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08
Posted on 08-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-01-2012


Eliana:a rebelde sem meias palavras
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Deu no blog do Ricardo Setti
Entrevista direta no fígado: esta ministra deveria ser cogitada para ir para o Supremo. Infelizmente, não está. Mas vejam sua franqueza e coragem

Amigos do blog, agora que a ministra do Supremo Tribunal Federal Ellen Gracie se aposentou, aos 63 anos, e a presidente Dilma cogita de indicar para a vaga outra mulher, vejam se não é uma ótima ideia o nome da ministra do Superior Tribuna de Justiça Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão fiscalizador do Judiciário.

Leiam a entrevista que se segue, vejam a franqueza e a coragem da ministra Eliana Calmon. Não se me lembro de ter lido declarações de um magistrado sobre as mazelas e problemas do Judiciário tão sinceras e diretas como essas da incrível entrevista que a ministra concedeu ao jornalista Rodrigo Rangel, de VEJA — em setembro do ano passado. O título original é o que vai abaixo. Não percam.

Ah, antes que me esqueça: o nome da ministra NÃO está entre os cogitados pela presidente Dilma para o Supremo. Infelizmente, mesmo que fosse, ela já passou da idade máxima de 65 anos — tem 66 — para ser indicada ao STF. Mesmo que isso não tivesse ocorrido, diante do que a ministra diz, vocês verão que sua não cotação não seria surpresa.

A corte dos padrinhos

A nova corregedora do Conselho Nacional de Justiça diz que é comum a troca de favores entre magistrados e políticos

A ministra Eliana Calmon é conhecida no mundo jurídico por chamar as coisas pelo que elas são. Há onze anos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana já se envolveu em brigas ferozes com colegas — a mais recente delas com o então presidente Cesar Asfor Rocha.

Recém-empossada no cargo de corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ministra passa a deter, pelos próximos dois anos, a missão de fiscalizar o desempenho de juízes de todo o país.

A tarefa será árdua. Criado oficialmente em 2004, o CNJ nasceu sob críticas dos juízes, que rejeitavam a ideia de ser submetidos a um órgão de controle externo. Nos últimos dois anos, o conselho abriu mais de 100 processos para investigar magistrados e afastou 34.

Em entrevista a VEJA, Eliana Calmon mostra o porquê de sua fama. Ela diz que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez, são os patrocinadores das indicações dos ministros.

Por que nos últimos anos pipocaram tantas denúncias de corrupção no Judiciário?

Durante anos, ninguém tomou conta dos juízes, pouco se fiscalizou. A corrupção começa embaixo. Não é incomum um desembargador corrupto usar o juiz de primeira instância como escudo para suas ações. Ele telefona para o juiz e lhe pede uma liminar, um habeas corpus ou uma sentença. Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções. Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão.

A senhora quer dizer que a ascensão funcional na magistratura depende dessa troca de favores?

O ideal seria que as promoções acontecessem por mérito. Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate ele levará a pior. Esse chegará ao topo do Judiciário.

Esse problema atinge também os tribunais superiores, onde as nomeações são feitas pelo presidente da República?

Estamos falando de outra questão muito séria. É como o braço político se infiltra no Poder Judiciário. Recentemente, para atender a um pedido político, o STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal.

A tese que a senhora critica foi usada pelo ministro Cesar Asfor Rocha para trancar a Operação Castelo de Areia, que investigou pagamentos da empreiteira Camargo Corrêa a vários políticos.

É uma tese equivocada, que serve muito bem a interesses políticos. O STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal. De fato, uma simples carta apócrifa não deve ser considerada. Mas, se a Polícia Federal recebe a denúncia, investiga e vê que é verdadeira, e a investigação chega ao tribunal com todas as provas, você vai desconsiderar? Tem cabimento isso? Não tem. A denúncia anônima só vale quando o denunciado é um traficante? Há uma mistura e uma intimidade indecente com o poder.

Existe essa relação de subserviência da Justiça ao mundo da política?

Para ascender na carreira, o juiz precisa dos políticos. Nos tribunais superiores, o critério é única e exclusivamente político.

Mas a senhora, como todos os demais ministros, chegou ao STJ por meio desse mecanismo.

Certa vez me perguntaram se eu tinha padrinhos políticos. Eu disse: “Claro, se não tivesse, não estaria aqui”. Eu sou fruto de um sistema. Para entrar num tribunal como o STJ, seu nome tem de primeiro passar pelo crivo dos ministros, depois do presidente da República e ainda do Senado. O ministro escolhido sai devendo a todo mundo.

No caso da senhora, alguém já tentou cobrar a fatura depois?

Nunca. Eles têm medo desse meu jeito. Eu não sou a única rebelde nesse sistema, mas sou uma rebelde que fala. Há colegas que, quando chegam para montar o gabinete, não têm o direito de escolher um assessor sequer, porque já está tudo preenchido por indicação política

Leia íntegra da entrevista da Corregedora Eliana Calmon, do CNJ, na edição desta semana da revista VEJA, já nas bancas.

jan
08
Posted on 08-01-2012
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Covilhã: “Portugal diferente do que tem sido descrito pelos meios de comunicação”
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Descobertas em Portugal *

Washington Souza Fillho (Direto de Portugal para o Bahia em Pauta)

Um projeto profissional transformou Portugal em lugar do destino do meu réveillon, em 2011. Desde o início de dezembro, estou em Covilhã, na região da Beira Interior, a uma distância quase igual das principais cidades do País – Lisboa e Porto. Em torno de 250 quilômetros. Uma experiência nova, que permite descobrir um país diferente do que tem sido descrito pelos meios de comunicação, em meio a uma crise relacionada à unificação do euro, ocorrida há dez anos.

Covilhã está localizada na Serra da Estrela, a 20 quilômetros do ponto mais alto de Portugal – a mesma distância de Belmonte, onde nasceu o navegador português Pedro Álvares Cabral, o descobridor do Brasil, apesar das controvérsias. É uma região acostumada com a neve, que nos últimos dias de 2011, com a abertura das pistas de esqui – existem duas nas proximidades – manteve alguma movimentação, durante o recesso de fim do ano da Universidade da Beira Interior (UBI), com a presença de quem gosta de frio, de temperaturas baixas.

Estou na cidade em função da UBI, cursando o doutorado em Ciências da Comunicação – doutoramento como dito aqui. Um projeto adiado por muitos anos, que agora começa a ser concretizado. A minha visão de Portugal é a que tenho da cidade – digamos que pela Beira, em função da denominação da região. A região da Beira é formada, na verdade, por três. A Beira Interior, da qual Covilhã faz parte, mais identificada como Beira Baixa; a Beira Alta, que tem Viseu e Guarda entre as principais cidades; e a Beira Litoral, em aparecem Coimbra e Aveiro.

A UBI, de alguma forma, é a vida da cidade. Os alunos são em torno de sete mil, perto de 25% do total da população, estimada em 35 mil habitantes. A presença dos estudantes é significativa, principalmente para o comércio, dividido em duas partes – o mais tradicional, na parte alta e mais velha da cidade, no caminho para a Serra; e o novo, com shoppings e hipermercados, na parte baixa e de construções recentes.
Portugal visto de Covilhã reflete a crise e as preocupações do país, mas sem deixar de perceber que a vida segue. “Um bom ano para si”, dizem todos. Nas conversas, os temas são os assuntos do cotidiano, como a sugestão do primeiro-ministro Passos Coelho (PSD), que propôs a professores que emigrassem para o Brasil ou Angola – antigas ex-colônias, com realidade econômica diferente. O aumento das chamadas taxas moderadoras, a partir do dia 1º. é outro assunto. A elevação vai causar o aumento dos alimentos fora de uma espécie de cesta básica, chamada de cabaz.

Para muitos portugueses, a saída tem sido a emigração. Em 2011, aumentou em mais de 50 mil os vistos para o Brasil, gente que viaja com emprego ou não. O Brasil virou um exemplo a ser seguido. A presidente Dilma Roussef tem sido destacada como uma líder internacional pelos jornais portugueses, no velho hábito de relacionar fatos do ano que termina. De criação do ex-presidente Lula à equiparação com primeira-ministra da Alemanha, Ângela Merkel.

É uma visão de fora, destacada pela ascensão do Brasil à posição de sexta economia do mundo, à frente da Inglaterra, que tenta ficar distante da crise, ao manter a libra esterlina – a moeda do país, diferente da maior parte da Europa – isolada do euro. O crescimento da economia brasileira faz muita gente imaginar que se teve importância a descoberta – ou o encontro – do Brasil, esta é uma nova oportunidade para compreender o que aconteceu no país – mesmo que a realidade seja diferente para nós.

*Washington de Souza Filho, jornalista, professor da Faculdade de Comunicação (UFBA).

DEU NA FOLHA DE S. PAULO

Por Leandro Colon

O líder do DEM no Senado, senador Demóstenes Torres (GO), afirmou neste domingo que pedirá para a Procuradoria-Geral da República investigar o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional).

O senador disse que vai entrar com uma representação na próxima terça-feira na procuradoria pedindo a abertura de um inquérito civil público contra o ministro.

Bezerra está envolvido em suspeitas de favorecimento ao seu Estado, Pernambuco, e também ao seu filho, o deputado Fernando Coelho (PSB-PE), no repasse de recursos da pasta, além de acusações de nepotismo.

“O ministro está descumprindo sua função. Faltou compostura a ele, que tem dado privilégio no repasse de recursos”, disse Demóstenes.

Segundo o líder do DEM, a representação abordará três assuntos: o favorecimento, por parte do ministro, no repasse de recursos de combate a enchentes para Pernambuco, o privilégio dado ao seu filho na liberação do maior volume de emendas parlamentares da pasta em 2011, conforme a Folha revelou na edição de sábado, e as acusações de que Bezerra teria ignorado o decreto antinepotismo ao manter o irmão, Clementino Coelho, presidente da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba) durante quase um ano.

A iniciativa de Demóstenes, por enquanto, é um gesto isolado dentro da oposição.

Conforme mostrou reportagem da Folha deste domingo, diversos dirigentes oposicionistas têm agido de forma protocolar. Por trás dessa cautela inicial está o desejo de alimentar as tradicionais divergências entre PT e PSB.


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BAHIA, MINHA PRETA

Composição: Caetano Veloso

Bahia, minha preta
Como será?
Se tua seta acerta o caminho e chega lá?
E a curva linha reta
Se ultrapassar
Esse negro azul que te mura,
O mar, o mar?
Cozinha este cântico
Comprar o equipamento
E saber usar
Vender o talento e saber cobrar, lucrar
Insiste no que é lindo
E o mundo verá
Tu voltares rindo ao lugar que é teu no globo azul
Rainha do atlântico sul
E ô! Bahia, fonte mítica encantada
E ô, Ê ô! expande teu axé, não esconde nada
E ô! teu grito de alegria ecoa longe, tempo e espaço
E ô! rainha do atlântico
Te chamo de senhora
Opô afonjá
Eros, dona Lina, Agostinho e Edgar
Te chamo Menininha do Gantoise
Candolina, Marta, Didi, Dodô e Osmar
Na linha romântico
Teu novo mundo
O mundo conhecerá
E o que está escondido no fundo emergirá
A voz mediterrânica e florestal
Lança muito além a civilização ora em tom boreal
Rainha do atlântico austral
E ô! Bahia, fonte mítica encantada
E ô, Ê ô! expande teu axé, não esconde nada
E ô! teu grito de alegria ecoa longe, tempo e espaço
E ô! rainha do atlântico
Como será?

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Prédio em ruinas no centro da capital baiana
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DEU NO SITE HISTÓRIA VIVA

Por Heloísa Broggiato
( Arquivo do Escritório de Referência do Centro Antigo – Secult/World Monuments Fund )

O centro histórico de Salvador entrou na lista de monumentos em risco de deterioração elaborada pela World Monuments Fund (WMF). Desde 1996, essa organização privada e independente faz uma relação dos sítios do patrimônio mundial em risco, que é divulgada a cada dois anos. A edição de 2012 inclui 67 deles, distribuídos entre 41 países e territórios. O centro de Salvador é o único brasileiro.

A vantagem de ter seu nome incluído nesse rol é que o alerta serve também para reunir investidores interessados em proteger o patrimônio e a WMF se responsabiliza por buscar formas de financiamento para realizar as obras necessárias.

Já há um plano de revitalização para a área, capitaneado pelo governo da Bahia, com investimentos públicos e privados de mais de R$ 600 milhões. A intenção é recuperar o centro histórico até 2014, quando a cidade será uma das sedes da Copa do Mundo. A WMF deve trabalhar em parte desses projetos.

Além do centro de Salvador, constam da relação a cidade de La Plata, na Argentina, o Jardim Botânico de Lisboa, um edifício da Quinta Avenida de Nova York, as linhas de Nazca, no Peru, e monumentos históricos do Japão que foram atingidos pelo tsunami.

Heloísa Broggiato é jornalista, tradutora, cientista política e mestre em política internacional e segurança pela Universidade de Bradford, na Inglaterra


Praia do Porto da Barra – Salvador
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DEU EM O GLOBO

CONTEÚDO LIVRE

Ainda cá

Caetano Veloso

“A Bahia está viva ainda lá”, mandava dizer a Adalgisa do samba de Caymmi. Estou em Salvador desde a véspera de Natal e tenho a irresponsável sensação de que a Bahia ainda está viva aqui. A arquitetura feia e caótica que tomou conta das cidades brasileiras domina; o Pelourinho parece que virou uma cracolândia; o Porto da Barra não é tratado como uma joia, como deveria, mas como um depósito de lixo; as praias que dão para o mar aberto se livraram das barracas fixas, mas, sem um planejamento que acompanhasse a decisão do errático prefeito, os vendedores não ambulantes vão se ajeitando devagar e sem método, o que deixa os visitantes entre o desconforto e o medo de invasões mais perigosas; os vereadores votaram lei que permite a subida do gabarito para as construções na região em até 50%, assegurando sombra de prédio na areia antes das dez da manhã e depois das duas da tarde; enfim, o mundo acabou.

No entanto, comi acarajé da Cira à brisa da tarde no largo da Mariquita, fui à missa do Rosário dos Pretos (que continua sendo celebrada na igreja do Carmo, já que a da Irmandade do Rosário dos Pretos — aquela azul que domina a vista do Largo do Pelourinho — continua com a restauração inacabada, uns dizem que por causa das chuvas grandes que houve antes do verão, outros, que por causa de brigas entre Iphan e Ipac, sei lá), simplesmente olhei o mar azulmarinho cercando a cidade como um muro muito concreto e sobrenatural.

Essa imagem do mar como um muro me ocorreu quando me mudei para Salvador, em 1960. A essa altura eu conhecia melhor o Rio do que Salvador: tinha morado o ano de 1956 todo em Guadalupe — e ia ao Centro toda semana, a Niterói de vez em quando (para tomar banho de mar no Saco de São Francisco) e, com menor frequência ainda, à Praia Vermelha. Leblon, Ipanema, Arpoador, Copacabana — nessa ordem —, visitei algumas vezes, quando meu primo Carlos Alexandre, escrivão de polícia, resolvia fazer um passeio que ia, passando por Realengo, Bangu e Jacarepaguá, até o Recreio dos Bandeirantes, onde nos banhávamos, e voltava pelos bairros da Zona Sul. Eu e todos os meus parentes baianos que viviam no Rio achávamos o mar do Rio menos azul do que o da Bahia. Não era exatamente isso: era a névoa permanente da Guanabara que deixa os horizontes embaçados, o céu com uma cor menos precisa e as pedras que rodeiam a Baía — e as que encaram o mar aberto — parecendo montanhas distantes. Em suma: há menos nitidez no Rio. Fui ao Arizona e vi que há menos nitidez na Bahia do que no Arizona. Pois bem: há menos nitidez nas paisagens vivas do Rio do que nas de Salvador. Isso se expõe de forma marcante na linha dura do horizonte marinho soteropolitano. Na primeira metade dos anos 1960, estudando e namorando em Salvador, eu me surpreendia com um sólido muro azul que de repente aparecia entre duas casas de uma ladeira: o mar. Escrevi uma canção para Gal, encomendada por Arto Lindsay para o belo disco que ele produziu para ela, “O sorriso de gato de Alice”, chamada “Bahia, minha preta”, em que essa imagem do muro aparece em verso e melodia. Pois hoje à tarde, olhando da varanda de minha casa no Rio Vermelho, Catarina, a namorada de meu filho, me disse que, ao acordar e sair para o pátio, achou que o mar fosse um muro azul. Quer dizer: viva ainda.

Por que um prefeito não toma o Porto da Barra como assunto de grande importância? Por que nenhum dos que passaram pelo cargo adotou essa praia? Uma pequena enseada entre os fortes de Santa Maria e de São Diogo, em perfeito anfiteatro mirando o pôr-do-sol, com águas de temperatura fria mas não gelada e de teimosa limpidez, o Porto tem sido a praia do povo da Cidade da Bahia. Um trecho tão pequeno e tão privilegiado deveria ser tratado como uma preciosidade. Claro, viriam os idiotas da objetividade chiar porque estarse-ia dando atenção especial a um local da cidade, gastando nele (em limpeza, iluminação, policiamento e mesmo facilitações para negociantes) o que deveria ser poupado para resolver as carências
de áreas mais necessitadas. Não sou idiota, nem mesmo da objetividade, portanto não penso assim. Amei o filme “Trampolim do Forte”, em que os meninos que saltam do mini quebra-mar de Santa Maria aparecem no ar, sob a água, na superfície — e a praia do Porto tem sua crônica e seu retrato emocionado. Nesse filme, na cidade vista do mar, até os prédios que oprimem o Corredor da Vitória fazem de Salvador um lugar tão lindo quanto Istambul — ou como a Salvador do filme inacabado de Orson Welles. O filme de João Rodrigo Matos é poderoso em sua revelação do quanto pode a Cidade do Salvador. Tudo nele tem a força que sinto aqui. Força teimosa que está na resposta dada a Glauber pelo profeta Edgar Santos quando este, reitor da UFBA, sabedor de que Glauber fazia campanha contra Martim Gonçalves, o diretor da Escola de Teatro, ouviu do futuro cineasta um pedido de contribuição para não sei que projeto: “Você não entende nada de teatro, mas passe aqui amanhã para pegar o dinheiro”. Isso está no livro de Nelson Motta (é a grande cena do livro). O resto é história: o Cinema Novo, os atores da Escola e seus descendentes Lázaros e Wagners, a sede do Olodum construída por Lina Bardi, Daniela, Ivete e Magary Lord. Rumpilezz, Cascadura, Neojibá, Sanbone. Apesar da fase sombria (com muito sol) e de ter tanto a deplorar, não tenho outro jeito senão mandar dizer que a Bahia está viva ainda.

jan
08
Posted on 08-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-01-2012

DEU NO DN (PORTUGAL)
A cantora norte-americana Beyoncé já teve a bebé (primeira filha) , a quem chamou Ivy Blue Carter. O parto aconteceu este sábado(7) de cesariana em hospital de Nova Iorque e tanto a mãe como a filha estão bem.

Beyoncé, casada com o rapper Jay-Z, deu entrada no Hospital Lenox Hill, em Manhattan, na sexta-feira à noite, com o nome Ingrid Jackson, informa a imprensa norte-americana.

O nascimento da bebé ainda não foi confirmado oficialmente, mas amigos do casal já começaram a felicitá-lo. Foi o caso de Rihanna, que o fez através do Twitter. “Bem-vinda ao mundo, princesa Carter, com amor da tua tia Rih”, escreveu a cantora.

Antes do final de 2011 surgiram rumores de que Beyoncé já teria dado à luz. No entanto, essas informações não se confirmaram e, dias depois, a cantora, foi vista em público ainda grávida.

Beyoncé e Jay-Z estão casados desde Abril de 2008. A cantora anunciou a gravidez após a sua atuação nos MTV Videos Music Awards

jan
08
Posted on 08-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-01-2012


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Jarbas, hoje no Diário de Pernambuco

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