdade a postura do PMDB, e isso não é uma reclamação, mas uma constatação, até em função do que ocorreu no meu primeiro governo, é uma postura de tentativa de organizar a oposição ao governo. Então nesse sentido eu não vejo pelo menos nos grandes centros – aí eu não falo pelas pequenas cidades, onde a lógica municipal prepondera muitas vezes sob a lógica estadual e nacional, mas nos grandes centros eu sinceramente eu não vejo nenhuma possibilidade e insisto que vejo isso com naturalidade. É um caminho que o PMDB tomou em função da ruptura com o nosso governo e em função das eleições de 2010. O leito natural é esse, mas como na política se diz que nada pode ser impossível. O PMDB está tentando construir um campo e está construindo nesse sentido em oposição ao governo.

Tribuna – Como observa o fato de a candidatura do deputado federal Nelson Pelegrino não empolgar mesmo não existindo prévias?

Jaques Wagner – Primeiro eu considero precipitada a avaliação do processo eleitoral de 2012. É bom que a gente lembre da Dilma, é bom que a gente lembre do Jaques Wagner em 2006 e mesmo em 2010. É bom que a gente lembre também da eleição municipal de 2008. Todo mundo dizia que Neto e Imbassahy empolgavam e que nós estaríamos fora do segundo turno. Aconteceu diametralmente o oposto. As pessoas estão se precipitando nas avaliações e isso é próprio da angústia dos jornalistas e dos políticos que querem ver um cenário mais definido, mas eu pelo menos com a experiência que vivi isso só começa a se definir de agosto pra frente. As candidaturas se definem antes, mas a população só começa a olhar para eleição 75 dias antes, as preferências se consolidam a partir de agosto. Hoje eu acho que ficar fazendo pesquisa todo mês e achando que isso é resultado de alguma coisa – vou repetir o que aconteceu comigo em 2006 e até mesmo em 2002 quando eu não ganhei a eleição, mas saí de 1% para 38%. É preciso entender que quem está antenado em eleição somos nós do mundo da política, no caso, nós, políticos e os jornalistas que cobrem política. O povo está fazendo avaliação dos governos atuais, não está pensando em quem vai colocar na eleição. Eu me lembro que havia muita angústia com a Dilma, se dizendo que ela não empolgava, não emplacava e ela está aí eleita com 12 milhões de votos do segundo colocado que começou até na frente dele. Eu acho precipitado, mas, tudo bem, eu entendo o jogo. Você tem que ter notícias, os políticos têm que ter assunto, então fica nessa (risos).

Tribuna – O PT mudou a própria essência. Eliminou as prévias. Como o senhor vê a extinção delas?

Wagner – Primeiro que não era um requisito, mas uma regra inteligente que coincide com a vivência democrática do PT que, tendo mais de um pretendente você faz uma prévia. No caso de Salvador o que houve foi uma demonstração de maturidade, não imposição. Óbvio que poderia haver prévia, mas o coletivo partidário, particularmente o diretório municipal, entendeu que era melhor a gente sair unido. Pra mim foi uma demonstração de maturidade que me alegra, porque eu digo sempre que vaidade individual deve está sempre em um degrau abaixo da vaidade coletiva e isso foi demonstrado. Óbvio que teríamos outros pretendentes, como (senador Walter) Pinheiro e outros nomes, mas que entenderam que era hora de continuidade. Pra mim estou até muito a vontade em falar nisso porque não exigiu de mim um esforço, mas o próprio partido caminhou por esse sentido.

Tribuna – Em Salvador caminhou por esse lado, mas em Feira de Santana, por exemplo, o deputado Sérgio Carneiro tinha expectativa de que pudesse reverter a ideia do PT de impor o deputado estadual Zé Neto…

Wagner – Eu não diria que impôs. Vai se construindo uma maioria e uma hegemonia. Sérgio foi o nosso candidato em 2008, então é razoável que o partido faça uma renovação de quadros na disputa. Não é uma questão de comparação de Sérgio versus Zé Neto. Mas o próprio deputado Sérgio percebendo que havia uma ampla maioria em torno de Zé Neto eu acho que contribuiu nesse sentido. Agora poderia ter tido prévias, mas não teve porque uma ampla maioria decidiu pelo nome de Zé Neto.

Tribuna – Informações dão conta de que o senhor estaria avaliando a possibilidade de lançar o novo secretário da Casa Civil, Rui Costa como seu sucessor. Existe algum fundamento?

Wagner – Não. Eu não estou trabalhando com o cenário de 2014, mas com o de 2012, olhando para 2014 apenas com o sentido único de manter o máximo a base que nos sustenta unida até lá. Seguramente há vários nomes que poderão se credenciar até 2014 dentro e fora do PT. Eu reconheço uma legitimidade do PT por ser o partido que vem conduzindo esse processo, mas eu creio que o melhor momento para começar a se falar nisso é a partir do segundo semestre de 2013. A gente tem uma eleição municipal que é muito grande, já que são 417 municípios e vamos tentar costurar para a base ficar o máximo possível unida. Sem o resultado do desempenho de 2012 é difícil falar sobre 2014. A vinda do Rui foi para substituir uma figura que teve um papel fundamental que é a Dra. Eva, que hoje está aqui como vice-ministra do Planejamento, que foi quase que um passe que cedemos para o governo federal .

Leia entrevista de Jacques Wagner na edição impressa da Tribununa da Bahia

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