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A Paz
Gilberto Gil
Composição: Gilberto Gil & João Donato

A paz invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais

A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino; A paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão da paz

Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz

Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos “ais”

BOA NOITE!!!

(VHS)


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ARTIGO

UM CHOPE AOS VELHOS BAIANOS

Janio Ferreira Soares

Atualmente está na moda falar mal de João Gilberto, do mesmo modo que, tempos atrás, a onda era malhar o então ministro Valdir Pires, coincidentemente outro pacato cidadão da velha guarda baiana que também possui a voz na tonalidade de quem venera a paz – “onde o fim da tarde é lilás, e onde o mar arrebenta em mim o lamento de tantos ais” (dá-lhes, Gil e Donato!).

Não sou da geração que acompanhou a revolucionária batida do violão de João Gilberto, tampouco faço parte dos inúmeros tietes que o tem como um dos deuses da cocada preta e que acedem velas a cada espirro seu. Mesmo assim lhe sou grato, quando nada, por ele ter sido – segundo declaração dos próprios -, um dos principais responsáveis pelo surgimento de vários artistas que vivem rodando no prato da minha vitrola nas sagradas manhãs de sábado – onde o lúpulo é rei, a música é rainha e a ressaca é madrasta. (A propósito, Eric Clapton, em sua recente excursão pelo Brasil, declarou que gostaria de conhecer o juazeirense ermitão para, quem sabe, fazerem um dueto de Cocaine em ritmo de bossa).

Resolvi abordar este assunto porque estou no Rio de Janeiro, bem próximo do quadrilátero que nos anos 70 foi o território dos baianos que vieram para cá dar uma bela sacudida na MPB. Portanto, por uma questão de usucapião, sinto-me a vontade batendo pernas nas mesmas calçadas por onde transitaram inúmeros tamancos desvairados sob gigantescas bocas-de-sino a varrer o chão das praças, numa época em que, como canta o grande Paulo Diniz, a moda era por um arco-íris na moringa e ser inserido no contexto, sempre procurando pela moça Gal. Mas Ipanema agora é outra.

No lugar de revoluções culturais, a moçada prefere tomar açaí e ouvir músicas em aparelhos com uma maçã mordida nas costas. Como sou do tempo em que a maçã que valia era a verde que rodava no meio dos discos dos Beatles, peço mais um chope e brindo aos velhos baianos que um dia fizeram deste pedaço um grande vapor barato, que ainda hoje navega debaixo dos caracóis dos meus cabelos cada vez mais brancos.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco

jan
06

Os benefícios previdenciários que estão acima do valor do novo salário mínimo de R$ 622 serão reajustados em 6,08%, informou hoje (6) o Ministério da Previdência. A portaria com os novos valores deve ser publicada na próxima semana, no “Diário Oficial da União”.

O reajuste é referente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2011, que foi divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O impacto líquido na folha de pagamentos da Previdência, com o reajuste, incluindo os benefícios que estão acima do piso previdenciário, será R$ 7,6 bilhões, segundo nota divulgada pelo Ministério da Previdência. Já o aumento para quem recebe até um salário mínimo representará R$ 14,8 milhões a mais nos cofres públicos. Cerca de 19 milhões de segurados do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) estão nessa categoria.

O reajuste do salário mínimo vai beneficiar 311 mil aposentados e pensionistas que, em 2011, recebiam um pouco mais que o mínimo e ficavam de fora do piso previdenciário. O ganho real se estenderá até 2015, segundo o ministério.

Alíquotas foram alteradas

A Previdência também divulgou as novas alíquotas de contribuição do INSS dos trabalhadores empregados, domésticos e trabalhadores avulsos. Quem ganha até R$ 1.174,86 pagará 8% de imposto.

Para quem ganha entre R$ 1.174,87 e R$ 1.958,10, a alíquota será 9%. Os que tiverem salários a partir de R$ 1958,11 até R$ 3.916,20 pagarão 11% de tributo. Os novos valores são relativos aos salários de janeiro e devem ser recolhidos em fevereiro.

Os recolhimentos feitos em janeiro, relativos aos salários de dezembro, ainda seguem a tabela anterior.

O valor mínimo dos benefícios pagos pelo INSS – aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte, das aposentadorias dos aeronautas e das pensões especiais pagas às vítimas da síndrome da talidomida – também será R$ 622.

Esse reajuste foi definido na votação do Orçamento da União no ano passado, mas novas discussões sobre reajustes para os aposentados podem ser pleiteados por parlamentares a partir de fevereiro, quando termina no recesso

Auxílios também sobem

Segundo o ministério, a cota do salário-família passa a ser de R$ R$ 31,22 para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 608,80 e de R$ 22,00 para o segurado com remuneração mensal superior a R$ 608,80 e igual ou inferior a R$ 915,05.

Já o auxílio-reclusão será devido aos dependentes do segurado cujo salário-de-contribuição seja igual ou inferior a R$ 915,05. O teto do salário-de-contribuição e do salário-de-benefício passa de R$ 3.689,66 para R$ 3.916,20.

(Informações do IG com Agência Brasil)

jan
06
Posted on 06-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-01-2012

Hora de desarmar a árvore de Natal

Viva o dia dos santos Reis

(Vitor Hu8go Soares)

jan
06
Posted on 06-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-01-2012


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Frank, hoje na Notícia (SC)


Rui Costa na posse:peodução de profissionais
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OPINIÃO POLÍTICA

Posse e apoteose

Ivan de Carvalho

Foi uma apoteose, coisa de profissional e com propósitos importantes bem definidos, a solenidade-festa de posse do deputado Rui Costa no cargo de secretário da Casa Civil do governo do Estado.
No entanto, não espere do repórter o leitor, por enquanto, a revelação de tais propósitos, salvo o de que o ex-secretário de Relações Institucionais – que exerceu a função durante quase quatro anos, até deixá-la para concorrer a uma cadeira de deputado e eleger-se com mais de 200 mil votos – terá na Casa Civil as funções de coordenação administrativa que sua antecessora no cargo, Eva Chiavon, exercia, somadas às de articulação política que, quando secretário de Relações Institucionais, o próprio Rui Costa desempenhava.
Se o eleitor for curioso, então perguntará qual será, daqui por diante, a função do atual secretário de Relações Institucionais, Cezar Lisboa. A resposta exata, se não for revelada formalmente pelo governo, terá de esperar algum tempo, duas, três semanas, provavelmente não mais do que isto. Mas, desde já, valem os palpites, escorados em alguma lógica.
Supõe-se que Casa Civil absorverá as funções mais importantes da Secretaria de Relações Institucionais, deixando a esta burocracias e afazeres que não tenham a ver, não exerçam influência no projeto político traçado e discretamente conduzido pelo governador. Isto será entregue a Rui Costa, “amigo do peito” de Jaques Wagner desde os tempos em que militavam no sindicalismo e de sua inteira confiança.
Mas volto ao começo, à apoteose da posse. Estavam presentes os três senadores pela Bahia (um do PT, um do PSB, um do PDT), o presidente da Assembléia Legislativa e mais 30 deputados estaduais governistas (em período de recesso, as três dezenas representam presença maciça), muitos deputados federais, também governistas, dois ministros de estado, o das Cidades, do PP (notou-se a ausência do deputado João Leão, outra importante liderança do PP da Bahia) e o de Desenvolvimento Agrário, do PT, além da antecessora de Rui Costa na Casa Civil, Eva Chiavon, na qualidade de ministra interina (por enquanto) do Planejamento.
Só? Nem pensar. Havia aproximadamente 200 prefeitos (a Bahia tem 417), um grande e indefinido número de vereadores e não poucos ônibus vindos do interior do estado. A solenidade ocorreu no auditório da Fundação Luís Eduardo Magalhães, que é grande, mas não coube 200 pessoas – autoridades e deputados, inclusive – que tiveram de ficar fora do auditório.
Até parecia posse de governador. Ah, falar nisso, também compareceu o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, citado no discurso de Rui Costa (que foi aluno dele em Macroeconomia). Perguntado pelo site Política Livre se integraria o governo Wagner em alguma secretaria, surpreendentemente (ante suas passadas respostas à mesma questão) respondeu que não sabia “ainda”. Terá o leitor visto o que parece que Gabrielli viu?
Bem, talvez estas linhas e um leitor atento hajam detectado pelo menos a sombra de alguns dos propósitos do retorno triunfal de Rui Costa. Mas desconfio que nem todos. Desconfiança, no entanto, não se afirma.
Vida que segue.

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